História Angel With Broken Wings - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Guns N' Roses
Visualizações 97
Palavras 3.211
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bueeeeeeeenas! Aqui estou eu com um novo capítulo :D
Galera, vocês são demais! DEMAIS, DEMAIS, DEMAIS <333 Eu nem sei como agradecer por todo o carinho que estão me dando e eu espero estar correspondendo com uma história a altura. Vocês são incríveis mesmo, muito obg <3333
Meu obrigada da vez vai para as novas leitoras: @~Misyic, @~Arabella17, @~Rrainha_da_Bad, @~Amy_Maggot e @~San_Rose *-----* Vocês são demaisssss
Agora vamos pro capítulo que ele é importante, marca o último da fase de introdução da nossa história *O*'
Uma boa leitura a todxs!

Capítulo 7 - Hey Mama, I Wanna Be a Rock Star


Fanfic / Fanfiction Angel With Broken Wings - Capítulo 7 - Hey Mama, I Wanna Be a Rock Star

Desde aquele dia no bar em que eu recebera a notícia de que faria uma participação especial em um show que o Guns N' Roses faria em Los Angeles, parte de mim contava cada segundo para que o dia finalmente chegasse enquanto outra parte era corroída por nervosismo e insegurança. Ou seja, meu humor oscilava enquanto as "duas Hayley's" brincavam de cabo de guerra dentro de mim decidindo se eu estava ou não ansiosa para ir. Era muita coisa para uma cabeça tão jovem quanto a minha, quem sabe eu descobrisse a cura para uma doença ou salvasse o mundo depois disso.

Quando o tão esperado dia finalmente chegou, adivinha o que eu fiz? Fui terminar de ensaiar os acordes da música que tocaria a noite? Não, simplesmente me tranquei no quarto debaixo das cobertas. Plenamente previsível.

Só quando eu já arrancado cabelos o suficiente para fazer um lindo cobertor e terminado de roer as unhas somente porque não podia fazer isso com o restante dos dedos, eu decidi sair do quarto. E também porque um carro que me levaria até a antiga Hell House, onde eu ficaria até o horário do show mais tarde naquele dia, tinha acabado de buzinar do lado de fora da casa.

Tudo o que eu levara comigo fora a case com a minha guitarra, até porque ela sempre fora tudo o que podia me acalmar sempre que me via em agonia com alguma situação, e eu não encontraria nenhum meio de concentração maior do que aquele. Logo que cheguei encontrei a casa vazia e silenciosa, o que era um milagre digno de se notar mas que obviamente que não duraria muito. Eu me acomodei na sala de estar com minha guitarra e logo Izzy, Duff e Steven chegaram.

- Bom dia, fofinha! - Declareu Steven, o que me fez rir.

- Bom dia, Stee... - Respondi, enquanto tirava minha guitarra da capa e a deixava ao meu lado no sofá, procurando pela palheta em algum inferno de lugar lá dentro. Ter literalmente tomado o café da manhã através das minhas unhas tinha seu preço alto a pagar agora, ficaria difícil tocar sem elas.

- Onde está seu pai? - Indagou Izzy.

- Boa pergunta! Aquela ruiva com cara de modelo de calendário de oficina que vive agarrada nele pode te responder. - Respondi.

Eu juro, juro mesmo que tentava ser simpática. Mas nem que a tal da Jessica me desse um carro de presente eu conseguiria simpatizar com aquela mulher. Se bem que se ela realmente fizesse isso, eu poderia fazer um esforço para fingir.

- Você não gosta dela, né? - Steven indagou.

Eu precisei até mesmo parar o que fazia para encará-lo e ter certeza de que aquilo era uma brincadeira. Duff meneou a cabeça e deu um tapa no outro.

- Não, Stee... elas se amam! A Hay vai até comprar um presente de dia das mães pra ela. -

Eu ri, e procurei uma última vez dentro da case até constatar que eu havia esquecido a minha palheta. Mas olha onde eu estava, seria tão provável encontrar uma por ali do que encontrar uma groupie no show mais tarde. Sem sair do sofá eu vasculhei o olhar até que vislumbrei uma palheta sobre a televisão, logo atrás do Duff.

- Duff, querido... coisa linda e amada do meu coração, pode me alcançar aquela palheta logo atrás de você? -

- Primeiramente, eu sei que sou lindo. Obrigado, e... não. Vem pegar! -

Ele tinha um sorriso matreiro no rosto, e se eu não amasse tanto a minha guitarra juro que a quebraria na cabeça dele. Mas se estava a fim de brincar, que os jogos comecem. Eu me levantei e fui até ele, percebendo que ele estava com a palheta na mão obviamente adiantei-me para tentar pegá-la e foi então que ele levantou o braço no ar e... bom, vocês já sabem. Mas aquilo era golpe baixo - ou muito, muito alto - e eu não iria deixar barato.

- Ah, vamos... vem pegar! - Ele brincou, e eu fechei a cara.

Depois de dar diversos pulinhos inúteis olhei para a baixo e me veio em mente a maior ideia maquiavélica que provavelmente já tive na vida mesmo com meu histórico de brincadeirinhas inofensivas sendo invejável.

- Ou me entrega a palheta, ou... -

Meu olhar baixou mais uma vez até minha perna esquerda e fiz apenas a menção de ergue-la levemente e encostar na única parte do corpo dele que a minha mera estatura permitia, e sim, era exatamente aquele ponto estratégico que vem a cabeça de toda e qualquer pessoa. E o que o loiro fez? Imediatamente largou a palheta em minhas mãos. Cara, eu podia tirar muito proveito dos meus poderes. Mas acho que investiria no bem da humanidade...

- Pega isso, pode levar o que quiser! Sabia que você literalmente iria me desfalcar para o resto da vida se fizesse aquilo...? -

- O que? - Indaguei.

- Deixa pra lá. - Ele respondeu mais que rápido. - Você é mesmo do mal. -

- Herança paterna, digamos assim. - Brinquei. Só faltava na lista dar algumas entrevistas bêbada e... enfim, eu tinha um lindo futuro pela frente, disso não há dúvidas.

Quando finalmente estava munida com a minha tão importante palheta, segui para plugar a minha guitarra no amplificador e foi quando o som de alguns acordes já chegaram aos meus ouvidos. Olhei por sobre o ombro e reparei que Izzy estava sentado em seu canto, acompanhado de seu próprio instrumento e dedilhando algumas melodias. Mesmo com o tempo relativamente curto de convivência eu notara que ele era o mais quieto dos caras e me perdi por algum tempo naquele pensamento sem me dar por conta que o estava encarando. Quando ele notou, eu me senti levemente envergonhada.

- Quer dar a honra de me acompanhar? - Ele perguntou de forma levemente teatral e meu coração gelou no peito.

- Eu? -

- É, tem mais alguém na sala? -

Izzy rebateu em tom divertido indicando com um gesto de cabeça para algum ponto em minhas costas e foi só então que eu notei que o resto dos caras tinha vazado dali.

- Eu adoraria. - 

Afirmei me aproximando do sofá sentando na outra extremidade do mesmo e quando já ia me preparar para pegar meu instrumento, ele me interrompeu.

- Não, não... toma. -

E simplesmente colocou nos meus braços a sua guitarra. Sim, nada mais nada menos que a sua estimada guitarra. Eu paralisei por um momento quase como se tivesse medo de fazer alguma besteira mas ele me tranquilizou com um sorriso.

- Isso é sério? -

- Claro que é. Vamos lá, você precisa ensaiar... tem um grande show pela frente. -

- Nem me fala... - Falei, soltando o ar de maneira pesadamente nervosa pela boca.

- O que foi? -

- Eu tô nervosa... tipo... e se o público... se eles não gostarem de mim? -

- Hayley, eles seriam uns idiotas se não gostassem. - Foi inevitável que ele arrancasse de mim um riso sem jeito. - Agora vamos ao trabalho. -

Izzy me ajudou durante algumas horas a repassar algumas das músicas da banda, pois ainda não tinha sido definido em que canção minha participação aconteceria. Eu já conhecia algumas músicas antes, me aperfeiçoara treinando algumas sozinha desde que chegara a Los Angeles mas obter a ajuda de um dos membros era com certeza um privilégio que eu jamais dispensaria. Sem falar que Izzy estava se mostrando um ótimo amigo. Diante do nervosismo aparente, eu me atrapalhava em alguns momentos com a cordas mas ele apenas sorria e me incentivava, voltando a dar algumas tragadas em seu usual cigarro em seguida apenas para acenar de forma positiva em seguida quando eu finalmente acertava algum acorde. 

Estávamos chegando ao fim do "ensaio" quando a porta da frente da casa se escancarou e Axl surgiu acompanhado de uma garota. A expressão em sua face foi impagável quando nossos olhares se cruzaram e ele reparou que eu me encontrava ali. O ruivo simplesmente não disse nada e eles seguiram direto para outro cômodo da residência enquanto a garota apenas esboçou um sorrisinho.

- Vadia... - Proferi entre dentes em um tom baixo e quase inaudível.

- O que disse? - Izzy perguntou, franzindo o cenho.

- Minha tia. Aquela mulher parece com a minha tia. - Rebati mais que rápido, voltando a encarar as cordas da guitarra.

- Aham, sei... -

Ele respondeu visivelmente segurando o riso enquanto eu obviamente fazia o mesmo, tratando de retomar os últimos minutos da minha preparação para mais tarde. Com aquilo em mente, declarei buscando mudar totalmente de assunto:

- Tenho um grande show pela frente, não tenho? Vamos ensaiar! -

 

 

 

 

A noite chegou tão rápido que eu não tive metade do tempo que esperava ter para me preparar psicologicamente, ao passo que fisicamente tudo já deveria estar pronto desde que eu nascera a catorze anos atrás. Empunhava uma guitarra com a segurança de como se a primeira coisa que eu tivesse segurado em minha vida não tivesse sido uma mamadeira. Mas o nervosismo ainda estava a me importunar. O que eu poderia fazer? Respirar fundo? Contar até dez? Ouvir alguma música calma? Meditação? Rezar para Hendrix? Nada disso adiantava agora, teria que ser apenas no improviso. E quando eu digo improviso, significa que tudo seria lindo e maravilhoso ou uma merda total. Só dependia de mim.

Nós já estávamos no backstage desde cedo, e com nós eu quero dizer eu e o restante da banda menos Axl. O atraso dele fazia parte do ritual pré-show, e sinceramente? Eu colocaria milhões de empecilhos no caminho dele só para que demorasse mais ainda a chegar e quem sabe eu tivesse tempo para deixar o nervosismo de lado. Precisava de alguns minutos sozinha, literalmente.

E o único esconderijo que eu encontrei foi uma sala de controle de iluminação que ficava ao lado do palco. Tinha certeza de que ninguém me encontraria lá, chegava até mesmo a suspeitar se exceto as pessoas que trabalhavam ali mais alguém sabia da existência daquele lugar.

Foi só parando um pouco para respirar que eu organizei meus pensamentos. Lembrei de minha mãe, do modo como toda noite quando me colocava para dormir e depositava um beijo carinhoso em minha testa, me dizia que sabia como eu seria grande e estava destinada a orgulhá-la não importa o que acontecesse. Era quase como se ela soubesse, o que chegava a me ocasionar um arrepio. Como se ela tivesse previsto que quem sabe ela não estaria lá para ver o momento em que a minha coragem seria testada, mas que ela sabia que eu era capaz. E lá no fundo eu também, pois pra quem havia descido o braço em uma menina na escola em frente a diretora, aquilo não era nada.

Quando pensei em sair dali a porta da pequena sala se abriu, e a pessoa mais improvável do mundo entrou ali: Axl.

- Caramba, porque você tinha que chegar? - As palavras saíram sem que eu pudesse controlar. Já estava mais que claro que eu não poderia adiar o começo do show mais do que o normal.

- Hmm, deixa eu ver... porque esses gritos todos lá fora são pra mim, querida. - Ele respondeu, e eu revirei os olhos.

No entanto a expressão irônica que tomava seu rosto aos poucos foi desaparecendo e um ar de quem estava no mínimo intrigado passou por suas feições enquanto me analisava, por mais que eu pensasse que ele não era capaz de reparar em nada em outro alguém. Quem sabe eu estava com uma cara de quem estava prestes a se enforcar no cabo de um dos microfones.

- Porque tá com essa cara? - Indagou.

- Não é nada. Só... -

- Nervosismo. O medo do palco. Isso é normal. - Ele declarou.

Eu tive que piscar os olhos diversas vezes para assimilar aquilo. Ele estava sendo compreensivo? Espera, eu entrei em algum portal para uma realidade alternativa quando passei por aquela porta ou aquilo realmente estava acontecendo? Precisei me conter para não pedir que ele me beliscasse.

- Normal? Certo... pelo menos alguma coisa aqui é normal. Enfim, deixa pra lá. E o que você faz para fugir disso? -

- Eu bebo. Ou injeto. Ou cheiro... qualquer coisa que faça minhas veias pulsarem de vontade de subir naquele palco. Mas você não pode fazer isso, então só lamenta. - Ele sorriu de canto, e eu bufei. Seu lado conselheiro estava bom demais para ser verdade.

- Obrigada pelo conselho. Vou fazer isso. - Sorri sem vontade, enquanto ele se aproximou e depositou uma mão no meu ombro, o que me surpreendeu a ponto de fazer cada músculo do meu corpo retesar.

- Calma, eu tava só brincando. Depois dizem que sou eu que não tenho humor... - Ele sorriu, prosseguindo: - Vai ser tranquilo. É só fingir que não tem ninguém olhando, você gosta do que faz e então é natural. Só não vai amarelar agora... eu quero você lá em cima. - Ele afirmou.

Meu coração literalmente brincou de polichinelo no meu peito, enquanto minha boca se entreabriu em total surpresa. Ele realmente tinha dito aquilo? Queria que eu estivesse lá, quando parecia que tudo em que pensava era nele e ele mesmo? Quem sabe eu o tivesse subestimado por tudo o que ouvira e o pouco que convivemos até então, mas havia até mesmo uma possibilidade de que fosse um cara legal depois dessa.

Ele se afastou abrindo a porta e recostou-se na soleira da mesma, indicando o corredor atrás dele:

- Só vamos logo! O posto de quem atrasa a coisa toda ainda é meu e isso eu não vou deixar que você faça... -

Ele deu o primeiro sorriso sincero que eu vi desde que chegara na cidade. E meu Deus... era lindo. Foco, Hayley! Não era hora de tietar agora, então eu balancei a cabeça e assenti. Estava pronta. Estava pronta agora e nada iria me parar.

 

 

 

Durante o começo do show, eu tomei meu lugar em um ponto mais reservado e permaneci apenas a assistir sentada em uma caixa de som enorme que havia por ali. A multidão era algo enlouquecedor, postando-se ensandecida enfrente ao palco naquele lugar que de pequeno não havia nada. Aquilo me assustava, mas voltei a focar em quão empolgada a galera estava. E eu não podia culpá-los, afinal estavam vendo diante deles os seus ídolos, alguns provavelmente pela primeira vez. E quando desviei o olhar para a banda, pude constatar que a loucura toda não era a toa. Eles arrasavam, de fato. Um sorriso que eu não pude controlar surgiu em meus lábios.

Mais uma vez lembrei de minha mãe. O que ela pensaria se estivesse ali, e... será que ela não estava? Me peguei pensando se ela não poderia estar em algum lugar no meio daquela multidão selvagem, escondida em algum lugar ali nos bastidores ou até mesmo do meu lado naquele momento, com a mão em meu ombro. Aquela ideia me pareceu reconfortante, soa como algo que ela realmente teria feito em vida. Ela sorriria para mim, aquele sorriso tão lindo e diria "vai lá, vai que você consegue". E se ela dissesse que eu conseguiria, então eu não teria dúvidas. A sensação de conforto familiar que me preencheu por completo só aumentou quando uma visão muito conhecida materializou-se na minha frente.

- Hay, tá tudo bem? -

Papai havia se aproximado, estava parado na minha frente. A banda não estava tocando, estavam na transição entre uma música e outra. Minha hora havia chegado?

- Sim, tudo ótimo. -

- Tem certeza? Tá na hora. -

- Certeza absoluta. Ela tá me esperando... -

Declarei com um sorriso aberto e naturalmente papai pareceu confuso, mas ele deu de ombros e me deixou passar. Eu peguei minha guitarra, suspirei fundo e me lembrei de como aquilo seria fácil. Era só ir lá, fazer a base de uma única música e voltar.

No entanto, a verdadeira constatação de que aquilo era real só me atingiu quando eu ouvi os primeiros acordes de Welcome To The Jungle, seria a música que eu tocaria naquela noite. Fora uma escolha minha, se fosse pensar bem diria muito sobre a minha vida atualmente. Quando recebi a deixa para entrar foi como se nada mais em volta que não fosse aquele palco existisse, era a única chance que eu tinha de mostrar minha capacidade que não fosse um show de talentos da escola onde ninguém dava a mínima importância para o que eu fazia.

Eu assumi o meu lugar no palco, e eu quis que fosse perto do meu pai. Parte de mim já estava preparada desde aqueles poucos minutos no backstage antes de subir no palco, mas qualquer resquício de insegurança que pudesse ter ao vislumbrar a multidão que nos contemplava sumiu quando ele sorriu para mim. Aquilo foi o combustível para que eu me deixasse levar, e os meus dedos passearam pelas cordas com a mesma naturalidade que eles faziam desde que eu tinha meus seis anos de idade.

- ...In the jungle, welcome to the jungle, watch it bring it to your... - Axl cantava, obviamente arrancando gritinhos histéricos.

Eu continuava com o que fazia, tomando a melodia e o instrumento como se fizessem parte de mim, deixando que a música fluísse por eles naturalmente e esquecendo que eu estava sobre os olhos de milhares de pessoas, pois principalmente eu estava tendo um momento que era meu, especial para mim e mais ninguém além daquelas duas pessoas especiais. Uma ali ao meu lado e outra que eu não podia ver, mas sabia que sentia sua presença. Um pouco antes dos três minutos de música, chegava a parte do solo - eu conhecia todas as músicas do começo ao fim - meu pai aproximou-se um pouco mais de meu ouvido e sussurrou:

- Eu confio em você. -

Visivelmente fiquei confusa, e eu só saberia o que aquilo significava instantes depois quando as surpresas do dia não pararam, e Axl virou para mim e anunciou no microfone:

- Vai, é sua Hayley! -

E eu congelei. Ele queria que eu assumisse o solo? Não, não iria rolar. Era responsabilidade demais, e eu não sabia se seria capaz. Mas antes mesmo que eu pudesse pensar levei um sutil empurrão que me impulsionou mais a frente ao palco e imediatamente meus dedos produziram o riff perfeitamente, como se eu não estivesse sequer racionalizando o que eu fazia. A multidão vibrou, e meus olhos marejaram mas sem que eu perdesse a concentração no que fazia. Era o momento mais esperado da minha vida, o momento mais esperado de toda a criança apaixonada por música que ganha a primeira guitarra e ensaia no quarto em frente ao espelho enquanto assiste a videoclipes de grandes astros na televisão. Eu fui aquela criança. E agora tinham realizado o sonho dela e a feito feliz. Quando terminei o barulho da multidão apenas aumentou, e eu olhei para trás e encontrei meu pai a me encarar e sorrir. Aquele era de longe e para sempre seria o melhor dia da minha vida.


Notas Finais


Aaaaaaa, eu me emociono nesse capítulo HSUAHSUAHSUAHSUAHSU Gente, lá em cima é citado o nome da "MAdrasta" da Hayley e vocês devem não estar reconhecendo o nome porque na história ela realmente será alguém que não existe na vida real haha Oks?
Anyway, coisas importantes acontecem no próximo capítulo pois temos a virada de tempo da história! Como eu já falei na semana passada, eu faço o ENEM nesse domingo então eu não sei se consigo voltar a atualizar antes de segunda, mas vamos torcer que simmmm!
See ya ;*


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