História Anjo Suicida (Reescrita) - Capítulo 9


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Álcool, Automutilação, Bebidas, Caos, Cortes, Dor, Drama, Drogas, Estrupo, Família, Ficção, Incesto, Inferno, Lâminas, Menina, Morte, Raiva, Sangue, Sociedade, Sofrimento, Suícidio, Tristeza
Visualizações 13
Palavras 1.681
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Lemon, Luta, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Obrigada pelos 14 favoritos❤

Será narrado por Becky Bryant.

Capítulo 9 - O começo do meu fim de semana.


Hoje já é sexta. Eu nem acredito que vou ter um pouco de sossego, desde que comecei aqui, que tem sido um inferno. 

A Pamela ainda não fala comigo, ainda acha que estou mentindo, e para piorar tudo, ela está pegando o Justin. A princípio eu não acreditei, mas então, percebi que eu não a conhecia por completo, como ela me conhecia. Eu sempre fui mais... Transparente.

Ela agora está sempre cochichando quando me vê por aí. Pamela, foi para o quarto de umas das novas amigas dela. Agora que ela tem um tipo de lance com o Justin, virou a popular! Todos querem a amizade dela. E desde então, eu sou a "inimiga" dela. Sinceramente, me dói. Poxa... Éramos amigas a tanto tempo, é tudo derrepente, some no ar, como se fosse insignificante. 

Eu, por minha vez, não tenho nenhuma amiga nova, virei a esquisitona nerd da sala, talvez, até mesmo do colégio. E isso é muito chato! Eu não tenho amigas, nem amigos, só me procuram para ajudar nos trabalhos, e pedir cola, o que, obviamente, eu não dou. Por eu não ter "vida social", eu só acabo as aulas e volto para o dormitório, só saio para comer e nada mais. Porém, hoje depois das aulas eu vou para casa, passar o fim de semana, estou dando, Aleluia!

Apesar de, ser minha primeira semana aqui, queria que fosse a última, já não aguento mais os olhares a minha volta quando eu passo, muito menos os cochichos de todos.

Eles me encaram como a estranha, a nerd, e a puta, por que a Pamela espalhou para todo mundo que eu me joguei para cima do "namoradinho" dela. Mas, não espalhou que eu fui estrupada, pelo menos, uma ponta de caráter essa " nova" Pamela tem. 

Tem umas meninas na minha sala também que implicam comigo, é o grupinho de vadias da Pamela. 

Sim, agora eu falo palavrão com mais frequência, nessa uma semana aqui foi inevitável não xingar, enquanto, eu chorava... Mas, não quero falar sobre isso. Pelo menos, não agora. Eu fico muito triste quando penso nisso.

Neste exato momento, são 20:00 horas da noite e eu estou arrumando minha mochila com algumas roupa para passar o fim de semana. O ônibus da escola que nos leva para casa nos finais de semana, exatamente, às 20:10, ou seja, tenho que sair daqui agora.

Sento-me no final do ônibus, ao longo desta semana, eu parei de gostar de sentar na frente, então agora, prefiro o fundão.

Do meu lado senta um menino forte, mas depois da minha "experiência" com Justin, eu não ligo muito mais para os meninos, pode-se dizer que tenho... Medo.

Viro minha atenção para o que se passa ao longo do caminho. 

Começo a ouvir conchichos ao meu respeito, porém não dou a mínima, acho que já acostumei. Então, o menino que está do meu lado, põe a mão na minha coxa. Eu o olho com mistura de medo e indignação, ele percebe e ri. Desta vez, eu não vou deixar me abusarem, não denovo.

- Tem como você tirar a mão da minha coxa?- pergunto, tentando tirar a mão do mesmo, que agarra com mais força minha coxa, fazendo-me sentir dor.

- Mas, por que eu faria isto?- deu um sorriso malicioso.

Com um simples sorriso, me fez lembrar da noite que fui estrupada. Aquilo me deixou com uma raiva, inexplicável.

- Por que, se você não tirar esta porra de mão da minha coxa filho de uma puta, eu vou arrancar teu pau com uma faca de cerra, babaca!- disse baixo em um tom ameaçador. Rapidamente, o tom de deboche que ele tinha antes no rosto, se tornou um tom com a mistura de medo e descrença. Porém, foi o suficiente para ele tirar a mão da minha coxa.

- Obrigada pela compreensão, babaca!- Dou um sorriso cínico e volto a encarar a paisagem que passa rápido diante meus olhos.

- Alguém desce aqui. Quem é?- pergunta o motorista do ônibus.

- Sou eu!- grito do fundo do ônibus. Desço do ônibus e bato na porta de casa, três vezes.

- Que saco! Logo na melhor parte da série! - Ouço Maria gritar lá de dentro.- Quem é?

- Sua irmã, besta!- respondo rindo.

Ela abre, rapidamente, a porta e quando dou por mim já estou envolvida em um abraço. 

- Tá. Tá. Você vai me sufocar.- falo tirando sarro da cara dela, que em um movimento rápido me solta.

- Você não avisou as suas amigas que iria para um colégio de horário integral? - pergunta sentando no sofá.

- Não... Esqueci!- bato com a mão na testa, e me sento do lado dela. - Mas, quando elas vieram aqui? 

- Hoje, para te chamar para ir a uma festa.- falou indiferente.

- Mas, não tem mensagem nenhuma no meu telefone...- disse pegando o aparelho do meu bolso-... Esquece o que eu disse, tem sim um montão!

Ela riu.

- Cadê o papai e a mamãe? - pergunto, só agora notando que eles não tinham vindo me receber.

- Ainda estão na casa de praia.- deu de ombros.

- E você não foi, por....?- esperei ela completar.

- Por que eu teria a casa só para mim se ficasse. E eu poderia sair a hora que quisesse, mas eles voltam amanhã, provavelmente, de manhã. 

- Ah, tem uma coisa para eu te falar.- Maria volta sua atenção para mim.- Eu e Pamela, não somos mais amigas.- disse abaixando a cabeça, para evitar que ela visse as lágrimas que querem cair, por lembrar da nossa descussão.

- Ah, irmã... Não fica assim. Vem cá.- me abraça.- Eu estou aqui. Nossa amizade nunca vai acabar!- dá um beijo em minha cabeça.

- Agora, chega! Não quero mais chorar! Vamos, comer? Estou morrendo de fome.- arranco uma risada dela.

- Tá mas, vamos ter que pedir pizza. Eu não fiz comida.- pega o telefone e risca o número da pizzaria que sempre vamos e/ou pedimos.

Enquanto, ela pedia, eu fui tomar um banho em meu quarto. Vesti umas roupas largas, e desci para ver se a pizza já tinha chegado.

- Oi maninha, vem. Eu pedi de calabresa.

- Ah, fez isso só para me agradar, né?- brinco com ela.

- Senta logo! Senão, devolvo!- disse em um tom autoritária, que logo foi substituído por nossas risadas.

Como está me fazendo bem estar denovo em casa, mesmo que só por um final de semana. E se eu desistir deste colégio, e ir para outro? Eu sei que esse em que estou, vi me dar créditos extras no meu curriculum, mas mesmo assim... Não! Eu tenho, preciso ser forte! Daqui a pouco esta implicância do pessoal passa, é só por quê sou a novata. Tenho certeza.

- Ei! O que tanto pensa, hein, irmãzinha?- minha irmã me tira de meus pensamentos.- Quem é o boy ou boy?

- Como assim "a" boy? Acha que eu sou lésbica? Tipo, nada contra as lésbicas, mas... Eu?- pergunto confusa e indignada. Tipo, nunca dei motivos para acharem que sou lésbica, ou dei?

- Ah, sei lá... É que você ainda não pegou nenhum garoto e é bv... Então, eu pensei que... Talvez...?- Ela está toda atrapalhada.

- Não, Maria, eu não sou lésbica!- bufo.

Eu até pensei em falar para ela sobre Justin, mas não queria falar com ela sobre o meu estrupo. Eu tenho medo que ela reaja igual a Pamela... Não quero me decepcionar denovo, não...

- A Pamela está namorando, né?- Minha irmã pergunta.

- Bem, pelo que parece, sim. - respondo simples.

- Ele é gatinho, né? Sem contar que parece gostoso...- Ela continua falando, mas eu não estou prestando atenção. Sei que ela está falando, como Justin é lindo, isso e aquilo. Queria que elas conhecessem o lado que eu, forçadamente, conheci. Elas parariam de pensar tais coisas boas com dele.

Terminamos de comer e subimos cada uma para seu quarto. 

Deitada na cama, pego meu celular para responder as mensagens das minhas amigas.

_ WhatsApp on_

(Cupcake): Menina, eu fui na tua casa te chamar hoje, e tu não tava. Esqueceu de me falar que ia mudar de escola, magoou! -.-

(Cupcake): Olha, possivelmente quando você ler isso eu já esteja na festa, mas me manda mensagem, talvez dê tempo de você vim.

(Cupcake): Ei! As meninas estão me pertubando aqui. Você vem ou não?!

(Cupcake): Me respondeeeeeeeeeee!

(Cupcake): Desisto! Aff!

Amiga, eu cheguei quase agora. Não vou para festa não, sem clima nenhum.

Tô muito cansada.

Me manda mensagem amanhã, aí a gente marca de sair, okay?

Beijos.

_Whatsapp off_

Eu poderia ir na festa? Poderia. 

Mas, não estou no clima não. Estou muito cansada. Amanhã a gente arranja outra para ir. Isso para ela é fácil.

(...)

- Becky...? Becky! Presta atenção!- ouço alguém dizer, mas estou muito interessada no vestido maravilhoso que quero comprar, porém é muito caro. E, eu não sou rica.

- Desiste dela Raquel! Ela está babando pelo vestido.- Giovana diz.

- Geovana e Raquel vocês são um saco!- falo rindo.

- Nós? Somos totalmente legais.- As duas levam a mão ao peito fingindo estarem ofendidas.

- Vai comprar ou não? Se bem que, o vestido é 1.500 reais. Vai levar?- Raquel pergunta.

- Claro que não! Vou pagar com o que? Com o corpo?- brinco.

- Talvez, vai que rola.- Ela começa a rir, e as lembranças do meu primeiro dia que tive um encontro vieram a minha mente. E, fiquei séria, sem reação nenhuma. 

- Cala a boca Raquel!- disse Giovana percebendo o meu semblante sério.

- Vamos gente?

- Vamos!- responderam juntas. 

Giovana e Raquel são irmãs gêmeas não idênticas. Elas não se parecem nada! A não ser pela cor dos olhos.

- Então, Cupcake, alguma festa para hoje a noite?- pergunto.

- Sem essa de Cupcake, já disse que eu não gosto, Becky.- fala Raquel. Eu a chamo assim por que, ela ama cupcake.

- Tem sim, Becky. Tem a festa da Ana.- é Giovana que comenta.

- Da Ana? Mas, os pais dela, são muito chatos para permitirem festas.- Me espanto.

- É. Mas, eles não estão na cidade. Aí, ela vai aproveitar.

- Vai ser às 10 da noite. E, vai bonita hein!- Raquel completa.

Nos despedimos e fomos cada uma para suas casas.

Essa é minha chance de socializar, talvez tenha até algumas pessoas do colégio, pois algumas moram por aqui.

Vou conseguir amizades novas com pessoas do colégio! Estou determinada a isso!



Notas Finais


Gente, desculpa pelos dias sem capítulos.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...