História Anjo Elementar - Capítulo 24


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Categorias Histórias Originais
Tags Anjo, Aventura
Visualizações 3
Palavras 1.741
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi gente!
Aqui está um novo capítulo, espero que gostem ;)

Capítulo 24 - Volta a casa


“Se eu fosse contra ela com aquela força, a situação iria acaba mal. Mal felizmente não aconteceu nada de mal.”

Assim que reparei que estava a ir de encontro a uma das paredes da gruta, percebi o viria a seguir, por isso fechei os olhos e esperei pelo impacto, mas este não foi tão forte quanto pensei que seria. Aliás, foi bem macio. Quando olhei para trás de mim, não era uma parede que lá estava, mas uma pessoa: Daniel. Logo a seguir, surgiu uma tempestade de raios em direção a Lancer, o que o apanhou de surpresa. De seguida apareceu o William, atacando-o com as suas espadas e projetando-o contra uma das paredes gruta. Isto fez com que chovessem algumas pedras do teto da mesma, mas ninguém foi atingido. Antes que Lancer tivesse oportunidade de reagir, a Flora tratou de criar uma plante suficientemente forte para o prender. Como seria de esperar, o William veio ter imediatamente comigo para verificar se eu estava bem, e graças ao Daniel, eu estava. Ele respirou de alívio e fomos ter com os restantes, que estavam a tentar sacar alguma informação de Lancer.

   – Vocês podem até ter conseguido derrotar-me, mas jamais derrotarão o último capitão: Ryan. Se não fosse esse ataque surpresa, não teriam nenhuma hipótese contra mim, e Ryan é muito mais forte do que eu. – disse ele.

Ainda tentámos arrancar mais alguma informação dele, como a localização desse tal Ryan ou assim, mas nada. Lancer simplesmente recusava-se a dizer mais nada. Acabámos por desistir e decidimos sair da maldita gruta. Como o William já sabia por onde era, resolvemos apenas segui-lo. Como eu ainda deitei um último olhar a Lancer antes disso, fiquei por último. Logo a seguir senti alguém tocar-me no ombro e virei-me na sua direção, encontrando Daniel.

   – Penso que isto te pertence. – disse ele, entregando-me a minha joia. Na verdade, nem tinha dado pela sua falta.

   – Obrigada. – disse eu, pegando nela e voltando a pô-la. – Na verdade, com tudo o que aconteceu, nem tinha reparado que a tinha perdido.

Ele estava quase para seguir os restantes, quando o chamei:

   – Espera Daniel. – ele então virou-se para mim novamente. – Obrigada por aquilo de há pouco.

   – Não tem problema. – disse ele.

   – Vocês vêm ou querem ficar para trás? – gritou a Flary, já lá à frente com os restantes.

   – É melhor irmos andando. – disse o Daniel e então nós os dois corremos até alcançar os restantes, continuando depois em seguida até à saída.

No caminho encontrámos alguns Arcade, mas não eram nada de especial e não tivemos nenhum problema com eles, por isso conseguimos sair dali em segurança. Assim que chegámos lá fora, respirámos todos de alívio, principalmente eu e as raparigas. Seguimos imediatamente caminho em direção à cidade de Thunder para nos encontrarmos com o Jason e a Sophie. Segundo os cálculos do meu irmão, seriam cerca de dois dias de viagem. Durante a mesma não houve nenhum tipo de problema. Foi bem tranquila, por isso conseguimos chegar à cidade em segurança. Quando chegámos, reparámos que ainda estava visível, por isso a Lilly começou a tratar de repor os escudos, antes que o pudesse fazer, vimos alguns Arcades a correr até nós. Ainda pensámos que nos iam atacar, mas eles passaram por nós sem sequer olhar na nossa direção. Quando voltámos a olhar na direção da cidade, vimos algumas flechas a virem para nós. Uma vinha direta a mim, mas eu parei-a com o meu gelo, outra vinha para o Daniel e este mandou-a para outra direção com a sua espada e outra vinha para a Flora e esta criou uma planta que a agarrou antes que a alcançasse. Olhámos novamente para a cidade e percebemos o porquê de aqueles Arcades terem passado por nós sem olhar. Estavam a fugir do Jason e da Sophie. Aparentemente, aquele era o quarto grupo desde que o William e o Daniel tinham deixado a cidade para nos procurar. Então, antes de mais nada, a Lilly tratou de repor os escudos para proteger a cidade, e só depois tratámos de contar tudo o que acontecido.

Depois pusemo-nos a pensar onde poderia estar esse tal Ryan que Lancer tinha referido, o último capitão e aparentemente o mais temido. Segundo o meu irmão, era praticamente impossível ele estar no Reino da Eletricidade, por várias razões, por exemplo, como já lá havia um, e relativamente forte, não seria necessário outro. Como já tínhamos passado pelos Reinos do Fogo e da Natureza e os tínhamos virado do avesso, acabando por não encontrar nada, só restava o Reino do Gelo, a minha terra natal e também a do Daniel, da Sophie e do William. A Sophie e o William analisaram o mapa e concluíram que devíamos demorar cerca de quatro dias. Podia ser que, como tínhamos mais uma pessoa a fazer cálculos, talvez as contas começassem a bater certo (como sabem, os cálculos da Sophie não costumam ser muito exatos, errando num dia ou assim). Começámos a viagem e no primeiro dia correu tudo bem e não aconteceu nada de especial. Quando chegou a noite, procurámos um local onde pudéssemos acampar e claro que continuámos com as vigias, mas como tínhamos pessoal novo, refizemos a ordem, que ficou a seguinte: William, Daniel, Jason, eu, Flora, Lilly, Flary e Sophie. No dia seguinte, o segundo, continuou tudo tranquilo, e no fim do mesmo dia, chegámos à fronteira entre os Reinos da Eletricidade e do Gelo. Depois de tanto tempo, finalmente consegui voltar a casa. Não só eu, mas também o Daniel, a Sophie e o meu irmão. Quanto aos restantes, ficaram muito surpreendidos, não apenas com a temperatura que se fazia sentir naquela região, mas ainda com a beleza. Segundo eles, todas aquelas árvores cobertas de um manto completamente branco pareciam formar um padrão perfeito. Aquele Reino era realmente lindo. Quando eles acabaram de admirar a bela paisagem, seguimos caminho em direção à cidade de Iceliest. Durante os restantes dois dias não houve qualquer problema, por isso conseguimos chegar em segurança à cidade. Quando lá chegámos, os outros quatro ficaram mais alguns minutos a admirar a vista, enquanto eu, o Daniel, a Sophie e o William passámos pelas nossas casas para visitar as nossas famílias. A minha mãe ficou muito contente quando me viu, mas ficou ainda mais quando viu o William depois de tanto tempo. Depois das visitas, reencontrámo-nos com os restantes, que estavam à espera perto da fonte (onde eu, o Daniel e a Sophie nos encontrávamos sempre). Ainda não tínhamos qualquer pista sobre a localização desse tal Ryan, então resolvemos perguntar separarmo-nos e perguntar pelas pessoas na cidade. Talvez alguém soubesse de algo. No entanto, não descobrimos nada e resolvemos encontrarmo-nos novamente no mesmo sítio. Foi quando a Sophie se lembrou que ainda faltava o sacerdote. Talvez ele soubesse de alguma coisa. Quando olhei para os restantes do grupo, pareciam um pouco confusos. Só aí é que me apercebi que apenas eu, a Sophie e o Daniel o tínhamos conhecido, então explicámos tudo. Depois de esclarecidos, dirigimo-nos até à biblioteca, que felizmente ainda estava aberta, tendo que estávamos quase no fim da tarde e, por vezes, ela fechava relativamente cedo. Entrámos e procurámos pelo velho. Revirámos a biblioteca do avesso e não o encontrámos em lado nenhum. Só nos restava um local para procurar, que era a sala para onde fomos levámos pelo sacerdote e o Chefe. Fomos até lá e tentámos abrir a porta, mas que sorte a nossa. Estava trancada. Tínhamos acabado de dar meia volta para ir embora quando de repente a porta se abriu. Lá estava o velho.

   – Desejam alguma coisa? – perguntou ele, saindo da sala e fechando a porta atrás de si.

   – Na verdade, queríamos fazer-lhe umas perguntas. – respondi, chegando-me à frente.

O velho então fez-me sinal para continuar e eu comecei por explicar de forma resumida tudo o que tinha acontecido até ali. Assim que referi o tal Ryan e o que Lancer tinha dito acerca dele, ele parecia saber de quem eu estava a falar.

   – Conhece-o? Sabe quem é? – perguntou a Sophie, apercebendo-se também da reação do velho.

   – É possível. – respondeu ele. – Se for quem eu estou a pensar, é um rapaz que estudou há uns anos na nossa academia. Talvez o William se lembre dele. – explicou ele, olhando para o meu irmão, que parecia um pouco confuso. – Não te lembras de um rapaz de cabelo azul claro e olhos verdes também meios claros? Usava muitas vezes uma fita na cabeça e tinha habilidades relacionadas com o vento se não me engano.

Quando ele acabou, pareceu surgir uma luz na mente do William. Lembrou-se imediatamente de quem ele estava a falar.

   – Claro que me lembro. E também é claro que o conheço, é um ano mais velho do que eu, mas sempre fomos rivais quando andávamos na academia. Assim que ele acabou o treinamento, foi logo viajar em busca de poder. Era obcecado com isso, por isso é que estava sempre a enfrentar-me. Apesar de termos um ano de diferença tínhamos força muito semelhantes. Desde que ele foi embora, nunca mais soube dele, mas é perfeitamente possível que se tenha juntado aos Arcade para ficar mais forte. – explicou ele.

   – Pode até nem ser a mesma pessoa, mas já é alguma coisa. Agora só falta descobrir a localização. – disse a Sophie.

Agradecemos então ao velho e voltámos para a outra parte da biblioteca, onde nos pusemos mais uma vez a pensar onde Ryan poderia estar. A probabilidade de ele estar no Reino do Gelo era enorme, então o William e a Sophie começaram a analisar mapas, até que o meu irmão reparou numas montanhas por onde tinha passado. Eram umas montanhas geladas que estavam protegidas por um tornado de vento e neve. Segundo o que algumas pessoas lhe tinham dito, esse tornado tinha aparecido algum tempo depois de Ryan deixar a cidade. Eram demasiadas coincidências. Todos nós concordámos e achámos que devíamos investigar essas montanhas, por isso dividimo-nos em dois grupos: Jason, Sophie e Flary um grupo; eu, Daniel, William, Lilly e Flora outro. O primeiro ficaria na cidade enquanto o segundo iria investigar as tais montanhas e averiguar se esse tal Ryan era mesmo quem pensávamos e se estava realmente lá. Segundo os cálculos do meu irmão e da Sophie, deveríamos demorar uns dois ou três dias. Como já estava a ficar de noite, resolvemos passar a noite em Iceliest e partir no dia seguinte.

“Teríamos mesmo encontrado o último?”

Continua…


Notas Finais


Então gente, gostaram?
Eu espero que sim. Pfv comentem o que acharam ou o que eu poderia melhorar na história.
Tchau ;)


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