História Anjos, demônios e um amor proibido - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 88
Palavras 1.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Amigos


- Emilly! Acorda! - Ouvi alguém me chamando.

Abri meus olhos com dificuldade, por causa da claridade. Apenas consegui ver um cabelo loiro balançando suavimente.

- Anda logo criatura, se não nós vamos nos atrasar! - alguém começou a me sacudir. Meu cérebro estava com dificuldade para processar as coisas (também eu acabei de acordar).

- Já acordei - esfreguei os olhos tentando me acostumar com a claridade. Levantei, me sentando na cama, esfreguei meus olhos novamente para acordar de vez. 

Britney minha melhor amiga desde a infância, estava na minha frente de braços cruzados, batendo o pé impaciente.

Levantei de vez da cama me espreguiçando, e para variar já estava doida para voltar a dormir (como todos os dias).

- Eu não tenho o dia todo, vá logo tomar um banho para a gente ir - ela me jogou uma toalha que acabou caindo "acidentalmente" na minha cara.

- Um pouco de educação cairia bem sabia? - eu disse tirando a toalha do meu rosto pronta para "fuzila-lá" com os olhos.

- É? E um pouco de agilidade cairia bem - ela me arrastou para dentro do banheiro e ao sair fechou a porta - Enquanto você toma banho vou separar sua roupa - ela falou do outro lado da porta, e logo saiu para o meu quarto nem me dando tempo de responde-lá.

Tomei um banho, e aproveitei para lavar o meu cabelo que estava todo bagunçado e sujo. Ao sair me enrolei na toalha e fui para o meu quarto que para a minha surpresa havia uma pilha de roupas na minha cama. Nesse momento me bateu um desânimo,olhei para Britney.

- Vista isso para eu arrumar logo esse seu cabelo - ela me deu o meu antigo vestido vinho de inverno (um pouco curto para variar) que na sua saia havia uns detalhes dourados , uma meia calça preta e o meu sobretudo preto e branco.

- Mas eu havia separado uma roupa ontem - eu disse olhando aquele conjunto de roupas sobre minha cadeira da minha bancada de maquiagem, que eu havia separado.

- Aquela roupa de dona? Ah, por favor eu não vou deixar minha melhor amiga sair de casa como uma freira  - ela disse apontando para o vestido preto que fazia parte do meu conjunto.

- Não é de dona! Muito menos de freira, você que não tem bom gosto - eu virei a cara.

Mas eu estava mentindo, Britney tem um bom gosto para moda,e afinal de contas, se eu não estiver bem vestida ela me da uma bronca e começa a dar aquele seu famoso discurso sobre moda. Não sei como ela não é considerada uma patricinha na escola... Apesar de ter muitos meninos que querem ficar com ela, mas como sempre ela recusa seus convites para a popularidade.

- Tá, espere no corredor quando eu acabar eu te chamo - eu disse fazendo um jesto com a minha mão livre para ela sair.

- Ok não demora porque eu quero da um trato no seu cabelo - antes dela sair do quarto, ela olhou para o meu cabelo (todo molhado e descabelo) e fez uma careta de nojo, e eu automáticamente mostrei a língua para ela quando fechou a porta.

Eu coloquei a roupa que ela havia separado e aproveitei para me maquiar. Eu apenas passei uma base, delineador e um gloss labial, não gosto muito de exagerar na maquiagem. Levantei e fui até a porta e a abri.

Chamei Britney que me elogiou por ter poupado do trabalho de me maquiar (Como se isso fosse um desafio?). Me sentei na cadeira onde estava o vestido que eu havia separado, e fiquei de frente para o espelho da bancada. Britney começou, sem demora, a arrumar meu cabelo. Ela o secou com secador, passou a chapinha  ( apesar do meu cabelo já ser liso) e por fim ela passou o babyliss nas pontas.

- Acabei madame - ela desligou o babyliss e o colocou na mesa. Me levantei e me virei para ver o resultado é fiquei boquiaberta com o que vi

- Britney! Eu adorei! - fiquei olhando o meu cabelo por alguns segundos, até que me virei ficando de frente para o espelho e me olhei de cima a baixo. Esse visual combina comigo, foi a primeira coisa que me passou na cabeça quando vi minha imagem no espelho, e combinavam mesmo com os meus cabelos ruivos longos e com meus olhos castanhos-claros, mas eu desviei minha atenção e me voltei para a Britney, que também estava feliz com resultado

- Vamos? - a Britney disse com um grande sorriso no rosto 

- Sim - Eu retribuí o sorriso

Peguei minha bolsa marrom (que na verdade era minha mochila) que por sorte já estava pronta e fomos direto para a porta do meu apartamento que estava aberta. Espera um pouco...

- Como você entrou? - perguntei para Britney. Só falta ela ter arrombado minha porta (provávelmente a resposta cai ser não, não arrombou) 

- Já estava aberta quando cheguei - ela respondeu um pouco preocupado. Franzi minhas sobrancelhas 

- Estranho, podia ter jurado que havia trancado ontem - eu já está pronta para ver se alguma coisa havia sumido ou até mesmo falar com a sindica do prédio, mas Britney me impediu pegando meu braço 

- Deve ter sido sua mãe, você sempre diz que ela vem aqui de noite às vezes - parei por alguns segundos para pensar. 

Eu havia me separado da minha mãe há alguns meses atrás. Ela não tinha condições de continuar na nossa antiga casa, e tudo ficou difícil depois da morte de meu pai, mas graças a herança que mimha mãe tinha por conta dela ser filha única, a gente pode se mudar. E eu não gostava nem um pouco do fato da mudança então ela me propôs duas opções:

A primeira morar junto com ela, mas ir para uma nova cidade (com isso teria que deixar meus amigos de lado, e eu tenho um pouco de dificuldade para me enturma). 

A segunda era ficar aqui, mas eu iria ter que morar e me virar sozinha (tá, não sozinha. Às vezes minha mãe me ajuda a pagar algumas contas e tals)

Obviamente escolhi a segunda opção. Mas ainda somos muito próximas, porque eu e minha mãe sempre entramos em contado uma com a outra para sabermos o que está acontecendo em nossa vida. Em nossa última conversa, falamos mais sobre o trabalho do que nossa vida pessoal

- É você deve está certa - apesar de eu achar muito estranho ela ter vindo aqui sem avisar eu estava sem cabeça para aquilo (bom no momento) . Peguei a chave que estava na mesinha de jantar e tranquei a porta quando saímos 

O caminho todo ficamos conversando sobre coisas bem aletórias. Quando chegamos nos demos de cara com o Daniel no portão da escola acenando para nós 

- Vocês demoraram - ele veio correndo em nossa direção

Daniel é um dos meus amigos (na verdade eu só tenho os dois de amigos) ele é a cabeça do nosso trio. Estudioso, gentil, mas muito muito fechado. Antes de nos termos conhecidos, ele era o mais quieto da sala ele falava nem 'a', mas mudamos isso nele (com muita dificuldade). Agora, pelo menos ele já não está tão tímido que nem antes

- Fala isso para a dorminhoca aqui - ela apontou para mim e fiz cara feia para ela 

- Foi você que cismo de arrumar meu cabelo - Eu respondi pronta para começarmos uma briga boba. Mas a "briga" não durou muito, pois o sinal havia batido dando um fim naquilo (e no final ficamos rindo dos meus argumentos defensivos) 

Ter amigos como eles era a coisa mais legal que a vida pode me dar, mas sempre no final acabava me perguntando, será que isso duraria por muito tempo? 

No fundo eu sei que eu tenho medo da resposta que a vida vai me dar e espero que seja sim








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