História Animal Killer - Capítulo 3


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Categorias Adam Levine
Personagens Adam Levine
Visualizações 29
Palavras 2.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Violência
Avisos: Canibalismo, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Atrasou mais saiu.
Obrigado para quem está acompanhando.
Vejo vocês lá em baixo... Espero que gostem!

Capítulo 3 - Waldorf Astoria


05 DE SETEMBRO DE 2022

LOS ANGELES

 

Dessa vez Dylan não precisou descobrir onde estava o corpo, tinha um homem crucificado na nossa sala. Já fazia quase duas horas que a invasão tinha acontecido. Havia policiais por toda a casa, nos arredores do terreno e na rodovia  procurando alguma pista. Meu telefone tocou, e eu já sabia quem era. Atendi cheio de fúria de disse as primeiras palavras que vieram na minha cabeça:

-Agora você foi longe demais seu lunático.

-Mas onde estão seus modos criança?- diz Adam espantado, nossas conversas sempre foram bem respeitosas.

-Por que está fazendo isso? - coloquei o telefone no viva-voz, estou quase chorando de nervoso.

-Precisava tirar a sua amiga da investigação, - o jeito que ele falou isso tão calmo me irritou ainda mais - parece que ela não sofreu muito vem ver o namorado sendo crucificado vivo.

-Realmente, - disse Nathalia calmamente comendo um Cup Noodles - conheci Tiago não faz nem um mês.

-Achei que nossas conversas eram particulares, não gosto de pessoas sem educação se envolvendo. Nos vemos em breve, criança. - disse Adam, e logo depois, encerrou a ligação.

Quando Nathalia falou o nome de seu falecido namorado eu percebi uma coisa, mas resolvi guardar para mim.

Dra. Claudia veio para casa, porém em vão, não tinha ninguém para socorrer. Porém, dessa vez, conseguiu o que sempre quis para um de nós, exigiu que Nathalia, Dylan e eu fossemos no psiquiatra semanalmente por pelo menos um mês, e como esperado, recomendou seu marido. Eu gostava muito da Dra. Claudia. Faço questão de chamá-la de doutora sempre. Ela era bióloga especializada em plantas e depois que formou em na primeira faculdade, fez doutorado e cursou medicina. Era seu paciente a um bom tempo, ela acompanhou a minha equipe em diversas investigações e sempre garanti que ela fosse responsável por cuidar de mim e da minha equipe, nossa relação era extremamente profissional, tanto que ela é casada desde que a conheci e não sabia nem o nome do marido dela. Aproveitei a situação para saber mais sobre ele, e mais sobre ela também, achei que já estava mais do que na hora de nos aproximarmos deles. Desde que me tornei investigador sempre fomos eu, Dylan e Nathalia.

Pelo o que Dra. Claudia falou o nome de seu marido era Jesus, tinham a mesma idade. Achei irônico com toda essa situação acontecendo, mais um nome bíblico aparecer. Eles se conheceram na faculdade de medicina, se separam em área de especialização, porém se juntaram perante os homens e Deus. Eles eram brasileiros assim como eu, éramos da mesma cidade: São Paulo. Um dos motivos de eu gostar da Dra. Claudia desde sempre, e devo confessar que estava começando a achar Jesus interessante. Dra. Claudia se despediu e foi embora em seu carro preto como as botas de salto que sempre está usando.

Depois de uma delicada vistoria no corpo de Tiago, o pessoal da perícia retirou o corpo dele da parede de cima da lareira e colocou no chão da sala. Adam utilizou as tábuas que usávamos de lenha para fazer prender Tiago na parede. A cruz dessa vez foi feita com o sangue da vítima.

-Alguém pode me dizer as informações da vítima? - peço com a voz mais alta que o normal, agora que já estava liberado para trabalhar.

-Tiago McGomery, 23 anos, americano. - começou a falar Nathalia, estava séria, poucas vi ela tão séria - Sem antecedentes criminais, trabalhava numa empresa que desenvolvia sistemas operacionais para hospitais, solteiro e muito bom de cama.

-Obrigado pelas informações - digo soltando uma leve risada, e cruzo os braços.

Roger, diretor da Central acabou de chegar em nossa casa, assim que me viu, veio nos cumprimentar.

-Que situação, - e me deu um abraço - lamento que isso tenha acontecido a vocês.

Roger já tinha uma certa idade, era muito sensitivo e carinhoso conosco. Foi ele que reuniu a equipe aqui em Los Angeles. Antes estávamos um em cada lugar do mundo, mas sempre nos ajudamos nas investigações.

-Pobre Nathalia, - diz ele olhando para o braço dela com um grande curativo - tenho certeza isso foi uma experiência perturbadora.

-O corte não foi profundo, já estou bem senhor. Muito obrigado pela preocupação - Nathalia continuava séria.

-James já está chegando, ele vai levar vocês para o Waldorf Astoria, não posso permitir que meus melhores investigadores durmam aqui antes de uma revista geral na casa. Arrumem suas coisas, fiz reserva para vocês para 5 dias. Espero que aproveitem. - Roger gastava uma fortuna conosco, às vezes ficava até envergonhado.

-Muito obrigado senhor. -  agradece Dylan estendendo a mão para Roger.

-É sempre um prazer te ver, Dylan. Consegui acertar aquilo que estávamos combinando. Sinto que tenham que passar por isso. - Roger estava abalado. Ele sempre foi muito cauteloso conosco, sempre dizia que nossa segurança era o mais essencial em qualquer investigação - Se me dão licença, tenho uma reunião com o prefeito amanhã de manhã, preciso voltar para minha amada Grace e dormir. Boa noite, e mais uma vez, sinto muito por tudo.

O que será que Dylan tinha combinado com Roger?

-Boa noite! - eu Dylan e Nathalia dizemos juntos.

Nos olhamos por um momento, ficamos em silêncio, e por fim nos abraçamos. Essas pessoas que me abraçam são minha família. Sou capaz de matar e morrer por esses dois.

-Arrumem suas coisas, não é todo dia que vamos para um cinco estrelas.- digo rindo, uma lágrima rola pelo meu rosto.

Dylan me dá um beijo na boca e um na testa de Nathalia. Passamos pelo pessoal da perícia, Nathalia foi para o quarto dela e eu e Dylan fomos para o nosso. Estava pensando em várias coisas, mas vou deixar para falar sobre isso amanhã, o dia já tinha sido longo demais para toda a equipe. Quando terminamos de arrumar as malas, James já estava esperando na entrada da casa.

James era moreno, musculoso, tinha uma expressão séria e uma voz grossa, a maioria das pessoas que olhavam para ele provavelmente achariam que ele é aquele “clássico segurança”, que está lá apenas para te proteger, sem criar vínculos ou ter um diálogo normal, porém as aparências enganam demais. James não era nada disso, muito pelo contrário, ele sempre perguntava como estávamos, tentava interagir conosco sobre os casos (apesar de ter uma extrema repulsa de sangue e cadáveres), sempre muito gentil e carinhoso, e nunca deixava as formalidades, nos chamava por “senhor” e “senhora” e tinha um vocabulário excelente, muitas vezes tinha que pesquisar no dicionário uma palavra que ele tinha dito no meio da conversa.

-Boa noite! - disse James do lado de fora da casa. Não queria entrar pois sabia que o corpo de Tiago estava na sala e tinha sangue por todo lugar - precisam de ajuda com a bagagem?

-Só daqui de até o carro James, não precisa entrar em casa. - digo segurando a mala com as duas mãos e com os braços esticados, empurrando-a com a perna para o lado de fora.

James pega a minha mala e leva até o carro, em seguida, coloco a mala de Dylan no deck de madeira da entrada para que James não precise olhar para dentro para pegar a bagagem. Volto para dentro para ajudar Dylan a descer a mala de Nathy.

Com as malas todas dentro do carro, James dá a partida no carro e sai do terreno, estamos começando a ganhar velocidade na pista quando algo inusitado acontece.

Uma mulher, nua, amarrada, saindo do mato e vindo para o acostamento. Ao ver a cena James dá uma freada brusca na Mercedes GLS 63 preta da Central. Nós quatro ficamos olhando a mulher andando pelada e descabelada andando pela pista.

-O que devo fazer? - James pergunta sem jeito.

-Pare o carro!- Disse Nathalia, meio que rindo.

James encostou o carro e Nathalia e eu descemos. A mulher era branca, tinha um corpo maravilhoso e não parecia ter mais de 30 anos. Estava amarrada com duas cordas prendendo seus braços ao corpo e uma juntando suas perna. Havia uma fita adesiva na sua boca, em seus peitos e nas partes íntimas.

-O que uma delicia como você faz pelada e amarrada no meio da rua? - Pergunta Nathalia tirando a fita da boca dela.

-Um louco me atacou quando eu estava vendo no GPS a casa que eu tinha uma entrega pra fazer. Roubou minha moto e minhas roupas. Achei que ele ia me estuprar. - Disse a verdadeira entregadora de pizza, sem jeito. Devia ser um situação muito embaraçosa estar nua no meio da rodovia. Ela tinha muita sorte de encontrar o Adam e ainda estar viva.

-Qual seu nome? - eu pergunto entregando minha blusa para ele.

-Giovanna. Vocês podem me dar uma carona e alguma coisa para eu vestir? - pergunta a entregadora, agora com nome.

-Claro. Vamos para o polícia, você não sabe a sorte que tem por estar viva. - Digo levando Giovanna para o carro.

Giovanna faz uma cara de espanto, porém entra conosco no carro.


 

***


 

Acordo com o sol batendo em meu rosto.

Dylan já tinha acordado, estava sentado de calça e sem camisa na mesa do canto do quarto no computador, concentrado em alguma coisa e bebendo um suco de laranja. Fico encarando ele por um tempo sorrindo. Quando ele percebe levanta e vem me dar um beijo na cama.

-Bom dia, meu amor. - diz Dylan

-Bom dia. Você já almoçou?

-Eu e a Nathy estávamos esperando você acordar. - diz ele levantando e colocando uma camisa branca que estava na borda da cadeira que ele estava sentado - Reservamos uma sala aqui no hotel mesmo para almoçar e falar sobre o caso.

-Certo. Vou me arrumar e já descemos.

Levanto da cama, escovo os dentes e coloco o primeiro conjunto de roupas que acho na mala. Enquanto me arrumo Dylan fica sentado me observando, o amor que ele sente por mim fica nítido em seu olhar.

-Vamos, - estendo a mão para ele - Nathalia é morta de fome, já deve estar lá.

    Saímos do quarto de mãos dadas do quarto, Dylan aperta o botão do elevador. Enquanto esperamos o elevador uma camareira passa por nós, nos encarando como se estivéssemos fazendo algo errado. Ela parou na frente de nosso quarto, vira e pergunta:

-Vocês são aquele casal de investigadores que está nos jornais? - pergunta a senhora de cabelos grisalhos.

-Somos sim, senhora. - respondeu Dylan e aperta minha mão.

-Espero que vocês peguem aquele louco e o façam ele pagar por tudo que fez. Ele crucificou minha única filha. Meu marido se enforcou no dia seguinte... não aguentou que nem fazer um enterro para a filha ele pode fazer. - os olhos dela se enchem de lágrimas.

As palavras da mãe de Maria Madalena cortaram meu coração. O elevador chegou, a porta abriu e lágrimas estavam saíram dos meus olhos.

-Pode deixar. - Digo chorando a camareira que também chora.

Dylan me puxa para dentro do elevador, aperta o botão do andar da sala de reuniões e a porta se fecha. Dentro de mim uma explosão de emoções acontece, eu sinto raiva, remorso, fúria, dor e medo. Medo pelas pessoas que eu amo, acho que estou seguro, Adam mesmo disse que nao quer me machucar, “pelo menos por hora não”, as palavras daquele louco ecoavam pela minha cabeça.

Chegamos no andar da sala de reunião. A porta abre, eu enxugo minhas lágrimas e saio do elevador junto com Dylan.

Tudo aqui é muito sofisticado, a elegância do lugar está do teto até o chão de mármore branco. Há dois seguranças na frente de uma porta, já sei onde será nosso almoço e nossa reunião. Quando estamos quase na frente da porta, um dos seguranças estende a mão e a abre para gente.

-Obrigado! - diz Dylan acenando com a cabeça.

-Boa tarde, senhores, - diz o segurança que abriu a porta - a senhorita Nathalia já está aguardando aqui dentro.

Entramos na sala, ainda de mãos dadas. A nossa frente havia uma enorme mesa de vidro, Nathalia estava sentada ao final da mesa do lado esquerdo já almoçando. Caminhei pelo lado direito e sentei na frente dela, logo que me sento alguém bate na porta.

-Os senhores já desejam almoçar? -  pergunta o segurança que abriu a porta.

-Sim, por favor. - eu e Dylan respondemos juntos.

Ele fecha a porta e ficamos apenas nós três na sala.

-O que eu perdi que Adam precisou te matar? - eu perguntei com ironia para Nathalia que engasga de comer seu macarrão e olha para mim com uma cara de surpresa.

-Eu e Dylan descobrimos o padrão dele, aí eu resolvi ligar para ele. - diz ela com a maior calma do mundo.

-O telefone que ele usou para te ligar no dia da explosão ainda estava ligado no dia seguinte, eu descobri o numero, mas antes de rastrear e ver a localização essa anta ligou pra ele e chamou ele de “demônio filho da puta” - disse Dylan exalando raiva e olhando para Nathalia - em seguida ele desligou o telefone, provavelmente quebrou o aparelho e eu não consegui rastreá-lo a tempo.

    -Aí eu não acredito -  bufo e reviro os olhos.

    Dylan e Nathalia começam a discutir sobre quem foi o mais burro na situação toda. Alguém bate na porta, deve nosso almoço.

    -Pode entrar! - digo com mais alto do que os dois que discutindo.

    Duas mulheres entram na sala trazendo duas bandejas prateadas contendo nossos almoços.

-Os seguranças viram a preparação dos pratos e provaram antes de servirmos. -  diz uma das mulheres colocando a bandeja fechada na minha frente.

-Podem comer tranquilos. - diz a outra colocando a bandeja com o almoço de Dylan na frente dele.

Elas tiram a tampa das bandejas ao mesmo tempo revelando nossos pratos. Macarrão ao alho e olho com folhas de manjericão.

-Trouxemos sucos de laranja, seu marido falou que é o favorito de vocês. - diz a mulher que me serviu e coloca um copo de vidro com suco de laranja na bandeja prateada que está o meu prato e os talheres.

-Ele é meu namora…- começo a dizer.

-Muito obrigado. - diz Dylan.

Há um silêncio na sala. As mulheres que trouxeram nosso almoço se retiram. Não entendi o porquê de Dylan ter feito aquilo, afinal ele era meu namorado. O telefone de Nathalia, Dylan e o meu apitam, chegou uma notificação.

Era o aplicativo de notícias, mostrando as fofocas dos famosos da semana. Dylan e Nathalia ficam me olhando. Peguei o celular, arrastei a notificação para o lado e desbloqueei para ler. Fiquei surpreso por estar nas fofocas dos famosos, mas fiquei mais surpreso com a manchete da notícia:

“Segurança será triplicada para o casamento dos investigadores Mateus Collins e Dylan Connor, a cerimônia irá acontecer no Beverly Wilshire Beverly Hills na sexta-feira desta semana. Até o momento a festa contará com algumas celebridades amigas do casal e com o prefeito da cidade de Los Angeles.”

-Não queria que você descobrisse assim, ia te pedir no shopping, mas acabou acontecendo tanta coisa… - Dylan levanta de sua cadeira, tira uma pequena caixa vermelha do bolso e se ajoelha na minha frente.

Nathalia levanta e dá uns gritinhos de felicidade. Não posso acreditar que isso está acontecendo.

-Mateus Collins… amor da minha vida… você aceita casar comigo? - pergunta Dylan abrindo a caixa e revelando uma aliança dourada. Era simples e básica, porém com um valor enorme, assim como nossa relação.

Dylan me olha com aqueles olhos castanho que eu amo tanto esperando minha resposta. Nathalia está batendo palminhas e comemorando antecipadamente, como se eu já tivesse aceitado o pedido.

Tanta coisa estava passando pela minha cabeça. Eu tinha um criminoso para pegar, o peso de ser chefe da melhor equipe de investigação do mundo, pessoas como a camareira do hotel que eu estava hospedado contando comigo para que a justiça fosse feita, um furacão de problemas. E no momento a minha resposta só podia ser uma só.  Meu coração se espreme, fecho os olhos e a resposta sai junto com lágrimas.


Notas Finais


Sim ou Não? Fica ai a questão...
Semana que vem, terça por volta das 20h sai o próximo.
Logo mais os capítulos estarão disponíveis em inglês, agradeço encarecidamente a todos que puderem compartilhar e indicar.
Até depois, muito amor e luz para todos ♡


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