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História Angels Like You - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Capítulo Sete


~ Ava Lockhart on ~

Depois que o agente Lewis foi embora eu fiquei bem mais calma, só o fato de saber que o FBI está envolvido nesse caso e que vão prender esse cara já me deixa aliviada. O dia se passou sem mais nenhuma surpresa além do medo que ainda está instalado em mim, tudo está bem na medida do possível, claro.

Acordei no outro dia e passei o dia todo com meus pais em casa, fiquei vendo série com meu pai enquanto esperava o almoço ficar pronto, depois ajudei a minha mãe a por a mesa, almoçamos tranquilamente como sempre, assim que terminamos eu tirei a mesa e limpei tudo para passar o dia, terminei todos os meus afazeres e fui atrás do colo da minha mãe, ela estava na sala fazendo crochê e assistindo novela , me deitei ao seu lado, ela largou a agulha e sua linha de lado, me puxou para deitar com a cabeça em seu colo, o que eu fiz sem problema nenhum e começou a dar cafuné na minha cabeça enquanto assistíamos, era tão bom ter ela ali comigo, o carinho de mãe é sempre a melhor coisa, acabei cochilando com o cafuné, despertei com minha mãe me chamando para ajudá-la a por a mesa do jantar, assim que terminamos, chamei meu pai e nós três sentamos para comer.

Olhei meus pais ali sentados comigo, meu pai com seu rosto cansado, porém feliz, sua barba por fazer moldado seu rosto, minha mãe com seus belos olhos pretos cheio de doçura e amor, podíamos não ter muito, mas somos muito felizes com o que temos, meus pais me ensinaram a sempre dar valor ao que temos e só de tê-los comigo já é o suficiente para mim.

— Eu amo vocês. — Falei após olhar-los por um bom tempo.

— Nós também te amamos filha. — Respondeu minha mãe com completa doçura em sua voz.

— Você foi a melhor coisa que aconteceu em nossa vida minha filha, é o nosso presente de Deus. — Disse meu pai e meus olhos se encheram de lágrima.

— Não começa a chorar senhorita manteiga derretida. — Brincou meu pai.

— Ah, para, eu só fiquei emocionada, é que amo muito vocês. — Enxuguei as lágrimas teimosas que caiu dos meus olhos.

— Nós sabemos meu amor. — Respondeu minha mãe.

Depois do jantar organizei tudo e fui deitar para dormir porque amanhã eu preciso ir até a delegacia para dar meu depoimento, mesmo já tendo feito isso com o agente Lewis porque segundo o policial, eles precisam ter o meu depoimento oficial para poder trabalhar em conjunto com o FBI e registrar todo o caso.


               **********


Acordei cedo, fiz minhas higienes matinais, tomei um bom banho quente já que hoje está frio, lavei meus cabelos, assim que terminei me enrolei na minha toalha felpuda rosa e voltei para o meu quarto, vesti um vestido preto com detalhes em flores, meia calça, uma jaqueta de couro, coloquei meu sneakers preto, deixei meus cabelos negros soltos, passei meu perfume, peguei minha bolsa e estava pronta.

Desci as escadas e logo encontrei minha mãe na sala como sempre assistindo a mesma novela de sempre enquanto fazia seu habitual crochê.

— Bom dia meu amor, fiz seu chá e bolo para você comer. — Disse assim que me viu.

— Bom dia mãe, obrigada. — Falei dando um beijo em sua testa.

Fui até a cozinha, servi uma xícara bem generosa do delicioso chá que só a minha mãe sabe fazer, peguei um pedaço do bolo maravilhoso e fui me sentar ao lado da minha mãe no sofá.

— Vai na delegacia hoje? 

— Vou sim, preciso dar o meu depoimento. — Respondi terminando de comer o meu pedaço de bolo.

— Quer que eu vá com você? — Perguntou preocupada.

— Não precisa mãe, eu não vou demorar. — Falei tranquila, mas seu olhar era de pura preocupação. — O que foi?

— Estou com um aperto no peito, acho que você devia deixar para ir amanhã.

— Mãe, eu preciso ir hoje, era para eu ter ido ontem e não fui, então tem que ser hoje, mas fica tranquila, vai ficar tudo bem. — Falei segurando sua mão e tentando passar tranquilidade para ela.

— Tudo bem meu amor, mas por favor, se cuida tá? Se você precisar de alguma coisa não pense duas vezes em ligar. — Disse ela me puxando para um abraço apertado.

— Eu te amo. — Disse assim que minha mãe me soltou, dei um beijo em sua cabeça, peguei minha bolsa e saí.

Coloquei meus amados fones de ouvido, liguei o som no máximo enquanto ouvia uma música animada, caminhava a passos ritmados enquanto observava a paisagem, fazia três dias que eu não colocava meus pés na rua, me mantive em casa para evitar qualquer encontro indesejável, se é que me entendem.

Já estava quase chegando na delegacia quando comecei a sentir a presença de alguém me seguindo, olhei para trás, mas não havia ninguém.

"Deve ser paranóia da sua cabeça, para de ser medrosa." — Pensei comigo mesma.

" Mas dá última vez que você disse isso, realmente tinha alguém te observando." — Minha cabeça me alertou.

Apertei os passos, tirei meus fones de ouvido para ouvir melhor, segurei minha bolsa com mais firmeza, comecei a ouvir passos atrás de mim, eu só queria correr, estava me preparando para fazer isso quando uma mulher passou correndo por mim.

"Falei que você é uma medrosa, era só uma menina fazendo exercício. " — Minha mente debochou de mim.

Sorri do meu medo idiota e voltei a andar tranquilamente, já estava quase chegando, só faltava virar a esquina para poder chegar finalmente na delegacia, estava tudo bem até que senti duas mãos firmes me puxarem.

— Pensou que eu iria te esquecer? — Perguntou aquela voz que tanto me dava medo.

Um frio subiu pela minha espinha, um arrepio tomou conta do meu corpo, eu tremia por inteiro, mas não sabia se era de frio ou de medo.

Sem pensar duas vezes eu comecei a me debater, só precisava me soltar de seus braços, quando fui gritar por ajuda um pano cobriu a minha boca e o meu nariz, me debatia sem parar, mas comecei a sentir minhas forças se esvairem e meus olhos começaram a pesar.

— Agora você não tem escapatória. — Disse antes de eu apagar completamente.


               **********


Acordei sentindo uma enorme dor de cabeça, abri meus olhos e estava tudo escuro, foi só aí que eu me dei conta que estava sentada em uma cadeira completamente amarrada, em minha boca havia um pano preso.

Vi quando uma fresta de luz surgiu iluminando o local, logo ele apareceu.

— Que bom que você acordou, já estava na hora. — Falou Dean.

Em suas mãos havia uma bandeja com água e um sanduíche.

— Eu vou soltar sua boca, mas se você gritar, eu juro que te mato. — Disse ele e eu apenas concordei com a cabeça rapidamente.

Ele então tirou o pano da minha boca, abriu a garrafa de água e me deu um pouco, tomei sem nem pestanejar, eu estava morrendo de sede, minha boca estava seca.

— Está com fome? Trouxe um sanduíche para você. — Disse e me ofereceu, mas esse eu fiz questão de não aceitar. — Você não vai comer? — Perguntou, mas eu apenas fiquei em silêncio. — Tudo bem então. — Respondeu dando de ombro e comendo o lanche.

— Por que você está fazendo isso comigo? — Perguntei depois de um tempo em silêncio. — O que eu te fiz? — Minha voz estava embargada.

— Não sei, mas tem algo em você que me intriga. — Disse simples.

— Me deixa ir embora, por favor. — Implorei.

— Não posso fazer isso, não até você me contar o que você é.

— Como assim, o que eu sou? Eu sou apenas uma pessoa normal, tentando viver uma vida normal.

— Não, você sabe que não é e enquanto não me dizer a verdade vai ficar presa aqui, comigo. — Disse simples, se virando e indo embora.

— Não Dean, por favor, me deixa ir embora. DEAN. — Gritei, mas foi em vão porque ele já havia ido embora.

Comecei a chorar desesperada, eu só queria estar em casa com meus pais, deveria ter ouvido a minha mãe e não ter saído de jeito nenhum, maldita hora que eu resolvi sair de casa.

— SOCORRO, ALGUÉM, SOCORRO. — Gritei inutilmente por ajuda. — DEAN, POR FAVOR, ME TIRA DAQUI. — Implorei, mas foi em vão.

Tentei me soltar da cadeira, sacudindo-me sem parar, mas tudo que eu consegui foi tombar a cadeira para trás, o peso ficou todo em cima do meu braço que ainda estava amarrado, senti uma dor enorme, soltei um grito e meu choro aumentou mais ainda.

Ouvi quando a porta se abriu, os passos de Dean se fez presente na sala, logo senti seus braços me levantando e colocando a cadeira em pé novamente.

— Se você continuar desse jeito vai acabar se matando. — Ele riu.

— Me deixa ir embora Dean, por favor. — Implorei mais uma vez.

— Eu não posso. — Disse passando a mão em meu rosto.

— EU TE ODEIO, TENHO NOJO DE VOCÊ. — Gritei e cuspi em seu rosto.

Ele se afastou, limpou o rosto, bufou e por fim se virou indo embora, me deixando novamente em total escuridão, voltei a chorar sem parar, uma angústia tomando conta do meu coração, um aperto no peito, parecia que eu estava tendo um ataque cardíaco e então aquela eu soube o que era, o ar começou a faltar, minhas mãos começaram a suar frio, meu corpo tremia dos pés a cabeça, eu ia morrer ali sozinha.

— SOCORRO... DEAN... POR FAVOR... EU... EU VOU... MORRER... — Gritei por ajuda e ao mesmo tempo tentei fazer o ar entrar novamente em meus pulmões.

Eu já estava quase desmaiando, nunca consegui controlar minhas crises sozinha, sempre tive minha mãe por perto para me ajudar e agora eu estava ali, completamente sozinha, meus olhos já estavam praticamente fechados quando senti as mãos de Dean me desamarrando.

— O que está acontecendo? O que você tem? — Perguntou e e por um breve momento pude ver uma certa preocupação em seus olhos.

— Eu... Eu não.... Eu não consigo.... Respirar. — Falei sentindo meu corpo desfalecer.

— Ei, fica comigo, não dorme. — Ouvi a voz de Dean falar, mas estava muito longe. — Não dorme, por favor, olha para mim. — Pediu, mas não consegui o olhar. — Olha para mim. — Me sacudiu de leve, o olhei, mas não conseguia focar bem nele.

— Vamos lá, inspira devagar comigo... Inspira. — Falou puxando o ar devagar junto comigo. — Expira. — Soltou. — Mais uma vez. — Mandou de forma suave e eu obedeci.

Logo o ar voltou a entrar em meus pulmões, assim que ele percebeu que eu estava respirando normalmente de novo ele fez algo que eu não esperava, o mesmo me abraçou, aquilo me pegou completamente desprevenida, mas eu correspondi ao gesto.

Ele então me pegou no colo e me levou até um colchão que havia no canto do lugar em que eu estava, Dean me deitou ali e apesar de toda a situação em que eu me encontrava acabei dormindo, meu corpo estava exausto por todo o estresse e nervosismo que eu tinha acabado de passar.


               **********



Notas Finais


02 de Abril de 2021.


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