História Anjo de olhos verdes - yaoi - Capítulo 66


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Palavras 3.611
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ahhh, faz tempo que eu queria usar essa imagem! É muito fofa!

E hoje, tem fofura, tem amor, tem motel e tem o Léo com cara de tacho, achando que estava enganado o Rafa! 🤣🤣🤣🤣


Vamos ver no que isso vai dar!?

Capítulo 66 - Algemas


Fanfic / Fanfiction Anjo de olhos verdes - yaoi - Capítulo 66 - Algemas

- Quais são seus planos para hoje, à noite? – perguntei ao pé do seu ouvido, enquanto ele mexia o molho fungi para o macarrão. 

 

- você quer mesmo que eu te diga agora? – me olhou, malicioso. Dei uma leve risada, o olhando de canto.  – Eu quero beijar todo o seu corpo, quero te fazer gemer de prazer, quero dormir nos seus braços... – sussurrava, me provocando arrepios. 

 

Droga, me deixar excitado, no meio da cozinha, com toda a família dele em casa, não era uma boa ideia. 

 

- Não me provoca! – ameacei. 

 

- Por que? – me desafiou – Vai me arrastar pro quarto e me arrancar gritos de prazer antes do jantar? – seu olhar provocante me deu realmente vontade de fazer isso. Ri alto. 

 

- Vontade não falta, mas por enquanto, não posso! – falei, rindo.

 

- Garanto que ninguém aqui em casa vai achar ruim! – continuou provocante. 

 

- Bobo! Eu sou um cara comportado! Não farei nada muito exagerado na presença dos meus sogros e dos meus cunhados! – respondi, o encarando com um sorriso safado. 

 

- Ainda bem que o jantar está quase pronto e depois, eu não quero desculpas! – desligou o fogo  e levou o molho para a mesa. 

 

Será que eu teria coragem de chamar o Rafa para ir num motel como a Tamires e o Gabriel tinham sugerido? 

 

E se o Rafa aceitasse? Se ele pegasse um dos carros para me levar no motel, eles saberiam onde estávamos indo... eu... eu teria coragem...?

 

Esse assunto ainda era um tabu pra mim! Por mais que eu fosse livre para fazer tudo com o Rafa, falar sobre isso com os outros era estranho! Com o Murilo, eu brincava e provocava, só pra ver ele ficando constrangido e irritado, mas falar disso com outras pessoas, com meus cunhados, era muito desconfortável! Eu ainda não conseguia me sentir tranquilo ao saber que eles saberiam o que nós dois faríamos... sexo não era um assunto que eu conseguia tratar casualmente, mas para o Rafa, era normal, para sua família era normal, eu é que ainda não tinha me acostumado e não sei se algum dia eu  conseguiria me acostumar. 

 

O Rafa foi chamar os pais no quarto, enquanto o Gabriel e a Tamires, que estavam na sala já vieram para a mesa. 

 

Não tocaram nesse assunto, mas eu sabia que havia uma pequena expectativa no ar! 

 

Quando o Eros e Laura chegaram na mesa, estava claro que ela estava ainda exausta, mas não tinha traços que havia conseguido descansar e o marido se mostrava  preocupado.  Ela já estava de roupão e parecia ter ficado um bom tempo na banheira do quarto deles. Eros agradeceu ao filho pelo jantar e ainda se desculpou por não ter ajudado. Aliás, o jantar estava maravilhoso e a conversa fluiu, mas era nítido o esforço que a Laura fazia para parecer bem.

 

Terminado o jantar, me apressei a  tirar a louça da mesa, mas a Tamires não deixou eu continuar. Caminho livre para que nós fôssemos para o quarto. 

 

Tomei um banho e fui me deitar. Deitar é modo de dizer. O que eu queria fazer, era bem melhor do que dormir! 

 

- Demorei? – perguntei, assim que entrei no quarto.

 

- Não! – se ajeitou na cama, se sentando e colocando o celular sobre a mesinha de cabeceira. Fui até ele, enquanto  recebia um sorriso adorável pelo caminho. 

 

Frio na barriga! Eu queria falar, mas não sabia qual seria sua reação. 

 

- Rafa, eu queria pedir uma coisa pra você! – falei, sentado a sua frente, na cama, fitando minhas mãos... – eu queria... queria... 

 

Ele percebeu que eu estava nervoso e acariciou a minha face, me lançando um olhar reconfortante, que encontrou o meu. Ah, aqueles olhos verdes.

 

- Pode falar! Eu faço tudo que você quiser! – sua voz macia me acalmou. 

 

- Eu queria ir num lugar com você! – consegui falar parte do que eu queria. Sua face se fez em interrogativa, aguardando eu dizer onde – Eu queria... ir num... num motel com você! - minha voz saiu fraca, falhada, enquanto eu o encarava. Um sorriso doce se formou. 

 

- Desde que nós começamos a namorar, que eu quero te levar num motel! – essa confissão me atingiu em cheio e eu não consegui disfarçar minha surpresa. – Você nunca tocou no assunto, então eu fui deixando pra lá, mas se você quer, vamos! – seu rosto se aproximou do meu e um beijo calmo, suave aconteceu. 

 

- Mas... mas temos que ir de carro... – suspirei, depois que afastamos nossos lábios. 

 

- O que você acha de irmos com o carro da minha mãe amanhã? – perguntou, tranquilo. 

 

- Você... você pegaria o carro dela emprestado pra gente ir? – questionei.

 

- Eu faço tudo por você, lembra!? – sorriu novamente, ainda com sua mão em minha face. 

 

Assim, eu não aguentava! O beijei novamente, mas dessa vez, não era só o beijo que eu queria, era mais! E nos amamos naquela cama, do jeito mais carinhoso possível. Ele todo entregue a mim, o meu corpo sobre o dele, meus dedos entrelaçados aos seus, os suspiros abafados entre os beijos e a paz que se seguiu assim que toda a explosão de prazer passou. E ele dormiu do jeito que eu mais amava, entre os meus braços, com meu peito por travesseiro. 

 

Acordei com o Rafa mexendo no guarda-roupa. Ele só de boxer, com algumas gotas de água ainda escorrendo por suas costas e seu cabelo molhado e bagunçado. Que visão do paraíso! 

 

- Bom dia, meu amor! – falei, me espreguiçando na cama. Ele se virou e veio até mim.

 

- Bom dia! – me deu um selinho – Te acordei? – perguntou, sorrindo. 

 

- Não foi você! Eu já dormi o suficiente! – respondi, tirando o edredom de cima de mim. – Todos já levantaram? – perguntei, sabendo que eu era sempre o último a acordar. 

 

- Já! Vamos tomar café ou quer que eu te traga na cama? – perguntou, solicito. Neguei. Eu não iria abusar mais da sua boa vontade. Nos arrumamos e fomos para a mesa do café, onde todos já estavam sentados. 

 

Demos bom dia a todos e nos sentamos lado a lado, de frente para o Gabriel e a Tamires. 

 

- Dormiram bem, meus amores? – Laura perguntou, sorrindo. Hoje ela parecia estar mais descansada. 

 

- Melhor impossível, mãe! – Rafa respondeu, colocando café na xícara. Senti  minhas bochechas ficarem vermelhas. Eu ainda ficava meio constrangido com esse tipo de comentário na frente da família dele, mas ele falou tão calmamente, que parecia ser a coisa mais normal do mundo. 

 

- E hoje é dia de jogo do Athletico! Vamos, Rafa?  Leonardo? – Eros nos convidou, todo empolgado – o Jogo vai ser às sete da noite! – explicou. 

 

Eu estava pensando em como negar educadamente, já que esse não era meu tipo de programa favorito, mas o Rafa se adiantou. 

 

- Pai, é que eu e o Léo queremos sair hoje à noite! – respondeu. Senti meu rosto ficar mais quente ainda. Tamires formou um sorriso de canto, enquanto Gabriel levantou os olhos brevemente para mim e depois voltou a olhar para a xícara que levava a boca. 

 

- Vocês querem uma carona, então? – Eros perguntou, atencioso.

 

- Na verdade, eu queria pedir o seu carro emprestado, mãe... – voltou sua face para a Laura. Não teve como não reparar na sua expressão de surpresa. 

 

- Ah, claro que sim, meu filho! – um sorriso largo se formou no rosto dela. – Quando você quiser, meu amor! Você sabe disso! – pegou a mão do filho e seus olhos pareciam brilhar. 

 

Eu continuava meio atônito. Tamires sorriu abertamente e agora e Gabriel deu um suspiro. 

 

- Leonardo revolucionando a vida do meu irmão! – zombou. 

 

Deixei escapar um riso sem graça. 

 

O assuntou morreu aí e o Eros voltou a falar de futebol. 

 

Senti um alívio tão grande ao perceber que ninguém iria perguntar onde pretendíamos ir. 

 

Depois do café, pai e filho foram para a cozinha, já preparar o almoço e eu fiquei os observando. Se saiam tão bem juntos na cozinha! Como podiam ter ficado sem se falar, se evitando por tanto tempo? Como o Eros poderia ter pensado que era melhor ignorar a verdade sobre o filho? E agora, eu estava ali, me sentindo parte da família e ajudando o Rafa a superar seus traumas. 

 

Sentei em uma poltrona, na sala, que dava pra ver os dois na cozinha e quando  peguei meu celular, um milhão de notificações e mensagens apareceram na tela, mas descartei  a maioria. Estava olhando, despretensiosamente os stories, quando uma mão puxou meu celular. Me assustei. Era a Tamires. 

 

Em silêncio e bem discretamente, ela abriu o navegador de internet,  sentou na poltrona ao meu lado e digitou. Senti meu coração parar quando ela abriu o site. Era de um motel. Ela me mostrou, ainda sem falar nada. Clicou em um nome no menu e abriu a imagem de uma suíte... 

 

Eu a encarei, abismado  e ela segurou o quanto pode um riso. Rolei meus olhos para a outra extremidade da sala e o Gabriel nos observava, com um sorriso maldoso, de canto. 

 

Ah, eles estavam me induzindo a levar o Rafa lá. 

 

Tamires me entregou o celular e rolou a página para baixo, aparecendo a descrição do que tinha no quarto. Céus, tinham umas coisas que eu nem sabia o que eram, quem dirá pra que serviam. 

 

Frio na barriga. 

 

- O que vocês estão aprontando? – Rafa perguntou da cozinha. Me assustei e apertei rapidamente o botão iniciar do meu celular, voltando para a tela dos aplicativos. 

 

- Estou mostrando pro Léo, o salão que faremos a recepção do nosso casamento! – respondeu da forma mais displicente possível. Eu nem acreditei quando ela falou. Gabriel soltou um riso abafado. 

 

Ah, eu iria enlouquecer com essa família. 

 

Tamires pegou meu celular novamente, abriu o navegador, apagou o histórico e só depois entrou no site do salão onde eles iriam fazer a festa do casamento. 

 

Céus, se essa minha cunhada quisesse matar alguém, ela poderia criar o plano perfeito, sem deixar as menores pistas para trás. 

 

Já que ela estava disfarçando, entrei no assunto e ela me contou algumas coisas sobre os preparativos, afinal, eu seria padrinho deles. Isso soava até engraçado. 

 

Depois do almoço, a família resolveu jogar Banco Imobiliário. Nem preciso dizer que números não eram o meu forte e perdi logo. Laura também não se deu muito bem. 

 

Depois de passarmos a tarde nesse programa bem família, fomos nos arrumar para sair. Nervoso, mais nervoso ainda. 

 

Antes de sairmos, a Laura, não deixando de se preocupar, perguntou se iríamos beber. Eu não podia por causa do meu estômago e o Rafa não bebia de qualquer jeito, depois, perguntou se voltaríamos tarde e a resposta do Rafa me deixou ainda mais nervoso. 

 

- Só depois que estivermos satisfeitos! – respondeu, pegando a chave e colocando a mão nas minhas costas, me conduzindo até a porta. Eu não tive coragem de olhar para ninguém depois do que o Rafa falou. 

 

Gabriel e Tamires sabiam onde iríamos, mas agora eu tinha certeza que a Laura e o Eros  também perceberam. 

 

- Acho que todos já sabem onde vamos... – comentei, em frente ao elevador. 

 

- De qualquer forma, eu sei que a ideia não foi sua! – me respondeu. Eu olhei para ele, incrédulo. Ele riu. Não tive como responder nada. E eu achando que estava tudo bem, que ele não iria suspeitar de nada... 

 

Ele entrou no carro calmamente e manobrou para sair da vaga apertada, já que o carro do Eros deixava pouco espaço para o carro também grande, da mãe dele. Saiu do estacionamento e chegou a rua. 

 

- Decidiu qual você quer ir? Quer ir no que a Tamires indicou? – perguntou. 

 

O que eu falo depois dessa? 

 

- Eu... eu... – não consegui responder. 

 

- Eu quero ir num que parece ser muito bom! É aqui perto! – falou. – Já até sei qual suíte pegar! - Comentou, entrando na via rápida que passava próximo ao prédio do apartamento dos pais dele. 

 

- Você andou pesquisando? – perguntei, tentando disfarçar. 

 

- Há muito tempo que quero te levar lá! – falou, sem tirar os olhos do trânsito. 

 

O Rafa era perfeito em tudo que fazia, até mesmo dirigir. Parecia que ele nasceu sabendo. Nenhuma distração, nenhum erro. Eu não esperava que ele dirigisse tão bem depois de meses sem conduzir um carro. 

 

O caminho que ele fez foi curto. Cerca de uns 10 minutos e chegamos a fachada imponente, com umas palmeiras em frente à um muro gigantesco, iluminado por canhões de luzes vermelhas e azuis. Na entrada, ele pediu pelo nome da suíte. A atendente indicou o caminho pelo interfone e ele seguiu, assim que o portão automático se abriu. Dirigiu pela ruazinha até chegar à suíte, que já estava com o portão aberto, nos esperando. Estacionou. 

 

Eu o encarei e ele se voltou para mim. 

 

- Você quer que seja aqui dentro do carro? – brincou. 

 

- Está engraçadinho hoje!? – respondi, rindo e já abri a porta do carro. Descemos. 

 

O Rafa abriu a porta do quarto e a nossa frente estava uma suíte com espelhos em todas as paredes e uma tonalidade avermelhada nas lâmpadas. Ao centro do quarto, uma cama enorme e ao lado, uma mesa, com algumas coisas em cima. Eu não sabia direito o que eram, mas parecia ter algemas, venda, chicote e umas coisas com correntes.

 

Estremeci. Senti um frio na barriga. Onde é que eu fui me meter? 

 

Rolei meus olhos para a esquerda e vi uma hidromassagem redonda enorme, com um box transparente ao lado e a direita, uma porta de vidro que parecia dar acesso a uma espécie de jardim particular, deixando transparecer a escuridão que começava a aparecer no início de noite. 

 

- Gostou? – perguntou, ao pé do meu ouvido, colocando suas mãos em minha cintura e se posicionando atrás de mim. 

 

- Eu... eu não sei ainda! – falei com a voz fraca – precisamos testar tudo primeiro! – afirmei, me virando pra ele e colocando minhas mãos sobre o seu peito. – Rafa, eu quero te pedir uma coisa! – o encarei, olhos nos olhos – eu sei que essa semana foi muito estressante pra você e você passou muita raiva... – falei, firme -... então, eu quero que você desconte toda essa raiva, todo esse peso que você está carregando sozinho, em mim! – conclui. 

 

- Por que você diz isso? – estranhou – eu estou bem!

 

- Eu sei que não! – minha voz saiu angustiada – Você guarda tudo pra si e quer passar uma imagem de forte, mas você deve estar muito cansado por tudo que aconteceu esses dias! – minha voz suave agora refletiu um movimento brusco, o empurrando contra a porta fechada – então eu quero que você relaxe e faça tudo que quiser comigo! – provoquei, roçando minha perna esquerda entre as suas. 

 

- Você tem certeza disso? – um sorriso safado se formou em seus lábios.

 

- Tenho! – respondi antes de beija-lo com urgência. Ele me segurou com força e me conduziu até a cama, me jogando sobre ela em um movimento rápido. 

 

- Sem censura? – perguntou, desafiador. Engoli a seco. Provoquei, agora vou ter que aguentar. 

 

- Nenhuma censura! – respondi, sussurrado. Sinal verde e eu com aquele frio na barriga. 

 

Ele se colocou sobre mim, me beijando com intensidade, enquanto tirava minhas roupas sem nenhuma cerimônia. Quando eu já estava sem nada, ele me encarou. 

 

- Vire-se! – mandou. Sua voz rouca e baixa me excitou. Obedeci, ficando de costas pra ele. O vi ir até a mesinha ao lado da cama, onde ele analisou os objetos que estavam lá. 

 

Medo. Agora eu estava com medo mesmo. Fiquei tenso e preferi nem olhar para o que ele iria escolher. Depois de alguns minutos, senti ele se aproximar, ainda sem coragem de me virar e então, ele me vendou. Uma venda escura e que me deixava completamente cego. 

 

Então era assim que ele queria? Hum... não seria tão ruim! 

 

Mas não era só isso. Ele pegou minhas mãos e as levou até sobre a minha cabeça e então, algo como algemas as prenderam na cabeceira da cama. Sem ver, sem me soltar. O que ele queria? Um misto de medo, excitação e desejo estavam envolvendo meu corpo. 

 

De repente, algo gelado, talvez um gel, tocou a minha nuca e ele foi descendo, provocando arrepios por toda a extensão da minha pele. Seu corpo se posicionou sobre o meu e sua respiração próxima ao traçado do gel me fez estremecer. E então, sua língua deslizou por onde esse líquido estava resfriando e o contraste trouxe calor. Ahhh, o que estava acontecendo comigo? 

 

Sua língua desceu por toda minha extensão e chegou ao meu quadril, onde, com suas mãos ele afastou minhas pernas, abrindo caminho para meu íntimo. 

 

 

Ahhh, o que foi isso? Ele me lambeu por inteiro e um beijo forte, misturado com uma sucção bem na minha entrada,  me fizeram gemer alto. O que ele estava fazendo me provocava um prazer torturante! 

 

Quando achei que ele iria parar, mordidas! Muitas mordidas pelas partes internas das minhas coxas... ah, me contorci! Não sabia se era prazeroso de uma forma boa ou ruim, só não conseguia me proteger! Estava vulnerável... mas, aos poucos, foi ficando só a sensação de que era bom, indescritível! 

 

Junto com as mordidas, senti chupões e arranhões por todo o meu corpo e não consegui parar de gemer. A sessão de tortura, que pareceu durar uns 15 minutos, chegou ao fim, mas eu ainda estava em seu poder  e a disposição completa dele, quando suas mãos giraram o meu corpo, fazendo eu ficar de frente pra ele, mesmo sem poder vê-lo.

 

Em segundos, senti dois dedos gelados entrarem lentamente em mim. Ahhhh, não pude deixar de arquear para trás, sentindo-o se movimentar dentro de mim, enquanto seus lábios foram até os meus. Quase me faltou ar de tão intensos que eram os seus beijos e suas mordidas em meus lábios e, sem se afastar um instante de minha boca, ele levantou minha perna esquerda, retirando seus dedos e me penetrando com seu membro, duro, quente, pulsante. 

 

- Ahhhhhhh... – gemi, gritei, não sei... só sei que um prazer mais intenso ainda me atingiu e eu me contorci  mais quando ele começou a estocar, fundo, forte, até nossos lábios se afastarem. Ele, então, pegou minhas duas pernas e as ergueu, na altura de seus ombros, estocando mais forte ainda. – ahhhhh. – tinha raiva, tinha fúria em cada estocada sua e eu pedi isso, eu queria isso e  não me arrependi nenhum segundo. Esse Rafael ardendo em chamas era o extremo oposto do Rafa carinhoso e dengoso de ontem, à noite e eu não sabia de qual eu  mais gostava.! 

 

Podia sentir as gotas de suor escorrendo pelo meu corpo e eu já estava ficando exausto, apesar do prazer se intensificando cada vez mais. E então, o senti pulsar dentro de mim... 

 

- Hummmm... – ele gemeu, estocando mais uma vez profundamente. O deixei terminar e então, seu corpo caiu ao lado do meu, ofegante. 

 

Eu achei que já havia acabado, mas não. Mesmo com toda a exaustão, ele  segurou meu membro, firme e começou a movimentá-lo. 

 

Eu ainda estava no escuro, preso e não conseguia reagir ao seu toque... logo, me contorci e todo aquele prazer intenso pulsou pra fora de mim. 

 

- Ahhhhh... – eu não consegui me segurar. 

 

Quando nossas respirações se alcançaram finalmente, ele me libertou! Tirou minha venda e as algemas. Meus pulsos ficaram levemente vermelhos e meus olhos doeram ao ver a luz novamente. 

 

- Me desculpe... acho que eu exagerei! – foi a primeira coisa que ouvi saindo da boca do Rafael depois dessa sessão de tortura tão prazeirosa.   

 

- Não! Você não exagerou! – falei, em agonia, vendo que ele parecia arrependido – Foi maravilhoso! – afirmei, acariciando seu rosto. 

 

- Eu... eu não devia ter feito isso... não vai mais acontecer... – falava como se estivesse confessando um crime de morte. 

 

- Vai, vai sim! – meu corpo se envolveu mais ao redor dele – vai, por que eu quero! Por que você quer! Por que a gente se ama e pode fazer de tudo um com o outro, sem culpa! – tentei ser o mais suave possível. 

 

Vi seus olhos brilharem ao se aproximarem mais dos meus. 

 

- Te amo! – ouvi a frase que eu mais gostava que saísse de seus lábios! 

 

Paz tomou conta de nós e por algum tempo, ficamos só curtindo a companhia um do outro, até que o Rafa sentiu fome e pegou o telefone. Pediu algo para o jantar. Uma massa com um molho de não sei o que. Quando os pratos chegaram, ele me chamou para ir até o jardim particular com o teto solar. Quando saímos porta a fora, vi que ali tinha um ofurô. O Rafa pensou em tudo! Jantamos e depois, relaxamos dentro do ofurô. Impossível ficar só nisso. E enquanto estávamos dentro da água, nossos corpos voltaram a se conectar, desta vez com o Rafa em meu colo, se movimentando de maneira lenta e progressiva, até não resistiríamos mais de tanto prazer. 

 

Pelo Rafael eu perdia a cabeça e encontrava um novo rumo. Por ele, eu faria tudo e seria tudo. Pra ele, eu me doava  e recebia o que fosse preciso. 

 

Mais uma vez, ele relaxou em meus braços e eu sabia que era só assim que eu seria feliz. 

 

- Rafa, como eu vou explicar pra Tamires que nós não viemos no motel que ela indicou? – perguntei, ao pé do seu ouvido. 

 

- Você não precisa explicar nada! Só diga que não importa o lugar, o importante é que você estava comigo! – sorriu, me dando mais um selinho. – Além do mais, podemos ir lá da próxima vez! – se ajeitou em meu ombro, ficando quase todo submerso. 

 

- Oportunidades não vão faltar! – completei. 


Notas Finais


Gente, me esforcei ao máximo para escrever esse capítulo, pois não queria perder a essência da fofura dos dois, mas vocês sabem que quando o Rafa perde a cabeça e se deixa levar pelo prazer, ele acaba com o Léo! E o Léo adoooooooraaaaaa!

Não sei se eu já comentei isso, mas o “membro do Rafa” é um pouco maior e mais grosso que o do Léo, em compensação, o Léo sente menos dor na penetração, enquanto o Rafa é mais “apertadinho”, se é que me entendem 🙊🙈

Bem, pelo menos foi assim que eu imaginei os dois.

E, embora o Rafa tenha a postura mais passiva, isso é uma questão psicológica e varia bastante do momento que eles estão vivendo e, claro, cada vez que eles mudam um pouquinho, as sensações se tornam mais intensas!

Não sei se vcs perceberam, mas eu prefiro coisas que “esfriam” ao invés das que “esquentam”... 😅

E agora que eu me abri toda com vcs, 😏 me digam, o que acharam?

Estou morrendo de saudades dos seus comentários!

Então, surpreendi? Foi um bondage a altura desse casal?

E por fim, mais uma pergunta, querem saber da primeira vez da Júlia e do Lucas?

Aguardo demais os seus comentários! 😉😏❣️


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