História Anime salve - Capítulo 5


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella, Personagens Originais
Tags Farosella, Masterchef Brasil, Romance
Visualizações 185
Palavras 3.569
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oiii voltei! Boa leitura e desculpem os erros como sempre, espero que as canções sejam boas pra a leitura como foram boas pra mim no escrever

Capítulo 5 - Capitulo 5


https://youtu.be/WxL0M0aVNr4

 

Eu andava.

Eu andava o tempo tudo em uma rua mal iluminada em cujo asfalto havia umas escritas brancas. O preto estava ao meu redor, se não fosse por uma leve luz branca que, desde o céu escuro, iluminava o ponto em que eu estava, era como uma estrela, mas mais fraca. A coisa mais perturbadora era que não havia nada além dessa estrada e o silêncio reinava. Era esse tipo de silêncio opressivo, em que você pode ouvir o barulho de seus pensamentos, de seu sangue fluindo em suas veias, de seu coração batendo de medo. O medo de chegar ao fim daquela estrada que parecia interminável e não saber o que vai encontrar, o medo de nunca chegar lá, o medo de estar ainda no mesmo ponto, mesmo sentindo- se andar para sempre.

Eu não ouvi nada. E quando tentei abrir a boca para falar, ou melhor, gritar, nenhum som saiu de lá. Era como se a minha garganta estivesse bloqueada por algo muito pesado, o que me bloqueava para poder gritar em busca de alguém ou algo que pudesse explicar o que eu estava fazendo ali. Felizmente, ainda me lembrava de quem eu era. E me lembrei de tudo o que estava no meu mundo: o restaurante, meus filhos, o programa, Carine, Paola...

Paola.

Minha mente queria dizer a minha boca para gritar seu nome, para procurá-la, para encontrá-la. Eu precisava entender o que estava acontecendo. Eu decidi continuar andando. Mas então comecei a correr. Senti o suor escorrer da minha cabeça para o meu pescoço, corri e corri, não sabia ainda aonde. Eu só sabia que este lugar estava colocando um medo enorme em mim e eu tinha que sair de lá. Estava procurando por algo que pudesse estar fora de lugar naquela estrada, comparado à escuridão que me rodeava, e não pude encontrar nada além da luz fraca aì acima. A escrita no asfalto parecia escrita normal de estrada...

Parecia uma estrada de asfalto normal, mas sem direções e, acima de tudo, sem o ambiente circundante. Na minha mente, um nome ainda me martelava: Paola. Eu não sabia por que, mas era a única coisa pela qual eu continuava a percorrer aquele ambiente desolado, na vã esperança de poder encontrá-la em algum lugar. Senti como se algo de trás me empurrasse para o esquecimento, e não pude deixar de correr; o tempo parecia não existir: era tarde, manhã, noite, madrugada? E quanto tempo eu estive lá? Quanto tempo deveria ainda ficar? Meus pensamentos estavam girando em minha cabeça como um tornado, e com eles carregavam tudo o que me restava no "mundo real". Um sentimento muito ruim pesou no meu peito, e eu queria encontrar o mais rápido possível uma saída para o mundo em que eu estava naquele momento.

Em um momento, um tiro. Foi um tiro forte e preciso. Então quase um assobio ensurdecedor. Parei de repente, sempre seguido pela famosa luz branca que iluminava minha figura e a estrada abaixo de mim. Ela ficou mais alta e mais brilhante do que antes, mas ainda estava lá no alto; eu olhei para o céu novamente, desesperado e perdido. Eu precisava entender e, se possível, sair de lá. Então, outro tiro. E a luz que desta vez foi como descer até onde eu estava. Tentei gritar novamente, mas não consegui, por isso me mudei de onde estava, e a luz me seguiu obedientemente, e então me superou e ficou na minha frente, quase me guiando. Não tendo outras opções, segui-a, pois não sei quanto, até que ela parou de repente. Tentei me aproximar ainda mais e, guiada pelo instinto, estendi a mão para pegá-la.

Abrindo a mão, vi aquela luz brilhar ainda mais, e dessa vez ele ouviu outro som, dessa vez quase vindo da própria luz: "Fogaça..." Não, não podia ser. A luz repetiu meu nome, com uma entonação que me fez tremer. Eu reconheceria esse sotaque em qualquer lugar. A luz retomou seu vigor e repetiu ainda mais claramente: "Fogaça", enquanto eu estava paralisado. Meu cérebro se mexeu na esperança de lançar luz sobre o ambiente em que me encontrava. Comecei a andar com mais calma, enquanto a luz subia novamente, apontando para uma espécie de porta. Com a mão trêmula, girei a maçaneta e entrei naquela "nova sala", sempre seguido da pequena luz.

Então abri meus olhos. Eu me encontrei em um quarto totalmente branco, e eu estava deitado em uma cama com um lençol igualmente branco cobrindo meu corpo, deixando apenas meus braços e rosto descobertos. Olhando em volta, vi uma grande janela, depois uma maquina que soava monótona, com um grande tubo acoplado que terminava com uma máscara colocada na minha boca.

- Eu sabia que você não iria me decepcionar, tatuado. - A mesma voz que veio da luz estava de volta.

Ela estava lá. Virei-me para o outro lado e notei que a figura feminina se inclinava para perto de mim: cabelos castanho-escuros, grandes olhos castanhos, pareciam cansados, mas tinham um brilho lá dentro que fazia meu coração bater descontroladamente. Aquele rosto familiar olhou para mim com um largo sorriso que acentuou duas lindas covinhas em suas bochechas, enquanto uma de suas mãos segurava a minha e a outra acariciava meu rosto. Apertei a mão novamente sentindo um imenso calor subir por todo o meu corpo, e um tremor conhecido desceu pelas minhas costas.

 

Quando in anticipo sul tuo stupore

verranno a chiederti del nostro amore

a quella gente consumata nel farsi dar retta

un amore così lungo

tu non darglielo in fretta

 

Quando antes da sua surpresa

eles virão te perguntar sobre o nosso amor

para aquelas pessoas consumidas em ser prestado atenção

um amor tão longo

você não dê ele rapidamente para eles

 

- Fogaça! Oh Dios mìo, eu sabia que você voltaria, oh Dios... Eu não acredito, estou tão feliz! - ela falou com uma voz trêmula de emoção e aquele sotaque ainda mais presente, lágrimas escorrendo pelo rosto.

- Pa-Paola... - Eu tentei chamar ela, mas senti minha garganta queimando, e depois daquele sussurro eu comecei a tossir. Ela imediatamente se aproximou de mim ainda mais olhando nos meus olhos e disse: - Shhh Henrique, você não deve se esforçar, acalmar; agora eu vou ligar para o médico sim? Ele saberá o que fazer e... -

- Não vá... não me deixe - tentei sussurrar em meio a outras tossidas. Ela apertou minha mão novamente e disse: - Fogaça... não vou te deixar sozinho, tatuado, estarei sempre com você -. Meu coração pareceu parar com as suas palavras novamente. Ela me deu um último grande sorriso e disse: - Mas eu tenho que avisar, voltarei em pouco tempo, prometo - e depois de me dar um beijo na testa, ela saiu da sala correndo.

 

Non spalancare le labbra ad un ingorgo di parole

le tue labbra così frenate nelle fantasie dell'amore

dopo l'amore così sicure a rifugiarsi nei "sempre"

nell'ipocrisia dei "mai"

 

non sono riuscito a cambiarti

non mi hai cambiato, lo sai.

 

Não abra os lábios para um engarrafamento

seus lábios tão refreados nas fantasias do amor

depois do amor tão seguro para se refugiar nos "sempre"

na hipocrisia dos "nunca"

 

Eu não consegui te mudar

Você não me mudou, você sabe.

 

-------------

 

- Henrique meu filho, eu ainda não consigo acreditar em te ver acordar de novo, aqui com a gente! - minha mãe correu para o hospital pouco depois. Com a promessa de voltar mais tarde, Paola saiu para verificar o movimento em seu restaurante e colocar Francesca em casa, mas não sem antes ligar para minha mãe e dar-lhe a maravilhosa notícia.

- Estou muito feliz por estar de volta também, mãe. - Eu sorri para ela com calma. O médico haia removido o respirador e reduzido o número de gotas dos meus braços, felizmente. Os exames haviam encontrado um melhoramento e, finalmente, o perigo havia sido evitado; eu deixaria o hospital depois de dois dias. Eu estava sereno e contei à minha mãe sobre o mundo estranho em que fui catapultado e vi um sorriso no rosto dela quando lhe contei sobre a estranha luz e a voz que me guiara.

- Filho, é uma coisa bastante comum. Que de ser catapultado em outros lugares, é normal ouvir as vozes daqueles aqui do outro lado. Então era a voz de Paola, hein? - ela perguntou, parecendo satisfeita.

- Exatamente. Ela me ligou. Mas foi sempre aqui? - eu perguntei, confuso. Parecia estranho que ela tivesse passado todo esse tempo no hospital ao meu lado. Eu me senti culpado por ter forçado ela a fazer uma pausa na sua vida só para estar comigo.

- Obviamente, Henrique! Eu só vi isso esta manhã. Mas a enfermeira na entrada me disse que todos os dias, mesmo por pouco tempo, ela estava aqui perto de você. Você fez todos nos preocupar! Não se permita fazer algo assim novamente Henrique Aranha Fogaça. - disse minha mãe séria, então sorriu e me abraçou. - Mamãe, me sinto culpado. Paola quase parou a vida dela para ficar aqui e... - mas ela me interrompeu e disse: - Culpado? Henrique, essa mulher se importa com você mais do que você mesmo pensa. E ela provou isso completamente. Eu disse a ela que você voltaria sim ou sim, porque você nunca teria nos deixado. E eu estava certa -, disse ela, rindo.

- Você está absolutamente certa -, eu disse, rindo com ela. - Mas não apenas por isso. - então ela disse. E olhou para mim, erguendo as sobrancelhas - lembra que você tinha coisas para consertar...? -

Minha mente esvaziou. Meu corpo todo parou de novo. Eu soltei um longo suspiro antes de começar a falar: - Mãe, nós já havíamos conversado sobre isso. Você sabe que eu não posso fazer isso por essas malditas motivações e... - - E nada Henrique! Ou você esqueceu que nos arriscamos a te perder para sempre? Que Paola arriscou perder você para sempre. Que você se arriscou a não vê-la nunca mais sem ter tido a oportunidade de lhe dizer o que sente. Esse discurso parece normal para você agora? - Ela disse visivelmente irritada. - Eu realmente não te entendo,  Fogaça. Eu me recuso a pensar assim. -

- Ela tem uma vida, uma filha, um marido. Com que direito e que coragem devo me permitir contar tudo? E não se esqueça que eu também tenho uma parceira... - - Não me faz lembrar de esse ser. Você sabe que eu nunca aprovei, e que continuo a suportar só porque você parecia feliz com a sua escolha. Mas honestamente, as únicas vezes que eu já vi você estar bem são aquelas com os seus filhos o no programa com a Paola. Você vai ver que ela vai entender. Por favor, Henrique, confesse tudo. Será uma libertação para você e para ela, que merece saber. - disse mais uma vez minha mãe pegando minha mão e a segurando na dela.

Voltei seu olhar e deixei-me escorregar de costas para as almofadas, com a cabeça trabalhando mil e pensando nas palavras de minha mãe. A imagem de Paola quando acordei era talvez a melhor visão que eu tivera até então, e o único pensamento de poder ir embora pra sempre sem poder vê-la novamente estava me rasgando por dentro. Eu realmente não sabia o que fazer.

 

E dietro ai microfoni porteranno uno specchio

per farti più bella e pensarmi già vecchio

tu regalagli un trucco che con me non portavi

e loro si stupiranno

che tu non mi bastavi,

 

E atrás dos microfones trará um espelho

para te deixar mais bonita e pensar em mim já velho

você dá a eles um truque que você não usou comigo

e eles vão se surpreender

que você não foi o suficiente para mim

 

Naquela noite, Paola voltou a me ver. Ela estava vestida com jeans escuros, uma camisa branca de manga curta e sandálias baixas. Ela me disse que ela foi controlar a preparação para o serviço de jantar no Arturito e depois foi na casa para ficar um pouco com Francesca, prometendo mais uma vez que a deixaria vir e me ver, com um presente especial para mim. Eu senti muito falta daquela princesa loira, eu não a via desde há algum tempo, desde que a Paola a levou para as gravações do programa e ela quedou jogando com o João e a Maria.

Paola aproximou a cadeira da minha cama e nossos olhares começaram uma conversa silenciosa, esquecendo o mundo ao nosso redor. E mais uma vez me perdi nessa profundidade. Era hora de falar sobre tudo?

 

Digli pure che il potere io l'ho scagliato dalle mani

dove l'amore non era adulto e ti lasciavo graffi sui seni

per ritornare dopo l'amore

alle carezze dell'amore

era facile ormai

 

non sei riuscita a cambiarmi

non ti ho cambiata lo sai.

 

Diga-lhe que eu joguei o poder da minhas mãos

onde o amor não era adulto e eu te deixava arranhões nos seios

para voltar depois do amor

às carícias do amor

era fácil por agora

 

Você não conseguiu me mudar

Eu não te mudei, você sabe disso.

 

Interrompi o nosso diálogo com uma tosse e comecei a falar: - Paola, pensei muito no que aconteceu. E enquanto eu estava inconsciente, fui catapultado para uma espécie de estrada escura... Parecia sem saída, sem nada em seu entorno, com apenas uma pequena luz que me guiava. - comecei e ela me olhava curiosa e atenta ao mesmo tempo, então me perguntou: - E o que você estava fazendo lá? - - Eu estava caminando, não sei onde, nem sei quanto tempo. Eu só sei que em algum momento eu comecei a correr e essa luz sempre esteve lá. A certa altura, ouvi um barulho estranho, e então a luz ficou mais forte, me guiando para a frente. - Paola acenou com a cabeça encorajando-me a continuar e assim fiz - de repente uma voz parecia vir da luz que me chamava - parei por um momento olhando em seus olhos. Com isso, o rosto de Paola pareceu se contrair e a mão dela tremeu na minha. Ela nada disse. Então eu continuei minha história: - Essa voz estava me chamando e... Paola, era a sua voz. Seu sotaque. Eu poderia reconhecê-lo sempre e em todos os lugares. Sua voz me trouxe de volta aqui, argentina - e eu dei-lhe um sorriso doce, animado pela confissão que acabara de fazer.

Paola sustentou meu olhar, seus olhos brilhando, e ela também abriu um grande sorriso e perguntou: - Você quer dizer que estava me ouvindo? Sabia que eu estava aqui, com você? - ela perguntou com uma voz animada. – Sim -, eu disse com firmeza, - e você não sabe o quanto sou grato por isso. Eu também me sinto culpado, minha mãe me disse que você estava aqui sempre que podia, eu não queria que você colocasse sua vida de lado para mim e... - mas ela me interrompeu colocando uma mão na minha boca: - Eu nunca teria te deixado só, Fogaça. Especialmente em um momento como este. Eu queria estar aqui, e estou feliz que você esteja aqui para me dizer -, ela me disse com um sorriso doce que fez meu coração derreter ainda mais. Peguei a mão dela e apertei um beijo longo e doce na palma; olhando para cima eu a vi corar e sorrir tímida. Então eu tomei coragem e disse: - Eu serei eternamente agradecido por ter estado ao meu lado, e estar comigo o tempo todo, nos momentos bons e nos menos bons, Paola. Você sabe o quanto é importante para mim, nè? - perguntei em tom inseguro - Como você é importante pra mim, Fogaça, sabe muito bem. - Ela sorriu e depois acrescentou: - Ah sim, eu sei. Como você faria sem mim? - Ela disse brincando. Eu ri balançando negativamente a cabeça e respondi: - Eu não sei, e eu não quero pensar sobre isso. A única coisa em que pensei enquanto estava lá era o que eu teria feito se não tivesse retornado... Eu não poderia cozinhar mais, não teria visto meus filhos crescer... Mas acima de tudo eu não podia mais te ver. E agora percebo que essa possibilidade me aterrorizava e me empurrava para a saída daquele mundo sombrio. - estava na hora, eu não precisava e não queria parar. Eu tinha que contar tudo para ela.

 

Digli che i tuoi occhi me li han ridati sempre

come fiori regalati a maggio e restituiti in novembre

i tuoi occhi come vuoti a rendere per chi ti ha dato lavoro

i tuoi occhi assunti da tre anni

i tuoi occhi per loro,

 

Diga a eles que seus olhos sempre me deram de volta para mim

como flores dadas em maio e retornadas em novembro

seus olhos tão vazios para fazer para aqueles que lhe deram trabalho

seus olhos contratados por três anos

seus olhos para eles,

 

Paola pareceu congelar com essas palavras, suas mãos tremiam novamente nas minhas e eu as vi tremendo em seus braços. Eu continuei: - Talvez este seja o momento menos adequado, mas o medo de nunca mais vê-te foi como uma ducha fria, então decidi contar algumas coisas pra você, que talvez eu devesse ter contado há algum tempo. Mas é melhor tarde do que nunca? Eu sei que tudo isso vai parecer um clichê de um filme antigo, mas eu realmente preciso te contar - eu dei outro suspiro pesado e vi ela me ouvir com expectativa - Paola. Quando voltei a encontrar você naquele dia nos estúdios, algo dentro de mim se havia movilizado. Eu não sei exatamente o que, mas aprendi a entender ao longo do tempo. Desde a época do meu estágio na Julia, algo me impressionou profundamente e foi você. Você sempre foi você. Com o tempo, nossa amizade cresceu e nosso relacionamento foi cada vez mais profundo. Até que percebi que estava prestando cada vez mais atenção aos seus pequenos detalhes, a todos os seus gestos ou palavras. Eu não sei exatamente quando, mas aconteceu. Todos os dias eu não posso esperar para vir ao estúdio para gravar só para te ver, só para falar com você ou para assustar você - eu disse rindo e fazendo-a rir de reflexo - e mal posso esperar para te ver nervosa durante as provas só porque você aperta meu braço, ou me dá uma tapa aì. E quando eu chego em casa, minha mente apenas envia imagens de você rindo, falando sobre um prato, de você mordendo os lábios ou dedos por causa do nervosismo - eu parei para sorrir suavemente, e a vi corar de novo. - Paola, talvez eu não tenha o direito de dizer isso, porque você tem a sua vida, e também sei que isso poderia arruinar nosso lindo relacionamento, mas... -

 

ormai buoni per setacciare spiagge con la scusa del corallo

o per buttarsi in un cinema con una pietra al collo

e troppo stanchi per non vergognarsi

di confessarlo nei miei

proprio identici ai tuoi

 

sono riusciti a cambiarci

ci son riusciti, lo sai.

 

agora bons para percorrer praias com a escusa do coral

ou pra se jogar em um cinema com uma pedra no pescoço

e cansados demais para não se envergonhar

de confessar isso no meus

exatamente idênticos ao seus

 

eles conseguiram nos mudar

eles conseguiram, você sabe disso.

 

- Henrique, por favor, meu corazòn está prestes a explodir de expectativa, me diga! - Ela disse, agitada, confundindo-se com a sua língua nativa, outra coisa que eu amava nela.

- Impaciente eh, Carosella? - eu brinquei, mas depois retomei meu tom sério anterior - Paola... é difícil dizer o que estou prestes a dizer, mas... - Passei a mão no meu rosto pelo nervosismo. Porra. Por que isso tinha que ser tão difícil? Respirei fundo e continuei enquanto ela me olhava consumida pela curiosidade: - O fato é que amo você, Paola. Eu te amo como eu não teria pensado em amar alguém na minha vida. Eu te amo desde que me lembro. - pego suas mãos nas minhas e sento um peso enorme escapando das minhas costas e do meu peito - Eu te amo, Paola Carosella. -

 

Ma senza che gli altri non ne sappiano niente

dimmi senza un programma, dimmi come ci si sente

continuerai ad ammirarti tanto da volerti portare al dito,

farai l'amore per amore

o per avercelo garantito.

Andrai a vivere con Alice che si fa il whisky distillando fiori

o con un Casanova che ti promette di presentarti ai genitori?

O resterai più semplicemente

dove un attimo vale un altro

senza chiederti come mai,

 

continuerai a farti scegliere

o finalmente sceglierai.

 

Mas sem que os outros sabem nada sobre isso

diga-me sem um programa, me diga como se sente

você vai continuar a se admirar tanto que você vai quer usá-lo em seu dedo

você vai fazer o amor por amor,

ou por ter garantido isso.

Você vai morar com Alice que faz uísque destilando flores

ou com um Casanova que promete apresentar você aos seus pais?

Ou você vai ficar mais simplemente

onde um momento vale outro

sem perguntar por que,

 

você vai continuar a se fazer escolher

ou finalmente você vai escolher.

 

Fabrizio De Andrè, Verranno a chiederti del nostro amore


Notas Finais


Bom foi um pouco longo mas espero que vai vale a pena sim? Amo voces, atè o proximo!


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