História Animals - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha
Tags Amigos, Amor, Aprendizado, Drama, Drugs, Medicina Veterinária, Naruto, Sasusaku
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Palavras 3.654
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Escrevi esta história com muito carinho, saibam que tem muitas surpresas por vir, e que foi muito divertido escrevê-la. Boa Leitura!

Capítulo 1 - Uma nova realidade


 

Eu aprendi a muito custo que vezes a vida nos dá graças que não podemos explicar, e para alcança-las temos que passar por muitos tropeços e barrancos. As vezes a magnificência das coisas passa despercebida ou nos engana, mas sempre é tudo para um bem maior, mesmo que as vezes percebamos muito depois achando que o verdadeiro sentido da vida nos foi tirado.

Minha história começou com um sonho sendo realizado mais cedo do que eu imaginava, a maior notícia que eu poderia esperar chegou do modo mais inesperado possível, depois de muito sofrimento e muito medo de não conseguir chegar onde sempre sonhei estar. Só que as vezes os sonhos ficam para depois; antes precisamos preparar nossa mente para receber o talento que nos foi destinado desde que o universo se deu por existente no momento exato pelo que já estava escrito...

Ao longo de cinco longos anos eu passei por coisas que nunca imaginei passar, mas já estava tudo no seu devido lugar preparado para que eu seguisse o meu destino sem bifurcações que me levariam à pura e simples senhora morte. É isso o que acontece quando saímos da linha reta por teimosia; ir contra a correnteza, cair na areia movediça ou pisar em ovos.

Aqui começa uma linha não muito tênue, mas que conseguiu de alguma forma ser a melhor coisa que poderia me acontecer. É claro que há coisas das quais me arrependo; talvez menos do que deveria, mas elas são parte de mim, aconteceram porque deveriam mesmo acontecer, afinal, elas fizeram de mim quem sou. E não, está muito longe que eu goste de tudo o que está no presente, mas eu estou fadada a aceita-lo.

Mas para que você entenda tudo eu tenho que falar de coisas que aconteceram muito antes, já que a minha personalidade não é uma coisa muito fácil de entender. Acho que posso começar com as brigas. É, elas foram a causa de muitos dos meus problemas. Meus pais não se casaram como era costume, eles se conheceram no trabalho e minha mãe engravidou quando ele ainda morava em New Haven durante uma viagem à Miami; isso tudo sem que ela soubesse que ele ainda tinha outra família. Quando a outra esposa dele soube de mim, por acaso, o expulsou de casa na primeira oportunidade, mas mesmo diante de toda aquela confusão, minha mãe o aceitou e eles foram morar juntos em Boston junto com minha família materna, mas eu tenho certeza de que se não fosse por minha causa e por ela precisar dele para me criar ela o teria deixado.

O que ficou mais marcado na minha memória e refletido na minha vida era a forma como os dois se tratavam; nem sempre com respeito e quase sempre gritando. Mesmo quando eu e meu irmão precisávamos dos dois eles estavam mais ocupados inventando motivos para deixar um ao outro chateado e com ainda mais rancor. Era raro eu conseguir me aproximar durante um acesso de raiva do meu pai ou uma crise de histeria da minha mãe, eu me sentia uma intrusa, e o pior de tudo é que eu não conseguia fazer meu irmão parar de chorar. Mesmo com pouca idade era difícil pra mim ver tudo aquilo e ficar parada, eu queria uma família como aquelas da TV: Crianças felizes sentadas à mesa e pais apaixonados dando um beijo sutil. Ser deixada de lado muitas vezes deixou marcas em mim que carrego até hoje.

Eu me lembro de ser uma criança muito diferente das outras, isolada, calada, mas muito hiperativa. Meu comportamento não era muito normal, eu não conseguia assistir aos desenhos animados com o meu irmão sem socar a televisão para que ela fizesse chiado ou gritar até que meu irmão me batesse e eu revidasse. Quando criança não tivemos uma relação muito boa, costumávamos nos bater com frequência, eu o irritava e ele revidava, mas tudo porque ele recebia mais atenção dos meus pais que eu e isso era tão frustrante que me deixava furiosa. Não era incomum eu jogar comida nele ou que ele enfiasse o dedo no meu olho. E o engraçado era que apesar de eu tirar as melhores notas na escola, ele era o filho prodígio.

Algo ainda mais intrigante era meu comportamento com os brinquedos, eu os adorava, mas não da maneira tradicional. Não tinha uma boneca que estivesse com a cabeça colada ao pescoço, eu tinha a mania de cortar seus cabelos e riscar seus olhos e bocas com canetinha, mas nunca soube o que aquilo significava para o meu subconsciente. Era comum encontrar ursos de pelúcia empilhados pela casa ou peças de lego em formato de cruz. Mais tarde eu viria a descobrir meu fascínio por misticismo e fantasmas apesar de depois evitá-los.

Crescer talvez tenha sido até mais difícil do que o meu comportamento anômalo. Por motivos que desconheço eu comecei a engordar, e a troca dos dentes me deixou um pouco destrambelhada. Minha mãe costumava me arrumar para a escola, mas eu me irritava tanto com o cabelo preso e uniforme que voltava para casa mais parecendo uma mendiga.

 As minhas professoras não sabiam como lidar com meu comportamento agressivo, a maioria dos meus colegas de classe ia pra casa mordido, com o cabelo arrancado ou com vestígios de ter levado um soco. Eu era maior que eles, e talvez as brigas que eu presenciava estavam me levando a achar que era como meus pais que precisavam brigar para saciar suas necessidades, seja lá quais fossem elas.

Mas o pior começou com a segunda série do ensino fundamental. Minha agressividade se tornou timidez; era raro eu conseguir fazer amigos, mesmo porque aqueles que eu havia maltratado se viraram contra mim. Crianças são inocentes, mas apesar disso tem uma memória de elefante e não costumam se aproximar de quem as machuca. No entanto, foi pior do que somente aversão, se tornou bullying. Os apelidos iam de botijão de gás à baleira azul e afins, ninguém queria sentar ao meu lado, e não era incomum que eu aparecesse com uma bolha na mão por motivos que ainda não entendo, mas era o suficiente para ser taxada de leprosa. Eu chegava em casa em prantos, riscava as paredes e me segurava na perna da mesa para não ir no dia seguinte, mas era forçada com a desculpa de que os professores me protegeriam dos comentários maldosos.

Percebi que nada melhoraria com o tempo, eles faziam questão de espalhar tudo o que achavam de mim, e ninguém das outras salas queria que eu sentasse em sua mesa na hora do recreio. Eu parei de comer decidida a emagrecer, e passava o tempo livre na escola dentro da biblioteca. Foi ali que conheci minha paixão pelos livros. E foi assim até o fim do ensino médio, e até lá eu já tinha lido mais de seiscentos deles, dos mais diversos assuntos, apesar das constantes brigas nas quais me metia na tentativa de me defender, por um tempo, depois sofri calada, sem contar aos meus pais, e apanhei, apanhei até me sentir completamente humilhada, e isso só terminou quando descobri que meu verdadeiro futuro estava estampado na capa da maioria dos livros que eu lia: Os animais.

...

Sempre acontece isso, mais uma peça que me deixava no chão, por que diabos as pessoas fazem coisas para brincar com os outros? Certo que eu tinha machucado algumas pessoas, mas em um passado muito distante que eu nem mesmo lembrava direito, mas aqueles que se lembram jogam um jogo mais duro do que eu imaginei.

Olhei para o meu celular sem acreditar, rolava a página para cima aflita, tentando achar meu nome na lista mesmo tendo certeza de que tudo não passava de uma brincadeirinha de mal gosto. Chutei a cômoda do corredor e dei um grito de raiva já a beira das lágrimas.

Minha mãe abriu a porta do quarto afoita, procurando entender o que havia acontecido.

– O que é isso Sakura? – Ela perguntou indignada, vendo que não tinha acontecido nada demais. Estava vestida com sua camisola de seda, já pronta para dormir. Seus lindos olhos verdes estavam arregalados.

– Esses desgraçados! Já não basta tudo o que fizeram comigo na escola, agora também querem me deixar maluca com esperanças de entrar na faculdade? Não aguento essa merda, eu não mereço isso. – Senti as lágrimas escorrerem pelo meu rosto, abaixei a visão e percebi que estava cerrando os dentes. Eu só queria sumir e nunca mais me achar, minha cabeça começou a doer de tanta raiva e acabei deixando o celular cair no chão, rachando o cantinho.

– Do que você está falando? – Murmurou, pegando o celular do chão e o colocando em cima da cômoda que eu havia chutado.

– Algum idiota me mandou a lista dos aprovados de Brown fingindo ser de lá. – Bufei, baixando a cabeça para olhar meus tênis surrados.

Minha mãe começou a rir, achei que estava caçoando de mim como os imbecis da escola faziam. Não foi fácil apanhar quase todos os dias e ter que lidar com brincadeiras de mal gosto, mas eu estava decidida a mudar e foi exatamente isso o que eu fiz. Ninguém mais deveria estar atrás de mim para fazer diabruras, pelo menos era o que eu achava até o momento, e agora minha mãe estava fazendo a mesma coisa? O que mais no mundo eu precisava fazer pra me encaixar? Emagreci a muito custo, cortei e pintei o cabelo, comprei roupas novas e coloquei lentes de contato para não ter que usar mais os óculos.

– Sua bobinha, porque alguém faria isso a essa altura do campeonato? Não achei que você fosse ler esse e-mail antes de amanhã, queria fazer uma surpresa, mas talvez você devesse saber antes. – Quando levantei os olhos ela tinha um sorriso radiante estampado no rosto. Eu não estava mais entendendo nada. – Você passou meu amor, o e-mail é de Brown, isso chegou ontem à noite.

Ela se afastou da porta e vi um envelope com o símbolo de Brown estampado no verso em cima da cama. Sem acreditar, cheguei mais perto e abri o envelope.

 

“Senhorita Sakura Haruno,

Você foi admitida com mérito no programa de bolsas da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Brown, efetue sua matrícula até o dia 24 de janeiro...”

 

Cai de joelhos no chão e sem perceber amassei a carta contra o peito e chorei até ficar sem fôlego. Minha mãe me abraçou por trás e me deu um beijo no topo da cabeça. Aquele era o maior sonho da minha vida, e ele estava virando realidade. Mas mal sabia eu que seria por pouco tempo.

 ...

Me mudar de Boston para Providence foi algo muito difícil e extremamente rápido. Quando a carta chegou faltavam apenas 5 dias para acabar as matrículas, e como eu havia ganhado a bolsa, não poderia demorar nenhum dia a mais. Arrumei algumas malas e busquei na internet uma república dentro do campus em que eu pudesse ficar, já que basicamente todas estavam lotadas com o começo das aulas. Por sorte, estavam alugando um quarto em um alojamento bem próximo da biblioteca central, era pequeno, mas estava de ótimo tamanho. Eu só me preocupava com a saudade que eu sentiria da minha família, estando sozinha em uma cidade desconhecida longe da minha mãe, meu irmão, meus avós e minha cadelinha.

 

Quando coloquei os olhos no alojamento tive um pouco de medo. Era um tanto quanto antigo, e graças ao histórico assombroso da minha casa não sou uma pessoa que fica feliz com um semi-castelo para morar, mas era tudo o que eu tinha então não me importei tanto, estava feliz demais com a minha admissão para me importar com possíveis assombrações.

Toquei a campainha, que soou como um sino enferrujado, e alguns momentos depois uma senhora de talvez cinquenta anos veio atender a porta. Ela tinha os cabelos louros compridos e olhos cor de mel, mas o que mais aparentava nela era um decote gigante do qual eu quase não consegui tirar os olhos. Sorri, envergonhada.

– Boa tarde. – Ela me direcionou um olhar tênue e cuidadoso, sorrindo ao ver a cor do meu cabelo. Talvez ela tenha achado divertido. – Você deve ser Sakura não é? Entre meu anjo, vamos acomodar você. Meu nome é Tsunade, sou a governanta da casa, espero que goste de estar conosco. – Eu me senti realmente acomodada, era como se eu estivesse em outra realidade.

Por dentro a casa não era tão assustadora, na verdade era muito aconchegante, no rol de entrada havia um lustre antigo pendurado no teto, os móveis eram todos de madeira escura e o chão era aparentemente de Pinheiro. O lugar possuía um cheiro adocicado de canela.

Ela me mostrou a cozinha e o refeitório, conheci as cozinheiras e arrumadeiras, todas muito gentis. Não vi nenhum aluno durante o tour, mas deduzi que eles estivessem na casa dos pais aproveitando as férias antes que começassem as aulas.

Então fomos em direção ao meu quarto, que ficava no último andar e era o último do corredor. Era simples e pequeno, assim como eu havia visto na foto. Possuía uma cama de solteiro, uma escrivaninha, uma estante de livros e uma cômoda. Também era equipado com um aquecedor e no banheiro havia uma banheira da qual saia água quente, fiquei muito empolgada. Era rústico, bem do jeito que eu gostava, mas precisava de alguns retoques.

Virei para Tsunade e perguntei timidamente:

– Vocês se importam se eu redecorar um pouco? – Questionei.

– É claro que não, pode fazer como quiser, esta casa precisa de um pouco de vida. Na sala de estar temos uma televisão e a lareira, mas se quiser pode trazer uma TV para cá também. – Esclareceu.

– E quais são as regras por aqui? – Questionei já preocupada com a resposta, deveriam ser muito rígidos para manter tudo aquilo impecável.

– Bom, não temos muitas, pode usar a energia à vontade. Os portões fecham à meia noite, então, ou você volta antes disso eu fica para o lado de fora até as seis da manhã. O café da manhã é servido das seis e trinta às nove, o almoço de meio dia até treze e trinta e o jantar às dezoito horas. Gostaria de lembrar que temos reuniões mensais para a organização da casa. Fique à vontade para a mudança. Espero você para o jantar. – Ela murmurou e saiu rebolando sobre seu salto alto exagerado. Respirei aliviada e sentei na cama.

Abri a janela e admirei a paisagem florida que eu via lá de cima, seria um bom lugar para morar. Desci e comecei a subir com as caixas que estavam no carro do meu vizinho, que depois de molhar as mãos com algumas centenas de dólares me levou até lá, já que minha mãe estava trabalhando muito e não poderia se ausentar. Nossa despedida fui um tanto quando chorosa, já que eu nunca havia morado longe de casa, mas era o meu futuro e eu tinha que aceitar as condições que vinham com ele.

Depois de pegar a última caixa me despedi do senhor Watkins e subi em direção ao quarto. No trajeto um menino passou por mim dançando com os fones de ouvido tocando no máximo e olhando para os pés que simulavam street dance. Pensei que passaria despercebida, mas ele olhou para mim dos pés a cabeça e parou tirando os fones. Me fingi de desatenta e continuei andando quando ouvi sua voz grossa atrás de mim.

– Você deve ser a Sakura certo? Tsunade falou que você chegaria hoje. – Disse calmamente.

Parei e fiquei na minha posição por alguns segundos, não era normal alguém falar comigo como se tivesse algum interesse. Engoli a seco e me virei devagar, olhando como quem não sabe de nada.

– Olá. – Sussurrei tentando ser simpática.

Ele era alto, tinha os cabelos brancos puxados para trás e usava um moletom vermelho. Não consegui ver a cor dos seus olhos, então deduzi que fossem castanhos. Ele tinha uma cruz pendurada no pescoço.

– Isso deve estar pesado, deixe que eu ajudo. – Ele disse tirando a caixa das minhas mãos sem esforço e colocando no seu colo.

Estranhei aquilo. Não como um gesto ruim, mas pelo fato de as pessoas quase nunca terem sido gentis comigo eu fiquei acanhada. Tive que forçar as palavras na minha boca para responder.

– Muito obrigada.

– Por nada rosadinha, qual é o seu quarto? – Riu, como se estivesse vendo piada em algum lugar, mas no fundo eu sabia que ele só queria ser gentil. Tentei mudar minha perspectiva sobre as pessoas, ali era um lugar novo, ninguém me conhecia, eu podia usar isso a meu favor, começar de novo sendo eu mesma.

– 312. Qual é o seu nome? – Andei ao seu lado enquanto subíamos as escadas do segundo andar.

– Hidan, prazer. Eu cumprimentaria você, mas minhas mãos estão atadas. – Riu mais uma vez.

Sorri, contente.

– É um prazer Hidan. – Fiquei calada por alguns momentos e decidi que era a hora de fazer um amigo, depois de 18 anos sozinha eu não sabia exatamente como fazer isso, mas poderia puxar conversa. – Você é novo por aqui?

– Não, já é o meu segundo ano, qual é o seu curso?

– Medicina Veterinária. – Soltei.

Ele me olhou com os olhos brilhando e paramos de andar no meio do corredor.

– Uma caloura hahahah. – Gargalhou. Eu não sabia bem como reagir então soltei um sorriso acanhado. Ele sorriu ainda mais, mas eu não estava entendendo direito, é claro que eu era caloura, tinha acabado de me mudar para Providence.

– Por que o alvoroço? – Perguntei descontraída, puxando uma linha solta no meu pulôver cor de ameixa.

– Olha isso aqui. – Ele se virou para mim e vi um touro desenhado em um círculo com um brinco no nariz. Continuei me perguntando o que significava até que ele virou de volta. – Eu sou da atlética, se chama Potência, e nós é que estamos planejando o trote da sua turma. – Seu sorriso era tão confortante que sorri mais ainda, mas o que seria uma atlética?

– E o que uma atlética faz? – Eu achava que ele ficaria decepcionado com a minha pergunta, mas seu sorriso não murchou, ele apenas explicou.

– É a organização de esportes de cada curso, o nosso é o melhor em Natação, gostaria de se inscrever em alguma modalidade? – Eu podia ver no seu rosto o quanto ele estava empolgado. Entrei onda, tentando me aproximar, ainda mais percebendo que ele era do mesmo curso que eu, talvez pudesse me apresentar a algumas pessoas.

– Não, não, sou péssima com esportes, mas ficarei feliz em assistir os treinos. – Seu sorriso murchou um pouco, mas ele não ficou triste, continuou andando e paramos em frente à minha porta.

Ele disse:

– Olha, temos uma coisinha que fazemos sempre antes das aulas começarem, é só para os íntimos, mas acho que seria muito legal se você fosse, pode socializar com os outros, você é bonita... – Não consegui ouvir o restante da frase, aquela era a primeira vez que alguém me elogiava abertamente, e eu não sabia como reagir. Talvez ter mudado tenha sido uma ótima ideia, claro que antes eu não sabia se o cabelo rosa tinha sido bom, mas com aquela saudação eu tive certeza.

– E então? Você vai? – Ele estava na minha frente com a feição de quem estava intrigado. Voltei a mim e percebi que não havia escutado nem metade do que ele havia dito.

– Desculpa, eu me perdi... – Devia ter um ponto de interrogação pendurado na minha testa.

– Você vai na festa? – Foi só então que entendi o que estava acontecendo, ele estava me chamando, eu euzinha pra ir a uma festa. Meu coração se acendeu de felicidade, e eu não tive outra resposta se não:

– Mais é claro. – Sorri pegando a caixa das mãos dele.

– Use sua melhor roupa, eu bato aqui às oito. – Saiu com um aceno de mãos empolgado, colocando de novo os fones de ouvido e descendo as escadas.

Sorri como boba, olhando para o teto e me perguntando se era algum tipo de milagre. Entrei no quarto devagar e coloquei a mala de roupas de sair em cima da cama.

Tsunade, acho que o jantar vai ter que esperar.

...

Hidan me puxava pelo braço por entre uma multidão enquanto a música tocava alta ressoando por toda a casa, meu corpo tremia por dento ao ritmo da batida da música que deduzi ser uma espécie de eletrônica.

Eu não sabia como deveria ter me vestido então coloquei um vestido tubinho preto e meu all stars cor de rosa. A maioria das meninas ali estava de salto alto, mas não me senti deslocada. Meu cabelo estava com algumas ondas e a maquiagem no meu rosto era leve, mas marcante, gostei de como meu reflexo parecia no espelho, algo que nunca havia acontecido antes.

Paramos na cozinha, alguns meninos estavam rodeando a ilha de madeira jogando uma bolinha dentro de alguns copos vermelhos e depois virando um gole grande de cerveja.

A música estava alta e eu não conseguia entender bem o que Hidan dizia, mas entendi perfeitamente quando ele parou o som e subiu em uma cadeira ao lado da ilha, claramente embriagado.

– Galera, hoje temos uma visitante, ela que veio de Boston e é a mais nova caloura do nosso curso. Conheçam Sakura Haruno! – Arregalei os olhos, o que diabos ele estava fazendo? Eu não queria começar desse jeito. Quando dei por mim senti um puxão no braço e quando vi já estava em cima da cadeira junto com ele.

Os outros levantaram os copos e deram uha, depois voltaram a dançar quando alguém soltou a música. Olhei para os lados e enrubesci ao descer da cadeira, muitos me olhavam e cochichavam com os amigos, parecia a cena da escola de novo. Quando me virei para chamar Hidan e perguntar onde ficava o banheiro levei um susto. No lugar dele, dei de cara com um belo par de olhos negros curiosos me observando.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, o que será que vai acontecer com ela e o senhor os olhos negros? Aguardo ansiosamente o feedback de vocês, beijuuus!


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