História Anjo Suicida (Reescrita) - Capítulo 18


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Álcool, Bebidas, Caos, Cortes, Dor, Drama, Drogas, Estrupo, Família, Ficção, Incesto, Inferno, Lâminas, Menina, Morte, Raiva, Sangue, Sociedade, Sofrimento, Suícidio, Tristeza
Visualizações 51
Palavras 1.216
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oi, gente. Desconheço a demora ultimamente, é que estou com pouquíssimo tempo e sem muita criatividade. Mas, aí está mais um.

Amanhã talvez eu atualize "Angelicalmente demoníaca". Beijos leiam, e desculpe por qualquer erro eu estou com sono😂😴 e desculpem pela hora. Beijo.

O capítulo será narrado por Becky Bryant.

Capítulo 18 - Discussão


Acordo, levanto, tomo meu ligeiro banho e me visto. Tudo como se eu fosse um... Robô. Eu não tenho mais nada por dentro. Sou literalmente um zumbi, vagando por aí, fazendo apenas minha rotina.

Minha mãe se foi, não tenho amigos, sou a esquisitona nerd e agora muito provavelmente, devem me achar de pervertida por causa do bilhete.

Coloco uma blusa preta, calça jeans clara, tênis e um casaco fino para tampar os cortes.

Eu sei. Eu sei, o que eu disse. Que prometi não fazer depois da primeira vez, que seria somente aquela e nunca mais. Eu sei. Mas, quando estou mal, que não tenho suporte, ver sangue saindo de mim me alivia. É como se toda a dor que eu sentisse,por um momento, acabasse. Ou, pelo menos, diminuísse momentaneamente. Sei que é errado, mas eu não consegui evitar. É como se ela me chamasse. Tentador, igual a um canto da mais bela sereia.

Chego na sala e me sento no lugar de sempre, o fundão. A professora chega.

- Bom dia, alunos.- Senhora Sanshes diz.

- Bom dia, professora.- Todos responderam em uníssono.

- Tenho um comunicado. Vocês irão ter um novo professor substituto, o senhor Graham.- Comunica.

- E quem ele vai substituir?- Alguém, cujo não viro para identificar, pergunta.

- A mim. Eu irei entrar de licença, por que farei uma cirurgia. Ficarei fora da escola por, mais ou menos, um ou dois meses no máximo.- Conclui.

- Então esse é seu último dia?- Pergunto.

- É sim, Becky. Bom, mas agora daremos início a aula. Peguem seus cadernos.- Vira para a lousa e começa a escrever.

(...)

Está na hora do intervalo, vulgo almoço. Estou caminhando para fora da sala, tudo normal, normal demais. Quanto chego na porta da lanchonete do campus da escola, a secretária toca meu ombro. E lá vamos nós de novo, novamente, mais uma vez. Ninguém merece.

- A senhorita poderia me acompanhar?- Pergunta educadamente, mas algo na sua feição está estranho.

- Claro.- Respondo, e a acompanho para a direção.

Ela bate na porta, ouço um "entra!", o que é prontamente atendido. Elas se cumprimentam com um leve e breve acenar e a diretora me mandar sentar a sua frente.

- Bom... Não sei como começar...- Senhora Mackenzie procura as palavras.

- A senhora assim me assusta.- Dou um sorriso nervoso.

- Eu acho melhor sua irmã lhe falar.

- Minha irmã...? Cadê ela?- Pergunto confusa e preocupada.

- Está no banheiro, já deve estar a caminho.

Esperamos cerca de uns dez minutos, até que ela finalmente chega.

- Licença...- Entrou na sala e se sentou ao meu lado.- Oi, Becky.- Aproximou a mão para passar a mão em meu cabelo, mas me afastei do toque. Ela recolhe a mão e pigarreia.

- Então, senhorita Maria...- Minha diretora começa.

- Ah, sim... Bem, Becky...- Ela está atrapalhada, o que só aumenta minha preocupação.- Hoje às 15 horas da tarde é o enterro da mãe. E também do meu na... Pai, nosso pai.

- Hum... Tá.- Falo simples. Mas, isso está me corroendo por dentro, só não preciso demostrar.

- Só... Tá?- Maria e a diretora parecem confusas.

- Sim. Só, tá. É o que eu posso fazer. Chorar não vai trazê-la de volta, vai?- Balançaram a cabeça negativamente.- Então, tá. Às três estarei pronta.- Levanto e me viro.- Posso ir?

- Pode claro.- A diretora responde.- Se a senhora quiser ir junto com ela, pode.- Se dirige a Maria.

- Posso Becky?- Maria me pergunta cautelosa.

- Tanto faz.- Respondo fria. Eu juro que achei que ela iria ver minha frieza e não estaria me seguindo agora. Ela não se manca.

Caminhamos em silêncio. Entrei primeiro que ela no quarto, e vi em cima da cama uma blusa com sangue e a gilete do lado, droga! Esqueci de guardar, ótimo! Corro para cima da cama antes que ela entre.

- O que está escondendo?- Pergunta se aproximando e tentando ver o que escondo.

- N-não é na-nada!- Estou visivelmente nervosa.

- Ah, qual é! Eu sei que só gagueja quando está mentindo. Deixa eu ver.- Ela ri e me puxa para sair de cima do que escondia. Escondia, por que agora ela já viu.

- Que porra de sangue é esse?! E essa gilete?!- Ela grita incrédula me olhando. Eu me encolho assustada com os gritos.

Eu não consigo pronunciar uma palavra sequer. Meu corpo travou, minha boca não abre, meus membros estão imóveis, só consigo piscar e ver a imagem da minha mãe.

Lembro do dia que ela fez chocolate quente para tomarmos antes de irmos dormir, estava frio e chovendo demais.

- Mamãe, me conta uma história?

- Mas, Becky minha filha, você tem que dormir.- Diz, me cobrindo.

- Ah, mamãe! Por favor, só uma pequenininha.- Faço meu melhor biquinho.

- Tá bom, tá bom. Mas, só uma e depois você dorme, combinado?- Se senta ao meu lado.

- Oba! Eu quero uma história inventada.- Me aconchego em seu abraço.

- Tá bom...

- Pode começar, mamãe.- A olho.

- Era uma vez, uma menina com os cabelos castanhos escuros, olhos castanhos claros um pouco abaixo dos ombros e de sete aninhos...

- Essa sou eu, mamãe?

- Sim, minha pequena. Ela é você.

Ela lembro de cada detalhe dela. Os olhos castanhos claros iguais aos meus; os cabelos castanhos escuros angulados, também iguais aos meus; seu lindo sorriso branco, que iluminava qualquer ambiente; seus olhares expressivos e cheios de vida, com um lindo brilho que eu vi sumir e a palidez da morte tomar conta.

14:47 horas da tarde. A hora que eu passei a odiar. A hora em que uma parte de mim morreu junto com minha mãe. Ela morreu sem eu ao menos falar que a amava, que a entendia ou apenas desculpava por ela não ter me contado. Mas, eu não o fiz e agora é tarde demais para isso.

- Me responde porra!- Maria me sacode me fazendo sair de meu transe.- É seu? Deixa eu ver seu pulso!

- Não!- Me solto de seus braços e vou caminhando para trás afim de me distanciar da mesma.

- Vai deixar eu ver sim!- Ela me encurrala na parede e eu sinto minha manga ser arregaçada com brutalidade.- Eu não acredito...- Ela sussurra mais para si mesma, se distancia e me encara.

- Acha certo?! Você tem o que na cabeça?! Merda, só pode ter merda na cabeça! Para que isso?! Chamar atenção?!

- Se fosse para chamar atenção, eu faria na testa porra!- Respondo com raiva. A ignorância humana é uma merda!

- É o que?! Para se fazer de sofrida, e ganhar as coisas?!- Chega perto de mim.- Porra! Agora vai virar o que?! Uma suicida de merda?!- Essas palavras me feriram.

- Melhor do que ter dado a boceta para o nosso pai e ainda achar legal, não acha?!- Não aguentei. Tive que falar.

Meu rosto arde. Ela me bateu. Me deu um tapa na cara.

- O-o que...?- A olho sem acreditar no que ela fez. Coloco a mão direita por cima da ardência.

- Acha que a mamãe iria gostar?!- Que hipocrisia!

- Você acha que a mamãe gostou de saber que você estava dando para o marido dela? E, agora que ela está morta, por que é isso que ela está: morta! Você se importa com os sentimentos dela agora, Maria?! Não seja a porra de uma hipócrita!

- Eu não sou obrigada a ficar ouvindo essas coisas! Eu vou embora!- Ela toca a maçaneta.

- Já vai tarde!- Digo.

- Às três venho te buscar.- Disse simplesmente e saiu.

Que merda de descussão!


Notas Finais


Gente, como eu disse estou com muitos sono, então amanhã reviso.

Beijos de luz para vocês ❤
Boa noite, esquilos ❤


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