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História Anjo Quebrado - Capítulo 13


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Notas do Autor


Oie, gente! Desculpa pela demora... É que a aqui em casa tá sem Wi-fi há umas duas semanas e com tudo que tá acontecendo o técnico não veio concertar ainda. Parece que tá faltando peças ou algo assim.

Enfim, eu estava esperando virem arrumar para poder postar, só que ontem a noite meu irmão ligou pra eles e pelo jeito ainda vai demorar um pouquinho pra isso acontecer, então resolvi postar com o 3G mesmo. 🙁 Não vai dá pra responder os comentários por enquanto, mas assim que der eu volto, beleza? ❤

Obrigada pelos comentários e favoritos! E boa leitura! 💜

Capítulo 13 - Capítulo Doze


- Nina, Marco está te ligando. - Escuto a voz de Rebeca ecoar e deixo o que estava fazendo na cozinha para ir correndo até a sala. - Nossa, quanta empolgação! - Disse zombeteira e eu apenas revirei os olhos antes de pegar meu celular em cima do sofá e me afastar para o atender.

- Oi... - Falei entrando no meu quarto e me jogando na cama.

- Bom dia, ángel! Como você tá? Dormiu bem?- Perguntou atencioso e eu não consegui evitar um sorriso bobo.

- Bom dia! Eu estou bem. E sim, tive uma noite de sono muito tranquila. Estava precisando para recuperar minhas energias... - Murmurei soltando um longo suspiro. A rotina do hospital estava intensa e extremamente cansativa. - Mas e você? Tudo bem? 

- Tudo ótimo. - Ele respondeu prontamente. - Hoje é a sua folga, né? - Questionou e eu concordei. - Tem algum compromisso pra essa tarde? - Sua voz exalava nervosismo e ansiedade. 

- Depende. Você vai me fazer um convite? - Perguntei sorrindo e tinha certeza que ele também sorria.

- Depende. Você vai aceitar?

- Talvez. Faça sua proposta, jogador. - Falei divertida e ouvi sua risada.

- Aceita dá uma volta comigo essa tarde?

- E onde seria essa volta?

- É surpresa. Você vai saber quando chegar a hora. - Disse misterioso. 

- Sério que vai me deixar curiosa? - Perguntei frustrada. 

- Você vai gostar, eu prometo. - Disse convicto.

- Tudo bem. Parece que agora eu já tenho um compromisso para essa tarde. - Falei por fim e ouvi seu suspiro aliviado, o que me fez rir.

- Passo pra te buscar as 15:00h?

- Pode ser. Até mais tarde, Asensio.

- Até, ángel.

Encerrei a ligação com um sorriso ridículo no rosto. Eu não queria admitir, mas estava mais envolvida do que gostaria com Marco. Ele é fofo, educado e me trata muito bem. É impossível me manter indiferente. 

Fazia um tempão que não nos víamos pessoalmente, mas o contato por mensagens e ligações eram quase que diário. Mesmo que fosse um simples "Bom dia". É claro que com o meu trabalho e o dele, fica difícil conversarmos por longas horas, mas estávamos tentando conciliar os horários para não nos "perdemos" nas nossas rotinas loucas. 

Não sabia exatamente definir o que éramos, mas gostava de conversar com ele. De ouvir seus áudios falando bobagens e rir das suas palhaçadas em meio às nossas chamadas de vídeo. 

Rebeca vivia me zoando e dizendo que eu andava saltitante e mesmo que discordar de tudo que ela diz seja minha maior satisfação eu não podia retrucar, eu estava mesmo mais animada. Era fácil perceber. Marco chegou e fez meu coração se aquecer depois de anos congelado.

- Catarina, tem alguma coisa queimando. Corre aqui! - Rebeca gritou e eu saí da cama num pulo. 

- Merda! - Exclamei indo vê o que sobrou da macarronada que eu havia deixado no forno antes de Marco me ligar e roubar toda a minha atenção. 

Agora era oficial, Asensio estava mesmo mexendo com minha cabecinha de vento.


Horas depois.

- Você acha que eu estou muito desleixada? - Perguntei parando em frente à Rebeca e ela me olhou de cima a baixo. 

Eu vestia uma calça moletom que me acompanhava desde o ensino médio e uma blusa preta folgada e bem simples. Marco havia dito pra ir com uma roupa "confortável", então aquilo foi o melhor que consegui. 

- Acho que está sim. - Beca foi sincera, como sempre. - Quero dizer... Essa sua calça tem quase vida própria, né? Deveria providenciar um CPF pra ela. - Disse fazendo uma careta e eu a olhei indignada. - Não me olhe assim, foi você quem pediu minha opinião. - Deu de ombros e eu revirei os olhos.

- Você é uma péssima amiga! - Exclamei. 

- Só estou sendo sincera. Devia se arrumar um pouquinho melhor se quiser conquistar o Marco. - Murmurou se jogando na minha cama.

- Eu não quero conquistar o Marco. 

- Ah, é verdade... Você  conquistou. - Disse com um sorriso malicioso. 

- Cala a boca! - Resmunguei jogando um travesseiro nela que riu e jogou de volta em minha direção. - Agora saia do meu quarto porque eu preciso trocar essa roupa antes que o Marco chegue. - Falei indo para o meu closet.

- Tarde demais! - Rebeca anunciou quando ouvimos a campainha tocar. A olhei apavorada e ela riu enquanto revirava os olhos. - Tudo bem, eu vou lá recepcionar o menino Asensio enquanto você tira essa roupa ridícula, só não demora muito. - Ela disse saindo do quarto sem me dá chance de resposta.

Vasculhei meu closet em busca de algo que não fosse espalhafatoso e ao mesmo tempo não me deixasse com cara de uma senhora em menopausa. 

Nunca fui de me preocupar com esse lance de roupa, mas era inevitável não querer ficar bonita quando se está saindo com alguém como Marco Asensio. Aquele homem era lindo demais, tinha que pelo menos tentar ser compatível com seu nível de beleza. 

Após alguns minutos de indecisão o resultado final foi uma calça jeans confortável, uma regata branca e um casaquinho leve por cima. 

Saí do quarto e segui para a sala, onde encontrei Marco e Rebeca sentados no sofá enquanto conversavam. 

Assim que notaram a minha presença me olharam e eu sorri olhando para Marco, que se levantou e caminhou até mim, me abraçando apertado e afundando seu rosto na curvatura do meu pescoço, onde ele fez questão de beijar, me causando um leve arrepio. 

- Senti sua falta. - Sussurrou no meu ouvido e eu senti meu corpo estremecer. 

- Também senti a sua. - Respondi o abraçando na mesma intensidade com que era abraçada por ele.

Quando nos afastamos Marco me olhou com um sorriso lindo e levou sua mão até meu rosto acariciando minha bochecha. 

- Você está linda.

- Obrigada. - Murmurei envergonhada e ele riu antes de depositar um selinho demorado em meus lábios. 

- Awnt... Vocês são tão fofos! - Rebeca disse nos lembrando que ela estava ali. 

- Cala a boca, idiota. - Falei rindo e puxando Marco em direção a porta.


- Chegamos. - Marco anunciou parando em frente à um enorme prédio e eu o olhei confusa.

- Onde estamos? O que vende aqui? - Perguntei tentando vê o nome na fachada da loja, mas não consegui. 

- Você já vai descobrir, mas antes... Vem cá. - Ele disse tirando o cinto e por reflexo eu fiz o mesmo. 

Então sem que eu estivesse esperando ele me puxou para um beijo cheio de saudade e desejo. Suspirei ao sentir suas mãos se emarenhassem por entre os meus cabelos, puxando-os levemente. Afundei minhas unhas em sua nuca e dei ainda mais intensidade ao beijo.

Quando nos afastamos eu estava completamente sem fôlego e um pouco aérea. 

Não sabia que eu precisava tanto desse beijo até ter esse beijo. Que saudade que eu senti dessa boca.

- Vamos descer? - Marco perguntou depois de estarmos mais recuperados e eu apenas assenti ainda meio abobalhada. 

Asensio desceu do carro, abrindo a porta do meu lado e me ajudou a descer também. 

- Ah, não... - Resmunguei ao me dá conta de que se tratava de uma locadora de bicicletas. - Eu não vou fazer isso. - Falei virando meu corpo na intenção de voltar para o carro, mas Marco riu e segurou minha mão com firmeza, me obrigando a ficar ao seu lado. 

- Fica tranquila, eu sou um ótimo professor. Vai dá tudo certo. - Ele disse me lançando uma piscadela e me arrastou para o interior da locadora.

Enquanto Marco conversava com o proprietário e escolhia quais bicicletas iria alugar eu estava entrando em estado de pânico.

 Nunca me passou pela cabeça que ele estava falando sério quando disse que me ensinaria conduzir uma bicicleta. Fala sério, isso era no mínimo constrangedor. Eu sou uma adulta formada em Medicina e não sei sequer pedalar?! A ideia de levar um tombo na frente de Marco era assustadora. Eu não queria que ele achasse que eu era uma idiota... Mas é bem provável que no fim do dia o interesse dele por mim vai ter diminuído um pouquinho. 

- Sabe que a probabilidade desse encontro terminar num hospital são enormes, não sabe? - Perguntei enquanto andávamos guiando as bicicletas para um local menos movimentado.

- Ué, achei que você gostasse de hospitais. - Marco disse com graça. 

- Não quando eu sou a vítima. - Murmurei e ouvi sua risada.

- Eu já disse que é pra ficar tranquila, eu não vou te deixar cair.

- Assim espero, Marco Asensio. Assim espero. - Falei o olhando de lado e ele riu outra vez.

Chegamos num local próximo a um parque pouco frequentado e decidimos que aquele era o lugar ideal para que eu passasse vergonha. 

Asensio acionou o tripé de sua bike e a deixou parada num canto para poder vir me ajudar.

- Sobe. - Pediu segurando a bicicleta e eu o olhei meio tensa. - Ah, Nina... Pelo menos tenta, vai. Eu não vou te obrigar a fazer nada que ultrapasse seus limites, prometo.

- Você não vai mesmo me deixar cair, né? - Questionei pela milésima vez e ele negou prontamente. - Tudo bem. Vamos lá... - Murmurei passando a perna pelo quadro da bicicleta e em seguida dando impulso para sentar no selim. - E agora, o que eu faço? 

- Não tem muito segredo. Agora é só apoiar bem as mãos no guidão e usar a força das pernas para pedalar. - Disse simples.

- Acho que o problema é que eu não tenho a força nas pernas necessária pra girar esse negócio. - Falei fazendo careta.

- A Catarina criança talvez não tivesse, mas essa aqui tem. Vamos lá, você consegue. - Instigou e eu respirei fundo antes de seguir suas instruções. 

Dei no máximo três pedaladas e desequilibrei, mas para a minha sorte Marco estava bem atento atrás de mim e segurou a bicicleta antes que eu fosse ao chão.

- Eu disse que isso não ia dá certo. - Resmunguei enquanto ele ria.

- Foi só a primeira tentativa, não se entregue. - Disse me repreendendo e eu revirei os olhos. - Vamos. De novo!

°°••°°


- Desemburra essa carinha, vai... Você nem foi tão ruim. - Marco disse.

Tínhamos acabado de deixarmos as bicicletas na locadora e agora seguíamos para o seu carro.

- Eu fui além de ruim. Fui péssima! Um verdadeiro desastre. Meu Deus, que vergonha! - Exclamei levando a mão até o rosto enquanto me lembrava de algumas crianças que zombaram de mim em determinado momento daquela tarde, quando Marco ainda tentava me ensinar como conduzir aquele pesadelo sob duas rodas.

- A parte boa de você não ter aprendido a pedalar hoje é que pelo menos eu já tenho uma desculpa para sair com você de novo. - Marco disse passando um de seus braços por meus ombros.

- Acha mesmo que vou aceitar passar por essa humilhação outra vez? - Perguntei arqueando as sobrancelhas. - Eu sinto muito, mas minha aventura no ciclismo acaba por aqui mesmo. Valeu a tentativa. 

- Que pena, já estava até pensando em alugar uma bike com rodinhas para a próxima aula. - Disse brincalhão e eu dei um tapa em seu peito, o fazendo gargalhar e me abraçar pelo pescoço, depositando um beijo em meus cabelos logo em seguida. - Estou brincando, ángel. Você foi ótima!

- Aham. Me engana que eu gosto. - Murmurei passando o braço em volta de sua cintura e me aconchegando mais nele.

Caminhamos em silêncio o resto do percurso até o carro. Quando me afastei dele para entrar no veículo senti sua mão segurar meu braço e ele me puxar de volta pra si. 

Marco passou seus braços ao redor do meu corpo e eu fiz o mesmo enquanto descansava o rosto em seu peito. 

- Queria te fazer um pedido, mas tô com medo de você me bater. - Ele disse depois de um tempo e encostou o queixo no topo da minha cabeça. 

- Que pedido? - Perguntei após rir do jeito como ele falou. 

- Hm... Dorme lá em casa essa noite? - Questionou meio hesitante e eu ergui o rosto para o encarar e vi que ele estava com vergonha. - Não quero que pense mal de mim, não é com segundas intenções... Eu juro. - Se explicou me fazendo segurar o riso. - Só não quero que esse dia acabe agora. Vamos lá pra casa, a gente pede pizza e assiste uns filmes ou séries... - Sugeriu esperançoso e eu tive vontade de apertar suas bochechas por ele soar tão fofo. 

Eu quase acreditei que realmente não tinha segundas intenções. Quase.

- Tudo bem. Eu aceito. - Respondi vendo um sorriso lindo brotar em seus lábios. - Mas ainda precisamos passar lá em casa para pegar roupa pra mim. - Acrescentei e ele assentiu depositando um selinho rápido em meus lábios antes de voltar a me abraçar, afundando o rosto entre meu pescoço e ombro.

Fechei os olhos ao sentir sua respiração quente contra minha pele e suspirei criando mil e um cenários diferentes para a noite de hoje.

 E foi então que concluí que talvez a mente pervertida daquela história fosse eu.


Notas Finais


Eu tenho mais alguns capítulos prontos então pretendo postar frequentemente pelos próximos dias ❤ Não deixem de comentar e favoritar, é importante pra mim. ♥️


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