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História Angels Like You; - Capítulo 9


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Notas do Autor


Esse capítulo ficou enorme, mas enfim...aproveitem!

Capítulo 9 - Day of Salvation;


Fanfic / Fanfiction Angels Like You; - Capítulo 9 - Day of Salvation;

“Cada palavra e poesia.”

"Uma criança loira e uma mulher caminhavam lado a lado, com as mãos entrelaçadas, a mãe do garoto ao lado mostrava-lhe o mundo, ensinando sobre ele. Sobre tudo que o pequeno garoto queria perguntar. Um dia não muito diferente dos outros passaram em frente a um dojo, mas Sanji de repente se sentiu curioso. O que era aquilo?Por que era tão estranho e cheio de letras grandes, de pequenos garotos que entravam ali com facas estranhas. O menino puxara o vestido da loira, fazendo que a mesma se abaixasse, curiosa para saber o que lhe perguntaria agora.

— Mamãe, o que é esse lugar? —perguntou, curiosamente, apontando para o local.—

— É um dojo, meu anjo. Muitas crianças, adolescentes e adultos vem aqui para treinar com espadas, e se tornarem mais fortes. —explicou, voltando a ficar normal, olhou para o estabelecimento.—

— Sério?Mamãe, eu quero aprender sobre espadas também!Você deixa? —diz se animando, dando leves pulinhos.—

— Ah querido. Seu pai não gostaria disso, bem, talvez gostaria, mas não com espadas. Esse não é o estilo da sua família lutar, meu bem. —sorriu, mas fechou a expressão ao ver que o menino ficara triste.— Mas podemos conhecer se quiser, podemos ver o que fazem ali, tenho certeza que não irão se importar.

— Tudo bem, mamãe!Eu quero! —disse sorrindo, e o segurando pela mão, Sora entrara no Dojo.—

Na recepção um homem não tao velho mas não tão novo estava sentado na cadeira, enquanto atendia alguns garotos e garotas, o pequeno observava tudo com atenção, a decoração, as outras portas que dariam a mais cômodos que não conhecia. A Vinsmoke se aproximou, e fora gentil ao perguntar se poderia observar com o filho, para mostrá-lo como era, não tocariam nada e nem fariam nada que prejudicasse ali.

— Claro, minha senhora. Podem seguir a primeira porta, só não se percam, não temos guia para isso, sinto muito. —sorriu, logo se desculpando.—

— Vamos, Sanji. —o levou consigo, entrando no cômodo onde havia uma sala enorme, e muitas crianças lutando entre si com espadas de madeira.—

Foram visitando cada parte do Dojo, curiosos, querendo apremder mais sobre tudo, com muito medo de perderem-se. Em um instante, o loiro menor, vira um pequeno garoto de cabelos esverdeados, carregava algumas espadas, com pouco cuidado, mas ainda sim, tomava cuidado para que não se machucasse. Uma garota andava ao seu lado, contando-lhe algo não muito engraçado, porque o bronzeado mal tinha expressão, o pálido olhara pros dois por um tempo, até que os olhos cinzas prateados foram direcionados a si, sorriu, acenando com a mãozinha, e recebeu um aceno da garota de cabelos curtos e azuis-escuros. Mas o garoto de cabelos verdes, apenas continuara andando, deixando o menor indignado. Fora atrás dele, ou melhor era o que achava, mas não o achara, e quanto mais andava, mais se sentia perdido, começou a lacrimejar os olhos, e achou um jardim. Realmente estava perdido, como fora parar ali?Mal sabia onde estava, e mal sabia como voltar para sua mãe. Sentou-se sobre o chão, chorando baixinho. Não demorou muito até que sentira um cutucão nas costas, virou-se e era o garoto com quem havia trocado olhares.

— O que está fazendo aqui?O dojo está uma bagunça, estão te procurando por toda parte. —dizia sério, mas com a voz infantil.— O que está olhando?Responda!

— Então você tem boca, Marimo? —cruzou os braços, o loiro com a personalodade forte do seu pai, perguntara.— Quando me ignorou ainda a pouco, achei que fosse mudo!

— Me chamou do que?! —disse indignado.— Ah, esquece. Só precisamos ir, sua mãe está chorando e louca atrás de você! —Diz e puxa o braço fino do menor, o levando para dentro.— Achei que era eu quem me perdia, não é tão incomum afinal.

— Eu me perdi porque não conheço esse lugar. —respondeu, resmungando.— Afinal, qual é seu nome, Marimo?

— Pare de me chamar assim, sobrancelhudo! —rosnou.— E não te interessa qual é meu nome!

— Grosso. —murmurou.— Não sei como uma dama como aquela garota pode andar com um troglodita como você. —disse reclamando.—

— Se não quer ficar perdido, cale essa boca! —esbravejou, e o outro apenas resmungara e se calara.—

Enquanto era puxado, as vezes o garoto que ainda não sabia o nome, olhava-o de relance, achara o garoto muito estranho, suas roupas eram com certeza de gente rica, e bem, demonstrando o que a mãe sentira quando o perdera não deveria ser tão velho. Com esses pensamentos, finalmente se tocara que chegara aos adultos, entregando o menino a mãe, que o abraça de fotma afoita enquanto chorava. O menor fazia o mesmo, chorando como ela, se sentia mais aliviado, e até grato pelo Marimo. Olhara, e viu que ele até mesmo o olhava de volta, curioso. Se virou para o garoto, limpando as lágrimas.

— Chamo-me Sanji! —sorriu, coçando os cabelos, demonstrando estar tímido.— Agora me diga seu nome, Marimo!

— Zoro. E eu já disse para parar de me chamar assim, sobrancelhudo. —resmungou.—

— É um prazer, Zoro. Obrigado por achar meu filho, querido. —sorriu, a mulher de cabelos loiros, gentilmente.—

— Ah...tudo bem. —murmurou, as bochechas se avermelhando-se.—

— Marimo, você quer ser meu amigo? —comentou, Sanji, do nada.—

— Ahn?Amigos? —perguntou retoricamente, e olhou para Kuina e seu pai, que assentiram positivamente.— Ah, tanto faz.

— AMIGOS! —gritou, surpreendentemente alegre, abraçando o corpo do esverdeado.—

Zoro ficara imóvel, seus braços caídos para o aldo, estavam sem saber o que fazer, piscou várias vezes, com as bochechas vermelhas. Mas assim que se acalmara, passara os braços pelo corpo do pequeno Vinsmoke. Se sentia final de contas, permitiu-se sorrir de canto. Sanji o soltara, e caminhara com sua mãe para fora do Dojo, se despedindo altamente.

— ATÉ MAIS, MARIMO! —Gritou, despedindo-se.— ATÉ MAIS, KUINA-CHAN!

— EU JÁ TE DISSE PARA NÃO ME CHAMAR ASSIM, IDIOTA! —gritou mais alto, ouvindo risadas atrás de si."

Com 5 anos, foram assim que se conheceram, o Marimo lembrava bem de como se conheceram, de que como depois disso, nunca mais o Ero-Cook, parara de chamá-lo de Marimo. Encarando o teto agora se lembrava de como descobriu o quanto pálido sofria nas mãos da familia. O como apanhava, enquanto a mãe ficara na cama.

"Com 10 anos, os dois ainda eram melhores amigos. Sanji depois de uma briga com a família, depois de pancadas, e machucados, ainda fora cozinhar para o Marimo como havia prometido, havia prometido que iria fazer experimenta-lo sua comida. Esperava o menino na frente do dojo, sentado em um dos degraus. Estava preocupado pela demora, e batia o pé, ansiosamente, até que vira o amigo loiro chegar segurando um pote, enquanto mancava, ficara muito preocupado, então levantara rapidamente. Se aproximou.

— O que aconteceu? —disse, antes de qualquer coisa.— Por que está mancando?!

— Olá, Marimo. —sorriu, escondendo as lágrimas que enchia os olhos.—

— Não venha com "Olá"!Me diga, Sobrancelhudo!O que aconteceu com você?! —perguntou, irritado.—

O pequeno suspirou, e puxou o amigo verde para sentar no degrau, abrira o pote, como se dissesse "coma enquanto escute." O esverdeado não perdeu tempo, e pegara a deliciosa torta e frango e começara a comer, soltando um barulhinho de satisfação, esse que agradou os ouvidos do garoto triste e machucado, mas sabia que Roronoa não o deixaria esconder mais, então, respirou fundo, antes de começar a falar.

— Hoje...meu pai, e meus irmãos me pegaram cozinhando. Eles disseram que não quer que eu cozinhe. Porque é coisa de bichinha. —murmurou.— Mas eu estava cozinhando pra você, e pra mamãe!Eu não podia simplesmente parar assim. E então.... —abaixou a cabeça.—

— E então? —perguntou, entre dentes.—

— Então eu apanhei, Marimo. Como nunca na vida, nunca apanhei tanto em minha vida toda. E eu simplesmente não pude fazer nada, nem gritar por ajuda, está doendo muito, Marimo. —murmurou, entre lágrimas.—

Zoro sentiu o sangue ferver em sua cabeça, levantando impulsivamente, depois de comer toda a torta, iria sair mas as mãos delicadas e quentes do amigo, o tocaram o puxando para baixo, de repente sentiu como se mil borboletas estavam brigando em seu estômago, seu coração acelerou-se como nunca ao sentir as mãos do loiro tocando a sua. Isso nunca acontecera antes, então deixara o menino paralisado, tentando entender qual era a razão disso.

— Por favor não faça nada. Você pode ser forte, mas não tem o tamanho deles, Marimo. Não quero que se machuque. Não se preocupe, eu vou ficar bem. —segurou o rosto do amigo, com as duas mãos.— Só quero que fique comigo, promete estar ao meu lado, todos os dias?

As bochechas, o rosto, o corpo de Zoro, estava mais quente do que nunca, estava nervoso, e nem mesmo entendia do porquê. Apenas suspirara ao sentir os dedos cálidos acariciarem sua pele.

— Claro, Ero-Cook. Eu nunca vou te deixar sozinho. —segurou os braços dele, sorrindo, e viu o loiro acender em um sorriso.—

Tal ação, fez o esverdeado se sentir mais ansioso, e seu coração quase pular pela boca, e o que o pequeno fizera a seguir, o fizera ficar vermelho em todas as combinações possíveis. Vinsmoke abraçara com todo o amor possível, nunca sentira tal coisa antes, esse tanto de amor. Não depois que Kuina morrera, depois disso, apenas o loiro lhe dava amor, e era por isso que sentia assim. O garoto estava deitado em seu peito, enquanto sentia o moreno o apertar fortemente contra seu corpo. Amigos inseparáveis."

Achou que nunca fosse entender o porque daqueles sentimentos e emoções. Mas pouco tempo mais tarde, descobrira depois de fazer amizade com todos os outros, no ensino médio, com seus 15 anos. Nami o alertara sobre o que estava sentindo, mas afinal, ate parece que acreditaria numa bruxa como ela, não é?Mas aos 17 conhecera Robin, e então, com ela falando, tudo fazia sentido, os ciúmes das mulheres que sentia ao Sanji cantar elas, aos olhares excessivos, aos pequenos detalhes. Tudo isso, fora o ápice, estava apaixonado, tremendamente apaixonado por Sanji Vinsmoke.

"Os cabelos loiros voavam com a brisa do vento naquela ponte que ficara acima de um grande mar, ou rio. Zoro não sabia bem, a única coisa que sabia admirar e pensar, era Sanji. O pálido observava atentamente ao redor, com um sorriso desenhado nos lábios. Durante todos esses anos, Zoro nunca quisera falar sobre o que sentia, que o amava, porque sabia que ele nunca retribuiria tal sentimento. Então aprnas observava tudo secretamente, seus olhos, seu nariz, sua boca, seus cabelos, tudo em Sanji, parecia como de um anjo. Ele era um anjo para si. A personalidade dele o encantava, os seus talentos, cozinhar?caramba, isso era difícil, ainda mais um cara, não sabia como podia um homem desses receber tantos não's. Era algo inacreditável. Porque Zoro era totalmente apaixonado no menor, e simplesmente amava tudo nele, e adorava o provocar para chamar sua atenção, ouvir seus xingamentos, e sua cara de irritado. Isso tudo agradava e prenchia o coração de Zoro com muito amor. Naquele dia, se sentira carente, então tomado pela emoção, abraçara o garoto pelas costas, que assustou, mas nada disse. Tudo para ele, tudo que Zoro fazia, era bom, então apenas, acariciou os cabelos do Marimo, quando o mesmo encostara a cabeça em seu ombro."

E enquanto mergulhava nessas lembranças, em todos os dias que passara com Sanji o evitando de todas as formas, adormecera num sono longo e profundo.

Quanto o loiro, pensava em todos esses dias também, em o carinho de Zoro por si, sabendo que o homem gostava de si, como não poderia ficar feliz?Mas tinha aquela garota, aquele monstro. Mas talvez a menina estivesse certa, ele vivia num inferno, não queria levar nenhum de seus amigos, e nem Roronoa para lá. Mas não podia ficar sem eles, não podia ficar sem o Marimo. Nesses dias em qur ficaram sem se ver, Sanji percebeu o quanto sentia falta do homem. Dos seus sorrisos de cantos, seus sorrisos irônicos, e seu jeito bruto, mas seu jeito anjo de o amar, e de cuidar, de costurar seu coração, seus olhos cintilantes e brilhantes, seu belo talento de o fazer feliz, sua força, e seu cabelo que tanto adorava, o loiro realmente amava verde, era sua cor favorita. Tudo em Zoro, o fazia bem, mas percebeu tarde demais, não queria saber mais de nada, apenas em abraçar o corpo dele tão forte, escutar seu coração, estar em seus braços, em seu colo, no seu mundinho. Enquanto apenas escutava as batidas do seu coração, e via o amor prevalecer. Sanji estava amando!SANJI ESTAVA AMANDO UM HOMEM!E para ele, isso não importava mais. Porque era Zoro;Porque era o seu Marimo;Porque era o garoto que sempre cuidara de si a sua vida inteira; Porque era o garoto que elogiava a sua comida, e cuidava dos seus machucados; Porque quando precisou, o maior fora sua âncora, o mantendo vivo em pé; Porque depois de tudo, quem continuou ao seu lado, fora ele; E então, depois de tudo, sabe e sente, que o melhor de todos, o que brilha em seu coração, é Roronoa Zoro. Estava apaixonado, e mesmo que isso doesse, estava apaixonado.

Sanji acordara de seus pensamentos escutando os galos cantando, uma grande conversa alta lá em baixo, franziu o cenho, e desceu as escadas, do jeito que estava mesmo, com seu pijama de cupcakes. Olhou em volta e vira Nami, sua Nami, encarando a garota que tanto o machucara.

— Nami-swan?O que está fazendo aqui? —perguntou, sem entender.—

— Eu queria ver vocês dois, pra ver como estavam, mas essa vadia não me deixou subir. —disse irritadamente.—

— Me chamou do que, sua idiota? —grunhiu.—

— Nami-swan. Por favor, vamos subir. —dizia nervosamente.—

— Não!AGORA ESSA PIRANHA, VAI OUVIR!QUEM ELA ACHA QUE É? —gritou, enquanto se aproximava dela.— Quem você pensa que é para tratar Sanji desse jeito?Que mérito tem?Que importância tem a Zoro?Você é apenas um casinho, uma garota que ele fodeu, sem sentimentos nenhum. Acha mesmo que vai conseguir destruir um amor de anos?Um amor encubado e deixado guardado na caixa por anos?! —gritava, e apontava o dedo na cara da garota, que avermelhava-se de raiva.—

Com essa gritaria, Zoro desceu todo amassado, e Sanji até riria se fosse uma situação diferente, estremeceu ao sentir o olhar dele em si, estava com medo, medo das ameaças da garota, medo do que viria a seguir.

— O que está acontecendo? —perguntou, de modo calmo, sem entender.—

— Vamos falar a verdade, não é?Você não pode me ameaçar, garota!Não tenho nada a perder!Não é Sanji que está contando a Zoro não é? —riu, irritadissíma.— Sabe essa sua puta, Zorinho?Ela estava ameaçando Sanji, por que?QUER SABER POR QUÊ? —bateu os pés no chão, e o loiro encolheu, com os olhos cheios de água.— Porque ele te ama, Zoro. Sanji tem os mesmos sentimentos por você, só foi bobo para perceber tarde, E ESSA GALINHA!SE APROVEITOU DISSO! —apontou novamente para ela.—

Nesse ponto, o esverdeado se encontrava boquiaberto, e quanto o outro se encolhia e chorava. E a azulada furiosa, ia para cima da ruiva, e as duas começaram a brigar. Mas Nami não tinha medo de nada, a puxou pelos cabelos, segurando o couro cabeludo com força, a viu gemer alto de dor, e tentar se soltar debatendo-se. Abaixou-a, a fazendo ajoelhar, ainda puxando seus cabelos de forma agressiva.

— Peça perdão, sua vadia. Peça perdão, ao meu menino. —grunhiu.—

A mulher nada disse apenas encarava o homem que chorava, a olhando com mágoa e com dor. A garota ali a par de tudo, se irritou mais com o silêncio, e lhe deu um tapa no rosto a vendo gemer mais alto.

— Peça. —ouviram agora a voz grossa de Zoro, se aproximando.— Peça e me diga todas as merdas que fizera com o meu garoto. —rosnou, e o corpo de Sanji corara, timidamente com o apelido.—

— Eu....ah...Me desculpa, PERDÃO, OK? —gritou, chorando de raiva.— Perdão por te tratar mal, e te fazer sentir dor até com as minhas mãos e ainda mais com as minhas palavras duras, perdão por te ameaçar por causa de que...de que...Roronoa te ama, e usar seu pai e suas brigas familiares com isso. —grunhiu, e então, levantou-se, se soltando.— mas não me arrependo de nada.

Sentiu a ruiva a puxar pelos cabelos, e lhe dar mais um tapa. Mas Sanji apenas a olhou, mostrando em sua expressão que já bastava.

— Tudo bem, Nami-swan. Hyori. Eu espero que você seja feliz, apesar de todo mundo. E ache alguem que te ame de verdade. —fala, murmurando, calmo.— Apenas vá embora.

A outra o olhara com raiva, e a mulher amiga, a puxara pelos cabelos para ir embora, e antes de fechar a porta, os olhara.

— Se acertem, ou eu arranco os membros de vocês. —sorriu, e saiu, fechando a porta.—

Após isso a sala ficou em um completo silêncio, nenhum dos dois pareciam sentir coragem de olhar um para o rosto do outro, por sentirem culpados, por não contarem nada, e por serem lerdos. Mas Sanji tomou a iniciativa, segurara o rosto do Marimo com as duas mãos, como 11 anos atrás, o fazendo corar e sentir-se nervoso e ansioso. Assim como o loiro que corava da cabeça aos pés, nervoso. Com as mãos trêmulas, seus olhos estavam ainda molhados, e em sua pupila dilatada podia-se ver brilhos de alegria.

— Marimo... —sussurrou.— Me desculpe por ser tão lerdo, por te fazer sofrer por tanto tempo, me desculpe por só perceber agora, o quanto é importante para mim, o quanto te amo, o quanto amo seu sorriso, o quanto amo suas ações, o quanto amo seus cabelos, seus olhos, você, o quanto amo cada detalhe seu, o quanto amo seu jeito e seu coração, o quanto amo você. Eu amo você, muito, eu te amo, Zoro. E não poderia,e nem conseguiria ser feliz se não fosse com você. —disse em meio as lágrimas, com um sorriso fraco, o coração acelerado.—

— Eu também, Sanji. Meu Ero-Cook. Meu garoto. Eu te amo, como nunca amei ninguém, você é meu primeiro amor, e será o único. Eu amo seus olhos tão azuis como o oceano, eu amo seu sorriso irritante, seus lábios, seu jeito idiota e suas comidas. —riu, fraco, o vendo sorrir minimamente.— Eu te amo, muito, meu pequeno.

Os olhos se encontraram, de uma maneira totalmente apaixonante. Sorriram, sentindo os corações pegarem fogo dentro de si, se aproximaram mais e mais, as respirações descontroladas. Sanji sentiu-se nascer de novo, após sentir os braços de Zoro, o cercando, estavam se abraçando, lentamente, como se o tempo parasse. As mãos delicadas do loiro afagavam as costas de Marimo, e as mãos ásperas faziam carinhos nos fios loiros. Tão diferentes, tão opostos; Vinsmoke se sentia tão livre, tão seguro, deitou a cabeça no peito do maior, se sentindo como se estivesse no céu. Porque Zoro era seu anjo.

— Me desculpe por não perceber todas essas merdas que ela fizera com você, meu amor. —murmurou, a ultima parte, deixando o coração do loiro mais acelerado.— Eu nunca mais vou deixar ninguém te machucar. Vamos ao inferno juntos, ou qualquer outro lugar, mas juntos. Nunca separados.

— Eu te amo, muito, eu te amo, Zoro, eu te amo. —chorou mais, e o abraçou com força, enfiando o rosto em seu peito, sentindo seu cheiro.—

Ficaram por um bom tempo assim, até que se separam poucamente. Zoro afastou a franja loira dos olhos de Sanji, e beijara q sobrancelha que tanto amava e citara ao longo dos anos. O menor levou suas mãos aos cabelos dele, fazendo um carinho nos fios verdes, e amado por si. Porque amava a cor verde e amava Zoro. A mão do maior descera para seu rosto, segurando sua bochecha, inclinou-se sentindo o garoto ficar nervoso, como se fosse a primeira vez, bom era a primeira vez que se beijariam sendo recíproco, e confirmado. Sanji soltou o ar preso, se sentindo ansioso, e o coração preste a explodir, encolhendo-se entre a mão do Marimo. Mas quando sentiu os lábios mornos enconstarem nos seus, sentiu-se no céu. Como se estivesse nas nuvens, fechou os olhos, assim como Roronoa. Moviam os lábios de forma calma, eram lentos, e sem pressa, apenas estavam se lembrando um do gosto do outro. Um gesto simples, e que fez o moreno segurar a cintura do homem louro de maneira delicada, e beijar-lhe de maneira delicada, mas dessa vez pedindo com que pudesse adentrar sua boca, permitindo-lhe, Sanji passou os braços pelo pescoço dele, acariciando os cabelos verdes, que tanto amava. Fora apenas um beijo calno, um beijo carinhoso, sem qualquer intenção, um beijo de amor.

Roronoa puxara-o para deitar sobre e deitou sobre o sofá, sentindo o menor em seus braços novamente, sentiu-se completo. Vinsmoke se sentiu no céu. Estava seguro novamente. Nunca mais deixaria com que ficasse longe de seu Marimo. Do homem que amava. Amava mais do que amava a si mesmo. Por um tempo ficaram assim, naquele móvel, os cabelos de Sanji eram acariciados por Zoro, enquanto o menor fazia carinhos em seu rosto, diziam que se amavam a cada 5 segundos, selavam os lábios, para que não se esquecem de que realmente estavam ali, e de que não era um sonho. O esverdeado o amara desde os 10, e nunca soube, e agora estava com ele de verdade. O loiro nunca soube, e nunca descobriu, até pouco tempo, mas desde isso, já se sentia a pessoa mais feliz do mundo. Não estava mais com medo, não estava mais com medo do que podia acontecer, se sentia seguro, não se sentia mais como se fosse um demônio. Se sentia como um garoto caído acolhido por um anjo de bom coração que era um bravinho. Mas o seu bravinho. O seu anjo Marimo.

Sanji não sabia se estava certo, não sabia se deveria, mas não podia mais esconder-se e ser infeliz. Ele escolheu viver ao lado de seu anjo, até que seus ultimos suspiros fossem ouvidos. O amaria, e demonstraria isso para sempre. Sanji fora levado ao céu por Zoro, e não queria mais cair de lá. 


Notas Finais


Não revisei. Então desculpem se tiver algum erro, eu realmente, iria fazer o Sanji sofrendo por mais uns 3 caps, mas não conseguiria o ver sofrer tanto. Ate agora não teve paz. Então espero que tenham gostado, entendido a infância, e o sentimento de Zoro ao longo dos anos, e o porquê dele demorsr a contar. E sobre Sanji, que mesmo que talvez as vezes tenha parecido que ele não o ama, ele o amava sim, desde os 10 anos, mas não sabia, não tinha nem como saber. Mas espero que tenha ficado explícito, como eles se amam. Espero que tenham gostado de verdade, se tiverem preguiça de comentar, apenas comentem um coração, só isso ja me deixa imensamente feliz!❤


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