História Anjo de olhos verdes (yaoi) - Capítulo 49


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishounen, Crossover, Drabble, Ecchi, Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pela foto, da pra sentir o drama!

Preparados para odiar ainda mais o Lucas?

Capítulo 49 - Brinquedinho


Fanfic / Fanfiction Anjo de olhos verdes (yaoi) - Capítulo 49 - Brinquedinho

- Leva ela na Terezinha! Não dá pra ela voltar pra sala assim! – Rafa pediu. 

 

- Vem, Júlia! Vamos comigo? – chamei, tentando ser carinhoso. Senti ela negar com a cabeça,  segurando o choro, ainda em meu peito. Eu não conseguia esconder a minha face em uma mistura de agonia e ódio. 

 

- Você tem que levar ela, antes que ele venha aqui! – Rafa falou, preocupado. Eu olhei para o Lucas e ele ainda estava parado no mesmo lugar e quase todos os alunos já haviam ido para as salas. Olhei para o Rafa novamente e ele vez um movimento com os braços, me indicando o que fazer. 

 

A peguei no colo, ainda com sua face escondida em meu peito. Ela não resistiu. Estava em pedaços. 

 

- Vou pra sala e aviso o professor onde vocês estão! – Falou, sério e nos separamos, ele em direção a escada e eu em direção à sala da tia Tere. Entrei lá e ela já se levantou de trás da mesa.

 

- Meu Deus, o que aconteceu? – perguntou, vindo até nós. Júlia ainda não falava nada, só chorava. 

 

- Não sei... ela veio correndo até mim, chorando desesperada! – falei, tentando a colocar na cadeira em frente à mesa da tia Tere, mas ela se segurou em meu pescoço, não queria me soltar, então fiquei abaixado, junto a ela.

 

- Júlia, Júlia, olha pra mim! – Tia Tere tentou falar com ela, se abaixando ao seu lado,  na cadeira, ainda agarrada a mim. – você está com dor? – perguntou e recebeu um sinal negativo com a cabeça em resposta – então alguém fez alguma coisa com você? – o choro se tornou mais intenso... o desespero tomou conta dela. 

 

Tia Tere olhou pra mim, em interrogativa, mas eu não podia falar o que era, não cabia esse assunto a mim! Eu nem sabia direito o que aconteceu...

 

- Leonardo, o que você sabe? Me diz, que eu faço o possível para resolver! – Ordenou, se levantando. 

 

- Eu não sei o que aconteceu! Só sei que ela me abraçou desesperada e eu trouxe ela pra cá... – eu estava muito angustiado a vendo se derramar em lágrimas, em meio aos seus cabelos escondendo o seu rosto. 

 

- Eu vou pegar um chá para você se acalmar! – Falou, ameaçando  sair, mas a Júlia negou com a cabeça. 

 

- Eu... eu quero... ir embora!! – tentou falar, entre o choro. 

 

- Eu vou ligar para a sua mãe! – falou, indo pro telefone. Eu me adiantei e encontrei o número da mãe dela entre os meus Contatos e mostrei para a Terezinha, que ligou.

 

- Oi, dona Joelma! Eu sou a Terezinha, do colégio da Júlia. Ela está na minha sala e não está passando muito bem- falava, cautelosa – e ela pediu para ir pra casa... – fez uma pausa – Eu acredito que ela não está em condições de falar... 

 

Isso não iria adiantar! Só iria deixar a mãe da Júlia preocupada e não solucionaria o problema. 

 

- Terezinha, deixa eu falar com ela! – pedi. Ela me entregou o telefone. A Júlia me soltou e eu pude levantar e falar. – oi, tia Jô! A Júlia está passado por um momento ruim e não quer voltar para a sala! Eu acho melhor ela ir pra casa! – falei. 

 

- É por causa daquele garoto? O Lucas, não é?! – perguntou, preocupada. A Júlia não escondia nada da mãe. 

 

- Sim... 

 

- Léo, eu não sei o que fazer... vou entrar em uma cirurgia daqui uns dez minutos... não vou conseguir ir buscar a Júlia! Mas também não posso simplesmente mandar um Uber buscar ela... – falou, com a voz triste do outro lado da linha.

 

- Tia Jô, deixa eu levar ela pra minha casa então! Eu cuido dela até a senhora poder vir! – falei, tentando parecer confiável. 

 

- Léo, você pode fazer isso por mim? – perguntou.

 

- Claro que sim! Deixa comigo! – fitei a Júlia e ela estava com os braços em volta das pernas, sobre a cadeira, com o rosto escondido em meio ao cabelo. Combinei tudo com a mãe dela e desliguei.

 

- Eu vou levar a Júlia pra minha casa, tia Tere! – afirmei.

 

- Eu não posso deixar você sair, Leonardo! – falou, firme. 

 

- Liga pra minha mãe, por favor! A gente não pode deixar a Júlia assim! – implorei.

 

- Está bem! Mas eu sei que vocês estão me escondendo alguma coisa! – falou, rígida como sempre. 

 

Ela ligou para a minha mãe e eu expliquei o que aconteceu. Ela disse que não poderia nos buscar por que estava hoje em um bairro distante, na área rural, mas assim que terminasse, iria para casa. Me mandou levar a Júlia de Uber e avisar se acontecesse algo. Concordei  e ela pediu para falar com a Tia Tere. 

 

Resolvido tudo, mas a Júlia ainda chorava desesperadamente. 

 

- Eu já venho, Júlia! Vou buscar nossas coisas! – falei e dei um beijo no topo de sua cabeça. Ela permaneceu imóvel. 

 

Chamei o Uber e digitei a mensagem para o Rafael enquanto subia as escadas “vou levar a Júlia para a minha casa. Vá lá depois da aula, por favor!” Enviei. Cheguei na sala, falei com o professor e ele me autorizou a pegar o material da Júlia, que acho que a Amanda já tinha guardado na bolsa e peguei o meu material também. Fiz um sinal para o Rafael, mostrando o meu celular e ele entendeu. Pegou o celular dele e quando eu estava saindo, já senti o meu vibrar. “Ok. Cuida dela!” Vi, já indo para as escadas. 

 

Peguei a Júlia e fomos para a portaria. Quando o Uber chegou, saímos da escola e fomos em silêncio até a minha casa. Seu choro já estava controlado. Ao entrar em casa, a Júlia me abraçou novamente e se derramou em lágrimas. 

 

- Jú, agora chega! Você vai me contar o que aquele ogro te fez! – falei, firme. Ela só fez um sinal positivo com a cabeça, então, eu joguei as mochilas do lado da porta e a levei até o sofá. – Agora me fala! - coloquei minha mão direita abaixo de seu queixo, o erguendo. Seu rosto estava vermelho e bem inchado, sua expressão era de sofrimento. Sequei  as suas lágrimas com os meus polegares. Ela suspirou fundo e conseguiu levantar os olhos, até encontrar os meus.

 

- Eu... eu aceitei falar com ele... por que ele disse que estava arrependido de ter ido pra aquela viagem, com os primos... disse que deveria ter ficado comigo, mas se deixou levar e aconteceu o que aconteceu... – suspirou novamente, secando uma lágrima solitária. - Nós estávamos conversando normalmente e eu já estava disposta a deixar tudo para trás e voltar a ficar com ele, mas aí... – seus olhos transbordaram de novo e eu não aguentei ver minha amiga assim! A abracei novamente. Toda a dor e sofrimento dela me atingiam e eu estava agonizando junto a ela. 

 

Ela chorou mais um pouco em meu peito e então, recobrou o controle. Me soltou novamente, secou as lágrimas, respirou fundo e continuou.

 

- E então ele me disse que tinha uma condição para voltar a ficar comigo... – sua voz embargada, seus olhos vermelhos me mostravam o tamanho da agonia que ela sentia – ele queria que eu não falasse mais com você e com o Rafa... – segurou o choro novamente.

 

- E ... o que você disse...?  – sussurrei, ainda atônito depois do ela contou. 

 

- É óbvio que eu disse que isso seria impossível! Que vocês eram os meus melhores amigos! – seu tom de voz se elevou – e então ele perguntou quando eu iria deixar de ser um brinquedinho nas suas mãos! – sua voz estava raivosa agora. 

 

- Como assim, brinquedinho? – perguntei, tentando não entender o que ele disse.

 

- Léo, ele acha que eu sou um brinquedo pra você! Que é só você estralar os dedos que eu vou correndo pra você! – Estava furiosa agora.

 

- Ele está louco! Ele acha que eu... eu uso você, é isso!? – perguntei, incrédulo.

 

- Na cabeça dele, eu e você temos uma – fez aspas com os dedos- “amizade colorida”! Ele acha que eu demorei a ficar com ele por que estava com você ainda! Ele até achou que eu estava usando ele pra fazer ciúmes pra você e que quando percebi que não estava funcionando, eu desisti de você! – despejou todas essas teorias doidas do Lucas. 

 

- Eu não acredito! Era por isso então que ele sempre me olhava com tanta raiva?! – conclui. 

 

- E tem mais, Léo! Ele acha que aquele dia, no shopping, eu fiquei com você e por isso ele ficou com várias garotas e bebeu um monte na oktober! – se esforçou para não chorar – ele ainda pôs a culpa em mim pelo que ele fez! – estava indignada. Ela não conseguiu se segurar mais. Novas lágrimas correram – você tem ideia de como eu estou me sentindo, Léo? – se desesperou novamente. A puxei para meu peito e a abracei – eu estou me sentindo um lixo! – senti toda a tensão do seu corpo se refletindo em sua fala – ele me acha uma qualquer! Uma garota fácil, que fica com qualquer um por ficar! Será que ele não me conheceu o suficiente nesse tempo que a gente ficou junto pra saber que eu não sou assim? – sua voz saia desesperada. 

 

O Lucas mexeu de um jeito com o ego da Júlia, que isso estava a destruindo por dentro.

 

- Me diz uma coisa, Júlia... – sussurrei ao seu ouvido – você está tão magoada assim por que gosta de verdade dele, não é? – eu estava com tanto medo da resposta...

 

Ele só moveu a cabeça em afirmativa. 

 

Era por isso que ela estava tão mal...! escutar essas palavras da pessoa que você gosta é crueldade... é uma tortura inimaginável. A minha vontade era quebrar a cara desse infeliz até ele ficar deformado o suficiente para a Júlia olhar para ele e não reconhecê-lo. 

 

- Garota, eu não estou aguentando te ver assim! Você quer que eu de uma surra nele? – Perguntei, sem pensar. 

 

- Quero! – sussurrou – quero que ele nunca mais pense em  dizer uma coisa dessas! – choramingou. A abracei mais forte ainda, mas eu não sabia mais o que fazer e nem o que falar. 

 

- Ju, o importante é que a gente sabe a garota maravilhosa que você é! E se ele não sabe disso, azar o dele! Está perdendo a garota mais incrível que essa escola, não! Essa cidade tem! – tentei anima-la.

 

- Léo, obrigada por tentar me ajudar, mas as palavras dele estão martelando na minha cabeça! Eu não consigo esquecer ele me dizendo que eu sou um brinquedinho... – Chorava, inconsolável. 

 

- Sabe o que eu acho que você está precisando? – perguntei.

 

- Um namorado mais gostoso que ele? – levantou do meu peito e me encarou.

 

- Não! Nem vem que o Rafa é só meu namorado! – brinquei e consegui arrancar um sorriso dela.

 

- Idiota! – deu um soquinho no meu braço.

 

- Você está precisando de chocolate! Quer? – fiz um carinho em seu rosto, secando as outras lágrimas. 

 

- Quero! Muito chocolate! – sorriu, em meio ao rosto vermelho e inchado. 

 

Busquei o chocolate no armário e, de quebra, trouxe um copo de coca bem gelada. Depois que comeu, a fiz deitar no meu colo e ainda vi algumas lágrimas rolarem enquanto eu brincava com o seu cabelo. Acho que depois de tanto chorar, o corpo dela não aguentou e ela dormiu. 

 

Tão frágil. Tão destruída. Como umas poucas palavras eram suficientes para fazer isso com a garota mais meiga e carinhosa que eu conhecia? Ele era um escroto! Um estupido e eu estava morrendo de vontade de jogar umas verdades na cara dele! Mas isso não era o certo! Eu não deveria me meter nisso!

 

A peguei carinhosamente no colo e a levei para o quarto da minha irmã, onde ela sempre dormia. 

 

Parecia um anjo. Como aquele troglodita foi capaz de magoar uma garota tão meiga como ela? Peguei meu celular e respondi ao Murilo, que havia mandado uma mensagem, perguntando como a Júlia estava. “Agora está dormindo! Desabafou, chorou, comeu chocolate e dormiu”. Enviei.

 

Fui para a cozinha. Tinha que fazer alguma coisa descente para a gente comer, mas sinceramente, não veio nada em minha cabeça... só conseguia pensar em macarrão e ovo frito... droga... 

 

Meu celular vibrou sobre a mesinha da sala. Corri ver. “ estou chegando!” 

 

Fui para a porta,  observei o portão e abri quando vi o Rafa chegar. 

 

- Como ela está? – perguntou, se aproximando.

 

- Ela acabou de dormir! – respondi, dando um selinho nele assim que fechamos a porta – Levei ela pro quarto que era da minha irmã. Tadinha, dormiu de tanto chorar... ela está muito magoada. – comecei a contar tudo o que ela me disse e o Rafa ficou tão revoltado quanto eu. 

 

- E o pior é que vamos encontrar ele no treino, hoje à noite! – Rafa bufou. 

 

- Putz! Tem mais isso ainda! Não vou conseguir disfarçar a raiva quando olhar para a cara dele! – soltei. 

 

- O melhor seria que a Júlia não visse mais ele! Esse cara é muito tóxico! – falou, sério. 

 

- Pelo menos, o ano já está acabando e ele vai sair da escola! – suspirei. 

 

- Mais dois meses... – Rafa calculou. 

 

No fim, eu e o Rafa fomos para a cozinha e quando a Júlia acordou, nós já estávamos colocando a comida na mesa. 

 

- Não olhem para mim! Eu fico horrível depois que choro! – exclamou. 

 

- Eu não estou vendo ninguém aqui, Rafa! E você? – brinquei.

 

- Eu só estou vendo uma gatinha manhosa que acabou de acordar! – respondeu, indo dar um abraço nela e a girando no ar. 

 

- Desculpa roubar o seu namorado, Rafa, mas eu não pensei em quem recorrer, só o Léo! – falou, ficando de frente para ele. 

 

- Tudo bem! Eu empresto ele pra você, de vez em quando, mas não abusa! – riu.

 

Almoçamos e ela já estava com o ânimo bem melhor. Não tocou mais no assunto “Lucas”. Ficamos, nós três, de bobeira, no sofá, assistindo a uma série que a Júlia amava e que o Rafa não conhecia. Lá pelas 16:30hs, a mãe da Júlia chegou, pedindo um milhão de desculpas para nós e para a filha, por que a cirurgia que ela estava instrumentando demorou mais que o previsto. 

 

Elas se despediram de nós e eu frisei que estava à disposição para qualquer coisa que fosse preciso. 

 

Nem deu tempo de ficar a sós direito com o Rafa, por que quando pensamos em ir para o quarto, minha mãe chegou! Mais uns cinco minutos e ela iria nos pegar no flagra. Melhor chegar antes, do que durante. 

 

Rafa teve que ir para a casa dele, se arrumar para o treino e eu confesso que estava bem desanimado para ir, mas fugir era inútil. 

 

Encontramos o Murilo nos esperando na praça em frente à escola. Ele queria saber tudo e nós contamos. Mais um com raiva do Lucas. A hora chegou e entramos. 

 

Não deu para disfarçar. Nós três o encaramos quando chegamos à quadra. Raiva, ódio, desprezo, asco! Era uma mistura de tudo isso que eu sentia por ele.

 

Já no aquecimento, o professor notou. 

 

- Clima tá pesado hoje! – comentou, nos fitando. 

 

Nem respondemos nada. 

 

Hora do jogo. Infelizmente, ele ficou no meu time e o Rafa e o Murilo no outro. Não consegui disfarçar mesmo! Ele não mandou nenhum levantamento pra mim, errou demais e quando nossos olhares se cruzavam, saia até faísca de tanto ódio que emanava. 

 

O professor mexeu nos times e como ele tinha percebido que havia algo errado, me trocou de time. Ahh, aí eu soltei o braço! Quase todas as bola que foram levantadas pelo Rafa pra mim,  eu mirei  na cara dele! Mas o desgraçado era rápido! Desviou de algumas! Defendeu outras! Droga! Queria tanto tirar sangue do nariz dele. O Murilo foi mais eficiente. Conseguiu mandar uma medalha no peito dele. E uma medalha do Murilo doía muito! 

 

Fim de treino. Os outros foram para o vestiário e eu, o Rafa e o Murilo ficamos treinando mais um pouco, como sempre. 

 

- Léo, olha quem tá vindo! – Rafa, com cara de bravo, olhava por cima dos meus ombros. Me virei. Era ele, vindo até nós com aquela cara de ódio.

 

- Leonardo, eu quero falar com você! 


Notas Finais


E aí, o que vcs acharam do que o Lucas fez?

E o que ele vai querer falar com o Léo?

Quero os comentários de vcs, viu!


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