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História Angel May Cry - Capítulo 2


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Notas do Autor


Confesso que fiquei umas duas semanas pensando em como iniciar essa coisa, na verdade eu nem sei como eu cheguei na situação desse capítulo, mas depois de muita brisa, saiu isso.

Eu espero que gostem, boa leitura ❤️

Capítulo 2 - País Das Maravilhas, Parte 1


  20 de outubro de 5.025 - Vale, Sanus

 

Sem a lua para iluminar, as trevas cobriam as ruas da cidade de Vale naquela noite. Apenas os sons das sirenes a metros de distância dava pra ser ouvido. Andando pelas ruas frias e tão sombria quanto seu coração, um anjo. Ele possuía uma garrafa de bebida em uma das mãos e cambaleava tentando seguir o caminho, falhando miseravelmente ao tropeçar nós próprios pés. Resmungou algo incoerente e se colocou de pé. Apertou os olhos levemente tentando enxergar melhor a silhueta que surgiu em sua frente. Capuz branco. Era ela novamente.

Ele correu todo desengonçado para alcança-la, mas no momento em que estava prestes a tocar o tecido branco, ela desapareceu. Como sempre. Engoliu seco e encarou suas mãos. Sua visão estava distorcida por conta da bebida, mas podia ver claramente o sangue que escorria entre seus dedos. Ele não sabia se estava alucinando ou ficando sóbrio. Não importava de qualquer maneira. Levou a garrafa de bebida até a boca tomando o que restava do álcool.

Mesmo alcoolizado, as lembranças de um dia que não deveria ter visto rondava sua cabeça. Aliás, elas rondavam há 10 anos. Ele sentia que esse dia estava cada vez mais próximo e com essa proximidade, Qrow se afundava mais no alcoolismo. Não havia como fugir do futuro, o tempo só corre para frente e essa é a direção que somos obrigados a ir. Qrow teria que aceita-lo de braços abertos, mesmo achando injusto.

Seu scroll vibrou alertando-o que alguém estava ligando. Qrow deixou a garrafa de lado e pegou o aparelho deslisando o dedo sobre a tela, aceitando a chamada. 

— Você já fez o que deveria fazer? — Perguntou a voz feminina. Qrow tentava organizar seus pensamentos, para não dizer o que não deveria, ainda mais no momento em que estava alcoolizado.

— Eu… Estou a caminho. — Falou calmamente, mas ainda com a voz embolada. A mulher do outro lado da linha nada responde, ela apenas desligou o aparelho. Qrow suspirou, pegou seu cantil de bolso e ergueu em direção ao céu.

— Ao trabalho. — Brindou e o levou até a boca tomando um grande gole. Suspirou levemente e fechou os olhos. Quando os abriu não estava mais em Vale, mas sim em uma floresta qualquer no continente de Anima.

Ergueu a cabeça encarando a enorme casa. Era horrível. Feita inteiramente de madeira já deteriorada, janelas com buracos enormes ocasionados por pedras que foram jogadas há muito tempo e para completar, um balanço enferrujado que rangia pelo vento. No telhado, diversos corvos pousados o observando, como se estivesse a sua espera. Qrow fez uma careta, o cheiro que o lugar transmitia era tão ruim quanto sua aparência. Fedia a decomposição.

Caminhou lentamente até a entrada. Abriu a porta com cuidado, mas era quase impossível ser silencioso. Não só a porta, mas o chão de madeira também rangia, quase entregando o homem. Se não fosse pelo som do rádio que saía da cozinha, Qrow seria imediatamente entregue. Andou até o cômodo onde o barulho vinha, algo parecido com Jazz, bem antigo e até confortável de se ouvir. Ele passou pela sala primeiro. Mesmo estando um completo breu, Qrow enxergava perfeitamente. O mofo que crescia no papel de parede rasgado indo em direção ao teto, sofá que estava caindo aos pedaços, o carpete que supostamente era pra ser bege claro, estava marrom.

Ao chegar na entrada da cozinha encostou no batente da porta. Assim como a sala, a cozinha também estava em um estado precário, a única diferença é que havia dua pessoas dançando. Um homem de em média 45 anos, ele estava abraçado a uma jovem, ela parecia ter 16. Qrow encarava a cena enojado. Ele pareceu não notar Qrow, continuou dançando com a garota em seus braços, sussurrando coisas em seu ouvido até que a música terminasse. Assim que o rádio desligou, colocou o corpo da garota sobre a mesa. Qrow arregalou os olhos ao notar a aparência da menina. Havia uma enorme marca de mordida em seu pescoço e ela estava pálida, seus olhos estavam abertos mostrando um olhar fosco. Ele teve que esfregar os olhos para saber se era isso mesmo que estava vendo. A garota estava morta.

— Você é uma ilusão bem persistente, já era para ter sumido. — Falou o homem sentando em uma das cadeiras que havia na mesa. Estava repleta de bandejas com comidas, que, na verdade, eram bichos podres e até mesmo restos humanos. Ele pegou o bule de chá e em seguida a xícara, despejando um líquido viscoso e negro no objeto.

— Eu não sou uma ilusão. — Sacou sua Harbinger. O homem continuou pleno, levando a xícara até a boca, tomando do líquido.

— Vários de vocês aparecem aqui e logo somem, não que eu esteja louco. — Riu. Suas mãos estavam tremulas fazendo o líquido nojento cair para todos os lados. Qrow permaneceu calado, com seu semblante sério. — Mas não se importaria de eu te apresentar a Alice, certo?

Se levantou repentinamente e se aproximou da garota morta na mesa. Ergueu seu corpo, pegou na mão da garota, fazendo ela acenar para Qrow.

— Ela não estava bem, então eu tive que dar um jeitinho nela, se é que me entende. — Cobriu a boca com a mão dando uma risada abafada. — Quanta falta de educação a minha, qual é seu nome?

Caminhou na direção de Qrow alegremente. Estendeu as mãos sujas para Qrow aperta-lá e ele somente encarou o homem. Havia uma cartola verde-escura sobre sua cabeça, suas mãos estavam cobertas por luvas brancas encardidas e ele vestia um terno também verde, mas como era de se esperar, estava completamente esfarrapado. Ele possuía um sorriso amarelado que transmitia perversão, seus olhos alaranjados e esbugalhados não piscava nem por um segundos, dando um ar de loucura para o homem. 

O homem de cartola continuou esperando a resposta de Qrow, mas o que recebeu foi uma dor aguda em sua mão direita. Qrow havia decepado ela, sem ele ao menos piscar. Arregalou os olhos e sorriu, agachou pegando a mão de volta e colocou no lugar, forçando seu corpo a se regenerar.

— Quanta violência, mas agora vejo que realmente não é uma ilusão. — Virou de costa, caminhando em direção a mesa novamente. — Venha se juntar conosco para o chá da tarde.

Qrow arqueou as sobrancelhas. Estava horrorizado e curioso ao mesmo tempo. Andou até o homem que puxou a cadeira para que ele sentasse e assim Qrow fez. O homem de cartola se sentou de frente para Qrow. A mulher morta ainda estava no canto da mesa.

— Quantas vezes eu tenho que te dizer para sentar direito na mesa Alice! — Espalmou a mesa, fazendo os objetos balançarem. — Agora você esta me envergonhando na frente da visita.

Ele arrumou a garota corretamente ao seu lado, encarando Qrow em seguida. Ele estava neutro, esperando alguma ação do homem com cartola, que por sinal era um demônio.

— Ela é tão mal educada. — Negou com a cabeça. — Se me permite. — Estendeu os braços servindo o homem com o chá.

— Eu não tenho tempo para essas coisas doentias, estou a procura do cálice. — Afastou a xícara, fazendo o líquido que estava sendo servido derramar sobre a mesa.

— Tome da xícara e assim saberá, caso contrário nunca encontrará. — Falou estendendo a mão com a xícara. 

 — Não me venha com essas porras de rima seu doente, cadê a merda do cálice. — Agarrou o homem pelo colarinho. 

 — Pensei que poderíamos ser amigos. — Lançou um olhar triste para Qrow. — Se você não é meu amigo... eu não posso te falar o segredinho que só eu e minha querida Alice sabe. 

 — Ótimo, eu sou seu amigo. — Largou o homem, se sentando corretamente. 

 — Amigos tomam chá!

 — Eu não irei tomar essa merda. 

 — Amigos tomam chá, Amigos tomam chá, sem chá não vamos ser amigos e o segredo vai continuar guardado. — Fez um sinal de ziper com a boca. 

 — Me da essa porra aqui. — Qrow pegou o objeto e encarou o líquido negro, ele podia jurar que viu uma bolha subindo. Levou o líquido até a boca o ingerindo. Tinha um gosto estranho e amargo, parecia que havia comido carne crua e  ensanguentada.

Não demorou muito para as náuseas virem. Qrow se levantou da mesa vendo tudo girar e pôs-se de joelho, vomitando tudo que havia ingerido. Sentiu seu corpo fraco, sua visão escureceu e logo caiu inconsciente.

 

Acordou com batidas na porta, grossas cobertas cobria seu corpo nu. Qrow abriu seus olhos, se arrependendo logo em seguida ao sentir os fortes raios de luz incomodar sua visão. Se levantou caminhando até a porta e a abriu, encontrando uma mulher vestida de empregada. Seu rosto ficou completamente vermelho e as roupas que carregava nas mãos foram parar no chão ao notar o homem nu.

— Sr.Branwen, por favor vista algo. — Disse cobrindo o rosto com as mãos. Qrow arregalou os olhos e fechou a porta do quarto.

Olhou em volta assustado, enfim notando que não estava em sua casa ou na casa do demônio de cartola.

— Que merda está acontecendo? — Sussurrou pra si mesmo.

Abriu o enorme guarda-roupa, encontrando nada que ele realmente vestiria. Não havia escolha, pegou duas peças de roupa qualquer e saiu do quarto as pressas. Ele definitivamente não estava em sua casa, o lugar parecia um castelo. Corredores enormes com alguns cavalheiros parados em pontos estratégicos, diversos empregados indo de um lado para o outro enquanto diziam “Bom dia Senhor Branwen”.

Estava distraído demais pensando no que estava acontecendo, que não notou a pessoa que estava bem na sua frente. Acabou trombando nas costas de uma garota que possuía uma espada. Ela permaneceu imóvel, enquanto Qrow quase caía para trás pelo impacto.

— Perdão Sr.Qrow. — A garota disse virando em sua direção. Qrow caiu para trás se afastando como se tivesse visto um fantasma. De fato, já que a pessoa com quem ele havia trombado era ninguém mais, ninguém menos que Summer Rose.

— O quê aquele maluco fez comigo? — Sussurrou. Sentiu seu coração se acelerar ao voltar a atenção para a garota. Ela tinha a mão estendida em sua direção, oferecendo ajuda para se levantar.

Seus olhos marejaram quando sentiu o toque da mão da garota contra a sua. Sem pensar duas vezes, puxou-a para um abraço, fazendo a garota cair em cima de si. Mesmo sabendo que era uma ilusão, ele queria sentir seu calor novamente.

— Sr.Qrow, o qu…

— O que significa isso? — Perguntou a voz firme e irritadiça, atrás da dupla. Summer se afastou no mesmo instante, colocando-se de pé. Virou calmamente para trás, encontrando Raven com um olhar furioso.

— Srta.Raven! E-eu só estav…

— Poupe-me de suas desculpas Summer, eu vi bem o que estava acontecendo aqui. — Cruzou os braços. — Vocês têm um caso é isso?

— J-jamais Srta.Raven, você sabe que eu…

Se calou ao notar o que iria falar. Raven e Qrow lançaram um olhar curioso na direção da garota, mas logo Raven raciocinou o que ela iria dizer e sorriu de maneira sugestiva.

— Espero você em meus aposentos. — Disse virando as costas.

— Céus, eu não tenho tempo para isso. — Qrow revirou os olhos, se levantou e correu para longe das duas.

 

Enquanto corria, Qrow tentou de tudo. Se beliscar, arranhar e até mesmo se jogar contra as paredes, mas nada o acordava desse sonho. Se apoiou em seus joelhos, ofegante. Malditos pulmões humanos. 

— ME TIRE DAQUI SEU MERDA. — Gritou.

Ninguém respondeu. Suspirou derrotado, sentado-se no chão. Colocou a mão no bolso em busca de seu cantil, fez uma careta ao lembrar que não encontraria nada. Se fosse para jogar esse jogo idiota, queria pelo menos estar bêbado.

— Talvez essa seja minha vida e aquela tenha sido somente um sonho. — Sussurrou preocupado e gargalhou em seguida. — Estou ficando louco.

Qrow não soube quanto tempo ficou ali, sentado naquele corredor. A empregada que havia lhe chamado mais cedo, o informou que era para ele encontrar com sua irmã na carruagem. Ele desceu a grande escadaria e saiu do castelo, uma linda carruagem com dois cavalos brancos o aguardava. Entrou, encontrando sua irmã com as pernas cruzadas, ela vestia um belo vestido branco e uma leve maquiagem em seu rosto. Summer estava ao seu lado com o rosto corado, encarando o lado de fora da carruagem. 

 Se sentou de frente as duas. Não podia negar que aquilo aquecia seu coração, por mais que seja uma mera ilusão, não deixava de ser revigorante ver as duas reunidas. Qrow sorriu abobalhado com tais pensamentos. Encarou Summer, em seguida Raven, as duas estavam coradas, cada uma encarando a paisagem, enquanto seus dedos mindinho se encostavam levemente sobre o acolchoado. Pequeno ato que não passou despercebido por Qrow.

— Até aqui vocês têm um caso? Faça-me favor. — Cruzou os braços, encarando a paisagem. Às duas o encararam espantadas. Summer engasgou com a própria saliva, enquanto Raven passou a dar leves tapinhas em suas costas.

— Esta supondo que tenho um relacionamento com outra mulher? — perguntou Raven irritada. Summer lançou um olhar decepcionado em sua direção e abaixou a cabeça.

— Espero você em meus aposentos. — Imitou a voz de sua irmã.

— Blasfêmia! Ela somente me ajudou com minhas vestes.

— Acredito, te ajudou a tirar suas vestes para fazer isso aqui. — Fez um “V” com os dedos colocando a língua entre eles. Summer e Raven coraram ao mesmo tempo, observando a ação inapropriada que o homem fazia.

— C-como ousa! — Exclamou Raven envergonhada.

— Mas me diga Summer, quem faz em quem ai? — Colocou a mão no queixo pensativo. — Aposto que é a Raven, toda orgulhosa e marrenta, duvido muito que ela deixe alguém tocar nela.

— Qrow, por favor. — Raven abaixou a cabeça sentindo suas bochechas arderem. Summer que estava ao seu lado tinha o rosto tão vermelho quanto de um tomate.

— Não me diga que é a Summer. — Qrow colocou a mão na boca fingindo surpresa. Provocar às duas estava sendo divertido, se fosse em sua realidade ele teria tomado um soco de sua irmã e um possível chute de Summer, então iria aproveitar isso o máximo possível.

— Sr.Qrow, pare por favor. — Suplicou Summer constrangida.

— Oh querida, esse seu rostinho fofo e inocente engana todos.

— BASTA! — Gritou Raven. — Eu e Summer não temos nada, isso é doentio!

Quando estava prestes a responde-la a porta da carruagem se abre, revelando um homem muito bem vestido. Ele somente alertou que haviam chegado e ajudou as garotas a descer.

— O que viemos fazer aqui? — Qrow perguntou enquanto saía da carruagem, seguindo Summer e Raven.

— Como pode esquecer de tal evento irmão? Você irá pedir Winter Schnee em casamento. — O respondeu. Qrow arregalou os olhos e travou no mesmo instante.

— Vou o quê? — Perguntou novamente desacreditado.

— Você irá ped…

— PUTA QUE PARIU. — Gritou. Todos que caminhavam para a festa pararam, para encarar o homem. Sua irmã estava chocada com seu palavreado.

— Tenha modos Qrow, o que está acontecendo? Você nunca foi assim! — Sussurrou envergonhada, ao sentir os olhares das pessoas sobre eles.

— Nada não, vamos logo. — Puxou Raven pelo braço a arrastando para onde iria ocorrer tal evento.

Era um jardim, ele estava completamente decorado de branco, com diversas mesas bem forradas espalhadas no centro. Pessoas muito bem vestidas andavam de um lado para o outro com seus respectivos pares, alguns dançavam, outros só conversavam ou comiam. Qrow revirou os olhos e tomou a taça de bebida que estava na mão de um homem que havia parado ao seu lado, ele resmungou algo e saiu para pegar outra.

— Cadê a Rainha do Gelo? — Perguntou olhando em volta.

— Rainha de gelo? — Franziu o cenho confusa, mas logo balançou a cabeça lembrando que seu irmão acordou com parafusos a menos. — Winter esta te esperando no coreto, já que estamos atrasados, era para você estar fazendo o pedido agora mesmo.

— Que tipo de filme clichê esse maluco me enfiou? — Sussurrou

— Disse algo? — Raven perguntou.

— Não. — Deu as costas para a irmã caminhando em direção ao coreto, que ficava do outro lado do jardim. Ao cruza-lo, diversos rostos conhecidos pararam para cumprimentá-lo, tanto de pessoas que já haviam morrido e até mesmo que ele viu somente na infância.

Antes de chegar em seu destino, Qrow parou em uma das mesas, pegando a garrafa de vinho virando-a por completo. Não se importou com os olhares, ele só queria ficar bêbado o mais rápido possível. Continuou seu caminho até chegar na estrutura branca de madeira.

Lá estava ela, Winter Schnee, ela estava parada o observando. Seu cabelo estava preso em um coque firme, deixando uma franja cobrindo seu olho esquerdo. Vestia um vestido liso e longo, inteiramente branco. Seus olhos tão azuis quanto o céu o encarava com paixão. Qrow franziu a testa e segurou o riso. Nunca pensou que encontraria Winter Schnee com essa cara de idiota, ainda mais para ele.

Qrow subiu a pequena escadaria. Parou de frente a mulher e estendeu a mão. Winter encarou a mão do homem e quando estava prestes à pega-la, Qrow a encolheu.

— Muito devagar, Rainha de Gelo. — Gargalhou. Todos que estavam em volta observando a cena arregalaram os olhos. Era para Qrow estar fazendo o pedido nesse exato momento.

Qrow encarou o aglomerado de pessoas enquanto seu riso morria. Se sentiu envergonhado por alguns segundos. Virou a cabeça desviando seu olhar da multidão, encontrando um coelho branco de terno, que se destacava em um canto do jardim. Ele mostrava um relógio de bolso, indicando as horas.

— Já sei em que filme você me meteu, seu merdinha. — Qrow disse correndo na direção no coelho, deixando todos para trás.

Quanto mais adentrava no jardim, mais rapido o coelho corria. Qrow tropeçou umas cinco vezes durante o trajeto, até alcança-lo, mas ao chegar no alto de um pequeno morro, ela havia sumido. Qrow encostou na árvore tomando o fôlego que havia perdido durante a corrida, em seguida olhou em volta procurando algum vestígio do animal. Sua atenção foi para um buraco que estava ao seu lado, parecia uma toca de coelho.

— Eu já assisti esse filme seu merda, sei como matar o dragão no final! — Gritou com a cabeça dentro do buraco.

— Que peninha, acho que teremos que mudar um pouquinho. — Disse a voz atrás de si.

Qrow arregalou os olhos e virou a cabeça para encara-lo, mas antes que pudesse ver o demônio, recebeu um chute, sendo empurrado para dentro do buraco.

 

— Que tal irmos, para... o seu país das maravilhas Sr.Qrow! 


Notas Finais


É isso rapaziada, comentem ai o quê acharam e preparem o estômago para o próximo capítulo.


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