História Anjo Suicida (Reescrita) - Capítulo 17


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Álcool, Automutilação, Bebidas, Caos, Cortes, Dor, Drama, Drogas, Estrupo, Família, Ficção, Incesto, Inferno, Lâminas, Menina, Morte, Raiva, Sangue, Sociedade, Sofrimento, Suícidio, Tristeza
Visualizações 29
Palavras 1.591
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Demorei? Sim.
Vocês me desculpam?
Amo vocês ❤

O capítulo será narrado por Becky Bryant

Capítulo 17 - A palestra


Acordo com o barulho insistente do despertador, o qual jogo no chão.
Levanto mesmo querendo muitíssimo ficar na cama e dormir o resto da minha miserável vida.

Pego uma muda de roupa qualquer, um simples moletom preto com uma calça jeans rasgada da mesma cor e levo para o banheiro. Tomo um rápido banho, me visto e prendo meus cabelos em um rabo de cavalo. Pego minha mochila, saio do meu dormitório e começo o caminho em direção a minha sala.

Vejo nas paredes cartazes contra suicídio, de que não se deve tirar a própria vida e outras coisas escritas, porém todos os cartazes eram sobre o mesmo assunto, suicídio.

Chego a sala e há poucos alunos, olho em meu celular e vejo que ainda são 7:45 da manhã. Cheguei cedo, novidade. Me sento nas últimas cadeiras bem no fundo. Fico esperando o horário das aulas começarem. Entre este tempo, chegaram os restantes dos alunos, juntamente com a professora e a senhora Mackenzie, nossa diretora.

- Bom dia, alunos. Sentem-se, por favor.- A professora se pronuncia.- A nossa querida diretora tem algo para conversar com vocês.

- Bom dia, estudantes. Como alguns devem saber, uma de nossas alunas tirou a própria vida de noite, provavelmente.- Os alunos começam uns conchichos, quais são prontamente repreendidos por nossa professora.- Sendo assim, não teremos aula hoje em respeito ao luto. Porém, teremos daqui a dez minutos uma palestra que irá durar até às dez horas da manhã.- Ouve-se resmungos os quais são ignorados por ambas as mulheres em nossa frente.

- Daqui a dez minutos quero todos no auditório.- A professora completa saindo da sala com Senhora Mackenzie.

Aos poucos e entre resmungos os alunos se levantam e caminham para fora de sala. Espero todos saírem para sair. Quando estou cruzando a porta, Pamela e suas piranhas entram em minha frente.

- Onde pensa que vai?- Uma loira oxigenada pergunta com as mãos na cintura.

- Não ouviu?- Debocho.- É para irmos ao auditório. Todos os alunos, então se me dão licença...- Tento passar, porém uma das garotas com os cabelos castanhos, me impede.

- Por aqui não, bonitinha.- Tento passar pelo outro lado mas uma ruiva também do grupo delas, me impede.

- Porra! Mas, tá difícil de passar nesse caralho!- Digo visivelmente irritada.

- Nossa, Becky! Estou surpresa, nunca xingou.- Pamela, que até então estava calada só observando, diz.

- As pessoas mudam, né?! Você mais que ninguém sabe, também sofreu uma mudança. Ou sempre foi assim, puta?- A desafio.

- Está bem corajosa, não? Puta não amor. Isso é inveja, porque Justin me preferiu.- Pamela diz com desdém.

- Como eu disse " as pessoas mudam". E sério?! Justin ainda? Muda o disco bebê.- Retruco.- Você virou vadia, por que eu não posso ser corajosa, mudanças só são válidas quando são suas?

- A Putinha está bem ousada, vou ter que ensinar uma lição para ela.- A ruiva disse se aproximando de mim com um ar ameaçador. Eu claramente estou com medo, a coragem é só fachada. Ela ergue a mão para me dar uma bofetada e eu automaticamente me encolho. Porém, a bofetada não chega até mim, ergo o olhar e vejo que Pamela segura a mão dela.

- Não! Pelo menos, não aqui.- Olhou em volta, o corredor estava com o movimento dos alunos indo para a palestra.- Vamos.- Sai andando sendo seguida por todas as suas empregadas putinhas.

Não posso pensar no que aconteceu agora, apenas caminho para o local que todos fomos designados à ir.

(...)

- Bom, alunos. Como todos já sabem uma colega de vocês cometeu suicidio, muito provavelmente, na noite de ontem. Decidimos então, fazermos esta importantíssima palestra para conversar um pouco sobre o assunto e orientá-los. Dou a palavra a professora Smith.- A diretora sai do palanque, dando espaço para a minha professora, que começa a falar.

(...)

Já estamos a cerca de 30 à 40 minutos ouvindo discursos que no fundo todos nós sabemos que não adianta de porra nenhuma. Um dos professores me chama a atenção em seu discurso, no qual começo a prestar bastante atenção.

- O suicidio não é uma opção. O suicida é um ingrato e um egoísta. Tirar a própria vida é totalmente errado e egoísta. Com certeza, como disse antes, isso não é e nunca deverá ser uma opção.- Ele para de falar, acho que só ouvi o final.- Agora que todos acabamos, têm perguntas ou algo do tipo?- O recinto permaneceu em silêncio, mas eu me manifestei, precisa.

O que ele disse - pelo menos a parte que escutei - é um absurdo e ignorante.

- Eu! Eu tenho uma pergunta!- Grito para que o mesmo possa me ouvir.

- Sim, senhorita. Pergunte.- Responde calmo.

- Por que o senhor disse que quem comete suicidio é egoísta e ingrato?- Todos me olham.

- Por que, quem comete tal ato não pensa nas outras pessoas que sofrerão, pensam apenas nelas mesmas.- Diz novamente calmo.

- Mas, o senhor não acha que se essas mesmas pessoas que dizem que irão sofrer, tivessem a ajudado e não sido egoístas as ignorando, os tais suicidas não estariam vivos?- Indago.- Ingratos eu também não acho que são pois, se alguém tivesse ligado ou lhes dado algo, não material, mas sentimental, tal como o amor ou palavras de carinho, eles não teriam chegado a tal ponto de tirar a o própria vida, pois sentiriam que eles são  importantes.- Digo tudo o que se passa em minha mente.

- Como as pessoas ao redor iriam saber se os tais suicidas, como se referiu, sofrem se não falarem? Nós não somos adivinhas.- Sua voz já estava mais dura. Todos, todos mesmo, olhavam para nós dois. Somos a principal atração da manhã.

- Nenhuma pessoa que está ferida age normalmente sempre. Se as pessoas realmente se importassem, se preocupassem de verdade em perguntar se a pessoa está bem, saberiam. Mas, ninguém realmente liga. Nem mesmo os senhores com tais falsos discursos.

O professor fica sem palavras, somente me olha como uma estranha que defende o lado errado. A diretora notando o clima tenso que se instalou, o chama para voltar ao seu lugar, e sobe ao palanque.

- Bom, a última notícia da manhã é que vocês terão a partir de hoje um conselheiro. Para falar com ele, terão que marcar hora. Amanhã receberão um papel com mais detalhes, porém se algum de vocês já quiserem marcar, podem ir na secretaria para tal ato. Dispensados.- Desce e se direciona a saída assim como os professores.

Todos os alunos aos poucos vão se dispersando, indo a cantina ou voltando para seus quartos, provavelmente. Eu fico lá sentada esperando todos saírem. Quando me levanto para sair daqui, uma mão toca meu ombro esquerdo.

- Com licença, será que poderíamos conversar rapidamente?- É o mesmo professor o qual eu discutira momentos antes.

- Ah... Sim. Claro.- Volto a me sentar, sendo acompanhada pelo mesmo que repete o meu ato na cadeira ao lado.

- Meu nome é Rodrigo Falls. Sou professor de matemática.- O nome feio!

- Satisfação. Sou Becky Bryant, sou aluna do Primeiro ano do segundo grau.- Me apresento também.

- Então, queria conversar sobre o nosso pequeno "debate"- Faz aspas com os dedos.

- O que mais tem a dizer?

- Eu não acho que esteja certa.

- Acredite, o achismo é recíproco.- Respondo séria.

- Por que descorda?

- Por que não acho que uma pessoa que comete tal ato, como o suicídio, seja ingrata , muito menos egoísta.

- E, por que?

- A qual pessoa ela seria ingrata?- Questiono.

- Aos amigos, aos pais...

- Por que?

- Por que seus amigos lhes proporcionaram momentos felizes. E seus pais lhes deram a vida.

- Se os tais amigos, aos quais refere que supostamente o suicida tem, tivessem sido amigos de verdade e presentes, saberiam do estado que se encontra o suicida e tentariam ajudá-lo. Ou estou errada?

- Não, mas...- Rodrigo começa.

- Então, e quanto aos seus pais, nem todos merecem gratidão. Nem todos são perfeitos, do tipo, comercial de televisão. E se não percebem o estado que se encontra o filho, é por que não reparam o suficiente, ao menos se dão ao trabalho de realmente prestar a devida atenção no seu filho.

Ele fica em silêncio, faz apenas um sinal com as mãos para que eu prossiga.

- O egoísmo é quase a mesma coisa. A pessoa estaria sendo egoísta com quem? Com as pessoas que não ligaram para seu sofrimento e/ou fingiram não vê-lo? Ou será aquelas que o machucaram tanto a ponto de a única saída para o suicida acabar com a dor, seja acabando de uma vez por todas com ele mesmo?

- Isso é um absurdo! As pessoas podem até não demostrar, mas se importam!- Exclama alto, não se preocupando com o tom já que só tínhamos nós dois no local.

- Esse é o problema! Não demostrar que se importam!- Falo mais alto que ele.

- Você defende o lado errado, garota. Isso é ridículo! Você não sabe o que diz, é apenas um insolente! Uma desorientada, que não sabe nada das coisas e nem da vida! Não tem noção das coisas erradas e idiotas que diz!- Rodrigo bate em meu braço, fazendo o estalo ecoar por toda a extensão do lugar.

- Que direito acha que tem para me bater?! Está louco?!- Aliso o local avermelhado de pressa, a fim de amenizar a dor

- Desculpa... Eu... Não sei o que deu em mim.- Abaixa o tom de voz e tenta tocar em meu braço, mais precisamente onde bateu.

- Vai se foder.- Saio do lugar correndo. Chego em meu dormitório, meu mundinho.

Mais uma vez estou aqui, sozinha. Eu, minhas lágrimas, a raiva, a decepção, as paredes que sempre abafam o som de meu choro, minha cama e a lâmina.


Notas Finais


Gente, desculpem por qualquer erro, o capítulo está sem revisão.
Beijos e até o próximo capítulo ❤


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...