História Anjo - Capítulo 2


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Categorias Seventeen
Personagens Hong Jisoo "Joshua", Junghan "Jeonghan", Lee Chan "Dino", Soonyoung "Hoshi"
Tags Jihan, Soonchan
Visualizações 55
Palavras 1.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Pansexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


gente esse bancer ficou uma caca ;-;

Capítulo 2 - Aparição


Fanfic / Fanfiction Anjo - Capítulo 2 - Aparição

Faltava somente dois tempos para o turno noturno acabar. Naquela escola só havia gente rica assim como Joshua. A aula "espiritual" era tão chata que ele estava quase dormindo, apoiando o rosto no punho enquanto tentava manter os olhos abertos. O moreno nunca acreditara naquelas coisas de céu ou inferno. Para ele, tudo aquilo passava de uma miragem e cultura para os humanos. Muitos não podiam ver, mas outros acreditavam que era realidade.

O professor fala sobre anjos, o que deixava Joshua mais irritado ainda. Revirava os olhos a todo instante que as meninas perguntavam quando que um anjo poderia aparecer em seus quartos e as fazer feliz.

– Ei, cara – Junhui, um dos amigos de Joshua, chamou.

– Que é? – respondeu sem paciência.

– Ei! Não precisa ficar estressadinho, ta? – Junhui se defendeu, colocando as mãos lado a lado na cabeça. – Vim na paz.

Joshua bufou.

– Fala logo o que você quer – Joshua olhou com cara de bunda para Junhui.

Junhui revirou os olhos.

– E se um anjo aparecesse pra você? – Junhui implicou ao ver que o amigo não estava gostando da aula. Na verdade, Joshua nunca gostava daquela aula.

Esperou que a aula acabasse mais rápido, mas como o professor que daria próxima aula havia faltado, o professor Siwon resolveu dar mais um tempo de aula pela curiosidade dos alunos sobre o Paraíso. Revirou os olhos e afundou a cabeça na mochila fechada.

– Joshua – ele chamou com a voz grave, fazendo com que o citado levantasse a cabeça por impulso. – Se um anjo aparecesse para você agora, qual seria sua reação?

– Chamaria minha mãe – disse num sorriso debochado, fazendo a turma inteira rir.

– Certo...

Siwon continuaria explicando se não fosse por alguém invadindo a sala tão repentinamente. A pessoa se desculpou e foi para o corredor de volta e falou algo que Joshua não entendeu. A turma conversou enquanto o professor não estava ali.

– Certo, entre – ele disse entrando na sala novamente. – Seja bem vindo, Jeonghan.

Assim que a pronúncia foi feita, um garoto desconhecido entrou na sala e todos o encararam como se estivessem vendo um fantasma. Ele, sem graça, abaixou a cabeça e procurou um lugar vazio ao qual se encontrava a duas carteiras na frente de Junhui.

Os amigos se entreolharam, ou melhor, tentaram. Joshua estava vidrado demais no garoto novo, entretido com a beleza suave que ele carregava consigo – e só esperava que não fosse fachada.

– Fecha a boca ou vai entrar mosquito – Junhui riu batendo palma uma vez, trazendo Joshua de volta para a realidade. – Uau... Hein?

O rapaz de olhos bonitos fechou a cara e tentou fingir que não havia achado bonito o desconhecido. Quer dizer, não que ele não fosse, mas... Ninguém precisava saber das opiniões alheias numa hora daquelas.

O professor continuou a contar sobre algumas histórias de pessoas que diziam que já haviam visto anjos. Joshua passou a prestar atenção só para ter o que fazer. Às vezes ficava com alguma duvida, mas não perguntava.

Os dois amigos, na verdade todos na sala inclusive, tamparam os ouvidos assim que o sinal do último tempo tocou e Joshua observou o garoto novo sair da sala. Ele e Junhui se entreolharam.

– Ele anda rápido, não é? – Junhui perguntou para descontrair e Joshua teve se concordar. – Bem... Vamos embora também, não quero ficar mais aqui.

 

 

 

Joshua andava  praticamente correndo pelas ruas. Aquela noite havia sido entediante por não ter assistido as aulas que mais gostava. Ainda mais a aula final que tivera três tempos sobre um assunto no qual parecia ser um tédio e interessante ao mesmo tempo, sem contar que ainda recebeu perguntas do professor – coisa que ele odiava quando acontecia em uma matéria de baixo ranking em suas preferências.

A primeira coisa que fez após passar pela porta de sua casa foi pegar o prato de jantar pronto feito por sua mãe. Sua fome era tanta que subiu as escadas lentamente só para abusar do macarrão com salsicha e do refrigerante. A verdade era que Joshua odiava macarrão, mas se estava com fome, qualquer coisa servia.

Ele deixou a mochila em cima da cama, e foi direto para o banheiro – dentro de seu quarto já que odiava andar pela casa à noite – tomar um banho quente.

Debaixo do chuveiro, o rapaz se enchia de pensamentos e perguntas que jamais tivera coragem de perguntar a alguém. Não que tivesse alguma dificuldade, mas achava que se o fizesse as pessoas o acharia um louco. Enquanto passava o xampu, o moreno pensava em como seria se um anjo aparecesse do nada, já sabendo seu nome, quantos anos ele tinha... Joshua achava aquela possibilidade impossível por ser algo tão fictício.

Tratou de terminar de lavar o corpo e colocou seu velho pijama azul marinho para terminar de jantar. A sua fome só aumentava enquanto comia seu prato mais rejeitado – o que na cabeça dele era um tremendo paradoxo.

Ligou a TV e assistiu a algumas reportagens que já estava cansado de saber. Sinceramente, quem vai ligar se a filha de um jogador foi sequestrada ou não? Aquilo era trabalho da polícia e anunciar isso para todo mundo era uma tremenda de uma humilhação para a moça; se fosse o fazer, que não revelasse quem era a vítima. Pelo menos era assim que ele pensava.

Joshua revirou os olhos e foi mudando de canal até achar algo de seu interesse, mas foi em vão. Que coisa interessante estaria passando àquela hora da noite? Pensamentos sujos invadiram sua mente e tentou seguir algum canal de filmes, mas a ideia de um anjo poder estar lhe observando o torturava tanto que preferiu desligar o eletrônico.

Terminou de jantar e fora logo escovar seus dentes para cair na cama e ter um bom sono. Após entrar no banheiro, sentiu uma brisa invadir seu quarto. Estranhou porque as janelas estavam totalmente fechadas e só a luz da lua e do abajur preenchia o quarto. Terminou de escovar os dentes logo – sua curiosidade já passando dos limites – e voltou para o quarto secando a boca com a blusa do pijama.

Ao olhar para sua cama, não viu algo. Olhou em volta do quarto e não viu algo. O que havia causado aquela brisa, afinal? Coçou a cabeça e em seguida os olhos. Será que estava ficando louco?

– Diz que não acredita em anjos, mas está procurando por um ou você passou a acreditar em anjos e não notou que eu estava o tempo todo lhe observando, Joshua? – o citado na pronúncia ouviu uma voz doce falar atrás de si e se deparou com uma criatura bela e delicada sentada em cima de seu armário.

Sua cara empalideceu quando viu que a criatura tinha a mesma aparência que o garoto novo que entrara provavelmente atrasado na aula do professor Siwon. Seu corpo estremeceu de repente e Joshua ficou com medo. Mas aquilo não era a coisa mais estranha de tudo.

Por razões desconhecidas, seus sentidos gostaram da presença daquela coisa. Ela trazia paz e tranquilidade, que era o que o garoto estivera desejando há um tempo e sempre desejava na época de provas.

Observou cada traço daquele lindo ser. A pele tão suave e alva, os lábios pequenos que pareciam ter o melhor sorriso, os olhos puxados e de um tom claro que ficavam ainda mais belos debaixo da luz do abajur e dos postes iluminados do lado de fora, as roupas brancas que estavam perfeitamente limpas e as...

Asas?

Aquilo eram asas?

Elas eram pequenas e Joshua estranhou – quando criança, Joshua já vira fotos de anjos e estes tinham as asas enormes. Então por que aquele loirinho tinha as asas tão pequenas? De qualquer forma, o rapaz sentia que estava realmente louco.

O anjo ficou meio bobo com a reação do garoto, mas por fora mantinha a mesma cara de curiosidade. Ficou observando o moreno tentar de tudo para provar que o que estava vendo era só uma miragem.

– Joshua, pare. Você não está louco – o ser místico desceu do armário e tocou seu ombro, fazendo o mais alto se assustar.

Joshua tinha os olhos arregalados, talvez mostrando seu pavor, e encarava o ser quase inexistente que invadia seu espaço de descanso.

– Oi... – foi a única coisa que saiu de sua garganta.

O rosto do anjo se iluminou, o fazendo o automaticamente agarrar-se ao pescoço de Joshua e fechar os olhos.

– Ele tinha razão... E você não chamou sua mãe! – exclamou bobamente enquanto sentia o cheiro do xampu do humano.

Joshua pensou em gritar por sua mãe, mas isso só seria motivo de zoação pelos próximos anos.

Ele fechou os olhos esperando que aquilo acabasse logo. Mantinha seu copo contraído enquanto sentia o toque macio das mãos alheiras tocando a pele exposta de seu pescoço.

Quando abriu os olhos, viu que nada mais acontecia. Ele estava sozinho praticamente se abraçando e sua mãe estava na porta, assistindo tudo. Ela tinha cara de interrogação e comprimia os lábios como se estivesse segurando a risada. Joshua corou ainda mais quando percebeu que seu pai estava ali também, mas atrás de sua mãe.

– Peça de teatro... – disse com a vos trêmula. – Estava ensaiando...

Então a mulher soltou a risada e seu pai ainda tinha a face torta. Joshua tratou se endireitar a postura, ainda sentindo alguns espasmos aqui e ali nos ombros e coxas.

– Com licença – e foi até a porta, fechando-a novamente. – Eu preciso descansar, não é? Teatro e cansaço não fazem um bom par.

E fechou a porta com força, encostando-se a ela e deixando o corpo escorregar até o chão. Joshua agarrou as pernas e ficou ali por um tempo, temendo que aquilo acontecesse de novo. Então por todo esse tempo alguém o estava observando?

Oh, não...

Seu rosto ruborizou mortalmente ao se lembrar de algumas coisas.

O garoto se jogou na cama, cobrindo o corpo inteiro para se proteger tanto daquela aparição quanto do frio bruto da noite.

– Tudo bem, Joshua, foi só uma alucinação...


Notas Finais


plot twist?
o que acharam?
:')


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