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História Animals - Capítulo 19


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Capítulo 19 - Dezenove


Amara foi a mulher mais previsível que Dean conhecera. Não era o tipo de mulher difícil de se ler ou conhecer, seu filme favorito era Mean Girls e isso diz muito sobre uma pessoa. Ela era uma vadia. Conforme a mesma a musica que a definia era Material Girl da Madonna. Definitivamente uma vadia. Era rasa e superficial, mas isso não o impediu de se divertir com ela enquanto esteve em Londres junto a seu pai em uma viagem de negócios.

E agora ela estava ali cuidando dos negócios do seu irmão falecido e principalmente fodendo a vida de Dean.

Ele havia acordado de bom humor naquela manhã. Castiel tomou café consigo e melhor deixou seu cheiro impregnando em sua cama o que poderia dar de errado?

Quando botou os pés na empresa sentiu que o clima havia mudado completamente. As pessoas estavam mais desesperadas que o normal. Corriam com documentos em mãos e pediam para parar o elevador a cada andar.

Finalmente parou em seu andar e nem pode dar um passo para frente e Charlie já entregou uma pilha de documentos e caminhava ao seu lado junto com o Ipad informando o que havia acontecido.

Amara queria vender a parte de sua empresa para um empresário qualquer que havia conhecido. Era estupidez demais pensar que uma empresa no ramo armamentista podia vender para qualquer um.

 – Não sabemos muito sobre o cara. – Charlie falou anotando algo no Ipad branco. – Quer dizer sabemos que ele é do ramo alimentício. Tem uma grande rede de supermercados na Inglaterra.

– Não acho que alguém do ramo alimentício seja esperto o suficiente para saber como o ramo armamentista funciona. Não assim do nada. – Dean respondeu indo até sua sala. – Quando ela chega?

– Hm, então. – Charlie apontou com a cabeça em direção a sua sala. Dean direcionou seu olhar até a mesma e lá estava Amara mexendo em suas coisas, sentando na sua cadeira e pior rodopiando sobre ela e mordendo uma caneta com um sorriso cínico no rosto. – Boa sorte.

Dean suspirou entrando na sala. Amara parou de rodar e ficou encarando a grande janela de vidro. – Você tem uma bela vista aqui, Deanno.

 – Não me chame de Deanno. – Dean reprendeu caminhando até a mesa. – E saia da minha cadeira.

 – Por que? Já nos divertimos aqui. – Se virou o encarando.

 – Darling, por favor. – Dean revirou os olhos. – Não temos mais 18 anos.

 – Diga por você. – Amara se levantou e caminhou até Dean colocando as mãos em seu rosto. – Eu sou jovem.

– Se você prefere encarar assim. – Deu de ombros se soltando. Se jogou em sua cadeira jogando a caneta que ela havia mastigado fora. – Então já está desistindo de sua parte?

– O que posso fazer? Ele ofereceu uma boa grana e ainda por cima tenho direito a 40% dos lucros. – Amara se sentou em cima da mesa.

– Acha isso um bom preço? Amara. Praticamente dobramos o lucro esse ano em menos de 6 meses. – Dean argumentou. – O que mais você pode querer?

 – Quero liberdade, Dean. – Amara cruzou os braços o encarando. – Nunca quis assumir essa responsabilidade você sabe.

– Sei. Você queria ser uma modista. – Dean a observou concordando. – Quanto ele te ofereceu?

 – 30. – Deu de ombros. – Acho uma boa e você?

 – 30? – Dean arqueou a sobrancelha. Não queria acreditar. – Bilhões?

 – Valemos bilhões. – A morena deu de ombros.

Dean ficou em silencio por alguns segundos antes de apertar o botão e ligar para Charlie.

– Invoque uma reunião daqui a 30 minutos. Quero todos lá. – Dean comunicou e recebeu um “Ok” de Charlie.

– O que você vai fazer? – Amara perguntou.

– Comprar sua parte. – Dean respondeu abrindo a tela de seu notebook. – Pode esperar na sala de espera, por gentileza?

                                                                       *************

Dean entrou na sala de vidro sendo acompanhado por Charlie e Amara que se sentou no lugar vago ao lado de Crowley. Cumprimentou todos com um aceno de cabeça esperando. Bobby estava no lado oposto de Crowley com um olhar de descontentamento para a mesma. Rufus também não tinha uma cara muito boa.

– Bom dia. – Dean cumprimentou rapidamente. – Bom acho que já sabemos por que estamos aqui. – Todos concordaram com a cabeça rapidamente. – Bom, não acho sensato vender uma parte da filial para um Empresário qualquer que não conhecemos. Não sabemos das suas reais intenções. Isso muda tudo. – Por incrível que pareça sua mente voltou para uma conversa que tivera com Castiel sobre o armamento. Sua cabeça martelou que algum dia seus produtos parariam em mãos muito erradas. – Então o mais sensato a se fazer seria comprar a parte dela. Alguma objeção?

 – Quem iria cuidar das coisas por lá? – Bobby perguntou. – Você falou com seu pai sobre isso?

– Meu pai não faz mais parte desse conselho. – Dean respondeu. – Achei que essa foi a melhor medida a se tomar a não ser que tenham alguma opinião em mente.

Observou a mesa e todos concordaram com a cabeça. – Qual vai ser o valor? – Crowley perguntou.

– Não aceito menos de 30. – Amara respondeu recebendo um olhar repreensivo de Dean.

– Fiz algumas contas antes de virmos para cá. – Kevin comentou. – O lucro por lá está beirando a 33,04 bilhões ao ano. Um acréscimo de 37% do ano anterior. – Charlie pegou os documentos com Kevin e apresentou a Dean que encarou a folha e passou para os outros.

– 50 bilhões. Sem porcentagem de lucros. – Bobby sugeriu. – Bem mais do que lhe foi proposto.

Amara o encarou e ficou encarando todos por alguns instantes antes de seu olhar se voltar a Dean. Mordeu o lábio inferior antes de responder.

– Preciso falar com o meu advogado. – Se levantou e abandonou a sala. Deixando todos em silencio.

– Acha que ela vai aceitar? – Charlie perguntou olhando para o amigo que respirou fundo negando com a cabeça.

– Ela vai querer uma porcentagem de lucro. – Dean respondeu alto. – Talvez possamos aumentar 10% dos lucros anuais. – Olhou para Bobby que negou com a cabeça.

 – O cara que negociou com ela nunca oferecia 40% do lucro anual. Aumentou apenas 37% no ultimo ano. Impossível. – Bobby falou para todos a mesa que concordaram.

 – Alias a Rússia está praticamente ali ao lado competindo tanto com eles como conosco. – Crowley comunicou. – É impossível.

A sala ficou em silencio por alguns minutos até Amara retornar arrumando seu terninho amarelo.

– Certo. 50 bilhões. – Comunicou. – Quem vai até Londres comigo? – Sorriu.

Nem Dean havia acreditado que ela aceitou a primeira proposta rapidamente.

                                                           ***************

Dean odiava aviões. Odiava que precisava dormir a viagem toda para não ter um ataque de pânico a qualquer instante. Assim que entrou no jato a primeira coisa que fez foi tomar um remédio para dormir e se sentou em um banco. Odiava o fato de que seu pai botou esse medo nele.

Charlie se sentou em sua frente e lhe ofereceu uma água para tomar o remédio. Amara ao banco do lado soltou um risinho. Ele ainda não havia superado aquilo.

Dean apertou o estofado do banco assim que sentiu o avião se movimentar e começou a cantar Stairway to Heaven do Led Zeppelin. Charlie o acompanhou murmurando enquanto colocava o fone.

Dados alguns minutos ele finalmente adormeceu e só acordou quando Charlie o chacoalhou e gritou em seu ouvido. Já beirava 22h da noite quando chegaram e se instalaram no hotel.

 – Nos encontramos no bar. – Charlie comunicou antes de passar o cartão que funcionava como chave e entrar no quarto.

Dean repetiu o processo e foi direto para o banho. Estava cansado demais para fazer qualquer coisa. Depois de se vestir com uma roupa menos casual desceu para o bar do hotel encontrando Charlie que já bebia sozinha.

  – Já percebeu que somos obcecados demais com as coisas? – Escutou assim que se sentou. Charlie bebia uma bebida colorida com um guarda-chuvinha.

 – De que merda você tá falando? – Perguntou estranhando aquele papo. Obcecado.

 – É Dean. Uma condição da vida humana. Somos obcecados. Seja por dinheiro, sexo, amor ou então com a simples ideia de alcançar a felicidade. Tanto faz.

– Quantos desses você bebeu?

 – O suficiente. Estive pensando. Olhe para a Amara. Ela é obcecada com a ideia de que se sair fora vai ser feliz, mas não vai acontecer. Porque ela é uma pessoa horrível.

 – Ela não é tão ruim assim. – Respondeu sinalizando para o barman e pediu um whisky sem gelo. – Só as vezes.

 – E você? Pelo o que é obcecado, Dean?

Castiel. Era a primeira coisa que veio a sua mente.

 – Por nada. – Deu de ombros. – Mudando de assunto. Aquela mulher está te encarando. – Correu os olhos até o outro lado do bar e Charlie acompanhou seu olhar e sorriu levantando seu drink para a mulher como um aceno.

 – Eu te disse. Sempre estamos atrás de algo e nunca sabemos o que. – A ruiva respondeu se levantando com seu drink e foi até o outro lado do bar conversar com a mulher.

Dean pegou seu celular no bolso e observou a conversa com Castiel por alguns segundos se perguntando se mandaria ou não uma mensagem. Ele estava online. Saiu da aba de mensagens e acessou o aplicativo de rastreio. Castiel estava em casa. Seu celular estava com três aplicativos aberto, o de mensagens, twitter e Kindler. Ficou lendo alguns tweets que ele havia feito. Algo sobre iniciar os jovens a leitura. Em seu Kindler o livro em aberto era Orgulho e Preconceito. Não sabia muito sobre livros, mas sabia que Castiel gostava. Um lampejo acendeu sua mente. 


Notas Finais


gente comecei uma fanfic nova sobre Destiel ela se chama Thank You For the Music e está disponível no meu perfil. espero que gostem :)


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