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História Anjo Quebrado - Capítulo 14


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Notas do Autor


Obrigada pelos comentários e favoritos!

Boa leitura! ♥️

Capítulo 14 - Capítulo Treze


- Marco, eu já disse que não vai rolar. Desiste! - Falei tentando ficar séria, mas a carinha de pidão dele estava irresistível. 

- Ah, qual é, Nina? Eu cumpri a minha parte. Te levei para andar de bicicleta, agora é sua vez de cantar pra mim. - Ele disse empurrando o violão em minha direção. 

Estávamos na minha casa para pegar minha roupa e por um descuido Marco acabou encontrando o meu violão dentro do closet e agora estava insistindo para que eu cantasse uma música. 

- Eu ainda não sei pedalar, então você não cumpriu nada. - Falei colocando minhas coisas dentro de uma mochila. 

- Você é uma ingrata. Eu me esforcei a tarde inteira para te ensinar, isso devia ser levado em conta. - Murmurou emburrado e eu ri enquanto revirava os olhos.

- Ok. Você venceu. - Resmunguei vendo seu sorriso se alargar. - Leva o violão pro carro, eu canto lá na sua casa. Não vou fazer isso aqui, porque se a Rebeca vê essa cena vai me zoar pelo o resto da vida. - Acrescentei fazendo careta e ele riu me dando um selinho demorado e pegou a mochila das minhas mãos.

- Vou te esperar lá fora. - Avisou antes de sair levando o violão e a mochila.

Respirei fundo e fiz um coque no cabelo antes de seguir até o quarto de Rebeca e lhe contar que dormiria na casa de Marco essa noite.

- Você é uma safada! - Ela disse com um sorriso malicioso. 

- Para! Ele só me convidou para termos uma noite da pizza. Nada demais... - Falei fingindo inocência e minha amiga gargalhou.

- Aham, vou fingir que acredito. - Ela disse ainda com seu sorriso pervertido.

- Eu só vim te avisar mesmo. Eu vou da casa do Marco direto para o hospital, então a gente se encontra lá. Até amanhã! - Me despedi mandando beijos.

- Até! - Disse de volta. - Usem camisinha! - Aconselhou e eu lhe mostrei o dedo do meio antes de fechar a porta do seu quarto em um baque.


- Bem-vinda a minha humilde residência. Fica a vontade! - Marco disse me dando passagem e eu olhei a enorme sala de sua casa com admiração. 

Só aquele cômodo era maior que meu apartamento. 

- Gostei da decoração. Bem rústica. É a sua cara! - Falei depois de analisar alguns detalhes. 

- Obrigado. Eu acho. - Ele riu se aproximando de mim após colocar o violão e a mochila em cima do sofá. - Você quer conhecer o resto da casa ou quer que eu te leve direto pro quarto? - Perguntou enlaçando minha cintura e eu estreitei os olhos em sua direção, ouvindo sua risada gostosa. - Para que você possa tomar um banho. Deixa de ser mente poluída, garota. - Disse divertido e eu ri enquanto rolava os olhos.

- Eu gostaria que me apresentasse sua modesta mansão, se não fosse muito incômodo. - Falei passando os braços em volta do seu pescoço.

- Incômodo nenhum, senhorita. - Disse depositando um beijo em minha bochecha. - Vamos?

Marco me levou para uma tour em sua casa e a cada novo cômodo explorado eu ficava ainda mais fascinada. Era tudo muito lindo e organizado, nem parecia ser de um jovem homem solteiro. 

O ponto final da expedição foi no seu quarto, assim que entramos ele já foi me puxando pra sentar na cama e colocou o violão em meu colo. 

- Você está mesmo querendo me vê cantar, hein? - Perguntei rindo enquanto afinava as cordas do violão. 

- Você não sabe o quanto... Estou sonhando com esse momento desde que vi aquela foto no seu mural. - Ele disse me olhando intensamente e senti minhas bochechas chamuscarem. 

- É melhor não criar muita expectativa, faz tanto tempo que eu não canto. - Avisei fazendo careta e ele sorriu enquanto negava com a cabeça. 

- Tenho certeza que você vai superar minhas expectativas. - Disse convicto e eu sorri.

Respirei fundo e fechei os olhos na medida em que comecei a dedilhar as primeiras notas, ouvindo o som suave do violão ecoar pelo o quarto. 

Quando voltei a abrir os olhos olhei diretamente para as íris castanhas de Marco e comecei a cantar a música "Solamente tú", de Pablo Alborán.


"Regálame tu risa

Enseñame a soñar

Con solo una caricia

Me pierdo en este mar"


(Dá-me teu riso

Ensina-me a sonhar

Com apenas um toque

Eu me perco neste mar)


"Regálame tu estrella

La que ilumina esta noche

Llena de paz y de armonía

Y te entregaré mi vida"


(Dá-me a tua estrela

A que ilumina esta noite

Cheia de paz e harmonia

E te entregarei a minha vida)


Marco não desviava os olhos dos meus nem por um segundo. Sua atenção estava totalmente em mim, e por mais que seu olhar me intimidasse de alguma forma, eu não me sentia tão envergonhada quanto achei que ficaria. 


"Haces que mi cielo vuelva a tener ese azul

Pintas de colores mis mañanas, solo tú

Navego entre las olas de tu voz y

Tú, y tú, y tú, y solamente tú

Haces que mi alma se despierte con tu luz

Tú, y tú, y tú"


(Faz que o meu céu volte a ter esse azul

Pintas de várias cores minhas manhãs só você

Mergulho entre as ondas da tua voz

E você, você, você e apenas você

Faz que a minha alma desperte com a tua luz

E você, você e você)


Voltei a cantar de olhos fechados e ainda assim sentia Marco me observando com uma admiração quase palpável.

Ele estava gostando e isso me deixava surpresa. Surpresa e bastante contente. Nunca me imaginei fazendo algo parecido. Eu achava que a música fazia parte do meu passado, mas vejo que estava enganada. Ela ainda vive dentro de mim de alguma forma. 


"Enseña tus heridas

Y así las curarás

Que sepa el mundo entero

Que tu voz guarda un secreto"


(Mostra as tuas feridas

E, assim, as curará

Que o mundo inteiro saiba

Que tua voz tem um segredo)


"No menciones tu nombre que en el firmamento

Se mueren de celos

Tus ojos son destellos

Tu garganta es un misterio"


"Não mencione o seu nome no céu

Eles morrem de ciúmes

Teus olhos estão brilhando

Tua garganta é um mistério"


Abri os olhos para contemplar o sorriso lindo em lábios de Marco e me permiti sorri também, enquanto entrava na parte final da canção. 


"Haces que mi cielo vuelva a tener ese azul

Pintas de colores mis mañanas, solo tú

Navego entre las olas de tu voz 

Tú, y tú, y tú, y solamente tú

Haces que mi alma se despierte con tu luz

Tú, y tú, y tú, y tú, y tú, y tú, y solamente tú

Haces que mi alma se despierte con tu luz

Tú, y tú, y tú"


( Faz que o meu céu volte a ter esse azul

Pintas de várias cores minhas manhãs só você

Mergulho entre as ondas da tua voz

E você, você, você e apenas você

Faz que a minha alma desperte com a tua luz

E você, você e você

Faz que a minha alma desperte com a tua luz

E você, você e você)


Assim que acabei Marco bateu palmas empolgado e deu alguns assobios, me fazendo rir tímida. 

- Foi como eu disse... Superou minhas expectativas. - Sorriu abertamente. - Você foi perfeita. Sua voz é linda! Acho que sou oficialmente seu fã número um a partir de agora. Muito obrigado por esse show particular, sério. - Disse tudo de uma vez e eu mordi o lábio para conter um sorriso idiota. 

- Eu que agradeço por ter ouvido até o final. Achei que fosse me pedir pra parar antes que eu chegasse no primeiro refrão. - Brinquei entortando o nariz e ele riu acariciando meu rosto. 

- Eu jamais iria te pedir pra parar... Na verdade eu estava até pensando que você poderia cantar mais uma, uh? - Perguntou tombando a cabeça para o lado de um jeito fofo.

Marco era o típico menino homem que fica incrivelmente charmoso mesmo quando não está tentando ser. Sem esforço ele consegue deixar qualquer uma fora de si. Bastava esse sorriso de olhinhos quase fechados e as covinhas nas bochechas que a sanidade ia para o espaço. Ele era naturalmente lindo e eu não queria ficar mais nenhum minuto sem tê-lo pra mim.

- Não acha que têm coisa mais interessante pra fazer do que me vê cantar? - Perguntei em um ataque de coragem ocasionado pelo desejo.

Os olhos de Marco brilharam e eu vi seu semblante alternar entre a surpresa e luxúria.

- Eu realmente amei sua voz, te vê cantar foi incrível e adoraria um replay sim... Mas acho que isso pode esperar até amanhã. - Ele disse pegando o violão e o colocando com cuidado no chão. - Vem cá, vem. - Sussurrou me puxando para sentar em seu colo e assim eu fiz.

Coloquei uma perna de cada lado do seu corpo e senti um arrepio percorrer minha espinha quando ele afundou seus dedos em meus cabelos e me puxou para um beijo que exalava sensualidade.

- Se você não estiver certa sobre o que quer, eu preciso que me pare agora, Nina... - Murmurou ofegante e com a voz rouca quando nos afastamos para recuperarmos o ar.

Não falei nada, apenas levei minhas mãos até a barra da sua camisa e a puxei pra cima, arrancando a peça do seu corpo e contemplando a visão privilegiada de seu abdômen sarado.

Deslizei as unhas por sua barriga durinha e lhe lancei o meu melhor sorriso encorajador. Marco entendeu rápido qual era a minha resposta. 

Ele deslizou para o topo da cama comigo em seu colo e em seguida nos virou, mudando nossa posição e me deixando por baixo do seu corpo másculo e deliciosamente quente. 

Asensio tirou meu casaco e a blusa com cuidado e delicadeza enquanto olhava-me com devoção. 

- Você é maravilhosa, Catarina. - Sussurrou no meu ouvido enquanto seus dedos desabotoavam o zíper da minha calça. 

Sorri sem que ele visse e respirei fundo ao sentir seus lábios macios em meu pescoço. 

Quanto mais toques e carícias eu recebia de Marco, mais eu tinha certeza de que queria ser dele.

E não estou falando apenas de sexo. E tampouco dessa noite, somente. 

Eu queria ser inteiramente dele e esperava que ele também quisesse ser meu.


Notas Finais


Volto assim que der! 💜


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