1. Spirit Fanfics >
  2. Angel or Demon? >
  3. Welcome to Hell...

História Angel or Demon? - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Só lembrando que as letras em Itálicos são os pensamentos/ sentimentos do personagem em primeira pessoa... obrigada por lerem ^^

Boa leitura ~♤

Capítulo 4 - Welcome to Hell...


Fanfic / Fanfiction Angel or Demon? - Capítulo 4 - Welcome to Hell...

- Onde estou? - Abro lentamente os olhos ao sentir uma dor no meu estômago.


Olho ao redor e me vejo em um quarto escuro, onde as coisas estavam todas quebradas, o lugar cheirava a ferro e a mofo. Levanto do chão e vejo que o meu tornozelo estava com um corte que sangrava muito, pego um pano que estava no chão e amarro no meu tornozelo tentando parar o sangramento. vejo as janelas quebradas e bloqueadas com tábuas de madeiras pregadas impedindo os raios solares entrarem no quarto o que acaba dificultando a minha visão. Levanto com uma certa dificuldade e ando até - o que eu julgo eu ser - uma porta e tento a abrir, porém ela estava trancada. Aquele lugar me era famíliar mas eu não me recordo de quando e onde exatamente eu estava.


- Tem alguém aí?! - Falo batendo na porta porém sem respostas. 


Suspiro e tento abrir a porta novamente, mas todo o meu esforço é em vão. Ando pelo quarto na procura de algo para tirar as tábuas de madeira da janela. Andando pelo quarto, piso em uns cacos de vidro, que provavelmente era da janela e corto a sola do meu pé - já que por alguma razão, estava descalça- respiro fundo tentando não gritar de dor e ouço passos apressados e uns gritos chegarem mais perto da porta.


- Cale a boca moleque! Você não tem nenhum direito de reclamar! - uma voz grossa diz irritado destrancando a porta e jogando um menino no chão. - Fique aí e pense no que você fez! Seu ingrato de merda! - Ele bate a porta com força e tranca novamente. 


Olho aquele rapaz que estava sentado no chão, acariciando sua bochecha. Ele me olha e fica chocado ao ver meu estado, ele se levanta rapidamente e se aproxima de mim me abraçando.


- Min! - O garoto diz com a voz trêmula. - O que eles fizeram com você? - Ele me olha preocupado. - Olha só... está toda machucada...


Fico confusa com aquilo tudo, olho aquele garoto de cabelos negros com os olhos castanhos escuros, ele estava com um corte pequeno na lateral da boca e estava com a maçã do rosto vermelha.


Esse rosto é familiar... mas quem é ele?


Vejo que o mesmo começa a rasgar sua blusa e amarrar em alguns lugares do meu braço que estavam sangrando e nas minhas pernas.


- Min, vamos dar um jeito de sair daqui. Confie no seu irmão tudo bem? - Ele me olha sério e respira fundo. - Vamos pensar... como podemos sair daqui? - Ele olha ao redor.


Calma... Ele disse irmão? Esse garoto... é meu irmão?! Como assim?! Por que eu não me lembro dele? Esse rosto... essa voz... Não tem como ser o... Joon!


- Min eu tive uma ideia... - Ele me olha e sorri. - Quando eu disser "corra" você corre e não olha pra trás, me entendeu? - Afirmo com a cabeça e ele começa a chorar. - Min, eu te amo de mais... não importa o que acontecer, eu sempre vou te amar. - Ele me abraça. - Min, não olhe pra trás... e siga em frente... sempre tá?


- Hyung... você tá me assustando... - Meus olhos se enchem de lágrimas. - Eu não vou te deixar aqui... Ele vai te matar! 


- Tudo bem, eu não tenho medo de morrer Min... - Ele limpa as minhas lágrimas. - Eu vou te proteger, mesmo que custe a minha vida. 


- Eu não quero isso Hyung! Já basta o Hyunsik ter morrido naquele acidente junto com a mamãe e o papai, agora você vai deixar esse louco te matar também?! - Digo com raiva. - Eu não quero ficar sozinha! - Começo a chorar.


- Min, você não vai ficar sozinha. A gente vai sempre estar com você. - Ele aponta pro meu coração. - Bem aqui... - Ele sorri


- Hyung! - Abraço ele com força. - Eu te amo de mais Hyung, por favor, não me deixa! - chorando.


- Min... - Ele começa a chorar junto. - Eu sinto muito Min... mas eu preciso te proteger, você ainda é uma menina muito pequena, tem a vida pela frente, você não pode morrer agora.


- Mas eu não quero te deixar Hyung! - Digo chorando sem parar.


- Min... - Ele me abraça com mais força. - É preciso! 


- Não Hyung! - Grito e ouço a porta se abrir com força.


- Mais que barulheira é essa?! - Nosso suposto pai aparece na porta irritado. - Vocês não sabem calar a boca por um minuto?! 


Ele se aproxima de nós e o Joon fica em minha frente na tentativa de me proteger.


- Vocês ainda não aprenderam a lição?! - Ele dá um soco no rosto do Joon que o faz cair no chão. - Você... - Ele me olha irritado. - Você é a desgraça dessa família! - Ele segura o meu pescoço e começa a apertar. - Eu deveria ter matado a muito tempo!


- H-Hyu... ng... - Digo com falta de ar e começo a chorar. 


- Você é uma menina muito chorona, certeza que não vai sobreviver muito. - Ele começa a rir.


Começo a ficar sem ar e a minha visão começa a ficar embaçada e preta.


Ah... estou morrendo... 


- Solte ela seu desgraçado! - Joon se levanta e chuta no meio das pernas daquele homem. 


Ele me solta me fazendo cair no chão tossindo sem parar, ouço aquele cara gemer de dor e sinto alguém me puxar pelo meu braço me fazendo levantar e sair correndo.


- Min, aguente mais um pouco! Vamos sair desse inferno. - Joon diz saindo daquele quarto escuro comigo.


A claridade bate nos meus olhos e quase me cega, parece que eu não tinha contato com a luz durante dias. Sigo para a porta da frente mas a mesma estava trancada, Joon tenta abrir a janela da sala, mas também estava trancada.


- Hyung! - Pego um quadro da parede e sorrio. - Será que quebra?


- Vamos tentar. - Ele pega o quadro da minha mão e joga com toda a sua força na janela fazendo o vidro quebrar uma parte pequena. - A gente não passa por lá....


- Vou procurar mais coisa. - corro pela sala vendo o que eu poderia quebrar aquela janela quando sinto algo me bater com força no meu rosto me fazendo cair com força e acabo batendo a minha cabeça na quina da mesa de centro.


- Min! - Ouço meu Hyung me chamar e o vejo ser acertado por alguma coisa na cabeça o fazendo desmaiar. - Joon...? - Minha visão embaça e eu desmaio logo em seguida.


Depois de um tempo, minha visão vai voltando lentamente, tento por a mão nos meus olhos porém estou com as mãos amarradas para trás, me sento no chão olhando ao redor e vejo o Joon-so apagado ainda.


- Hyung... - me aproximo dele e o cutuco com o pé. - Joon... Joon-so acorda... - o vejo abrir os olhos lentamente. 


- Min...? - Ele me olha incerto. - Onde estamos?


- Naquele quarto escuro... - Suspiro. - Temos que sair daqui Hyung.


- Aish... - Ele se senta com um pouco de dificuldade por estar amarrado igual a mim. - calma... vira de costas pra mim. - Faço o que o mesmo pediu e ele fica de costas para mim também, sinto ele tentar me desamarrar.


- O que Caralhos vocês estão aprontando aí? - Aquele diabo aparece de novo. - Vocês me irritaram de mais hoje, eu não aguento mais vocês! - Diz irritado e se aproxima com uma faca na mão.


Ele me afasta do Joon-so me jogando no chão e logo em seguida ele esfaqueia a barriga do Joon.


- Hyung! - Grito desesperada ao ouvi -lo gritar de dor. - Para! Para! Para! - Me levanto do chão e corro até eles subindo em cima daquele desgraçado e mordendo o pescoço dele. 


- Filha da Puta! - Ele me joga no chão e me esfaqueia também.


Sinto aquela coisa gelada perfurar a minha pele e no momento que ele tira a faca, sinto como se estivesse levando a minha alma embora. 


- Min! - Joon me chama após eu gritar de dor chamando a atenção do diabo.


- Quem eu vou matar primeiro? - Aquele homem diz com um sorriso doentio no rosto. - Ah... Eu já sei quem! - Ele se aproxima de mim e me arrasta até o Joon. - Olha só garotinha, está vendo esse rosto aqui? - Ele segura a minha cabeça com força me fazendo encarar o Joon-so. - Lembre - se desse rosto, porque vai ser a última vez que você o verá!


- Não! - Grito e tento me soltar, porém ele é mais forte que eu e continua me fazendo olhar o meu Hyung todo machucado.


Ao me dar conta do que estava acontecendo, aquele cheiro de ferro, os gritos de agonia, o riso doentio, a minha força de vontade de lutar. Tudo aquilo se fazia presente no lugar, vi meu irmão ser esfaqueado até a morte, senti aquele cheiro de ferro até me fazer vomitar, ouvi aquele riso doentio até eu me irritar. Vendo o meu irmão daquele jeito, me fez parar de chorar e a partir daquele momento, eu esqueci dos sentimentos, meu irmão me olha pela última vez, ele reúne todas as suas forças e sussurra "viva" com um sorriso no rosto e logo após disso, o diabo enfia a faca na cabeça do meu Hyung e ri diabolicamemte. 


- Seu desgraçado. - Bato a minha cabeça com força na dele que o faz cair pra trás. 


- Desgraçada.... - Ele me olha irritado.


- Devia ter me matado quando teve a chance. - Sorrio de lado.


- Eu ainda posso te matar! - Ele ri. - O que uma criança de nove anos, pode fazer? 


Me aproximo dele com um sorriso doentio no rosto, ele se arrepia e arregala os olhos com um certo medo.


- Ah! Policial! Ainda bem que você chegou! - Olho para a porta e sorrio.


- Que?! - Ele olha pra trás assustado e eu pulo em seu pescoço deixando todo o meu peso ir pra frente fazendo ele bater a testa com força no chão e eu saio rolando para a sala.


Eu posso não ser forte fisicamente para o derrotar, mas existem outras formas de ganhar isso. 


Corro pra cozinha e procuro algo útil que possa quebrar a janela, abro todos os armários possíveis, mas nenhuma delas tinha uma panela ou algo grande o suficiente para quebrar a janela. Procuro onde tinha comida, alguma lata ou algo forte o suficiente, por sorte eu acho uma lata de milho e eu a pego correndo para a sala. Me viro de costas pra janela e tento jogar a lata, mas foi em vão.


- Sua desgraçada onde você está?! - Ele se levanta do chão e vai cambaleando pra sala. 


- Droga... - Sussurro e corro pro segundo andar. 


Entro no quarto dele e tranco a porta, por sorte naquele quarto, tinha muitas coisas afiadas, vou em sua escrivaninha e pego um abridor de garrafa e tento me soltar com aquilo enquanto eu olho ao redor procurando alguma forma de sair desse inferno. Depois de um tempo, eu consigo me soltar e me sinto aliviada, abro a janela que estava destrancada e olho pra baixo. 


- Desgraçada você está aí! - Ele tenta abrir a porta. - Filha da Puta! - Ele começa a tentar arrombar a porta. 


Corro pra porta e empurro um armário para impedir que ele entre, começo a bisbilhotar as gavetas e não encontro nada de útil.


Eu não poderia pular, se não iria quebrar uma perna e não poderia correr depois. Não daria tempo de fazer uma corda com os lençóis, até porque, não tem o suficiente. Então como eu poderia sair daqui?! Como eu fugiria daqui viva? 


Foi aí que eu tive a brilhante ideia de gritar por ajuda. Aquela vizinhança era calma, ou seja, não tinha muito barulho, então qualquer um iria me ouvir gritar.


- Socorro! - Grito com todas as minhas forças. - Alguém me ajude! Por favor! - não vejo ninguém. - Ele quer me matar! Por favor! Alguém me ajude!


- Cala a boca sua desgraçada! - Ele diz irritado e tenta arrombar a porta com mais força.


Pego o lençol e o cobertor da cama dele e amarro os dois juntos, puxo o colchão da cama de solteiro dele e com todas as minhas forças, eu tento jogar da janela, empurro aquela coisa pesada e fedorenta até ela cair. Prendo o lençol no pé de uma cadeira e a deixo deitada com a parte do apoio das costas no pé da cama.


- O que você está fazendo desgraçada??


Ignoro ele e olho ao redor pensando em um plano B, por sorte ele era alcoólatra e drogado. Pego algumas garrafas de Vodka e despejo o líquido no chão, pego um isqueiro que estava no criado mudo perto da cama e suspiro quando ele finalmente consegue arrombar a porta e derrubar o armário no chão.


- Pare com isso já! - Ele diz irritado.


Acento o isqueiro e me agacho perto do álcool.


- O que pensa que está fazendo? - Ele diz irritado.


- Me livrando de você. - Sorrio e aproximo o fogo do álcool fazendo o chão pegar fogo e se espalhar pelo lugar que a maioria dos móveis eram feitos de madeira.


- Sua desgraçada!! - Ele grita 


Saio correndo e pego a ponta do cobertor que estava preso ao lençol, olho pro chão e tento mirar no colchão e pulo. Para o meu azar, eu não cai literalmente em cima do colchão, com a queda, eu acabei quebrando o meu braço direito e torci o meu pé esquerdo. Levanto e saio mancando de lá rezando para ele tentar apagar o fogo. Vou mancando até a parte da frente da casa dele, na esperança dele ter se sufocado com o cheiro, se queimado ou que se tivesse se matado, mas não, ele estava em minha frente com uma arma apontada para mim. 


- Fim da linha pra você mocinha. - Ele sorri eufórico.


- Aish... - Suspiro me sentindo frustrada. 


Todo aquele esforço foi em vão, toda a minha luta para sobreviver não serviu de nada. Fecho meus olhos tentando me manter calma.


No fim eu morreria lá mesmo, eu morreria no inferno.


Ouço o barulho de uma arma atirar, sinto algo atingir o meu fígado me fazendo cair no chão. Minha visão fica escura novamente eu já não ouvia mais nada, não sentia mais nada, o tanto de sangue que eu perdi, já não fazia mais falta pra mim.


Ah... estou morrendo... esse é o meu destino. Eu vou morrer aqui, no inferno, eu vou morrer por esse diabo, eu vou morrer e ficar com os meus Hyung, com a minha família de verdade... 


Sinto o meu corpo leve, sinto as dores irem embora, sinto ser livre. 


- Soo! - Ouço uma voz familiar me chamar.


Ue... Eu conheço essa voz... 


- Soo!! - ela me chama novamente


Ela não é do Hyunsik, nem do Joon-so... de quem é essa voz?


- NÃO FACA ISSO!! - Desesperado.


Por que você se importa...?


- Soo! Acorde! - A voz sai trêmula. - por favor... acorde... 


Sinto algumas gotas caírem em minha bochecha.


Ah... está chorando... mas por quê? Por que alguém choraria por mim?


- SooMin!! - a voz do Hyunjin ecoa pelo lugar em desespero.


Hwang... por que está chorando? Eu estou aqui... não chore... Eu só vou... ser livre...


Notas Finais


Esse foi mais um cap... essa é basicamente umas das memórias da SooMin de quando ela era mais nova... com o decorrer da história, eu vou explicar melhor... espero q vcs tenham gostado ^^


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...