História Anjo ou Demônio? - Capítulo 47


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Bts, Chimchim, Imagine, Imagine Jeon Jungkook, Imagine Jungkook, Jeongguk, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Kook, Namjoon, Rapmonster, Suga, Tae, Yoongi
Visualizações 390
Palavras 3.475
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 47 - Mulher bomba


Fanfic / Fanfiction Anjo ou Demônio? - Capítulo 47 - Mulher bomba

Depois que uma galera da facção retiraram o corpo de Andrew do closet, eu tive que limpar a sujeira de sangue que ficou no tapete. Fiquei alí durante horas agachada ao lado de um balde com sabão e pó, esfregando o no tapete pra ver se a mancha saía e nada de sair.

Enquanto eu estava tentando tirar aquela mancha, fazendo força e esfregando o sabão no tapete, chorando com o fato de ter presenciado a morte desse cara, nesse momento a campainha tocou.

Me levantei, peguei um lençol velho qualquer e coloquei por cima do tapete, exatamente no local onde estava a mancha de sangue. Peguei o balde cheio que estava comigo e fui até a sala atender a porta. Espiei pelo o olho mágico e suspirei aliviada ao ver Jungkook.

Abri a porta e o fitei com os olhos arregalados.

— Entra, entra, entra! — Sussurrei com os olhos arregalados e ele entrou confuso.

— O quê que é? Está com pressa agora? — Fitou o balde que eu segurava. — Que isso? Por que a água está vermelha? — Franziu o cenho. — É sangue?! — Arregalou os olhos. — Você matou o velho?! — Abriu a boca em um perfeito "O". — Eu não acredito que você matou o Jake.

— A alma penada do terreno baldio ficou na área. — Jake apareceu zombeteiro, bem do jeito dele. — Pra puxar o teu pezinho de noite... — Começou a rir.

— De quem que é esse sangue? — Perguntou Jungkook.

— Do Andrew, o delegado. — Comecei a chorar, só de pensar que alma dele deve estar vagando por aqui.

— O Andrew?! — Jungkook começou a dar o seu típico chilique. — Você não disse que vocês já tinham resolvido isso lá em Incheon?!

— Vocês não! Vocês é o caramba! Eu não fiz nada, quem fez isso foi o Hoseok! Mas também já está tudo resolvido! Não precisa dar chilique não.

— Eu também! — Disse Jake. — Porque se não fosse eu pra acertar a cabeça dele, estava todo mundo em cana agora.

— Ele morreu aqui no seu closet. — Lamentei e Jungkook continou com os olhos arregalados. — Que cara é essa?! Você deveria estar comemorando, né? Afinal, você estava com a corda no pescoço, a ponto de ser desmascarado! Agora não! Agora sua ameaça acabou! Ah, mas eu esqueci! Que agora você não pode mais ficar feliz com a morte de ninguém, porque agora você é bonzinho... — Revirei os olhos e enxuguei minhas lágrimas.

— Eu não estou comemorando porque eu não sou otário que nem vocês! Você acha o que? — Se indignou. — Você fazendo esse servicinho, você só vai se enfiando na areia movediça e você pensa que os caras vão te dar uma promoção?! Não vão! Angel, você vai virar uma escrava deles que nem eu!

Nesse momento, a campainha tocou novamente e eu fitei o balde. 

— Velho, leva pra área esse balde. Desce e compra um negócio de tirar mancha porque sabão e pó não está funcionando. — Dei o balde pro velho e ele assentiu.

— Será que dá pra pedir com jeitinho? — Perguntou Jake. — Leva por... Por...? — Esperou que eu continuasse a frase.

— Sim, claro que dá! — Sorri. — PORque eu estou mandando. — Continuei a frase, ele abaixou a cabeça e foi em direção a porta dos fundos fazer o que eu mandei.

Fui até a porta, espiei pelo olho mágico e não era ninguém mais e ninguém menos que Jihyun, o porteiro do prédio, segurando o envelope que certamente era a encomenda que eu pedi.

Abri a porta, sorrindo e o fitei.

— Olá, Sra. Angel! — Sorriu ao me ver. — Trouxe encomenda pra senhora.

— Obrigada! — Sorri.

— Assina aqui, por favor. — Fiz o que ele pediu e peguei o envelope com minha encomenda. Me despedi dele e Fechei a porta.

Fitei Jungkook sorrindo vitoriosa e ele continuou me fitando sem entender o que estava acontecendo.

— Jungkook, eu não sou burra. — Sorri. — Sabe quando eu vou ser escrava de alguém? Nunca, meu amor! — Levantei o envelope e alarguei meu sorriso. — Isso aqui é a nossa carta de alforria, a nossa libertação. — Arremessei o envelope em sua direção e ele pegou.

— Que isso? — Jungkook franziu o cenho e abriu o envelope pra ver o que tinha dentro. — Os documentos da facção? Os documentos que o Andrew pegou... Você fez cópia disso aqui? — Ficou incrédulo.

— De tudo, meu amor. Cada folha. — Sorri. — Agora aquele Cha Seung e aquele bando de otário estão comendo na minha mão.

— Como você conseguiu essas cópias aqui? — Jungkook perguntou, ainda incrédulo.

— Sou genia! — Eu disse. — Eu fico assustada comigo e falo: Angel, como você é inteligente! Eu sou genia demais! Eu fico assustada comigo. — Me sentei no sofá. — Dei o "boa noite, cinderela" pro Andrew, consegui pegar os documentos, esperei ele dormir e quando o dia amanheceu, fui pra uma lojinha, pedi pra fazer cópia, mandei pelo correio e... Enfim, aqui está! — Sorri vitoriosa. — Esse é o meu xeque mate!

— Sua louca, se eles descobrem que isso está com a gente, eles acabam com a gente assim, olha. — Estalou os dedos.

— Para, para, para! Não surta! Não tem como eles descobrirem nada.

— Eles sabem de tudo!

— Para de ser medroso! — Gritei.

— Não é medo, é precaução! — Deixou claro. — O que você vai fazer com isso? Vai enfrentar eles? Meu amor, não tem como ganhar, você sabe disso! E se eles caírem, você cai junto! Você vai pra cadeia, entendeu?

— Jungkook, eu não tenho medo de cadeia não! — Deixei claro. — Quem morre de medo de ser preso é você! — Me levantei. — "Medo" é uma palavra com a qual eu não trabalho. Eu sou a mulher bomba, tu não entendeu ainda não? É isso aí, eu sou a mulher bomba! Eu corro o risco que tiver que correr por mim, por você, por nós... Enfim! Caramba! Você não vive dizendo, resmungando, mimimi; que sua vida está um inferno, que você não aguenta mais ficar na mão dessa gente, pronto! A gente não está mais na mão deles, eles é que estão na nossa mão! — Sorri.

— A gente? — Me fitou. — "A gente"? — Começou a rir. — Não existe "A gente"

— Existe sim. Eu e você junto até a morte, meu amor. — Sorri.

— Eu quero distância disso. — Disse ele. — Eu quero distância de tudo; da facção, de você...

— Ah é? Beleza! — Fiz ok com a mão. — Tu tinha que ter pensado nisso lá atrás, quando me conheceu naquele restaurante, porque agora a gente está misturado até o fim. Até porque você não consegue ficar longe de mim, porque a cada uma hora você bate aqui na cobertura, não é? Porque você não consegue ficar longe.

— Lá vem você com esse papinho de psicanálise. — Disse ele. — Eu estou fora, Angel. — Foi em direção a porta e eu o fitei.

— Olha aqui! — Exclamei e ele me fitou. — Você está vivendo uma realidade paralela que só existe dentro da sua cabeça! Tu é bandido, eu sou bandida, somos um casal de bandido e nossa vida é essa aqui! Vê se entende isso antes que seja tarde demais. Agora que nós demos um grande passo, você me diz que quer cair fora?!

— Angel, desculpa se eu te decepcionei. Você é completamente louca, mas você tem seu mérito, eu reconheço. Estou fora. — Disse por fim e saiu da cobertura.

Jeon Jungkook

Cheguei em meu apartamento, fui pro meu quarto e deitei na cama, com os olhos fixos no criado mudo. Eu estava cansado de toda essa sujeirada.

Flashback

— Vai lá, Jungkook! Vai lá correndo pra aquele Muquifo! Mas vai sabendo que só eu que estou do seu lado, apesar de tudo e saiba que mesmo depois de tudo, eu salvei a sua vida. No final, sempre quem salva a sua vidinha sou eu e você é ingrato. Eu que atiro no Cha Seung pra salvar sua vida, eu que defendo você muitas vezes nessa organização, eu que tenho que seduzir delegado pra tirar seu nome da reta, quando você desmaia e passa mal, eu que estou aqui pra te socorrer. Eu, entendeu? Eu estou do seu lado, mas vai ter uma hora que eu não vou estar e você vai me perder, e quando isso acontecer não adianta chorar. Eu sou leal a quem eu prometi lealdade, e se eu tiver que morrer pra essa pessoa ficar viva, acredite, eu morro. Se esse é o preço que eu tenho que pagar pra provar minha lealdade, eu pago. Eu acho que você já ficou sabendo que quando eu estava na mira da facção, eles usaram você pra testar minha lealdade.

— Eu fiquei sabendo. — Murmurei.

— Eu estava disposta a morrer, pra você viver. Eu não traio quem me apóia. Eu amo você, mas eu também não sou idiota, então não brinca comigo. Eu tenho meus limites, Jungkook! E você está me perdendo. Quando me perder, não adianta chorar e me pedir pra voltar.

Flashback

Me levantei, decidido no que eu iria fazer. Sai do meu apartamento, fui pro elevador e desci até a portaria tirar uma dúvida que estava me tirando o sono há alguns dias.

— Jihyun! — O chamei, assim que cheguei na portaria.

— Olá, Jeon, no que posso ajudar? — Perguntou.

— Eu queria saber se teve algum morador novo por aqui, teve? É que eu queria fazer amizade. — Dei a desculpa e dei uma risada.

— Sim, teve. — Respondeu. — Teve uma senhora que agora está morando no 230 e o Jimin, inclusive você conhece ele.

— Qual é o apartamento dele? — Perguntei. — Eu queria fazer uma visita.

— Bom, Jungkook... Eu vou ter que interfonar. — Disse ele e eu assenti. Com certeza, ele iria me aceitar.

Esperei e assim que Jimin aceitou que eu subisse, eu subi pelo elevador até o sétimo andar, que segundo Jihyung é o andar do apartamento que Jimin mora. Assim que eu subi fui até seu número e bati em sua porta.

A porta se abriu e Jimin me fitou. As últimas vezes que Jimin me viu, ele ficava todo sorridente e gentil, agora ele me vê e não esboça nenhuma reação.

— Entra, Jungkook. — Disse ele, dando espaço para que eu entrasse.

— Obrigado por me receber. — Murmurei, entrando.

— Vou ser bem sincero, Jungkook, eu estou de saída agora, eu não iria te receber, mas se eu não te recebesse, provavelmente eu iria me sentir mal e meio que eu não tenho nada pra falar com você, com todo o respeito... — Disse ele e eu fiquei incrédulo, mas não esbocei nenhuma reação. — Desculpa a sinceridade. 

Angel fez o trabalho direitinho. Conseguiu colocá-lo contra mim direitinho, mas também eu não me importo. 

— Bonitinho esse apartamento, hein! — Olhei envolta do apartamento, surpreso. O apartamento era estilo o meu, porém bem mais arrumado e arejado. — Olha, eu vou direto ao ponto. Eu quero conversar com você sim, eu sei exatamente porque você está me tratando assim. — Eu estava tentando parecer o cara que provavelmente a Angel mostrou pro Jimin que eu era. — Eu não quero parecer um cara chato, louco, que fica correndo atrás de mulher que já disse pra mim mais de mil vezes que não me quer. — Eu disse, pois certamente é isso que Jimin deveria pensar. — Não é isso, mas é que eu conheço a Angel de um jeito que você... — Soltei uma risada espontânea. — De um jeito que você nem imagina e...

— Olha, Jungkook, desculpa, mas eu não quero saber da história de vocês, sério, com todo respeito, mas isso é um assunto que você tem que resolver com ela. — Disse Jimin. — Se você quiser resolver sua situação com ela, você sobe lá na cobertura e conversa com ela, não é comigo. Esse é um assunto de vocês e eu não tenho nada ver com isso.

— É claro que você tem. — Afirmei. — Ela te pediu em namoro, está obcecada por você do mesmo jeito que foi por mim. Ela é louca, Jimin... Ela precisa de ajuda, de cuidados, entendeu? Só que você é egoísta e quer fazer ela esperar a hora que você resolver o que quer da vida. Olha, eu não estou te julgando por ser indeciso, eu estou te julgando porque você está fazendo uma garota doente ficar esperando por você. E você não ama ela, nem gosta dela e se você gostasse vocês estariam juntos, ou estou errado? Se você realmente gostasse dela, você nem teria saído daquele apartamento pra começo de conversa. Agora eu entendo você; ela é engraçada, divertida, salvou sua vida, blá blá blá, entrou na sua vida em um momento difícil que você estava se sentindo carente, sozinho, apareceu de repente, do nada, parece que ela é realmente um anjo; mas Jimin, vai por mim, ela não é. De anjo ela só tem o nome. Você não gosta dela, ela é doente e... Se enxerga, né? — Soltei uma risada de escárnio e o fitei de cima a baixo com desdém. — Você não é capaz de conseguir cuidar dela e muito menos fazer ela feliz. Você acha que conhece ela, mas você não conhece. Eu sei o que ela tem de bom, o que ela tem de ruim, que você nem imagina. Ela precisa de alguém pra cuidar dela, dar os remédios indicados pelo psiquiatra. Você sabe que você não é esse alguém, mesmo sem querer, você só vai fazer ela sofrer. Você quer fazer ela sofrer?

— Não! 

— Então cai fora, brother. 

Eu não acreditava que eu estava fazendo isso, mas sim, eu estava. E Jimin me fitou com os olhos marejados sem saber ao certo o que dizer. Eu não poderia permitir que a Angel fisgasse meu meio irmão, bem cúmulo isso, não é?

— Por isso que eu vim aqui te pedir esse favor, já que você é um cara sensato. Tira seu time de campo de uma vez, Jimin. Vai procurar uma menina da sua idade. Você só vai ser um atraso na vida dela, pelo bem dela, cai fora. — Pedi e ele pareceu ficar mais confuso ainda.

— Já falou tudo que você queria? — Perguntou.

— Falei. — Assenti.

— Então, por favor... — Me acompanhou até a porta. — Não estou te expulsando não, é que eu estou meio que de saída. — Assenti, ele abriu a porta e eu sai.

Park Jimin

Depois daquela conversa, fiquei sem saída. Andei até o quarto e resolvi desistir de tudo. Troquei de roupa, vesti um pijama e decidi que ficaria em casa e tiraria meu time de campo mesmo. Acabaria tudo que eu tenho com ela hoje mesmo. Eu não posso ser um atraso na vida de ninguém e nem quero isso.

Eram sete horas da noite, pelas mensagens era mais ou menos esse horário que ela apareceria aqui e quando aparecesse eu cortaria de vez o que eu tenho com ela. Jungkook tem razão. Eu não posso atrasar a vida de ninguém por causa da minha vida bagunçada, isso é no mínimo egoísmo da minha parte.

Flashback

— Olha, Jungkook, desculpa, mas eu não quero saber da história de vocês, sério, com todo respeito, mas isso é um assunto que você tem que resolver com ela. Se você quiser resolver sua situação com ela, você sobe lá na cobertura e conversa com ela, não é comigo. Esse é um assunto de vocês e eu não tenho nada ver com isso.

— É claro que você tem. — Afirmou. — Ela te pediu em namoro, está obcecada por você do mesmo jeito que foi por mim. Ela é louca, Jimin... Ela precisa de ajuda, de cuidados, entendeu? Só que você é egoísta e quer fazer ela esperar a hora que você resolver o que quer da vida. Olha, eu não estou te julgando por ser indeciso, eu estou te julgando porque você está fazendo uma garota doente ficar esperando por você. E você não ama ela, nem gosta dela e se você gostasse vocês estariam juntos, ou estou errado? Se você realmente gostasse dela, você nem teria saído daquele apartamento pra começo de conversa. Agora eu entendo você, ela é engraçada, divertida, salvou sua vida, blá blá blá, entrou na sua vida em um momento difícil que você estava se sentindo carente, sozinho, apareceu de repente, do nada, parece que ela é realmente um anjo, mas Jimin, vai por mim, ela não é. De anjo ela só tem o nome. Você não gosta dela, ela é doente e se enxerga, né? — Riu. — Você não é capaz de conseguir cuidar dela e muito menos fazer ela feliz. Você acha que conhece ela, mas você não conhece. Eu sei o que ela tem de bom, o que ela tem de ruim, que você nem imagina. Ela precisa de alguém pra cuidar dela, dar os remédios indicados pelo psiquiatra.

Flashback

Meus pensamentos foram interrompidos quando a campainha tocou e eu tive certeza que era Angel. Me levantei e fui atender a porta, pronto pra ter aquela conversa que seria necessária.

— Oi! — Ela sorriu contagiantemente ao me ver. 

Ela estava realmente linda, não que ela não fosse, mas foi como se ela tivesse passado horas se arrumando e quando abri a porta, imediatamente senti o perfume doce que ela estava usando. 

— Tudo bem? — Perguntou ela. 

— Oi, Angel. — Sorri levemente e dei espaço para que ela entrasse. Ela entrou e eu fechei a porta.

 Olha, não é por nada não, mas essa roupa não é bem de sair, não é? — Ela riu.

 Eu não vou sair. — Murmurei, encostando minhas costas na madeira da porta e ela franziu o cenho.

 Aconteceu alguma coisa? — Perguntou. Pensei bem, resolvi não dizer nada sobre o Jungkook que esteve aqui.

 Desculpa. — Senti meus olhos marejarem de novo e minha voz estava ficando embargada. — Desculpe, Angel. — A abracei. — Sério, me desculpe mesmo!

 Eu não... Eu não estou entendendo nada. — Disse ela, confusa, sem corresponder o abraço. — Por que você está assim?

 Eu não posso continuar com isso. Eu não posso ir com você. — Fitei seus olhos confusos.

 Mas por que não? — Continuou confusa. — Qual o problema?

 Eu não posso fazer isso com você, Angel. Eu não posso ser um atraso na sua vida, entende? Eu fui longe demais, eu não quero machucar você.

 Atraso? — Ela franziu o cenho. — Mas que papo é esse? Do que você está falando?

 Angel, você é a melhor mulher que eu já conheci. Você é linda, você é incrível e eu me sinto insuficiente pra você, sabe? Eu vou ser um atraso na sua vida, eu não sou suficiente e você merece alguém melhor que eu.

 Mas quem colocou isso na sua cabeça? Que você é insuficiente, que você é um atraso... Quem? — Perguntou.

 Ninguém. Eu só sei. Você merece ser muito feliz, mas eu não acho que eu seja capaz de te dar essa felicidade.

 Ok... — Disse ela, após ter entendido e eu enxuguei as lágrimas que eu derramei. — Não fique triste por causa disso também... Fica tranquilo, que agora você vai se ver livre de mim, eu não vou te importunar mais.

 Não foi isso que eu quis dizer também.

 Foi. — Disse ela. 

 Angel, por favor, eu adoro você e acredite está sendo muito difícil estar dizendo isso pra você. Então não age como se minha posição fosse absurda, porque eu queria muito sair com você, eu queria muito aceitar seu pedido, você estava me fazendo muito feliz, eu realmente senti que estava começando a gostar de você, eu estava disposto a aceitar seu pedido, mas eu tenho muito medo de fazer você sofrer. Muito medo mesmo. O que adianta eu estar feliz, se você não está?

 Mas eu estou feliz! Desculpa, eu não estou conseguindo achar sentido no que você está falando. — Ela continuou parecendo confusa. — Acho que o que você está fazendo é tentar achar as palavras certas pra me dispensar.

 Não! — Deixei claro. — Não, é sério, não é isso. Só acho que tudo que rolou entre a gente aconteceu rápido demais.

 Rápido demais? — Franziu o cenho.

 Eu queria sair com você hoje, eu fiquei ansioso para quando você chegasse, mas aí eu pensei bem e não é justo fazer você esperar pra eu decidir algo, isso é injusto com você. Eu me preocupo com você e é por isso que eu estou fazendo isso. Eu não sei se eu vou ser suficiente pra você.

Ela ficou em silêncio, andou em direção a porta e saiu. Eu não queria ter feito isso, mas Jungkook tem razão. Eu seria só um atraso na vida dela.


Notas Finais


Então, o que acharam? Jungkook ter ido visitar o Jimin, sobre o fora que a nossa querida 'Mulher bomba' levou? E então? Ansiosa para saber a opinião de vocês! Beijosss 💞


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