1. Spirit Fanfics >
  2. Anne With Ann "e" -- Para sempre >
  3. Capítulo 27

História Anne With Ann "e" -- Para sempre - Capítulo 27


Escrita por:


Notas do Autor


Boa leitura a todos ♥️

Capítulo 27 - Capítulo 27


Fanfic / Fanfiction Anne With Ann "e" -- Para sempre - Capítulo 27 - Capítulo 27

•°•°•°•°•°•°•°•°•∆°•°•°•°•°•°•°•°•°

Anne caminhava lentamente pela estrada de terra, sentindo o sol aquecer seu rosto alvo. Trazia um cesto de palha nas mãos com os dedos fechados em torno das alças torcendo para que estivesse levando com cuidado.

Caso contrário a torta que jazia lá dentro chegaria ao seu destino despedaçada, pensou como Gillbert gostava da sua comida e sorriu com isso. Quando pensou no agrado que faria copiou uma das receitas de Marilla mas quis dar um toque pessoal.

A medida que se aproximava do portão da fazenda dos Blythe, seu sorriso deu lugar a uma expressão curiosa quando viu Miss Stacy de costas atrás de um arbusto como quem espiava algo.

O chapéu inconfundível e a echarpe azul a denunciaram, Anne se aproximou dela devagarinho para não ser vista e olhou sobre o ombro da sua ex professora. Avistou logo alí não muito longe, mas precisamente do lado interno da cerca as figuras de Bash e Gillbert sentados em um tronco de madeira jogando conversa fora.

Compreendendo o que acontecia soltou uma risadinha e perguntou:

_ Senhorita Stacy? A senhora está espionando?

A mulher deu um pulo e se virou imediatamente com uma das mãos no peito e o coração aos pulos. Assustada exclamou:

_ Oh Anne! Avise quando estiver chegando.

Logo um pouco mais constrangida completou:

_ É claro que eu não estava espionando. Jamais faria isso! E não é educado questionar assim os mais velhos!

Anne levantou as mãos rendida, porém se divertindo por dentro. Não era todo dia que se podia presenciar Muriel Stacy cometendo algo furtivo ou mesmo envergonhada. No entanto perguntou:

_ Estava observando Sebastian não é?

Stacy não respondeu. Soube na hora que estava certa. Anne continuou:

_ Pode dizer professora. Creio que somos boas amigas agora. Não vou te julgar. Seria esplêndido se fossem um casal! Dois viúvos! Encontrando ou melhor, reencontrando o verdadeiro amor!

Terminou sonhadora e com um sorriso de orelha a orelha. Quando estava prestes a dizer que daria um bom livro, foi interrompida por Muriel zangada:

_ E quem disse que somos um casal?! Anne volte agora mesmo para o mundo real. Não possuo interesse algum no senhor Lacroix! E minha vida pessoal não deveria ser motivo de fantasias ou chacotas.

Anne pôs a cesta no chão e se explicou dizendo:

_ Oh desculpe se dei a entender isso, não foi a intenção. Mas é fato que Sebastian gosta de você, e sei que não pediu mas na minha sincera opinião é algo tão bonito...

Miss Stacy fitou o chão em um olhar pensativo, e erguendo os olhos na direção de Anne perguntou deixando transparecer a voz vacilante:

_ Acha mesmo que ele gosta de mim Anne?

_ Estou certa disso como o céu é azul e a grama verde.

Respondeu com um sorriso. Inesperadamente Muriel confessou:

_ Sinto as vezes como se fossemos parte de um mundo paralelo. Que quando conversamos é como se não pertencessemos ao resto, somos somente nós. Já sentiu como se o amor fosse algo que parecesse loucura?

Anne pensou em si mesma e todas as vezes que tentou se afastar de Gillbert por algum motivo. Primeiro por Rubby, depois por orgulho, e talvez até medo. Se lembrou de quando finalmente se entregou ao que sentia e pôs todos os seus sentimentos em uma carta, se lembrou de arrumar as malas apressada prestes a abondonar tudo em Charlotte Tow, para pegar o primeiro trem e ir atrás da pessoa que mais amava.

Com um sorriso franco concluiu;

_ Acho que amar possui sua dose de loucura, Senhorita Stacy.

Ela riu em resposta e pôs um fiapo de uma mecha loura atrás da orelha pensando a respeito. Balançou a cabeça e suspirou, ajeitou a bolsa no ombro e se despediu:

_ Acho que já vou. Até mais Anne.

_ Até Senhorita Stacy.

Respondeu Anne, e seguiu seu caminho em direção aos imensos portões da fazenda.

As nuvens finalmente tinham dado lugar ao sol e Sebastian tinha se levantado a algum tempo para procurar Delphine deixando Gillbert sozinho sentado no tronco de madeira, no momento ele brincava com um canivete que achou no bolso.

Quando sentiu a presença de alguém nas suas costas, não teve tempo de se virar e mãos macias se fecharam em torno dos seus olhos lhe roubando o sentido da visão e aguçando os demais.

Uma voz tão conhecida soprou seu hálito quente próximo ao lóbulo da sua orelha:

_ Adivinhe quem é?

Riu, ondas de calafrios instantâneos o atingiram junto com a perturbação no seu olfato trazida pelo perfume de alfazema que mexia nas suas lembranças mais doces.

Ele respondeu:

_Minha cenourinha.

_ Sabe que não gosto quando me chama assim.

_ Cenoura, cenoura e cenoura. Mil vezes cenourinha. _, respondeu provocativo. Pegou as mãos que permaneciam nos seus olhos e as pôs em torno de si obrigando Anne a abraça-lo por trás, beijou rapidamente seus lábios e em um indefinido intervalo de tempo ela se virou de frente para ele.

Gillbert contemplou sua figura animada quando ela falou:

_ Adivinhe! O que eu trouxe.

Ela estava muito adivinhativa para o seu gosto. 

_ Não faço idéia_ respondeu se pondo de pé.

_ Torta de carne.

Quando Anne disse aquilo o cheiro da cesta de palha coberta por um guardanapo florido que ela carregava atingiu suas narinas. Ele não tinha comido direto e trazia no estômago apenas um copo de leite com café e a resposta da sua barriga foi imediata. Anne riu observando:

_ Parece que temos um monstrinho morando aí dentro não é? Que feio, um futuro médico que não se alimenta direito. Aposto que não tomou café da manhã de novo.

Gillbert abaixou a cabeça envergonhado com as maçãs do rosto vermelhas , Anne achou fofo e ele explicou:

_ Não estava com fome hoje de manhã.

Ela arqueou uma sobrancelha ruiva e respondeu irônica:

_ Aí a fome resolveu se manifestar agora perto do almoço. Só que em dobro, venha.

Anne enlaçou a mão enorme na sua sentindo seus dedos mais pequenos e o puxou na direção da casa.

Já na cozinha, as janelas abertas deixavam a claridade natural entrar e lá fora o orvalho brilhava nas pontas das folhas. Anne tinha a face apoiada na mão com o pensamento vagando por alí, e Gillbert terminava o seu pedaço de torta exclamando:

_ Nunca comi algo tão bom!

_ Como você mesmo me disse uma vez " quando estamos com fome qualquer coisa parece um banquete".

Anne bebeu um gole da sua água brincalhona, Gillbert disse agora um pouco mais sério:

_ Você sabe que eu gosto das suas tortas são as melhores. E você é perfeita em tudo que faz.

Derretida pelo elogio , Anne se levantou e começou a recolher os pratos sujos dizendo:

_ Não exagere Gillbert. Não sou perfeita, sou de carne e osso.

Sem esperar que ela desse um passo ele a puxou e ela caiu sentada no seu colo. Gillbert apoiou as mãos nos seus quadris e a olhou com os olhos nublados de desejo:

_ Para mim seus defeitos nunca vão fazer diferença, eles nem existem.

Anne acaricou o rosto dele pensativa e inclinou a cabeça para o lado, da última vez que visitou Gillbert ele não se despediu direto dela e parecia chateado, quando chegou a pouco ele não estava com uma expressão tão melhor embora estivessem "bem" agora. Resolveu por fim a dúvida:

_ Por que você estava tão estranho?

_ Estranho? Não sei do que está falando.

_ Sim. Estranho sim, dês de que encontramos Charlie ontem.

Gillbert repassou a conversa com Sebastian na mente, mas mesmo assim ficou com vergonha de deixar transparecer o ciúme, aquilo iria pisotear o seu ego:

_ Eu estava cansado. Só isso.

Mentiu. Anne parecendo se dar por satisfeita momentaneamente se inclinou e o puxou para um beijo mais intenso. Gillbert afundou a mão no cabelo ruivo sentindo cada canto da sua boca e desligando completamente a razão.

O momento foi interrompido por um barulho, algo quebrando, vidro talvez? Olharam para trás e perceberam que não estavam sozinhos, de pé com a boca aberta em um "o" perfeito estava Delphine e aos seus pés uma xícara branca aos cacos. A pequena criaturinha levou as mãozinhas atrás das costas como se soubesse que tinha visto algo que não deveria.

Anne fechou os olhos com força e murmurou:

_ Droga. Acho que deixamos a porta aberta.

Segunda - feira

Estação ferroviária de Charlotte Tow:

Rubby , Anne, Colle, Diana e Prissy estavam prontos para embarcar, a viagem ao Sul iria durar uma semana mas para Anne e Diana eram o mais loge que tinham ido além de Avonlea.

Os amigos de Anne já estavam dentro do trem, Colle foi o último a entrar com a benção de tia Josephine que foi dar um último abraço nele e na sobrinha antes de partir. 

No momento Marilla enchia Anne de recomendações, ela revirava os olhos e respondia "Sim Marilla não vou me esquecer de entregar o visto dos passaportes" ou " Sim Marilla, vou me comportar como a dama que você criou".

Por fim comentou:

_ Fico aliviada por não ir sozinha, e lembre de dormir cedo , perder horas de sono não é saudável.

_ Ok, será que já posso ir ? Não vou ficar fora um ano sabia?

_ Pode- disse dando um beijo na sua testa _ Divirta-se e Juízo.

Anne sorriu, Marilla por trás daquele jeito durão escondia uma mãe doce e preocupada que só ela era capaz de enxergar. 

Ela virou as costas se despedindo mais uma vez e entrou no trem, se sentou próximo a janela ao lado de Rubby e Diana que conversavam animadamente, e olhou para o lado de fora. Especialmente naquele dia a estação estava apinhada de passageiros, todos os universitários de Charlotte Tow e Avonlea estavam ali com os demais vistantes com um mesmo destino : Indra Hall.

Empolgada, seu olhar pareceu procurar alguém em meio aquela confusão de malas bagagens e calor humano. Gillbert, mas logo lembrou de que a universidade dele era na capital por tanto talvez só se encontrassem novamente em solo Sulista.

Desviou o olhar para dentro do vagão onde estavam novamente e seu coração se aqueceu ao perceber que estava rodeada de amigos. Rubby lia algo com Moody ,Diana e Prissy conversavam e Colle riscava uma ilustração no seu caderno de couro.

Provavelmente pintando traduzindo por meio de imagens o cenário ao seu redor. Charlie estava sentado mais ao fundo sozinho quando Anne pôs os olhos sobre ele , o mesmo sorriu constrangido e desviou o olhar.

Que aventuras a aguardavam na empolgante semana de primavera?



Notas Finais


Obrigada por lerem até aqui ❤️ comemtem e desculpem pelos erros de português. Sugestões são bem vindas até a próxima ❤️☺️


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...