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História Ângelo - Capítulo 3


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Capítulo 3 - Capítulo 3


Fanfic / Fanfiction Ângelo - Capítulo 3 - Capítulo 3

Como dito, normalmente Ângelo seria extremamente criterioso em aceitar o convite, de Madame P. Isso se dava por vários motivos. Ela de um lado positivo era uma mulher extremamente interessante, versada em muitas áreas do conhecimento, principalmente no meio artístico, coisa que ele adorava nela; muito rica, chegando as vezes ao ponto da extravagancia em certos aspectos; e claro terrivelmente elegante. Em contrapartida era bastante excêntrica, o que facilmente se nota pela forma pouco comum que se denomina, Madame P, notavelmente alguém que faça isso é excêntrico ou narcisista, em certos casos ambos. Além disso, os dois motivos que faziam o rapaz ser um tanto cauteloso eram sua animação e seus pedidos nada convencionais. Bastava dizer que ela era empolgada demais e exigente em excesso.

Sempre que ele aceitava seus convites, e ultimamente ele quase nunca aceitava, o fazia pôr dinheiro, independentemente do tempo que fosse Madame P., pagava quantias bem altas, na verdade era sua cliente mais generosa. Se pensasse um pouco, era um tanto ingrato de sua parte ser tão relutante com ela, por que a mulher, além de generosa, e bondosa de um modo maluco, havia sido um de seus primeiros clientes, e, embora ela nunca tenha confirmado, a responsável pela chegada de outros.

De todo modo, para o Ângelo, o sentimentalismo não importava tanto quanto o dinheiro, ele nem sequer imaginava o quanto um fim de semana lhe renderia, pensar no assunto era muito tentador, ainda mais no momento, já que ele queria remodelar um pouco a sua casa. Ele ficara o dia inteiro pensando e a cada hora a ideia ficava mais interessante. E por fim, logo quando chegou a noite, ele não resistiu à tentação de ligar para saber mais.

- Oi meu amor, é um prazer a sua ligação... Já estava imaginando que iria inventar outra desculpa.

A voz de Madame P. era muitas coisas, exceto fácil de descrever, tinha o tom de uma mulher madura, muito culta e casta. A forma como pronunciava cada palavra, cada pausa dada e devidamente preenchida lhe rendiam um ar distinto e dominante, de uma pessoa imponente que não sai dos pensamentos com facilidade; e para os mais atentos, bem no fundo de suas palavras, havia um jeito ligeiramente insinuante

- Oi, Madame, é igualmente prazeroso. Antes de mais nada que fique claro, eu ainda não concordei, desculpe pelo decoro... mas da última vez não foi tão divertido e...

- Águas passadas, querido, elas não movem moinhos.

Ângelo suspirou, certamente era mais fácil para ela pensar assim do que para ele. Se tudo fosse tão simples e efêmero como a mulher, recorrentemente, fazia parecer a vida, não só dele, mas da humanidade inteira seria mais fácil.

- Vamos fingir que é o caso, prossiga. Do que se trata?

Ele pode sentir a empolgação do outro lado da linha, aquela empolgação que tanto temia. Normalmente isso iria agrada-lo, porem vindo de alguém como ela ele não tinha tanto prazer, na verdade chegava a ser o oposto disso.

- Bem, seria o de sempre. Queria sua companhia apenas, Emily também está com muita saudade, chego até a ficar com pena dela, devia ser mais presente, querido. – Quando ela mencionou isso um certo desconforto o tomou – Enfim, resumindo gostaria que viesse para minha casa da sexta à noite até domingo à noite. Quero levar vocês dois para “passear”, e brincar um pouco a quatro paredes, nada fora do que você está acostumando.

Ele pensou um pouco. Não era do seu feitio passar tanto tempo com seus clientes e nunca os encontrava em suas casas, ambas as coisas eram praticamente regras que tinha para com o trabalho, apenas para um de seus clientes nenhuma regra se aplicava. Embora, exceto por alguns detalhes, os seus pequenos defeitos, Madame P. na maior parte do tempo era uma ótima companhia. Logo, poderia abrir uma exceção para ela, dificilmente estaria correndo o tipo de perigo para o qual essas regras existiam. O que realmente o preocupava era o nível das brincadeiras.

- Nada como da última vez? – perguntou desconfiado.

- Meu querido, aquilo foi um triste acidente, já conversamos... Eu pensei que você estivesse respirando...

- É... Foi o que você disse depois. Quanto?

- 3 mil... e quem sabe depois aumente. O que me diz?

Era uma quantidade relativamente boa, como esperado dela. Ângelo pensou nas suas finanças, tinha dinheiro mais que o bastante para passar o restante do mês, e até os meses seguintes caso pegasse o dinheiro da reserva, claro que um acréscimo de 3 mil não seria algo a se desprezar. Muito pelo contrário seria excelente, ele poderia finalmente trocar a maldita mesa com cadeiras de plásticos, quem sabe comprar uma estante pros livros e o jogo de cama de cetim, talvez um terno novo, já estava na hora de gastar com o que quisesse. E também ele não poderia evitar um de seus poucos clientes para sempre, ainda mais um tão antigo.

- Me mande o enderenço. Nos vemos na sexta.

- Que ótimo, mandarei por mensagem, chegue cedo para o jantar, as 7h seria ótimo.

- Certo, as 7h estarei aí, mas alguma coisa?

- Bem não se preocupe com roupas, tenho suas medidas, peguei na última vez e mandei fazer algumas roupas, são um presente, assim como outras coisas que tenho para você.

Sentiu um frio na espinha, temeu por quais as outras coisas que ganharia de presente. Logo quando se conheceram a mulher lhe deu um presente bem inesperado, um dildo de vidro imenso, que ficava guardado bem no fundo do guarda roupa para que nenhuma visita curiosa pudesse achar, Ângelo nunca o usou, se fosse uma pessoa leiga duvidaria da capacidade de um ser humana do sexo masculino conseguir usar aquilo, de toda forma a experiencia não lhe parecia interessante e muito menos agradável. Esperava que os presentes dessa vez fossem algo normal, e caso não fossem que ele pudesse só levar pra casa, como último, sem ter que mostrar seu uso adequado.

- E antes que eu me esqueça, tem alguma coisa que você não come, meu amor?

- Eu sou alérgico a suínos e a crustáceos.

- Certo, então até sexta querido. Vou me certificar que esse fim de semana seja inesquecível, pra que você e Emily mal consigam se mexer de manhã de tanto prazer, se é que me entende.

- Até... – foi só o que consegui dizer, enquanto pensava no real significado de não conseguir se mexer de tanto prazer.

 


Notas Finais


Me desculpem ter sumido. Tive, estou tento, alguns contratempos de cunho pessoal.


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