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História Anjo da Guarda - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Oi ^^
Trago desta vez uma oneshot, que me surgiu a ideia e escrevi-a na hora
Não sei se ficou bom, mas decidi postar mesmo assim
Alguns factos nela presentes foram baseados em mim, outros completamente da minha imaginação
Enfim, sem mais delongas
Boa leitura ;)

Capítulo 1 - O medo e os sonhos


Fanfic / Fanfiction Anjo da Guarda - Capítulo 1 - O medo e os sonhos

Tudo começou há uns anos...

Eu conheci-te à ida para casa, estava a andar tranquilamente pela rua quando te vi caído num beco, fraco, vulnerável.

Só quando cheguei perto para ver se precisavas de ajuda, é que vi as tuas asas brancas, majestosas, enormes.

Estavas quase desacordado, não hesitei em te levar para minha casa, afinal não era muito longe, era já ali, ao virar da esquina, quase te tive que arrastar mas consegui.

Pelo caminho recolheste as tuas asas, em chegando a minha casa, mal te deitei, na minha própria cama, caíste desacordado de vez, sem sentidos.

Não tinha certeza daquilo que eras, mas não sentia medo, apenas sentia necessidade de te ajudar, e foi o que fiz, dei o meu melhor.

Passaste dias sem reação, eu permaneci sempre ao teu lado como podia, até que acordaste, ao fim de 5 inteiros dias.

Ficaste assustado, e não paravas de perguntar onde estavas e que tinhas quebrado um mandamento que te foi imposto.

Tentei manter-te calmo, dizia-te que estavas seguro e em minha casa, um apartamento humilde na baixa da cidade.

Perguntei que mandamento era esse, eu não estava a entender nada.

Foi aí que revelaste que eras um anjo, então lembrei-me das tuas asas, aí isso fez sentido, mas ainda não entendia porque estavas caído naquele beco.

Então contaste-me que estavas cá, na Terra, em missão, mas que te perdeste dos outros anjos que estariam contigo nela e paraste naquele beco, exausto pelo percurso do Céu à Terra.

Eu não tive um único resquício de medo ou receio de ti, talvez não fosse de esperar, eu tinha uma depressão, a minha vida nunca foi fácil, muito o contrário.

Eu sentia presenças, más, a maior parte do dia quando estava sozinha, principalmente à noite quando tentava dormir.

Sentia-as tocarem-me muitas das vezes em que apareciam, não todas, mas muitas vezes.

Eu sentia tanto medo daquilo, cheguei até a ver vultos que quando os olhava de frenre, sumiam.

Por isso, eu não sentia medo de mais nada, talvez por isso tu me trouxeste uma paz enorme, por seres um anjo, um ser bom em meio ao caos que sempre foram os meus dias de vida até à data.

Contigo em minha casa, os dias tornaram-se mais alegres, eu finalmente pude sorrir, pude rir, já não sabia como isso era, até tu surgires, literalmente, do nada.

Esqueceste o teu propósito aqui na Terra, por mim, ficaste aqui, melhoraste tudo na minha vida, eu deixei de ver e sentir aquelas coisas, como se as tivesses afugentado e eu pude finalmente dormir uma noite de sono por completo.

Ficámos tão próximos, partilhávamos a mesma cama, nunca com segundas intenções, partilhávamos o sorriso, e juntos criamos um laço que nada seria capaz de quebrar.

Até aquele dia chegar, eu vinha da faculdade e, como naquela noite me surgiste do nada, estava prestes a perder-te da mesma maneira.

Cheguei a casa e estavam dois homens contigo, vestidos de branco, a mesma vestimenta que usavas naquele dia, com a diferença das deles estarem impecáveis.

As suas expressões eram sérias, quando o teu olhar se cruzou com o meu, como senti o coração se despedaçar aqui dentro.

O teu olhar de perdão, o teu olhar de medo, e eu percebi que te estaria prestes a perder.

E realmente estava, eles disseram que tinhas que voltar, não podias ficar ali, não pertencias ali.

Eu sabia que era verdade, tu também, e que mais dia menos dia isso aconteceria, terias que ir, mas não o conseguimos aceitar de forma nenhuma.

Naquela noite eu chorei, eu gritei, até não poder mais, até adormecer e acordar no dia a seguir de rastos.

Eles realmente te levaram de mim, ainda hoje me lembro de como saíste, pela porta em que aqui entraste, de cabeça baixa, depois de te ter abraçado e pedir para que ficasses e me teres dito que não podia ser, era o teu dever ir.

Eu ia acabar a faculdade dali a poucos meses, o que consegui, com muito custo, pois não te tinha lá para me apoiar como fazias sempre.

Fiquei um ano sem ti, quando fez um ano, eu regressei àquele tal beco, onde te encontrei, e para minha surpresa, lá estavas tu, à minha espera de braços abertos e de sorriso no teu rosto angelical.

Eu não hesitei em correr e chorar de alegria, saltei para os teus braços, e só te perguntava o porquê de só teres voltado naquele momento, e disseste que foi preciso.

Voltámos para casa, onde me explicaste que na realidade, um ano atrás, não estavas em missão nenhuma na Terra, tu tinhas vindo por causa de mim, eras o meu anjo da guarda.

Tu sabias da depressão, sabias dos vultos, mas não me podias ajudar de lá de cima, não tão bem quanto poderias se viesses, e tu vieste.

Não tiveste ordem para vir, pois não era permitido, então vieste às escondidas, por isso estavas em tão mau estado quando te encontrei.

Fiquei chateada, tinhas me mentido, mas cedi ao perceber o risco que havias corrido, por mim.

Perguntei-te o que te aconteceu neste ano, tu disseste que abdicaste das tuas asas, tornaste-te um anjo caído, ou melhor, um humano, para poder estar comigo, de vez.

Passaste por esse sofrimento, por mim, passaste por uma série de coisas para provares que era mesmo isto que querias, por mim.

Correste também o risco de eu já não te querer mais, mas mesmo assim voltaste, por mim.

Mas não voltaste bem, havias me tirado da depressão, que por pouco não tornei a ter depois de ires embora, e agora era a minha vez de fazer o mesmo contigo.

Fiz de tudo para voltares àquele ser alegre que eras, e ia conseguindo aos poucos.

Tiraste-me da desgraça, e eu tirei-te a ti, estivemos lá um para o outro quando mais precisávamos.

Sempre estivemos mais que destinados um para o outro, era evidente.

Lembro-me de loucuras que cometemos juntos, éramos jovens num mundo tão louco quanto nós.

Lembras-te da vez, na noite depois de regressares, em que descobri as tuas cicatrizes, por te terem arrancado as asas?

Ainda te queixavas de dor, mas bebemos tanto naquela noite que passámos por um estúdio de tatuagem, ainda aberto em plena madrugada, e fizeste uma tatuagem enorme para as cobrir.

Acordaste com mais dores ainda, quando nos lembrámos da tatuagem, viste-te ao espelho, e ela fez-te lembrar das tuas asas, pois ela era isso, duas grandes asas de anjo que cobriam as costas todas, o que nos fez passar a noite toda no estúdio.

Pelo menos agora tinhas algo que te fazia lembrar delas e não te deixava com saudades, que até eu tinha, embora não as tivesse visto muito, mas eram maravilhosas de se ver, imagino como seria tê-las.

Passaram-se meses, foste a tantas entrevistas de emprego e nunca fazias ideia de como agir, se não fosse por eu estar sempre lá para te guiar.

Passaram-se anos, conseguimos a nossa casa, tínhamos empregos de sonho, casámos, nada nos impedia de ter agora uma casa enorme e espaçosa, então assim o fizemos.

Estávamos mais felizes que nunca, quando nos perguntavam sobre como nos havíamos conhecido e como éramos tão felizes, nós contávamos a parte do beco, mas depois inventávamos uma história qualquer, não podíamos revelar a tua verdadeira identidade.

Quanto a sermos felizes, bem, nós nunca tivemos segredos um do outro, tínhamos muita confiança um no outro, basicamente, a nossa cumplicidade, a nossa ligação, era muito forte, e isso bastava.

Para nós bastava. Sempre bastou.

Todos os objetivos que tínhamos juntos, concluídos, então agora, seis anos depois, e eu com os meus quase 30 anos, tenho algo importante para te dizer.

Estás numa das tuas, não muito frequentes mas existentes, viagens de trabalho, e como não voltarás nos próximos dois meses, achei mais do que justo de te mandar esta carta para te informar.

Referi que todos os nossos sonhos estavam concluídos? Sim, estão.

Provavelmente te perguntas como isso é possível, pois faltava apenas um: aumentar a família.

E esta carta é mesmo por causa disso, ela vai aumentar pelo final deste ano, e acredito que, tal como eu, mal recebas esta notícia mal possas esperar por essa data.

Bem, aguardo ansiosa para que regresses a casa, que regresses para mim e para o fruto do nosso amor.

Nunca te esqueças do quão especial és para mim, de como me salvaste, e de como te sou grata por tudo isso.

E principalmente do quanto te amo, ou melhor, amamos.

Beijos ao meu querido Daniel,

Da tua amada Alice.


Notas Finais


E foi isso, perdão se não estiver muito bom, mas espero que tenham gostado à mesma
Tentei escrever o melhor que consegui
Beijos e até à próxima 😘


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