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História Anjo Caído - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Ínicio


Em Honshu, na região de Chubu

Quando Bakugou desceu irritado tarde da noite para investigar o barulho na sua casa, ele achou um homem machucado, estirado inconsciente no chão. Ele tinha algumas cicatrizes em seus braços e costelas e seu dorso nu mostravam dois profundos cortes em suas costas, nas escapulas.

O homem que estava caído em na sala de estar tinha ombros largos e definidos, um tórax espanado, quadris estreitos abraçados por jeans azul. Ele tinha cabelo verde, levemente ondulado e um rosto oval bonito, seu pescoço cercado por um colar de cordão preto, preso em sua ponta uma pedra brilhante e misteriosa, em formato de losango. Seus olhos estavam fechados.

Espalhadas sobre o chão estavam coisas que ele varreu da mesinha de centro quando caiu: Um vaso quebrado, flores, e um pequeno ursinho de pelúcia que aterrissou a alguns pés dele.  Também havia pedações de madeira, vindas do buraco no teto de sua casa e muitas penas espalhas ao redor do homem desconhecido, que Bakugou não entendia da onde vieram. Bakugou não podia o culpar pela bagunça. Ele era sensual como inferno, apenas agradeceu por não ser uma noite chuvosa, pois iria estragar todo seus móveis.

Para o loiro, a situação era bem estranha, ela nunca tinha visto qualquer coisa como ele, machucado e caído do céu, do teto da sua casa, como ele havia parado ali em cima? Ele não o sentiu como sendo do mal, nem do bem. De qualquer modo, a maioria dos humanos era uma mistura de ambos, mas as criaturas sobrenaturais tendiam a ser um ou outro. Seria ele um ser sobrenatural? Ou apenas um idiota qualquer?

Quando Bakugou tocou a ferida em suas costas, ele gemeu mas não despertou. Ele foi buscar seu kit de primeiros socorros no banheiro minúsculo. Medicou a ferida. Depois de ser desinfectada, o homem deu um gemido e se mexeu quando o loiro ia começar a suturar, mas a dor não era suficiente o despertar. A ferida era extremamente profunda, iria ficar uma enorme cicatriz caso não suturasse. Terminando o procedimento, ele carregou-o em suas costas levando até seu quarto, suavemente o pôs na cama, então o cobriu com um cobertor, deitando-se ao seu lado para, enfm, poder terminar de descansar da longa noite que havia sido.

Um tempo depois Midoriya despertou com uma enxaqueca latente. Parecia ter batido a cabeça forte, e estar em um chão duro, mas sentiu um travesseiro embaixo de sua cabeça, um cobertor de lã sobre seu tórax e um colchão macio embaixo de si. Ele sabia que não podia ter vindo de seus antigos conhecidos, ninguém seria gentil o suficiente para o deixar na cama com um travesseiro e cobertor. Midoriya havia sido expulso do céu pelos seus companheiros, por infringir as regras e deixar-se render aos desejos impuros humanos. Teve suas asas arrancadas, que originou as duas feridas profundas em suas costas. Um pouco tonto, agarrou o colar em seu pescoço, tentando arrancar com toda a sua força angelical, mas não conseguiu. Havia sido amaldiçoado pela a Deusa do Amor. Amaldiçoado a satisfazer os desejos humanos.

Midoriya tropeçou ao tentar se levantar e se apoiou-se em uma escrivaninha. Ele não estava atordoado, apesar da enxaqueca, mas não podia conseguir seu equilíbrio. Ele percebeu que estava sem suas asas, que elas haviam sido arrancadas, que no lugar haviam fios suturando a ferida, que no lugar havia ficado apenas uma imensurável dor de um membro fantasma..

―Merda - ele gritou.

Ele ouviu pés ligeiros, e homem surgiu da parte de trás do quarto, com uma caneca fumegante de café nas mãos.

―Que droga. - Ele era absolutamente bonito. Seu cabelo era loio, espetado, tinha um rosto nem muito redondo nem muito quadrado, lábios grossos, e um corpo deliciosamente definido. Midoriya poderia sussurrar em sua orelha que ele estava lá para uso dele; Tudo que ela tinha que fazer era pedir o que lhe desse prazer, já havia era um anjo caído, sem asas e amaldiçoado, não havia mais nada que podiam tirar dele... Seu pênis começou a levantar, seus testículos se esquentaram se e apertaram contra o tecido de sua calça jeans. Ele sentiu o familiar puxão do desejo, a compulsão da maldição fluindo. Maldição, isto, eu fui amaldiçoado. Agora não, é uma hora inoportuna, muito inoportuna. O loiro foi em direção a ele, alcançou-o e olhando em seus olhos, algo apunhalou seu coração. Seus olhos eram vermelhos, um incrível céu avermelhado como no por do sol.

 ―Quem é você? - Bakugou exigiu

- Me chamo Midoriya Izuku

―Eu não chamei a polícia, Midoriya – o loiro disse.

―Eu notei. - Ele também notou que ele vestia uma regata preta justa que esboçava e mostravam seus músculos.

―Eu pensei que eu teria dificuldade para explicar o buraco no teto para os policiais- justificou o loiro.

―Provavelmente... ―Então, como você veio parar no meio da minha sala? - Ele pegou o café que o loiro deu a ele, e provou. Era mais saboroso porque foi ele quem fez? A maldição o fez acreditar nisso. ―Um homem que caiu do seu telhado - ele respondeu e continuou – não vai me dizer seu nome?

-Bakugou Katsuki.- continuou – Se você tivesse só caído do telhado, não iria atravessar todo o forro da casa...

―É? -  Ele terminou o café depressa, precisando disto. Ele também precisava que o loiro o tocasse novamente. A maldição estava pulsando rápido e já estava fluindo por todo seu corpo.

―Foi você que me ajudou com essas feridas? - Ele perguntou mostrando-lhe as feridas em suas costas, suturadas. ―Ainda está sangrando um pouco em alguns pontos, consegue estancar?

Ele pareceu duvidoso, mas abaixou a xícara vazia, alcançou algumas gazes que ainda estavam perto e pressionou os pontos sangrantes até cessarem. Ao se virar, ficando de frente para o loiro, seus corpos estavam próximos. Midoriya se perguntou se ele podia sentir a pulsação que martelava debaixo de sua pele. Seu cabelo cheirava bem, limpo e fresco, já que o loiro acabara de lavá-lo.

Seu pênis, já inchado estava pulsando quando ele deu um passo para trás.

―Eu posso emprestar uma camisa para você – o loiro disse, olhando fixo em seu torso nu.

- Você PREERE que eu fique de camisa? – o esverdeado deu ênfase na palavra “preferir”

- Acho melhor você ficar de camisa – virou-se o loiro e alcançou uma de suas camisetas.

O sentimento não ajudou a ereção de Midoriya morrer, especialmente quando ele viu a calça jeans do loiro favorecendo a sua bunda.

Quando Midoriya deslizou a camiseta, entregue em mão pelo loiro, pela cabeça, o pano puxou o maldito colar, lembrando a ele o que ele seria a partir de agora. Um escravo do prazer. O colar permitia saber quando as pessoas o desejavam e não suprir as necessidades deles seu corpo ferveria como se estivesse em chamas, o calor infernal, uma dor difícil de suportar o preencheria.

- você é novo por aqui? – perguntou o loiro, intrigado por nunca o ter visto

-Sim, meu primeiro dia ...

- E começou invadindo a casa de alguém... sem contar que abriu um buraco no teto da minha casa.. você vai ter que dar um jeito de consertar isso hoje ... tenho uma festa marcada sexta aqui, um reencontro com meus antigos colegas de classe...

- Não se preocupe, eu vou consertar ainda hoje... - respondeu em seguida, indo em direção a saída da casa.

―Você ainda não disse como veio parar aqui. Ainda que você não tenha me roubado nada, eu mereço saber.

Midoriya hesitou, não poderia contar que era um anjo caído, que foi expulso do céu e amaldiçoado pela deusa do Amor, que agora tinha que viver como um humano e redescobrir seu caminho. Um jeito de burlar a maldição e reconquistar as suas asas e o direito ao céu. Ele pareceria louco.

- Se eu contar, você não vai querer mais que eu bote os pés aqui.

-Tente ...

-Na festa... me explicarei na festa... se você me convidar ...

Bakugou olhou em surpresa – ok... você pode vir na festa... aproveito e te apresento para a vizinhança...

Midoriya abriu os braços, esquentando quando o olhar do loiro o cobriu de cima a baixo. Bakugou era um homem bonito, e parte da razão porque Midoriya quis esperar. O esverdeado teria a chance de fazer isto, de encontrá-lo novamente. Seu corpo pulsava com a necessidade, e seu pênis não amoleceu nem mesmo depois que ele se afastou. O loiro deveria ter percebido a sua excitação, mas evitou em encarar a cintura do esverdeado.

Midoriya sabia muito bem por que ele queria vê-lo novamente. Bakugou o achou atraente, e o acharia até mais atraente na sexta à noite. Poderia apostar que ele iria querer suas mãos nele, a compulsão estava afetando o loiro também.

- Eu tenho que ir, irei arrumar dinheiro e comprar o necessário para consertar o teto... te vejo mais tarde... – despediu-se do loiro

 



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