História Anoitecer - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Caçadores, Interativa, Retardados
Visualizações 12
Palavras 2.504
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Romance e Novela, Sobrenatural, Violência
Avisos: Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Gente essa fic foi escrita por mim e alguns amigos que deram seus nomes para os personagens,gostaria de agradece-los pq ela talvez não estaria aqui se não fosse por eles.Os meus amigos são obrigados a comentar já os outros leitores só se quiserem.Gente pode ta uma merda então não reparem que é a minha primeira,sejam pacientes comigo.
Espero que gostem,bjs.

Capítulo 1 - Capitulo 1-Anthony


Fanfic / Fanfiction Anoitecer - Capítulo 1 - Capitulo 1-Anthony

Romênia.

Aqueles que moram nesse país mal sabem o motivo de tamanho massacre que ocorre a noite, muito menos o dia em que começaram. Falando a verdade, não passam de animais ignorantes com medo do dia em que estarão em fila no abatedouro; esperando a morte ceifar-lhes a vida com sua foice macabra.

Não saem mais a noite, pois corre boatos que um serial killer ou um monstro macabro, os esperam para matá-los a luz da lua.

Humanos burros, cegos pela ignorância do desconhecido. São inexistentes, em minha opinião, pessoas inteligentes ou com um pingo de razão nesse país, pois o medo e a inteligência jamais andarão lado a lado. Pessoas com medo dizem coisas absurdas, fazem coisas absurdas, e o pior, tomam decisões perigosas.

Vocês assim como eu descobriram que os humanos dessa cidade estão certos de duas coisas, primeira: seja lá o que for eles ou ele agem à noite; Segunda: nem suas casas podem protegê-los- visto que já acharam milhares de corpos em lugares “seguros”.

Mas eis a falha que não foi percebida: não acontece toda noite nem em uma noite qualquer, acontece naquelas noites; as noites de lua cheia, onde homens viram feras.

Os lobisomens, criaturas amaldiçoadas.

O primeiro lobisomem não era romeno, era italiano.

Criados há séculos atrás, Rômulo e Remo. Alimentados pelo leite de uma loba, acabaram se tornando transfiguradores sem a interferência de bruxas no processo. Antes de Rômulo fundar a cidade de Roma, Remo enciumado por não ter sido escolhido, zombou do irmão e se transformando o atacou e este revidou acontecendo assim uma luta brutal, perto de uma vila de bruxas. Uma criança que estava ali perto, mesmo com medo, se aproximou intrigado porem com o desenrolar da luta, acidentalmente, acabou entre os dois irmãos que o mataram sem nem perceber, após a luta se encerar com Remo morto por Rômulo as bruxas chegaram e viram a cena: a criança e Rômulo ao lado do corpo se lamentando pelo ocorrido. As bruxas então o amaldiçoaram; a prata o queimaria e ele idolatraria a lua cheia se transformando em uma versão distorcida e medonha de um lobo da forma mais dolorosa possível.Mas o que elas não sabiam era que não aconteceria somente aquilo; a cor dos seus olhos  mudaram de acordo com sua classificação na matilha, se transformaria em lobo quando quisesse ou dependendo do seu nível de stress, seria uma transformação normal- sem dor.Em toda Lua Cheia quando se transformava ele atacava alguém e se esse alguém sobrevivesse, iria transformar-se em um monstro.

Com isso vários lobisomens povoaram a Itália, formando varia matilhas, com a morte de Rômulo algumas décadas depois e a invenção do Grande Ranking um alfa, mas não um alfa qualquer; O Alfa, Benedict, era e continua sendo uma maquina de matar.

E isso foi de muita ajuda quando ele recrutou a maioria dos lobisomens italianos e marchou em direção a Romênia onde ele lutaria com o 3° mais forte, um vampiro romeno chamado Marcus, e seu enorme clã de seguidores.

Benedict venceu, fez uma festa diante da fogueira em que Marcus e seu clã queimavam, desde esse fatídico dia Romênia passou a ser o lar dos lobisomens onde nem mesmo o 1° mais forte ousa pisar, e ele passou a ser - obviamente- o 3° mais forte. Varias matilhas se formaram no país, cada uma com seu alfa, e todas elas juntamente com seus alfas seguiam fielmente a Benedict, O Rei dos Lobisomens.

A minoria de lobisomens que não partiu para batalha com ele espalhou sua prole pelos países e continentes, mas, esta visivelmente claro que em nenhum lugar a mais lobisomens que a Romênia.

◊◊◊

                        Em algum lugar da Europa, uma garota retoma uma atitude inopinada, que faz seu amigo duvidar um pouco da sua sanidade mental.

                        -De novo com isso!Ficou maluca?!Porque é o que esta parecendo, essa é uma idéia totalmente impensada, não passa de uma idéia parelha a de um maluco!Essas pessoas mal sabem que estão no Ranking, me surpreendo que consigam entrar!

                        “Se acalme” “Pare de andar de um lado para o outro, vai acabar me deixando tonta” “Não, não fiquei louca” “Vai acabar ficando careca se não parar de puxar os cabelos”; diz Geisiane tentando acalmá-lo, o que não adiantou, pois continuou aflito.

                        -Como você quer que eu me acalme?-diz agarrando mais um punhado de fios-Se você não tira tamanha idiotice da cabeça?

                        A garota bufa, indignada com o seu novo método de tentar coagi-la; antes ele vinha com argumentos inteligentes, pros e os contras de alguma ação e tentava mostrar a decisão certa, algumas vezes funcionava, outras nem tanto. Mas isso foi antes e o novo-adquirido recentemente após o antigo método não ter funcionado, nessa mesma conversa (Lê-se barraco) que tiveram um dia antes-é digamos que um pouco mais bruto; ele grita, esperneia, arranca os cabelos e diz pra ela o quanto esta sendo estúpida e louca.

                        -Henry...o cabelo...

                        -O CABELO?!VOU TE DIZER UMA COISA: DANE-SE O CABELO... VOCÊ VAI ME DEIXAR CARECA DE PREOCUPAÇÂO ALGUM DIA MESMO...ENTÃO...POR QUE NÃO ADIANTAR O PROCESSO? –berrava enlouquecido, uns fios de cabelo branco soltos em suas mãos. Iria continuar se não fosse o olhar que recebeu de pura fúria.

                        Sua expressão facial não era uma das melhores; a Iris dos seus olhos se tornou vermelho vivo, a esclera se tornou completamente negra, veias negras saltaram ao redor dos seus olhos, as presas a mostra.

                        Respirou fundo, sua voz mais grave e gutural, parecida com um rosnado.

                        -Meu querido Henry, se você não se acalmar e parar de gritar, irei colocar minha mão pela sua garganta e arrancar as suas cordas vocais- diz arrastadamente fazendo-o se calar e ficar visivelmente mais calmo e amedontrado-Agora, se possível, poderia se sentar para termos uma conversa civilizada?

                        Hesitante se sentou no sofá velho de couro imitando a ação da amiga, que por precaução avia se sentado em uma poltrona –completamente em farrapos-ligeiramente distante.

                        A tensão no ambiente era palpável. Geisiane sentia-se furiosa e envergonhada de ter explodido e tido o ameaçado após notar que as mãos do amigo tremiam, tanto por ter se exaltado e pela ameaça de perder as cordas vocais (um pouco fraca em minha opinião, mas não estou aqui para julgar; estou para narrar).

                        Henry respirava fundo, o coração parecendo estar prestes a romper a caixa torácica; estava com medo, não somente por ele, mas também pela amiga de séculos e as pessoas que o plano mirabolante dela envolvia.

                        Depois de vários minutos silenciosos capazes de enlouquecer qualquer pessoa na face da terra; a conversa civilizada começava a “fluir” para o grande alivio de Geisiane e nem tanto para o Henry, já que foi ele a romper o silencio.

-Então... como surgiu a idéia, você não me falou. –sibilou dando um meio sorriso tremulante, ameaçando a cair em qualquer instante.

-Quando estávamos na Ucrânia, matando aquele vampiro chifrudo, ele tinha um livro atualizado do Grande Ranking com alguns nomes marcados e pouquíssimas informações sobre eles - era capaz de fracassar tão poucas eram as informações, inclusive se formos seguir meu plano você vai ter que se virar em informações, pois não vamos achar nada com as anotações daquele débil.

“Em cima dos arquivos tinha escrito em vermelho ‘desenformados’, aparentemente eram descendentes ou foram criados por alguém do Ranking que morreu deixando eles nas suas posições e completamente desenformados. Algumas pessoas já tentaram se aproveitar deles, mas, surpreendentemente, os mataram facilmente e rapidamente.”

“O cara do livro estava estudando-os e planejando formar um grupo e atacá-los um por um e como eles não têm nenhum ser sobrenatural ligado a eles as posições estariam livres para ele, assim ele iria subir no ranking de maneira lenta e eficiente.”

“Foi quando tive a idéia: eles estão desprotegidos porque se esse idiota tinha essas informações quem garante que outros não tenham? Nós precisamos de ajuda, também, se eles descobrirem que estamos vivos será a nossa ruína. E eles descobriram cedo ou tarde mesmo que continuemos a ser nômades por ai, agora por exemplo estamos perto de território inimigo! È capaz de olharem para o lado e nos verem tomando chá da tarde no quintal visinho!Nos...”

Foi interrompida por uma alta risada vinda de Henry que fazia o sofasinho velho de couro tremer e se agitar, pronto para desmoronar a qualquer instante.

-Como você consegue ser tão dramática?!Estamos em uma distancia segura!Pare de fazer tempestade em um copo d’água.

Mandou-lhe um olhar de estrema indignação, sentia-se chocada por ele ter dito algo assim!O que aconteceu? Era para ele estar preocupado, como sempre e não rindo da cara dela enquanto tinham uma conversa seria.

-Estou falando sério!Nos...

-...estamos sem açúcar e por isso vamos ver se os nossos “queridos visinhos” poderiam fazer a gentileza de compartilhar um pouco!- disse ,o sarcasmo notável em cada palavra, o sofá tremia violentamente com suas risadas desenfreadas.

Ela não entendia o porquê das risadas, afinal ele sabe que estão perigosamente perto, não é?

Foi ai que ela percebeu que ele não sabia onde estavam não prestou atenção na localização do chalé do lobisomem que acabaram de atacar, este agora estava com o corpo destroçado bem atrás deles, Henry estava ocupado demais a criticando para notar a onde estava indo- poderiam estar em Marte que ele não notaria.

Ela o compreendia afinal sua idéia era arriscada e perigosa, esqueceu-se desse fato quando as risadas aumentaram de volume. Com o poder mental partiu o sofá onde ele estava, fazendo-o cair com um baque surdo, e com um pequeno movimento com a mão o arremessou longe.Ele bateu na parede,esta que se formou um buraco e ele foi parar no cômodo ao lado.

Ela escutou ele soltar um gemido do outro lado.

-Henrysinho se machucou?-outro gemido em resposta-Que pena!-soltou uma gargalhada-Deve ser esse sofá velho, não acha? –acrescentou com um toque de cinismo.

Não demorou muito e ele passou pela porta mancando e com a mão no ombro, sentou-se no chão ao lado da lareira e voltou o ombro pro lugar soltando um grunhido, mas mesmo assim não deixando de responder, o sarcasmo pouco notável através dos dentes serrados:

-Acho!Claro que acho... culpa do sofá velho.

Isso só a fez rir mais.

-Que bom que concorda comigo,agora,vamos continuar de onde paramos: Nós estamos bem ao lado da divisa da Finlandia-que é onde estamos-com a Federação Russa, a menos de um quilometro para ser exata, que fica perto de onde eles estão.

Ele notou seu erro, o pouco de cor que havia em seu rosto sumiu.

-E nos estamos sozinhos dentro de um chalé caindo aos pedaços –o sorriso dela aumentou conforme o rosto dele se contorcia de pavor,acrescentou cínica:-Ainda quer pedir uma xícara de açúcar?

-Pensei que estávamos mais longe...

-Mas não estamos –interrompeu-o.

-...não tinha me tocado de onde estávamos!

                        -Voltando ao antigo assunto: Precisamos de ajuda!E essas pessoas também, se nos juntássemos seriamos mais fortes.

                        Henry que já tinha se recuperado do choque disse:

                        -Mas e a historia de nos mudarmos para a Terra Dos Lobos?

                        -Sabia que precisávamos de um lugar onde morar, um lugar fixo onde ninguém ousaria nos perturbar, onde ele jamais pisaria...

                        “E quando passava perto da Romênia eu me toquei; lá era o ultimo lugar na face da Terra aonde qualquer vampiro, bruxa ou criatura sobrenatural iria... por causa da concentração de lobisomens do mundo...”

                        -Eles iriam notar nossa presença e nos matariam.

                        -Eu com a ajuda das pessoas que quiserem entrar, podemos fazer feitiços para disfarçar o nosso cheiro, trabalhar ou estudar para não levantar suspeitas e caçar discretamente. Vou fazer isso,quer você ajude ou não.’Tá dentro ou fora?

                        Bufou, ele sabia que não conseguiria tirar essa idéia da cabeça dela.

                        -Se acha que vai dar certo, então, sim eu to dentro.

◊◊◊

                        Anthony Salazar Gonzáles.

                        Caçador.

                        Namorando com a humana Danielle.

                         26 anos.

                        Conquistou o 9º após matar o lobisomem Miguel Borja, famoso por fugir do Rei dos Lobisomens; dizem que fugiu, pois Benedict queria e ainda quer matá-lo, pois Miguel era amante de sua esposa... tenha dó...por tudo que é mais sagrado...

                        Suspirou (“Tenha dó digo eu”) era a milésima vez que ele criticava o caçador ou alguém que se envolveu com ele.

                        Passou costurando por entre os carros enquanto perguntava:

                        -O que foi dessa vez?

                        A voz vinda do painel respondeu:

                        Ele matou o 3º mais forte e colocou medo em todos os seres que passam perto da Romênia, mas pelo visto não o temem tanto assim, ele não conseguiu nem afastar o M.Ricardão...

                        - M. Ricardão? –interrompeu confusa.

                        Ele riu.

                        Miguel Ricardo Borja era de se esperar não? E cá entre nós: tem certeza que ele é lobisomem?Porque pra mim parece um Cornosomem, na lua cheia os chifres crescem ao invés dele virar um crinos...

                        Desatou a rir enquanto passava pela entrada do bairro, estava chegando perto...

                        -Cornosomem?-disse em meio sua risada que Henry apelidou carinhosamente de Choro Riso.

                        Sim...o tão temido Cornosomem e esse é pior pois até os humanos reconhecem, afinal com os chifres crescendo cada vez mais em toda lua cheia!Imagino como deve ser difícil andar com o peso dos chifres...

                        -Quem precisa de vizinha fofoqueira quando seu Best descobre tudo sobre todos?Vai ser promovido a Câmera de Vigilância se continuar nesse ritimo-alfinetou-o

                        Antes ser fofoqueiro do que ser uma Cornosomem igual a você e...amiga aquele seu olho furado melhorou? –retrucou com cinismo.

                        Ela parou de rir, as veias começando a aparecer no rosto, ele tocou na ferida.

                        -Tchau.

                        Mas eu disse a verd...

                        Desligou.

                        Acelerou o Bugatti e saiu cantando pneu (““ Quanto mais rápido chegar, mais rápido eu volto para esfregar a cara dele no asfalto”).

                        Em menos de dez minutos chega em frente a casa, a saveiro vermelha na entrada da garagem.

                        Encostou ao meio fio e viu Danielle-uma loira baixinha, olhos azuis a olhando com interesse e desconfiança. Geisiane andou em direção a casa em frente a porta e tocando a campainha.

                        Em menos de um segundo a porta foi atendida.

                        -Bom dia, posso ajudar?

                        -Bom dia, Anthony Gonzáles está?

                        -Sim mas ele esta dormindo,por que?- diz

                        Em desespero avistou em cima da mesa um cartaz de procura-se e se apressou em dizer com uma voz baixa e chorosa:

                        -Ele esta trabalhando no desaparecimento do meu namorado ,gostaria de saber como anda o caso...-no final faz uma falsa crise de choro.

                        Danielle preocupada se apressa em dizer;

                        -A cozinha é por aqui,vou lhe trazer um copo d’água.

                        -Me convide para entrar.

                        A face de preocupação se substitui por uma de entendimento e em seguida por uma de pânico que Geisiane entretida com seu teatro, não notou.

                        -A cozinha é por aqui...e acho que ele acabou de acordar...vou chama-lo-e assim sumiu pelo corredor deixando Geisiane confusa.

                        O celular vibrou no seu bolso e ela depois de secar as lagrimas falsas o pegou.

                        CameradeVigilancia2.0: já falou com ele?

                        HibridaRetarda:ainda n... ,ela parou de digitar ao ouvir passos na sua frente e ao erguer o olhar avistou um homem de pele morena e cabelos cortados rente a cabeça com uma arma na mão.

                        E ele atirou nela.



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