História Anjo de olhos verdes - yaoi - Capítulo 35


Escrita por:

Visualizações 74
Palavras 2.701
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Antes de falar desse capítulo, quero explicar um pouquinho mais sobre o Rafa!

Tudo nele o leva a querer ser passivo, mas claro q é uma questão psicológica e também varia de acordo com o momento, mas em feral, ele gosta de cuidar, de proteger, de se doar e isso aparece até mesmo na posição q ele escolheu para jogar, preferindo “servir, -ajudar” do q ser o protagonista! Espero q vcs entendam melhor esse meu garotinho agora.


E hoje tem um pouco de tudo, com uma pitada de ciúmes é um descuido histórico do Léo...

As vezes, a gente acaba se acomodando e relaxando com algumas coisas... e... vamos ver o q vai acontecer! 😊

Capítulo 35 - Ciúmes


Fanfic / Fanfiction Anjo de olhos verdes - yaoi - Capítulo 35 - Ciúmes

Sexta-feira, de manhã, chegamos ao colégio juntos e como já estava quase na hora do sinal, fomos direto pra sala, mas no corredor, algo nos chamou a atenção e não sei se isso era bom ou ruim... Júlia estava nos braços do Lucas, mais do que geralmente... eles estavam muito próximos, então, quando o sinal tocou, eles se beijaram... ah, ela havia cedido... senti um aperto no coração! Não era ciúmes! Queria que ela fosse muito feliz, mas não sei se isso seria possível com ele... fiquei observando a cena e senti um olhar me fuzilar, mas não era o Lucas...

 

- Léo, o que foi? – Rafael me perguntou, sério. Ele também tinha visto a cena... todos tinham... bem no ponto cego entre as câmeras de segurança do corredor...

 

- Nada... – tentei disfarçar, sorrindo pra ele.

 

- Você está com... ciúmes? – senti a dor na voz do Rafael.

 

- Não! Não! Não é isso! Por favor, não entenda errado! – me esforcei para tentar convencê-lo. – É só que eu tenho medo por ela... – falei, com pesar. Ele tirou seus olhos dos meus e levantou a cabeça, fitando o teto, enquanto entrávamos na sala.

 

- Essa história tá furada, Leonardo! Ela já é bem grandinha e sabe o que faz! Não precisa ser protegida... ela é livre pra fazer o que quiser, não tem dono, não pertence a ninguém! – voltou a me encarar. Essa postura, o tom sério em sua fala me lembraram o pai dele... muito parecidos... - e ela é que vai arcar com as consequências dos seus atos, não você! – sua voz com uma pontada de raiva se calou e ele foi, sem olhar para trás, mãos nos bolsos, cabeça baixa, se sentar em seu lugar. 

 

Ah, que droga! Ele entendeu errado... Tudo errado e agora estava bravo comigo... mas ele tinha razão! Toda a razão! Eu deveria deixar a Júlia em paz, não interferir nos relacionamentos dela, mesmo que fosse na intenção de protegê-la! 

 

E agora? O que eu faria para me desculpar com o Rafael?

 

Fui para o meu lugar, ainda o observando. Ele sentou, jogou a mochila em baixo da mesa, pegou o caderno e abriu, mesmo sem nem ao menos o professor ter entrado na sala. Seu rosto estava fechado,  de um jeito que eu nunca vi antes. 

 

- Pensa rápido! – ouvi o grito do Murilo e uma bolsa enorme voando em minha direção. Consegui pega-lá no ar ainda. – ah, garoto! Já trouxe minhas coisas para ir pra tua casa a tarde! – falou, enquanto se aproximava de mim, junto com a Amanda.

 

- Você vai dormir lá em casa ou se mudar pra lá? – perguntei, devolvendo a mochila pra ele. 

 

- Até que não seria má ideia! Adoro o pudim da tia Ana! – brincou. Ah, eu não estava com ânimo para brincadeiras e eles foram para os seus lugares. 

 

O professor chegou e eu não teria mais chance de tentar desfazer esse mal entendido. Oração e três aulas em que eu agonizei, o vendo na mesma posição, sem me olhar, sem dar aquele sorriso de canto, sem colocar a caneta na boca e fingir que eu não estava vendo o quanto ele estava sexy... ahhhhhhhh, Leonardo! Você só faz merda! 

 

Sinal. Recreio. Eu iria esperar todos sairem para ir falar com ele, já que ele também parecia estar sem pressa de sair, mas o Murilo se adiantou. Foi até a carteira da Amanda e já perguntou, enquanto abraçava a namorada.

 

- O que aconteceu, Rafa? Que cara de enterro é essa? 

 

Resolvi cruzar a sala e me aproximar para ver onde essa conversa iria dar. 

 

-Eu só fiz uma coisa muito errada... eu... – continuava a fitar as mãos sobre a mesa, sem olhar para nós três – eu acho que preciso aprender a controlar o meu ciúme... e acho que por isso acabei magoando a pessoa que eu amo... – sua voz fraca era cheia de sofrimento.

 

Suas palavras me atingiram em cheio... ele estava se sentindo culpado e não me culpando...? ele é que  estava certo e eu errado e mesmo assim,  ele se sentia culpado por isso!? Ah, Leonardo, você está fazendo o Rafael sofrer! O que eu faço? O que eu posso fazer aqui? Queria tanto abraçá-lo e pedir desculpa, falar que ele não tem culpa de nada e que eu estava errado, mas eu não podia... e essa dor no meu peito não iria passar enquanto eu o visse com essa tristeza o tomando. 

 

Quando achei que ele iria ficar ali, paralisado, a Amanda se abaixou na frente dele e pegou em suas mãos.

 

- Rafa, é normal sentir ciúmes e é a forma que as pessoas tem de demonstrar o seu sentimento pela outra! Eu sinto muito ciúme do Murilo, às vezes, por causa do jeito extrovertido dele, que é alegre e simpático com todo mundo, mas isso não pode ser algo ruim, desde que não seja algo que nos torne possessivos em relação  ao outro. – ela falava com a voz carinhosa e ele a observava. 

 

- Eu acho que eu posso tentar me controlar, até por que foi com uma pessoa que é quase da família e... – suspirou – ... eu estou me sentindo muito egoísta... – continuava com a voz triste e o rosto abaixado... ele não me olhava.

 

- Ah, Rafa! Ânimo! Não se preocupe! Ela vai te perdoar! – Murilo, todo expansivo já o agarrou pelo pescoço e bagunçou o seu cabelo. Até vi um riso se formar em seus lábios e seus olhos se encontraram com os meus. – Vamos descer agora! – o soltou e foi até a namorada. 

 

O Rafael começou a se levantar e eu o esperei, e então saímos a passos lentos, esperando o casal se afastar. 

 

- Rafa... eu quero me desculpar com você! Você tem toda a razão, eu não devo me preocupar... a Júlia sabe o que faz... – o encarava, esperando por sua reação.

 

- Eu é que não deveria ter levado tão adiante esse meu ciúme bobo... eu sei que vocês se conhecem desde crianças e eu é que cheguei agora... me desculpe, eu vou tentar me controlar...- falou, sem me olhar nos olhos, fitando o chão. 

 

- Rafael, sabe o que eu estou com vontade de fazer agora? – perguntei. Ele me olhou, assustado, parando em frente à escada. – te empurrar contra a parede, te agarrar e dar o melhor beijo que você já teve na vida! – sussurrei, com minha boca próxima a seu ouvido. Não tinha ninguém no corredor, todos já haviam descido, mas a qualquer momento o Jair passaria trancando as salas, então não poderíamos nos arriscar. 

 

Um sorriso de canto se formou nos lábios deve, enquanto eu afastei meu rosto do seu. 

 

- Você me deixou cheio de vontade agora! – me encarava  com aquele olhar de desejo que só eu sabia o que significava. 

 

Algo se aqueceu dentro de mim... a excitação começou a tomar conta do meu corpo  e quando nossos rostos foram se aproximando... barulho de chaves. Droga. Nos afastamos e logo vimos o Jair subindo as escadas.

 

- Vamos logo pro recreio! Depois ficam reclamando que não deu tempo de fazer nada! – já falou.  Obedecemos. 

 

Ao chegar ao pátio, já avistamos o Murilo com a Amanda em um dos bancos e a Júlia abraçada com o Lucas, encostado na mureta da cantina. Engoli a seco e percebi que o Rafael me observava. 

 

- Você está preparado para ser um príncipe hoje? – perguntei, desviando meus olhos do Lucas, que já nos encarava com a cara de ódio de sempre. 

 

- Eu já sou um príncipe, não percebeu ainda? – perguntou, debochando e rindo.

 

- ah, claro que sim, vossa alteza! – ri mais ainda. Ele me tirava do sério e eu tinha que me esforçar para não dar bandeira... mas como eu gostava de ficar observando cada centímetro do seu rosto. Me perdi por alguns segundos em seus olhos, quando o Murilo nos chamou.

 

- Léo, tá tudo pronto pra virarmos a noite jogando, hoje? – perguntou. Voltei meus olhos pra ele.

 

- Está! Minha mãe comprou um monte de salgadinho e energético pra você, já que eu vou ficar de dieta, só pra variar! – respondi, despretensioso.

 

- E você, Rafael, não quer virar a noite jogando Xbox com a gente? – perguntou. Eu virei meus olhos para ele e observei sua reação.

 

- Seria uma honra, mas por hoje serei um príncipe! – respondeu com toda a educação possível e um sorriso discreto. 

 

- Hum... um príncipe! – Murilo debochou.

 

- É que eu tenho uma festa de 15 anos hoje, então vai ter que ficar pra próxima. – respondeu. – mas eu espero que vocês se divirtam bastante sem mim! – concluiu. Será que só eu senti uma ponta de ironia em sua fala... ele estava com ciúmes do Murilo também? Ah, ele era muito ciumento e, quer saber, eu tava até gostando! 

 

Subimos para a sala depois que tocou o sinal, mas só perdemos tempo. A professora de arte passou mal – de novo! – e teve que sair. Aula vaga e nenhum professor estava usando a quadra, então fomos liberados para jogar. 

 

Partida de times mistos, com os garotos e garotas que jogavam pelos times da escola, mas os meninos tiraram a mão, já que uma cortada minha ou do Murilo, se acertasse o nariz de uma delas, faria um bom estrago. 

 

Passamos a aula toda jogando e quando o Jair nos chamou para subir, estávamos suados. Nem contamos quanto que deu o jogo, foi só para brincar mesmo, mas as brincadeiras sempre tem consequências.

 

Como de costume, o Rafael usava uma regata branca, bem justa e colada ao corpo, por baixo da camiseta do uniforme e, como de costume, tirava essa camiseta e ficava com a regata, toda suada e quase transparente a mostra. Eu tinha quase certeza que ele fazia isso só pra me provocar, mas não era só a mim que ele acabava provocando! Quando estávamos saindo da quadra, vi na arquibancada a Micaela e a Beatriz cochichando com a Júlia, enquanto nos olhavam. A Júlia riu e não comentou nada, mas eu tive a certeza que era dele que estavam falando. Respirei fundo e ignorei. 

 

- Que que isso, Rafa! – Murilo já veio colocando seu braço no ombro do Rafael. 

 

Droga! A regata deixou a mostra o chupão que dei nele ontem...

 

- Ah, isso? – formou-se um sorriso ao olhar o próprio ombro e ver a marca. – É que ontem eu estive um tanto quanto... amarrado! – afirmou com sorriso vitorioso, me olhando enquanto o Murilo abraçava a Amanda, que veio até ele junto com a Júlia. 

 

- Hum... o namoro do nosso amigo anda quente! Selvagem! – debochou e as meninas não entenderam do que ele tava falando.

 

- Do contrário! Eu diria que até bem gelado! E, por enquanto, não está selvagem! – Ainda com aquele sorriso vitorioso e eu não aguentei, dei uma gargalhada. Ah, se eles soubessem! 

 

- E você, Júlia, não tem mais tempo pra gente, só pro Lucas! – Murilo mudou de assunto.

 

- Eu sempre vou ter tempo pros meus amigos, seu bobo! – deu uma cotovelada nele. A Amanda, sempre discreta, só ria com os comentários que saiam e eu fiquei na minha. Não quis estragar o momento descontração. Era tão bom estar entre amigos e ver todos felizes... e o meu amor também. 

 

Almoçamos juntos, na casa do Rafael, já que ele não voltaria para aulas da tarde,  porque tinha que tirar umas fotos com a debutante antes da festa e a mãe dele estava precisando passar a tarde no salão. Engoli a seco e respirei fundo ao pensar no Rafael com uma garota! Mas eu não daria o braço a torcer e nem daria bandeira do meu ciúme, ao invés disso, dei uns amassos nele bem rapidinho enquanto o pai dele foi terminar o almoço e eu fui “ver o seu terno” no quarto dele. Mal esperava até vê-lo vestido com ele e depois tirar peça por peça... há, não fica excitado, Leonardo! Vocês não estão sozinhos! 

 

Foi difícil ver a dona Joana na cadeira de rodas, mais difícil ainda foi vê-la, ainda com dificuldade, falar que gostou de ver que eu e o seu neto éramos amigos. Um silêncio constrangedor se fez e acho que a enfermeira dela percebeu que eu e o Rafael nos entreolhamos quando ela falou isso... 

 

Infelizmente, tive que voltar pro colégio enquanto ele ficava lavando a louça e alguns pensamentos sórdidos passaram pela minha cabeça, mas não seria hoje que eu poderia realizá-los. Droga! 

 

As aulas da tarde se arrastaram e, apesar de eu estar rodeado de gente, me senti sozinho. Murilo com Amanda, Júlia com Lucas e eu na biblioteca durante o recreio...

 

A última aula terminou e o Murilo se despediu da Amanda e me acompanhou até em casa. Meus pais já tinham chegado e sempre receberam o Murilo muito bem, e não estranharam a ausência do Rafael, já que eu havia avisado da festa de debutante. Lá pelas 19hs, meus pais saíram. Foram jantar na casa do prefeito. Tá bom que eu acreditei! Era mais uma reunião do partido, só que com a desculpa de jantar para as esposas não ficarem bravas, embora que tivessem duas vereadoras também na lista de presenças frequentes nesses jantares. Eu sempre pulava! Não gostava de ouvir os papos de política, mas o Murilo já se ofereceu para da próxima vez ir junto. Até que ele gostava disso! 

 

Enfim, ficamos só eu e ele, com um monte de Cheetos, Doritos e energético pra ele e barrinhas de cereal pra mim... que droga! Pelo menos, minha mãe deixou dinheiro para uma pizza. 

 

Enjoamos de jogar FIFA e o Murilo colocou um outro jogo para baixar, de tiro, daqueles do tipo que eu detestava, mas dane-se, não tava me importando muito com o jogo, estava mais de olho no WhatsApp. Rafael me prometeu enviar uma foto de terno e eu estava ansioso.

 

- Cara, você não acha que esfriou um pouco? – Murilo comentou. 

 

- Não! Você que é um trouxa, tomou banho e colocou regata e bermuda! – brinquei.

 

- Eu não sei se trouxe um casaco! – falou, pensativo.

 

- Pega no meu guarda-roupa uma calça e um casaco pra você! – falei. Ele era um pouco maior que eu, mas as minhas roupas serviam nele e sempre que ele vinha aqui em casa, podia pegar as minhas, assim como eu pegava as dele, quando ia na casa dele. Aliás, depois que a mãe dele se casou novamente e eles se mudaram, fiquei sem graça de ir lá, embora o padrasto dele seja bem gente boa. 

 

Murilo foi pro meu quarto, enquanto eu peguei meu celular. Mensagem do Rafael. Abri. Congelei quando vi a foto. Céus, como ele conseguiu ficar mais lindo ainda? Eu não tinha um adjetivo adequado para descrevê-lo! 

 

“Vou ficar com ciúmes de você estar tão gostoso assim sem mim para te vigiar aí” mandei. 

 

“Eu te chamei para me acompanhar” respondeu.

 

“Prefiro te ver assim de terno em outro momento!” Continuei.

 

Ah, eu estava babando, quando vi o Murilo sair do meu quarto, com uma blusa minha de moletom, mas ele estava estranho. 

 

- O que foi, Murilo? – perguntei.

 

- Nada, não! – respondeu seco e viu o celular na minha mão. – com que você tava falando? – perguntou, me olhando estranho. 

 

- Com o Rafael! – respondi sem pensar.

 

- Hum... é que pareceu que você estava com uma cara de bobo apaixonado quando eu saí do quarto! – falou, acusador. Essas palavras me atingiram de um jeito, que eu fiquei sem ação... não consegui reagir. 

 

Celular vibrou. Quando eu fui desbloquear para ver a mensagem...

 

- Me deixa ver isso! – Murilo arrancou o celular da minha mão tão rápido que eu não pude contê-lo.

 

- Me da isso! – pulei nele, mas já era tarde, ele me conteve com um braço, enquanto com a outra mão, deslizava a conversa. Não sei se deu tempo de ler o que estava escrito, mas a imagem com certeza ele viu. 

 

Consegui puxar o celular da mão dele e ele permaneceu paralisado, atônito na minha frente. O encarei! Não sabia o que fazer e nem o que falar... até que ele falou, quase num sussurro, me olhando olhos nos olhos.

 

- É você, não é? O tempo todo, era você! 


Notas Finais


Ahhhhhhhhh


Gritos e mais gritos!!!!


E agora? O que fez o Murilo falar e agir desse jeito?


Palpites?


Quero saber o q vcs acham!!!


Comentem muito!! 😉❣️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...