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História Anjinhos Dourados - Capítulo 3


Escrita por: Sailor_Celeste

Capítulo 3 - Almoço e problemas - Parte 1


Todos no lugar ficaram em silêncio tentando entender o que a deusa tinha acabado de dizer, não conseguiam acreditar que aquelas pequenas crianças eram anjos e ainda por cima que haviam cometido algum crime.

-A ruiva se chama Ayla, a morena se chama Luna e a loira é a Zara. – Atena falou friamente, Ayla agarrou a perna do Shaka, Luna abraçou mais forte o Aioros e Zara chorou mais alto agarrada no Afrodite. – Aquele é o Liam. – Ela falou apontando para o garotinho agarrado na perna do Dohko, fazendo ele soltar um grito baixo. – E aquele o Levi. – O garotinho abraçando o Aioria soluçou alto ao ouvir a deusa falar seu nome.

-O que eles fizeram de tão grave? – Shaka perguntou se virando e pegando a criança no colo.

-Não vem ao caso. – Ela falou olhando séria para a garotinha.

Ayla abraçou o pescoço do loiro chorando enquanto ele tentava consolá-la. Ninguém sabia o que fazer e as crianças chorando de desespero simplesmente pela presença e falas da deusa parecia estranho demais.

-Então... Essas crianças vão ficar com a gente? – Deathmask perguntou olhando para Zara.

-Sim. Até que chegue o momento em que eles estejam prontos para a purificação e voltem a servir aos deuses. – Ela falou olhando fixamente para a Ayla, depois que percebeu que todos olhavam para ela sem entender, ela se virou e saiu andando sem falar mais nada.



Afrodite colocou a garotinha no sofá vendo ela em silencio enxugando algumas lágrimas que ainda escorriam. Deathmask estava sentado na outra ponta do sofá olhando para a criança como se ela fosse um bicho que poderia atacá-lo a qualquer momento.

-Zara... – Afrodite chamou se abaixando na frente dela.

-O que...? – Ela falou baixo.

-Você tem quantos anos? – Ele perguntou.

-Três mil duzentos e vinte. – Ela falou baixo fazendo o loiro arregalar os olhos.

-Três mil...? – Afrodite falou arregalando os olhos.

-Eu servi aos deuses, papai... –Zara falou séria.

-Então o que você fez para vim parar aqui? – Deathmask perguntou de longe.

-Ataquei alguns deuses... – Ela respondeu olhando para o nada. – Recusei me dei... Recusei algumas ordens e eles tentaram me forçar a obedecê-las... Eu consegui fugir, mas me mandaram para cá de qualquer maneira.

-Quantos anos você teria se fosse uma criança comum? – O pisciano perguntou novamente.

-Quatro ou cinco anos. – Ela respondeu.

-Interessante... – Afrodite murmurou.



-Papa. – Ayla chamou pela décima vez e pela décima vez foi ignorada.

Milo suspirou segurando a menina no colo sentado no sofá ao lado do aquariano. Ela havia pedido para assistir desenho com eles.

-Camus... Ela está te chamando... – Milo murmurou.

-Eu não sou o pai dela. – O ruivo falou de forma fria.

-Eu sei que não é... – A pequena garota falou baixo. – Mas...Por favor... Eu escolhi... – Ayla falou e olhou para o loiro. – Se não quiser... tudo bem... – Ela completou tentando não parecer triste.

-Não se preocupe Ayla. Eu vou cuidar de você... Nem que seja sozinho. – Milo falou se levantando e olhando com raiva para o ruivo.

O escorpiano saiu da casa de Aquário sem olhar para trás, não conseguia entender o por que do ruivo estar tratando tão mal a “criança”.

-"Dicupa" papa... – Ela falou cabisbaixa.

-Não tem motivos para pedir desculpa, bebê. – Milo sorriu para a pequena.

O escorpiano chegou em casa sua casa, indo direto para a cozinha. Pretendia fazer algo para eles comerem. Milo colocou a menina sentada na bancada e começou a mexer na geladeira e nas panelas para fazer a comida.

-O que você gosta de comer, Ayla? – Ele perguntou vendo ela se ajeitar melhor na bancada com as pernas para fora.

-Maça. – Ela falou animada fazendo o mais velho rir.

-Mas não podemos comer isso agora. – Ele falou sorrindo.

-Por que?

-Primeiro temos que almoçar. – Ele falou segurando a colher e apontando para ela. – O que você vai querer, capitã?

-"Macalão". – Ela falou firme entrando na brincadeira.

-Eu faço. –A voz do Camus fez eco pela cozinha, fazendo os dois olharem para ele parado na porta da cozinha.

-Papa. – Ayla falou sorrindo levantando os braçinhos.

-Oi Camus... – Milo falou virando de costas para o ruivo.

-Eu faço o almoço, arruma a mesa e vai dar um banho nela. – Camus falou indo até os dois empurrando o escorpiano para o lado e acendendo o fogão.

-Não pense que eu estou feliz com o que fez... – Milo murmurou indo para o outro lado da cozinha pegando os pratos.

O ruivo ficou em silencio enquanto o loiro mexia nos pratos e Ayla olhava para eles meio chateada, não queria estar incomodando eles. 



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