História Angel with a shotgun - Capítulo 1


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Categorias Death Note
Personagens L Lawliet, Misa Amane, Raito Yagami, Ryuuku
Tags Anjo, Death Note, Drama, L X Misa, Lawliet, Misa Amane, Raito Yagami, Romance
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Palavras 3.814
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bom o que eu avisei lá no sinopse é serio gente, essa fanfic era pra ser até um capitulo único, mas fui incitada a deixar isso mais interessante.
Estava desde o começo do mês para posta-la, mas deixei pro final de semana onde teria mais tempo e tals, pretendo terminar o mais cedo possível, mas sem deixar nada de lado.
Bom é isso, ah e a musica na qual eu me inspirei para fazer essa historia é Angel With a Shotgun do the Cab.
Boa leitura, vejo vocês nos comentarios. ;)

Capítulo 1 - I don't care if heaven won't take me back.


Estava chovendo no apartamento, as noites clareavam com os raios cortantes e a chuva tremia com o barulho alto dos trovões abaixo das nuvens negras.

 Lawliet estava a mira-las com atenção, na sua cabeça milhares de observações e pensamentos atravessando a mente perturbada e habilidosa como tiros em alta velocidade. Estava ficando encurralado, Raito Yagami era realmente muito bom no assunto de virar o jogo e agora os pensamentos da equipe de policia estavam contra ele por suas atitudes peculiares e o seu jeito de maquinar a situação de maneira que eles julgavam muito brusca.

 Ele não os culpava. Todos eles tinham motivos para desconfiar dele, já que Raito era filho do capitão da policia, um rapaz de ouro e que mesmo com suspeitas sobre si conseguia achar com um autocontrole impressionante para alguém com suspeitas de ser um assassino. Sabendo as horas de ficar chocado, ultrajado, demonstrar medo no olhar e apelar ao pai e aos subordinados a sua inocência que estava sendo comprovada.

E ainda havia aquela pista sobre o Shinigami. Será que era verdade?

Shinigamis faziam parte do folclore e mitologia japonês que remontava a uma espécie de ceifador, ou assim representado, como um Deus da morte. Poderia ser apenas uma piada e beco sem saída para confundi-lo ou até mesmo a própria denominação de Kira sobre si mesmo, um deus que decide quem vive ou morre. Já era do seu conhecimento que aquela investigação já ultrapassou os limites do que se pode ser definido como real ou lenda, ele estava ultrapassando as barreiras de qualquer intelectual cético e caminhando rigorosamente até a revelação daquele assassino e de como ele ceifava suas vitimas. No entanto, estava falhando.

 Pego pela rede de mentiras lubrificadas e sendo arrastado até o confessionário do seu próprio plano, seria uma questão de tempo até ele perder as suas pistas e ser obrigado e tirar de Raito a sua suspeitas e deixar o caminho livre para um contra ataque que poderia levar a sua vida ao abismo.

 Ainda submerso na onda de pensamentos alimentados pela insônia, o detetive é quase pego de surpresa quando uma leve onda de apagões varre o seu olhar. Dura no máximo de um segundo para as luzes dos monitores do seu quarto, as lâmpadas, aquecedor e as luzes da cidade de Kanto abaixo de si reacenderem novamente. Ainda levemente assustado ele resolve se sentar perto da mesa onde estão algumas das anotações e pistas que foram reavaliadas por ele milésimas vezes deixadas por Raito e o seu rastro de morte.

 – Ele não tem modo seletivo ou agrupado... Todos os criminosos nas suas mãos devem morrer de acordo com os ideias de qualquer um. E se trabalha sozinho é porque não acredita em segundos nem terceiros mesmo que seja apoiado e seguido fielmente, qualquer deslize e ele sabe que alguém que caísse nas minhas mãos seria interrogado ao extremo.

 Ainda que o seu ceticismo fosse como um muro indestrutível, a possibilidade de estar mexendo com algo oculto o assustava ao mesmo tempo que admiraria qualquer um.

 – Não posso trair as minhas convicções. – Ele pontuou para si mesmo. – Raito Yagami é o Kira sem sombra de duvidas, mesmo que isso seja algo impossível de provar. Talvez o impossível de se imaginar seja também algo que o faça principal suspeito.

 Isso o fazia ficar frustrado e nervoso, o fazia precisar de doses mais altas de açúcar do que a sua quantia necessária por noite e deixava Watari em estado de preocupação. Como ele gostaria que apenas uma pessoa o entendesse, pelo menos uma vez ou se esforçasse em compreende-lo.

– É normal para a raça humana se sentir intimidada e preferir ignorar ou fugir daquilo que não entendem e os choquem. Diga-se de passagem.

Ele deu um pulo na poltrona se apoiando na mesa arrepiado como um gato eriçado. Olhando para a relativa escuridão do quarto sem a luz principal acesa e isso o fez engolir o seco vagueando os olhos pelos cantos enegrecidos onde nem mesmo a luz da cidade abaixo conseguia iluminar.

 – Mas o que... – Demorou alguns segundos após o choque, respirando com mais veemência para balbuciar com o lábio tremulo. – Quem... – Respirou de novo. – Quem está ai?

O silencio se seguiu e ele pensou que realmente estivesse perdendo o juízo e tendo imaginado coisas talvez fosse melhor pedir para Watari cortar os chás com alto índice de açúcar industrial antes que ele acabasse falando com as paredes. Mas não demorou mais de trinta segundos que a voz voltou a falar.

 – Com certeza não é um dos seus agentes ou uma alucinação e quanto ao meu nome eu não tenho um a muito tempo.

 Seu coração disparava e na sua cabeça a palavra martelava tão alto quanto as suas batidas que causavam uma certa insônia e náusea. Esse era o medo que cegava as pessoas ao ponto do desespero?

– Você é um Shinigami? – As palavras saíram quebradas e roucas, se ele gritasse estaria perdido, se perguntava se estava marcado para morrer ali naquele quarto e como Raito descobriu o seu nome? Será que Watari estava bem?

 Ainda estava longe de seus pensamentos acabarem ali, ele pensou em tudo. Em seus discípulos na mansão Wayne; Near, Mello e Matt. Pensou em seu tio de criação Roger e o restante dos agentes, será que descobririam a sua morte? Ele nem havia escolhido quem herdaria o seu lugar, esperava que os garotos trabalhassem juntos na missão de capturar Kira por ele.

  – O que? Não! – Por um instante ela pareceu mais afinada que o normal, o seu tom abafado pelo barulho do temporal fora do quarto. – Lawliet...

– Pode, por favor, parar de me chamar assim! – Ele proclamou exasperado e continuou no mesmo tom. – Eu não uso esse nome a anos e não gostaria de que você se referisse de maneira a ele tão... – As palavras começaram a escapar da sua garganta, mas ela interrompeu.

 – Por favor não grite... – Ela pediu suavemente e ele teve certeza de que era uma mulher, ou um individuo fêmea. – Eu te chamo do nome que você quiser, mas tente me escutar por meio minuto é o que eu peço.

 Ele repensou as chances daquilo ser um truque, ou alguma loucura que sua cabeça inventou. Mas ainda sim os gritos poderiam ter chamado a atenção de Watari e os outros, nesse caso o melhor a se fazer era esperar e cuidar para que movimentos bruscos dela não fossem fatais.

  – Eu não vim para fazer mal, muito menos tenho qualquer relação com Kira, L. Pelo contrario, eu vim aqui por você... A seu apelo.

 – Isso é mentira... Nunca pedi ajuda a ninguém. – Sua voz tomou a dianteira após ela terminar, mas ela voltou a cismar.

– Não agora, mas vai pedir. – Ela prosseguiu e um silencio de confusão se formou até ela prosseguir. – Você vai pedir quando ouvir os sinos da sua lembrança ecoarem. Quando Kira conseguir fazer seu coração parar.

Um arrepio corriqueiro passou pela sua espinha por muitos poucos motivos ele sentia medo, já vira de quase tudo no seu preparatório para se tornar o maior detetive que significava pelo visto conviver com o seu assassino sem captura-lo, mas nunca imaginou que uma frase dita por uma criatura que ele não sabia diferir poderia assusta-lo tanto.

 – Não... – Ele disse mais para si mesmo e encontrou a sua postura mesmo no escuro, saindo da mesa e mantendo o corpo curvado o mais reto e brando que poderia.

 Sabia que esse medo era apenas gerado por atributos a sua volta que o despertavam; como o escuro, a tempestade incomum, os seus pensamentos voltados para o Shinigami e o estresse durante o caso. Mas esse sentimento que cercava a maioria das pessoas logo perdia as suas armas contra ele por não saber o seu lugar. Já ele por outro lado era o maior detetive do mundo, admirado, temido e odiado e Raito Yagami não passava de mais um criminoso ensandecido em busca de algo impossível.

– Se você acha que é apenas Raito Yagami que pode brincar de Deus você está totalmente enganado. – Ela disse fazendo o detetive ficar confuso ou melhor, chocado. – A sua dedução está certa... Mas nunca te ocorreu que Kira não seja uma pessoa tecnicamente falando, e sim o seu privilégio de matar? Quem dominasse esse privilégio poderia facilmente se auto denominar Kira e desse modo você e a equipe de policia iriam se dedicar ao ponto de dar mais do que tempo de Raito Yagami descobrir o seu nome ou fazer com que você morra nas mãos do próximo Kira?

 Ele estava pasmo. De verdade, completamente chocado. Enquanto a voz de mulher soava seria, suas deduções confirmadas pela mente do detetive se tornavam previsões das quais eram impossíveis duvidar.

– Você já sabia que não á uma ordem cronometrada ou qualquer tipo de lista. Sabia que o comportamento de um criminoso é definido, mas mesmo assim você não faz ideia de como ele mata e como impedi-lo.

 – Eu sei que se conseguir prende-lo vamos conte-lo como der.

 – Ele está preso! – Ela pareceu se exaltar. – Está preso e o plano que eu te falei está rolando. E vai continuar a menos que você me deixe te ajudar. Você não conhece a arma com que estão lidando, eu sei, temos assistido tudo e sabemos como vai terminar.

Ele se sentiu em uma encruzilhada. Sabia que deveria primeiro reunir o grupo de investigações, para incluir ou seria mais sábio fazer aquilo em segredo. De qualquer forma, não era da sua equipe que ele deveria duvidar e sim dela. Estava mexendo com algo de outro mundo não com uma especialista qualquer.

 – Primeiro se revele.

– O que? – Ela soluçou.

– Você ouviu. Quero ver você, quero saber com o que estou lidando e depois decido se esse plano procede.

Um minto de silencio se instaurou no ambiente, ele poderia jurar até que os trovões pararam até ela concordar e em seguida um raio mais forte passar pelas janelas de vidro blindado e consequentemente iluminar o quarto por completo e quase cegar o detetive.

 – Pronto.

Ainda com o antebraço cobrindo o seu rosto pela surpresa do ocorrido, ele respira fundo antes de retirar o braço e seus olhos negros se abrem. Ele olha ao redor pelos cantos e percebe que ela está a sua frente a passos longos de si, quase colada na janela de vidro panorâmica. A sua boca se encontra seca quando ele pode analisa-la de cima a baixo, mas sem deixar o estranho fato das sombras quase fictícias que se estendem desde as suas costas, em forma de asas espectrais na janela.

 Mas o seu corpo não á nada de assustador, pelo contrario. Despida de qualquer pudor ou medo a musa o presenteia com a sua completa nudez e o halo de gloria em sua desenvoltura tocante. Seus seios, seu baixo ventre e suas pernas torneadas de alabastro e as mechas loiras que caem pelo seu ombro.

[...]

  – Um anjo? – Ele repetiu ainda sem acreditar. Quantas vezes tinham passado perto de uma igreja católica antiga inglesa e observado aquelas estatuas frias e molhadas de anjos cinzentos? Pequenas criaturas de sorriso rechonchudo e asas tão pequenas que mal conseguiriam carregar a si próprio, outros entristecidos sobre túmulos frios do cemitério fitando o céu com se observassem a alma perambulante se elevar. – Se isso é verdade por que não apareceu no inicio da investigação?

 Ela encolheu os ombros ainda no cobertor em que estava enrolada, se não ele não conseguiria conversar com ela com sua nudez amplamente exposta.

– Achamos que ele ia parar ao ser descoberto e nenhum dos seus casos durou mais tempo do que esse sem um propósito. Demorei para convencer Ele de que precisaria de ajuda e que não era justo.

 – Quem é Ele? – perguntou o detetive.

 – Acho que você sabe bem de quem eu estou falando. – Ela olhou ao redor, desde a cama onde estava sentada até a janela panorâmica e caminhou até lá e vislumbrou a vista, era igual estar no topo do mundo. – Eu sou só uma ferramenta. Quando esse caso for arquivado, a verdade indestrutível será de que você impediu que as mortes acontecessem e uma nova utopia baseada nos desejos de um assassino assumisse o mundo.

 – Isso acontece com todas as pessoas que dão de cara com o sucesso e entregam os créditos á religião? É isso que eles chamam de ajuda divina.

 Ela riu de leve e manhosa, olhou-o por cima daqueles ombros moldáveis e a mostra. Seus olhos ganharam um tom azul quase cintilante.

 – Quase isso; mas você decide como quer chamar L.

[...]

– Pessoal quero que conheçam uma amiga minha que fara parte do caso, Misa Amane. – Ele anunciou entrando na sala atrás de si ela o acompanhou.

Apesar de ter concordado em trabalhar com ela, era obvio que precisavam de algumas contradições e uma estratégia. Com certeza estariam surpresos com a chegada do novo membro então ele precisava tornar aquela situação o mais convencional e sem fugir dos parâmetros o possível.

 – Ele vai saber quem eu sou. – Ela afirmou noite passada. – Eu e o Shinigami somos os dois lados da mesma moeda.

– Tem um Shinigami naquela sala? A quanto tempo? – A ideia de ser observado lhe dava calafrios, ainda que ele teria que se acostumar com aquilo.

 – Ele acompanha o Raito em algumas ocasiões. Mas ainda sinto uma desconexão entre os dois. – Ela suspirou admirando por ultima vez o vestido preto e o novo corte de cabelo. – Gostei dessa... Como é o nome mesmo? Franja!

– Espera, espera... – Ryuzaki perguntou se aproximando dela e trazendo a atenção dela. – Tenho certeza que você afirmou pra mim que quando um humano encontra o Death Note ele tem por tanto uma conexão eterna com o Shinigami.

 Ela suspirou. – Shinigamis não são animaizinhos de estimação Ryuzaki, muito menos amigos imaginários. Raito acha que o Shinigami está no jogo que ele fez, mas foi ele que fez as regras e qualquer hora para ele o jogo pode mudar. Eles são... Tudo o que há de podre nesse mundo. Eles tiram vitalidade disso... Assim como foi comigo...– Suas palavras finais estavam arregradas de uma sombria melancolia.

– O que? – Ryuzaki perguntou confuso olhando para os olhos da mesma que brilhavam em um tom rubro até ela se voltar mais uma vez para o espelho o deixando pasmo e se analisando.

 – Caramba eu tô muito gata nesse vestido! – Ela rodopiou no calcanhar da bota e o fez bufar rolando os olhos. – Misa-Misa está no jogo, YEAH!

– Vamos logo, e lembre-se aja normalmente. A minha vida está em risco.

– Ela trabalha como agentes nas horas vagas.  É excepcional.

 – Achei que disse que quanto menos pessoas soubessem disso melhor. – Senhor Yagami se pronunciou olhando para a menina e analisando.

 Ryuzaki estava sentindo aquela divida pairar no ar, Raito estava quieto atrás dos demais também fingindo surpresa, mas ele conseguia ler os seus olhos.

 – Não se deixe enganar senhor Yagami. – Ele afirmou olhando de esguelha para a menina que transmitia a face um sorriso e olhar manhosos e inocentes. – Os treinamentos e produtividade de Misa vão além do que aparentam, principalmente no quesito de se manterem atraídos e distraídos pela sua beleza.

 Em parte nenhuma ele estava mentindo o que pode deixar no ar um questionamento maior que logo foi encerrado.

 Misa estava sentada ao seu lado fingindo mapear e trocar conselhos com ele em relação a localização de Kira. Ela colocou três cubos de açúcar em seu chá olhando para o relógio pelo reflexo da tela do monitor e lambeu de leve a colher de prata encarando Ryuzaki. Ele entendeu o sinal na mesma hora.

 Raito se concentrava em não olha-la demais. Não vislumbra-la demais enquanto Matsuda retrucava algo sobre uma sequencia de números em uma das cartas que deixara propositalmente não chegando nem perto da falsa pista que ele insinuara. De lá ele conseguia sentir aquele perfume e quando olhava aqueles olhos que raramente encostavam-se sentia o seu corpo em combustão interna. Isso não era normal, nem um pouquinho normal.

 Jamais tinha sentido uma atração daquele porte, assim como desejava descobrir mais sobre ela. Queria ter Ryuuk ali do seu lado para falar seu nome verdadeiro, mas com certeza o mesmo iria rir esbaforidamente da sua condição. Ele o Deus do novo mundo, estava se sentindo atraído por uma menina qualquer. 

 Havia algo nela que a destacava, a destoava em comparação as demais. Sua cabeça parecia a lava de um vulcão adormecido começando a esquentar e borbulhar com aquele assunto. Nunca imaginara que L fosse ter essa ação de maneira tão repentina. Será que ela suspeitava também de si? Não, era muito provável que não. Ryuzaki não tinha nem argumentos para convencer o mais fiel dos homens que ele era Kira, por que se tivesse já estaria na prisão pagando por seus crimes. E também não importava se ele tivesse alguma prova concreta, no momento que ele concluísse seu plano de passar a culpa para outra pessoa, alguém facilmente manipulável e que concordasse com os seus ideais escaparia com sucesso e essa suspeita dele só passariam de paranoia, alguém como sua namorada Takada.  Um olhar, era tudo que ele precisava e queria internamente. O desejo estava virando quase uma febre interna o consumindo, seus dedos tremiam de nervoso e seus nervos crepitavam internamente mesmo que a sua postura fosse impecável.

 [...]

– Como me sai no meu primeiro dia de trabalho? – Ela perguntou se jogando na sua cama assim que cruzaram o corredor, o sorriso brincalhão reinou a face. – Vai ter que me recolocar em outro posto ou me explicar melhor o que todas aquelas setinhas e códigos significam se não quer que eles me achem uma retardada.

 – Na verdade aquilo são coordenadas antigas que eu já mapeei. – Esclareceu ele se sentando na poltrona.

 – Quer dizer que esse dia só foi para me apresentar? – Ela perguntou confusa, mas ele negou com a cabeça.

 – Fora saber se o Shinigami estava com ele. Pode ser que ele esteja transferindo esse “caderno” pra outro lugar, não é possível que ele só fique na casa do Raito escondido...

 – Como eu mencionei, o Shinigami só pode ser visto por quem tocar no caderno então não faria a mínima diferença até se ele sentasse a mesa da família Yagami no jantar. – Ela disse retirando os anéis com cuidado admirando as belas peças.

 – Eu estava me referindo ao caderno. – Ele pontuou seu dedo levemente acariciando o lábio. – Espera, o Shinigami pode ser visto por câmeras? – Ele perguntou e a mesma parou de se movimentar.

– Acho que sim. Você tem câmeras escondidas na casa do Raito-san? – Ela disse se aproximando. – Então como as mortes não foram detectadas? – Ela perguntou exasperada e Ryuzaki suspirou.

 De fato ela deveria ter estado lá antes. Se ao menos ele soubesse que essa arma era um caderno, quantas vidas e hora do seu tempo seria poupado com apenas uma ordem de radio e uma escolta especializada iria invadir o quarto e conseguir captura-lo minutos antes. 

– Comandar que prendessem ele por rabiscar um caderno faria com que o Sr. Yagami me espancasse. – Agora fazia sentido, o comportamento de Raito quando estava sendo observado antes das câmeras serem removidas. Achou que o comportamento do jovem era um tanto metódico e frio até mesmo quando ele beijava e se envolvia com a sua namorada. O Shinigami que vivia a segui-lo sabia de certo que estavam sendo observados. – Vou te dar as filmagens e você mesma analisara. Provavelmente o caderno pode ainda estar lá onde ele esconde.

 Ela concordou com a cabeça e pôs-se a desfazer as chuquinhas no seu cabelo o deixando solto até Ryuzaki vir com uma nova duvida.

 – Esse Death Note... Qual a historia dele? – Ele perguntou.

 De verdade achava que não deveria fazer aquele tipo de pergunta, tinha risco dela aparecer com alguma desculpa ou explicar uam regra que proibia os humanos de ter acesso a aquele tipo de informação.

 – Bom, o Death Note é uma arma além da imaginação da humanidade. – Ela disse com um suspiro se sentando na cama e começando a tirar as botas. – Ele é parte do mundo dos Shinigami, é como eles usam para coletar suas almas em prol de uma vida eterna.

 – E como ele vem para a terra? – Ryuzaki indagou.

 – Do modo como você imagina Ryuzaki. Por permissão e vontade do Shinigami. – Ela se levantou e caminhou até ele e se virou. – Pode abaixar o zíper?

– Espera... Você não está pensando mesmo que vai dormir aqui não é? – Ela ficou em silencio que em si próprio era uma resposta clara. – Temos uma centena de quartos, mais de dez nesse andar!

 – Mas eu não quero dormir sozinha. – Ela reclamou manhosa. – Vai Ryuzaki, eu me comportei e fiz tudo direitinho. E preciso garantir que você estará seguro a noite toda...

 – Pensei que tinham me enviado um ajudante, não um anjo da guarda. – Ele murmurou enquanto descia o zíper pelas costas dela.

 A roupa foi se abrindo e as suas costas alvas sendo reveladas. E logo o tecido se juntou aos seus pés, ele engoliu o seco sentindo uma vontade enorme de reclamar com Watari.

 Tinha especificado a ele roupas elegantes, mas com certeza ele deve ter ficado confuso com as exigências da mesma. A lingerie fazia parte do conjunto, negra como o vestido e com pedaços provocadores de renda testavam o detetive.

  – Obrigada. – Ela disse escapulindo e se sentando novamente na cama e fechando as pernas a frente dele. Uma tentação em pessoa.

 – Continue falando sobre o caderno. – Falou rápido, não permitindo que ela sentisse então as sensações que transpassavam seu corpo como navalhas.

 – Ele é como a própria historia. Bem antigo e complexo... São dados e tomados pelo Deus dos Shinigamis que os controla, no entanto é permitido que eles aprontem um pouquinho aqui. Ouve relatos sobre outras pessoas que usaram o Death note, mas todas em próprio beneficio e nunca com em uma sequencia tão grande de mortes.

 – E o que aconteceu com os usuários do caderno? – Ele indagou.

 – O mesmo que ocorre com todo o humano sem exceção. – Ela se levantou e Ryuzaki desviou o olhar um pouco ruborizado sem sucesso de não captar nenhum traço do seu traseiro perfeitamente arredondado, destoado pela renda escura. – Se não vai trocar de roupa tudo bem, deita aqui.

 Ryuzaki se levantou um pouco hesitante após um suspiro para se controlar e caminhou em direção a cama. A mulher encontrava-se coberta até os ombros desenhados, as madeixas loiras esparramadas no travesseiro.

– Por favor tente não se agarrar a mim ao sono. – Ele pediu antes se enfiar nas cobertas para encarar aqueles olhos celestes o fitando com um sorriso doce nos lábios bem desenhados.

 – Que decepção, achei que assim poderia tornar seus sonhos mais intensos Lawliet. – Ela disse provocativa e a sua boca se abriu para retrucar, mas ela o calou com um dedo nos lábios. – Tudo bem, tudo bem. É que faz tempo que não tenho alguém assim, tão pertinho de mim. Faz quase eu me sentir...

Viva.


Notas Finais


E ai o que acharam?


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