História Anjo de olhos verdes - yaoi - Capítulo 34


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Palavras 3.823
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltamos para o ponto de vista do Leonardo! 😉


E as coisas estão ficando quantos por aqui, embora o título seja “gelo”...


Capítulo super hot +18!


É muito amor... e safadeza envolvidos...

Capítulo 34 - Gelo


Fanfic / Fanfiction Anjo de olhos verdes - yaoi - Capítulo 34 - Gelo

Adorei conhecer os pais do Rafael. Deu pra perceber que o pai dele era supersério, mas se deu bem comigo, eu acho. Observando o pai do Rafa, deu para imaginar como ele vai ficar daqui a uns trinta anos, por que, céus, como eles eram parecidos... claro que o pai dele tinha uns  20 quilos a mais, mas a fisionomia era a mesma! Quase um control-c, control-v! A mãe dele era incrível! Uma senhora que facilmente se passaria por irmã mais velha dele,  supersimpática e carinhosa. 

 

Todo o medo que eu estava desse encontro se dissipou rapidamente e eu pude me soltar e mostrar quem eu sou e que  sou a pessoa certa para o filho deles... será que eles pensaram isso de mim também? 

 

Amo tanto o Rafael, que quero  me dar bem com a família dele! Acho que assim ele seria mais feliz! 

 

Nos encontramos logo de manhã e fomos juntos ao colégio, conversando sobre o jantar de ontem. Ri muito ao saber que o pai do Rafael ficou aliviado ao ver que eu não tinha cabelo descolorido, brincos e tatuagens. É, acho até que eu posso parecer um cara normal, com exceção de que namoro o filho dele. 

 

A mãe dele deve estar feliz! Não corre o risco de ter uma nora chata para viver em pé de guerra com a sogra... ah, sinceramente, ela não parece nenhum pouco com uma “sogra”.

 

Chegamos a escola e já vimos a Júlia, toda sonolenta vindo em nossa direção. 

 

- Bom dia, meninos! – nos cumprimentou com um beijo no rosto e bocejou depois.

 

- Que cara de zumbi é essa? – perguntei, rindo dela.

 

- É que eu fiquei até umas três da manhã conversando com o Lucas no WhatsApp! – afirmou, bocejando de novo.

 

- Tem alguém que está apaixonada por um certo jogador do outro terceiro ano, você não acha, Rafael? – dei uma cotovelada nele. 

 

- Caidinha, eu diria! – comentou, rindo. 

 

- Ah, tá bom! Vocês querem que eu admita? – falou, brava, cruzando os braços na frente do corpo.

 

- Não precisa! Está estampado na sua cara! – exclamei. 

 

- Não olhe agora, mas ele acabou de chegar! – Rafael falou. Suas bochechas ficaram vermelhas na hora e quando eu olhei pra ele, o vi com a mesma cara de raiva que ele estava fazendo ultimamente, se encostando na mureta que separava a cantina do pátio e nos observando. 

 

- Será que eu vou lá? – falou, ainda de costas, fingindo não ter visto ele. 

 

- Vá, antes que ele nos fuzile com os olhos! – conclui. Ela riu e foi.

 

Parecia que ele não gostava nem um pouco de nos ver. Ciúmes, talvez.

 

Sua feição mudou completamente quando viu a Júlia ir em sua direção. Ah, aquele olhar apaixonado que eu via no Rafael se fez no rosto do Lucas, enquanto via a nossa amiga cruzar o pátio. 

 

- Ainda acho que eles formam um bonito casal! – Rafael comentou. 

 

- E eu ainda tenho medo de que minha amiga sofra nas mãos dele! – suspirei. 

 

Eles se cumprimentaram carinhosamente. O Lucas era um cara alto, acho que do tamanho do Rafael, cabelos pretos, lisos e olhos claros, azuis, enquanto a minha amiga era baixinha e de longos cabelos pretos e olhos escuros. Ela se perdeu no meio do abraço dele e recebeu um beijo na testa. Enquanto ela estava se aconchegando nele, novo olhar ameaçador se fez para o nosso lado. 

 

- Vem, vamos subir!! – chamei o Rafael. 

 

Juro que se não fossem as câmeras na sala e nos corredores, roubaria um beijo dele. 

 

- Quais seus planos para hoje? – perguntei.

 

- Ainda não fiz planos... você tem alguma sugestão? – aquele sorriso de canto que só eu sabia o significado. 

 

- Eu gostaria de passar uma tarde inteira na cama, mas sozinho não tem graça... estou precisando de companhia! – brinquei.

 

- Hummm... eu tava pensando em cobrar umas dívidas... – comentou, despretensioso. Eu não entendi.

 

- Como assim? – olhei, curioso para a sua face, enquanto subíamos as escadas. 

 

- alguém andou me ameaçando, dizendo que iria me prender e até me torturar, mas até agora, nada! – sua face sedutora e sua voz rouca me atingiram em cheio, que até me excitei. 

 

- Acho que eu posso providenciar isso, se você aceitar meu convite, posso passar a tarde te torturando! – sussurrei, olhando na imensidão de seus olhos verdes e lembrando do dia que brinquei, falando isso. 

 

Se ele parecia um anjo, hoje eu iria ser seu demônio! 

 

Chegamos na sala e já haviam alguns colegas, então, não podíamos dar bandeira. O sinal tocou e cada um foi para o seu lugar. Três aulas se arrastando e eu o vigiando de canto de olho. Aquela vontade de trair todas as convenções e regras e me levantar e ir até ele, mas eu não podia! Ah, como eu queria ser livre e nessa liberdade, prendê-lo pra sempre em meus braços... 

 

Recreio. Só pra variar, a Júlia saiu rápido, encontrando o Lucas a sua espera no corredor. Eles desceram de mãos dadas para o pátio. Não sei quem estava mais romântico, Murilo e Amanda ou Júlia e Lucas. Dois casais bonitos, mas com enormes diferenças. 

 

A parte do romântico, acho que eu já estava deixando de lado e a parte do pervertido estava entrando em ação... eu estava alucinando com cada fantasia perversa para realizar com o Rafael, que se ele lesse meus pensamentos, iria achar que eu precisava de um psicólogo, que por sinal, desmarquei. Ou, talvez, gostasse e entrasse no meu jogo, nos meus delírios. 

 

O recreio passou comigo junto ao Rafael e o casal, Murilo e Amanda, já que a Júlia passou o tempo todo deitada no colo do Lucas em um dos bancos do pátio, enquanto ele brincava com seu cabelo e frequentemente nos olhava de canto. 

 

Ao subirmos para a sala, eles foram na frente e quando eles chegaram  à porta da sala... ah, quase!  O Lucas foi roubar um selinho dela e a Júlia desviou bem na hora. Esse joguinho de sedução dela estava perigoso, não sei para qual lado. 

 

- Você está quase cedendo, Júlia! – Amanda chegou, debochando da amiga.

 

- Eu confesso que não vou mais resistir... eu quero muito ficar com ele e sinceramente, não estou preocupada com as consequências... se acontecer e for bom, aconteceu, e se não der em nada, pelo menos eu passei bons momentos com ele! – falou, risonha. Ela estava entregue. 

 

- E quando você vai parar de enrolar o Lucão? – Murilo, indiscreto, perguntou. 

 

- Acho que hoje à tarde! Nós vamos sair juntos! Almoçar no shopping... saindo da escola, vamos na moto dele! – falou. 

 

- Cuidado pra moto não levar vocês em outro lugar! – Murilo brincou. Ela só revirou os olhos, enquanto a Amanda deu uma risadinha. Mas eu confesso que esse comentário me deixou desconfortável e percebi que ao Rafael também. Nossa amiga sabia se cuidar, mas ela estava envolvida demais. 

 

As duas últimas aulas da manhã passaram rápido e logo a hora do almoço chegou. Quando o sinal bateu, a Júlia estava guardando o material no armário e eu fui até ela.

 

- Júlia, promete que vai se cuidar hoje? – pedi.

 

- Claro que sim! Eu sei o que estou fazendo! – afirmou, sorrindo. – Pode deixar comigo! Vai dar tudo certo! – me abraçou e deu um beijo na minha bochecha. Quando a soltei, vi o Lucas encostado no batente da porta da sala, nos observando. Aquele olhar de ódio... 

 

- Vai lá! O Lucas tá te esperando! – falei  e ela instantaneamente se virou pra ele, com um sorriso iluminado no rosto e saiu.

 

- Você se preocupa muito com ela! – Rafael veio até mim. 

 

- Eu tenho motivos! – tentei falar calmamente, mas ele percebeu meu receio. Espero que ele não pense que é ciúmes da Júlia, mas eu realmente considero ela uma irmã e não quero vê-la sofrer.

 

Combinamos de nos encontrarmos as 13hs na minha casa, já que ele iria almoçar com o pai e a avó, então cheguei em casa e arrumei o meu quarto. Ah, como eu adorava passar as horas com ele. 

 

Celular vibrando. “Estou chegando”. Corri levar para o quarto o copo que preparei  e depois, fui  até o portão e abri. Ele, como sempre, com um sorriso iluminado no rosto, entrou e me acompanhou até a porta. 

 

- Quase que não vim! – falou. Eu estranhei. – Meu pai queria que você fosse lá em casa! – gelei... – Mas eu falei que nós queríamos ficar um pouco sozinhos! – concluiu. Eu arregalei os olhos. 

 

- Não acredito que você falou isso para o seu pai! – falei, assustado. Ele riu, entrando em casa.

 

- Ele só suspirou fundo e disse que preferia não ouvir detalhes, mas a hora que nós quisermos, podemos ficar sozinhos lá em casa, porque ele está passando as tardes com a minha avó na casa da frente e nós não somos mais crianças que precisam ser vigiadas! – disse, normalmente. 

 

- Eu... eu acho que não vou ter coragem... sabendo que seu pai vai estar do lado... – falei, atônito. 

 

- Se eu te excitar bastante, garanto que vai! – sussurrou, ao pé do meu ouvido. Ah, isso já mexeu comigo... mas agora eu não iria beija-lo. Fechei a porta e levei meus lábios até o seu ouvido. 

 

- Então, se é assim, acho que vou ter que cumprir umas ameaças! – sussurrei.

 

- Eu estava esperando ansiosamente por isso! – respondeu com aquela voz rouca. Sorri. Era isso que eu queria. 

 

O levei até o meu quarto, que estava todo escuro, já que eu coloquei o Black-out na janela. Fechei a porta e nenhuma luz entrava. Fui até a sua boca e colei meus lábios aos seus. Nossas línguas entraram em um ritmo frenético e minhas mãos correram tirar sua roupa. Mesmo no escuro, era possível ver seu corpo delineado, especialmente criado pra mim. Cada centímetro me provocava desejo, cada textura me levava ao delírio. O conduzi, ainda o beijando, até a cama e o deitei lá.

 

- O que você pretende fazer comigo? – perguntou. 

 

- Você só vai saber na hora! – respondi.

 

- Então eu posso pedir  uma coisa? – perguntou. Estranhei, mas consenti. – Eu quero que você entre todo de uma vez em mim! Sem dó! – falou. Me assustei. Eu... eu não queria machuca-lo. 

 

- Eu não posso fazer isso! – afirmei, face a face, com seu corpo sob o meu. 

 

- Pode sim! Eu quero! Por favor! – implorou. Eu não podia recusar um pedido seu.

 

- Mas só se você prometer que se estiver doendo, você vai pedir pra parar! – condicionei.

 

- Está bem! – sorriu e me roubou um beijo. Ah, ele estava com tanto desejo quanto eu! 

 

Mas ainda não iria começar. Fui até a minha gaveta e retirei de lá um cordão. Era de uma blusa minha, de moletom, mas servia perfeitamente para o que eu queria. Enquanto o beijava, juntei os seus braços no alto da sua cabeça, sob o travesseiro e o amarrei, de leve, para não deixar apertado, mas o suficiente para ele não se mexer muito. 

 

- Hum... estou gostando disso! – sussurrou. Eu me excitei mais ao ouvir isso.

 

Quando terminei o laço, fui até seu pescoço e o beijei com desejo, mas só isso não era suficiente... deslizei minha boca até seu ombro esquerdo e ... ah, como era bom sugar a sua carne...  deixei uma marca em sua pele branca... uma marca pra ele se lembrar de mim. Ele gemeu, mas não pediu para parar. Céus... eu estava muito excitado, mas eu iria cumprir minha promessa! Torturar ele a tarde toda. 

 

Peguei um quadradinho de gelo, que estava no copo ao lado da  cama e coloquei na minha boca, até a minha língua ficar bem gelada, depois passei por meus lábios e devolvi o cubo ao copo e o beijei, com vontade. Hummmm... o contraste da minha gelada e a boca dele, quente, foi uma delícia... 

 

Mas não era só isso! Peguei o gelo de novo e segurei entre os meus dentes, e então comecei a passar o cubo pelo seu corpo, começando pelo pescoço, passando pelo seu peitoral, brincando com os seus mamilos, que se arrepiaram, desci pelo seu abdômen  e quando estava prestes a chegar ao seu penis, coloquei o cubo dentro da minha boca, fazendo ela ficar bem gelada e aí... ahhh, eu me deliciei, chupando, lambendo, beijando, sugando... 

 

Os gemidos dele me davam mais tesão, mais desejo de aproveitar cada instante de prazer que eu poderia provocar. Ele se contorcia a cada toque, a cada sensação. Abri brevemente os olhos e ele estava com um sorriso prazeroso enfeitando seu rosto... ah, ele estava gostando... mas eu não queria parar, lambi e suguei suas bolas, enquanto massageava seu penis com a minha mão. Mas eu não queria que ele gozasse já... queria que gozasse junto comigo! 

 

Fui subindo, até chegar ao seu pescoço novamente, deitando meu corpo sobre o dele e estendendo a mão direita para a gaveta da minha mesinha de cabeceira, de onde tirei o gel. Passei um pouco em meus dedos e o penetrei, suavemente, enquanto escutava seus gemidos e admirava seu rosto.

 

- Está gostando? – perguntei. 

 

- Uhummm... – respondeu, mordendo o lábio inferior e encontrando meus olhos com os seus. Não segurei! Um sorriso de satisfação se formou em meus lábios. – Você vai continuar me torturando assim? – Sussurrou.

 

- Está sendo uma tortura pra mim também... – continuei o penetrando com os dedos, enquanto ele arqueava o tronco ao senti mais fundo. – Eu não estou conseguindo me segurar... – sussurrei ao seu ouvido. 

 

- Então, vem! – voz manhosa, me chamando para penetra-lo.

 

Eu não poderia rejeitar  esse convite. Deslizei os meus dedos para fora e peguei o gel, passando bastante em meu penis. Me posicionei sobre ele. Hoje eu queria transar olhando em sua face! Fazê-lo gemer! Ver seu sorriso! 

 

Encaixei meu penis em sua entrada, só a cabecinha. Ele estava de olhos fechados, mas deu um riso de canto quando me sentiu. 

 

- Vem... vem com tudo! – sussurrou. 

 

- Eu... eu não quero te machucar! – respondi baixinho, meu rosto bem próximo ao seu. Ele abriu os olhos e sorriu. 

 

- Não vai! Eu quero te senti! Vem! – pediu novamente. Então, eu o fiz! Empurrei lentamente, o vendo gemer deliciosamente. – Mete com força... – sussurrou, com aquela voz rouca que me enlouquecia. Ahhh, eu já não estava mais conseguindo me conter... perdi a cabeça e o controle. Comecei a estocar cada vez mais forte, rápido.

 

- Ahhhhhhhh- gritou! Nunca ouvi ele gemer tão alto. – Mais... mais rápido! – pediu e eu obedeci. O tesão tomou conta de mim... seu penis junto com meu abdômen, meu quadril batendo com força junto ao seu... não pensei... só fiz... o beijei com intensidade e ele retribuiu, na mesma força e velocidade das estocadas e... uhmmmmm... gemeu com nosso beijo e senti o seu penis pulsar... mais um pouco, mais um pouco e ahhhhhhh... gritei também! Mais uma, mais uma, duas, três... me derramei por completo dentro dele. 

 

Eu estava ofegante e ele também e com o maior sorriso que eu já tinha visto em sua face. A sensação de satisfação ao vê-lo assim foi imensa.

 

- Você foi incrível! – falou, quando eu me deitei ao seu lado, após eu sair de dentro dele e desamarrar suas mãos. Então, ele se aconchegou junto a meu corpo, repousando seus cabeça em meu ombro, de forma que eu estendi o meu braço ao seu redor. 

 

Mas apesar de eu estar muito feliz, eu ainda estava preocupado... eu perdi a cabeça... eu usei muita força. 

 

- Você está bem? – perguntei, acariciando seu cabelo. Ele elevou seus olhos até mim. 

 

- Nunca estive tão bem! – aquela voz rouca que me fazia perder a cabeça. 

 

- Não é disso que eu estou falando! – beijei sua testa – eu quero saber se eu não te machuquei... se você não está dolorido? – perguntei. Senti uma dor no peito ao imaginar que eu coloquei o meu prazer acima dele.

 

- Um pouco... – se ajeitou, envolvendo suas pernas nas minhas. Senti uma agonia tão grande... eu o machuquei!? – Mas... foi muito bom... – aproximou ainda mais seu rosto do meu e nossos olhos se encontraram – a mistura de prazer e dor fez o meu gozo ser ainda mais intenso... – confessou. 

 

- Você não está falando isso só para eu me sentir melhor? – perguntei, ainda duvidando.

 

- Eu estou falando sério! Eu... eu gosto de você todo carinhoso, mas... mas eu gostei que você me pegou com força, hoje... parece que eu fiz você perder o controle e ... eu adorei isso! – falou.

 

Um beijo aconteceu e eu não sabia se eu me sentia honrado por ter provocado essas sensações ou arrependido por ter o feito sentir dor. 

 

- Te amo! – afastou nossos lábios. – Te amo tanto! – nossos lábios se encontraram novamente e eu já estava prestes a perder o controle de novo...

 

Passamos a tarde na cama . Eu quis dar todo o carinho do mundo pra ele, já que hoje eu não tinha sido tão cuidadoso como de costume. Ele relaxou  em meus braços e tiramos um cochilo, depois que acordamos, tomamos um banho delicioso juntos. Adoro a pele dele molhada...

 

5:15hs da tarde e o celular dele vibrou. Uma mensagem apareceu na tela. 

 

“Filho, me manda o endereço para eu te buscar! Eu vou no treino junto com vcs, lembra?” 

 

- O meu pai vai vir nos buscar para ir com a gente no treino! – ele comentou, enquanto respondia a mensagem. 

 

- Você vai conseguir treinar? – perguntei, ainda preocupado. Ele riu. 

 

- Você fala como se eu tivesse quebrado um braço ou uma perna! Eu estou bem! Já passou! – estendeu o braço e acariciou minha face. 

 

- Se o seu pai soubesse o que eu fiz com o filho dele... – dei um olhar maldoso e ele riu ainda mais. 

 

- Ele diria pra você fazer tudo pra me agradar, afinal, eu sou o filho preferido dele! – brincou. Eu ri alto também. 

 

Tirei a nossa louça  da mesa e deixei na pia. Daqui a pouco, meus pais chegariam e o café já estava posto pra eles. 

 

Buzina. Saímos e eu não consegui disfarçar... o pai dele deveria imaginar o que passamos a tarde fazendo juntos... eu estava fervendo... rosto vermelho... 

 

- Oi, filho! Boa tarde, Leonardo! – falou, assim que entramos no carro. 

 

- Boa tarde... – falei, sem graça. 

 

- Rafa me contou que está te ajudando bastante com a matéria de matemática! – puxou papo. Não era isso que ele pensava que estávamos fazendo, era? 

 

- Ele é muito bom em matemática mesmo! É um ótimo professor! – falei, ficando mais vermelho ainda. E não era bom só nisso... 

 

- Isso eu não posso negar! O Rafael é ótimo em tudo o que faz! – falou, orgulhoso. Ah, se ele soubesse que tem bem mais coisas que ele faz...

 

Olhei para ele, no banco da frente e ele tentava disfarçar, trocando as músicas na rádio. Um riso bobo se formou em minha face  sem eu perceber... 

 

- E os treinos, são puxados? – perguntou ao filho. 

 

- As vezes... – Rafael respondeu.

 

Eu só os observava, conversando tranquilamente sobre o vôlei, como se nenhum conflito tivesse acontecido anteriormente. 

 

Chegamos. Fomos até a quadra e o professor já estava lá com alguns garotos. Apresentamos o pai do Rafael e o professor ficou feliz em saber que os pais dele  tinham jogado pelo time da escola a anos atrás. 

 

- Caraca, Rafael! Seu pai é a sua cara! – Murilo, indiscreto, já se aproximou de nós. 

 

- Acho que é ao contrário! O Rafael é a minha cara! – Eros respondeu, brincalhão, estendendo a mão pro Murilo. 

 

- Desculpe o erro! – Murilo riu. 

 

Fomos treinar e o Eros se acomodou na arquibancada. Nunca vi o Rafael jogar tão solto, tão feliz, tão disposto. Levantamentos perfeitos, bloqueios duplos comigo e triplos com o Murilo junto, bolas quase perdidas, que ele salvou. Realmente, hoje ele estava radiante, não sei se por ter passado a tarde comigo e feito aquele sexo incrível ou por seu pai estar assistindo. 

 

Apito final e todos aqueles jogadores suados indo pro vestiário.  Senti um braço pousar sobre meu ombro.

 

- Vamos treinar mais um pouco! Ainda estou no gás! – Murilo falou, todo animado. 

 

- Chama o seu pai, Rafa, pra bater uma bola com a gente! – sugeri. Quando ele se virou para o pai, ele já estava vindo em nossa direção. Tirei o braço do Murilo de mim e joguei uma bola pra ele.

 

- Eu estou meio enferrujado, mas acho que consigo lembrar como fazer uma recepção! – seu Eros se aproximou, animado.

 

Formamos um círculo e ficamos ali, brincando por alguns minutos, até o professor nos chamar.

 

- Murilo, sua mãe está aí na frente! – gritou, entrando novamente na quadra. 

 

- To indo! – gritou – adorei conhecer o senhor! – veio apertar a mão do seu Eros e se despediu de nós. 

 

- Vamos, rapazes! Você quer ir lá pra casa, Leonardo ou quer que eu te deixe na sua casa? – me perguntou.  Fiquei sem graça, não queria incomodar, mas sabia que ele passaria lá perto mesmo. 

 

- Eu vou pra casa agora... – falei. 

 

- Vamos, então! – Rafael colocou sua mão em minhas costas e eu estremeci ao senti seu toque por um breve momento. Ah, como eu queria ter coragem de abraçá-lo, mas seu pai e o professor estavam ali. 

 

Nos despedimos do professor, que ficou trancado a escola e fomos para o carro. Ao entrarmos, perguntei.

 

- O que achou nosso time, seu Eros? – nos sentamos no banco de trás e fechei a porta. 

 

- Vocês são muito bons! Aquele amigo de vocês, Murilo, não é? Joga muito também! – falou. 

 

- O Léo e o Murilo são os maiores pontuadores do time, pai! – comentou, sorrindo e se virando pra mim.

 

Vi o Eros nos olhar pelo retrovisor e sua voz saiu séria... preocupada.

 

- Ele sabe de vocês? – perguntou, voltando a olhar para a rua.

 

- Ninguém sabe, pai! – Rafael respondeu. 

 

- Mas logo vão saber!- congelei com suas palavras... um soco atingiu meu estômago. – Eu observei vocês da arquibancada e pode ser que ninguém tenha percebido nada ainda por que não sabem, mas eu vi que vocês se olhavam de um jeito diferente, até para comemorar o ponto, entre vocês era diferente do que com os outros... – falou. 

 

Eu e o Rafael nos olhamos. Estávamos dando tanta bandeira assim? Isso incomodou o pai dele? 

 

- Sabe, eu não me importaria que os outros soubessem, desde que vocês não sofram com isso, mas, e vocês, estão prontos para suportar a pressão se o namoro de vocês se tornar público? – voltou a nos observar pelo retrovisor. 

 

Eu não sabia o que falar... estava atônito. O pai dele não se importava? Não queria esconder o filho? Senti a mão quente do Rafael pegar a minha. Nossos olhares se cruzaram por uns instantes e depois ele voltou a olhar para o pai, pelo retrovisor. 

 

- Pai, agora eu não tenho mais medo... eu não estou mais sozinho... e eu...eu  tenho as pessoas que mais amo ao meu lado! 


Notas Finais


Léo está tendo cada vez mais pensamentos pervertido... e realizando eles... 🙈

Papai Eros é muito observador...

E o que podemos esperar agora do Murilo e da Júlia? Palpites?


Aguardo os comentários de vcs 😉😏


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