História ANGEL: JK - Capítulo 5


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jungkook
Tags Bts, Hot, Jungkook, Romance
Visualizações 10
Palavras 1.597
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 5 - 0.5


Fanfic / Fanfiction ANGEL: JK - Capítulo 5 - 0.5

O rabo de cavalo caiu nos pés dela e Ariane sobressaltou-se e apanhou subitamente. Ela o pegou e segurou na direção do sol. O coração de S/N se comprimiu com a visão. Ela estava agonizando pelo seu próprio cabelo perdido, e todas as outras perdas que isso simbolizava. Mas Ariane só deixou um delicado sorriso espalhar pelos seus lábios. Ela correu os dedos pelo rabo de cavalo, e depois o jogou dentro da bolsa.

— Maravilhoso— ela disse. — Continue.

— Ariane — S/N sussurrou, antes que pudesse parar a si mesma. — Seu pescoço. Está todo...

— Cheio de cicatrizes? Você pode dizer isso.

A pele do pescoço de Ariane, desde a parte de trás de sua orelha direita até seu colar de ossos estava com reentrâncias, marmorizadas e brilhantes. A mente de S/N foi até Trevor – para aquelas horríveis imagens. Até seus próprios pais não a olharam depois do que viram. Ela estava tendo um mau momento olhando para Ariane agora.

Ariane agarrou a mão de S/N e pressionou contra sua pele. Era quente e frio, ao mesmo tempo. Era liso e áspero.

— Eu não tenho medo disso— Ariane disse. — Você tem?

— Não — S/N respondeu, enquanto ela desejava que Ariane tirasse sua mão, então S/N poderia tirar a dela também. Seu estômago se contorceu quando ela se questionou se a pele de Trevor seria assim.

— Você tem medo do que realmente é, S/N?

— Não— S/N disse outra vez, rapidamente.

Deveria ser óbvio que ela estava mentindo. Ela fechou os olhos. Tudo que ela desejava da Sword&Cross era um novo começo, um lugar onde as pessoas não olhariam para ela como Ariane estava olhando agora. No portão da escola essa manhã, quando seu pai sussurrou o lema da família em seu ouvido – “Prices nunca quebram” – parecia possível, mas agora S/N sentia-se decaída e exposta. Ela tirou sua mão.

— Então, como isso aconteceu?— ela perguntou, olhando para baixo.

— Se lembra que eu não te pressionei sobre o que você fez para estar aqui? — Ariane perguntou, erguendo suas sobrancelhas.

S/N assentiu.

Ariane gesticulou para as tesouras.

— Arrume a parte de trás, ok? Talvez isso me faça parecer realmente bonita. Talvez me faça parecer com você.

Mesmo com o mesmo corte, Ariane permaneceria como uma versão subnutrida de S/N.

Enquanto S/N estava ocupada com seu primeiro corte de cabelo, Ariane explanava as complexidades da vida na Sword&Cross.

— Esse bloco de celas ali é Augustine. É lá onde nós temos nossos tão falados eventos sociais nas noites de quarta-feira. E todas as nossas aulas.

Ela apontou para a construção com cor de dente amarelado, dois prédios à direita do dormitório. Parecia que havia sido desenhado pelo mesmo sádico que desenhara o Pauline. Era tristemente quadrado, tristemente parecido com uma fortaleza, cercado pelo mesmo arame farpado e janelas com grades. Uma névoa cinza fazia as paredes parecerem camufladas por musgos, tornando impossível de ver se alguém estava lá.

— Aviso claro — Ariane continuou — você vai odiar as aulas aqui. Você não é humana se não odiar.

— Por quê? O que há de tão ruim com elas?— S/N perguntou.

Talvez Ariane apenas não gostasse de escola no geral. Com seu esmalte preto, delineador preto e a bolsa preta que parecia grande o suficiente para caber apenas o novo canivete suíço dela, ela não parecia exatamente estudiosa.

— Aqui você vai ver o ginásio de ponta — ela disse, assumindo um tom nasalado de guia turístico. — Sim, sim, para os olhos inexperientes parece uma igreja. Costumava ser. Nós temos um tipo de arquitetura de segunda mão na Sword&Cross. Alguns anos atrás, algum maluco por exercícios físicos apareceu falando besteira sobre como supermedicar os adolescentes arruína a sociedade. Ele doou uma tonelada de dinheiro de merda então eles transformaram a igreja num ginásio. Agora os poderosos podem pensar que a gente desconta nossas “frustrações” de um jeito mais “produtivo”.

S/N gemeu. Ela sempre detestou educação física.

— Garota do meu coração — Ariane se condoeu — Treinador Diante é di-a-bó-li-co.

Enquanto S/N se movimentou para acompanhar, ela reparou no resto do recinto. O complexo da Dover havia sido bem cuidado, tudo bem feito e pontilhado em espaços uniformes, árvores cuidadosamente podadas. Sword&Cross parecia que havia tudo caído subitamente e abandonado no meio de um pântano. Salgueiros cujos galhos apontavam para baixo balançavam para o chão, kudzu crescia pelo muro em lençóis, e todo o terceiro piso escutava o barulho do respingo.

E não era apenas a maneira que o local parecia. Cada respiração úmida de S/N permanecia presa em seus pulmões. Apenas respirar na Sword&Cross fazia ela se sentir como se estivesse atolando em areia movediça.

— Aparentemente os arquitetos entraram num impasse enorme sobre como melhorar o estilo dos prédios da antiga academia militar. O resultado é que nós acabamos em um lugar metade penitenciária, metade zona de tortura medieval. E sem jardineiro — Ariane disse, tirando um pouco de limo de seus coturnos. — Tosco. Oh, e aqui está o cemitério.

S/N seguiu Ariane apontando o dedo para a parte mais longe do lado esquerdo do terreno, após o dormitório. Um manto ainda mais espesso de névoa pairava sobre a porção de terra sem muros.

Era delimitado dos três lados por uma densa floresta de carvalhos. Ela não podia ver dentro do cemitério, que parecia quase afundar-se debaixo da superfície, mas ela podia sentir o cheiro da podridão e ouvir o coro de cigarras zumbindo nas árvores. Por um segundo, ela pensou que ouviu o silvo das sombras – mas ela piscou e eles se foram.

— Isso é um cemitério?

— Aham. Isso costumava ser uma academia militar, caminho de volta nos dias da Guerra Civil. Então era aqui que eles jogavam todos os seus mortos. É arrepiante como todos caem fora. E meu sinhô— Ariane disse, acumulando um falso sotaque sulista. — Isso fede até os céus!

Então, ela piscou para S/N

— Nós ficamos lá pra caramba.

S/N olhou para Ariane para ver se ela estava brincando. Ariane só deu de ombros.

— Okay, foi só uma vez. E foi só depois de uma grande festa de medicamentos.

Ora, essa era uma palavra que S/N reconhecia.

— Há! —  Ariane riu. — Eu acabei de ver uma luz acender aí em cima. Então, alguém está em casa. Bem, S/N, minha querida, você provavelmente foi a festas de internatos, mas você nunca viu como as crianças de reformatórios colocam tudo abaixo.

— Qual é a diferença?— S/N perguntou, tentando esconder o fato que ela nunca foi a nenhuma grande festa na Dover.

— Você vai ver — Ariane parou e se virou para S/N. — Você vem essa noite e fica lá, okay? — Ela surpreendeu S/N pegando sua mão. — Promete?

— Mas eu pensei que você disse que eu devia manter distância dos casos perigosos— S/N brincou.

— Regra número dois —  Não me escute! — Ariane gargalhou, balançando a cabeça. — Eu sou, com certeza, louca!

Ela deu uma corridinha e S/N foi atrás dela.

— Espere, qual é a regra número um?

— Me acompanha!

***

Quando elas viraram a esquina das salas de aula de paredes de bloco de cimento, Ariane deu uma parada.

— Pareça legal— ela disse.

— Legal— S/N repetiu.

Todos os outros estudantes pareciam estar agrupados em volta das árvores estranguladas pelo kudzu do lado de fora do Augustine. Nenhum deles parecia exatamente feliz por estar do lado de fora, mas ninguém parecia exatamente pronto a entrar, também.

Nunca houve muito código de vestimenta na Dover, então S/N não estava acostumada com a uniformidade do corpo estudantil. Então, novamente, apesar de todos ali usarem os mesmos jeans pretos, blusas de gola alta pretas e suéteres pretos amarrados sobre seus ombros ou em volta da cintura, continuava havendo diferenças substanciais no jeito que eles o usavam.

Um grupo de garotas tatuadas, paradas em um círculo cruzado, usava pulseiras até seus cotovelos. As bandanas pretas no cabelo delas lembraram a S/N um filme que ela viu uma vez sobre gangues femininas de motociclistas. Ela alugou porque pensou: O que pode haver de mais legal que uma gangue de motoqueiros só de mulheres? Agora os olhos de S/N trancaram-se em uma das garotas no gramado. O estrabismo lateral da garota de olhos-de-gato delineados de preto fez S/N rapidamente mudar a direção de seu olhar.

Um cara e uma garota que estavam de mãos dadas tinham lantejoulas costuradas em formato de ossos cruzados nas costas de seus suéteres pretos.  A cada poucos segundos, um dos dois puxava o outro pra um beijo nas têmporas, no lóbulo da orelha, nos olhos. Quando eles envolveram seus braços em volta um do outro, S/N pode ver que ambos usavam pulseiras de rastreamento que estavam piscando. Eles pareciam um pouco rudes, mas estava óbvio o quanto estavam apaixonados. Toda vez que ela via as argolas de suas línguas piscando, S/N sentia um aperto solitário beliscando seu peito.

Atrás dos namorados, um grupo de garotos loiros estava encostado contra a parede. Cada um deles usava seu suéter, apesar do calor. E todos eles tinham camisas Oxford brancas por baixo, o colarinho engomado para cima. As barras remendadas de suas calças pretas batiam na beira de seus sapatos polidos, que calçavam perfeitamente. De todos os estudantes no perímetro, esses garotos pareciam para S/N os mais próximos do estilo da Dover. Mas um olhar mais aproximado rapidamente os diferenciava dos garotos que ela costumava conhecer. Os caras como Trevor.

Apenas estando em grupo, esses garotos radiavam um tipo especial de tenacidade. Estava bem ali no olhar de seus olhos. Era difícil de explicar, mas isso de repente surpreendeu S/N, que assim como ela, todos nessa escola tinham um passado. Todos aqui provavelmente possuíam segredos que não queriam compartilhar. Mas ela não sabia se essa descoberta a fazia se sentir mais ou menos isolada.

CONTINUA...



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