História Anorexia - Smile Deku - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Seinen, Shonen-Ai, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


O capítulo a seguir pode conter gatilhos emocionais. Além de haver violência, auto-mutilação e pensamentos suicidas. Leia por sua própria conta e risco.

Capítulo 2 - E Eu Me Dou Conta


Fanfic / Fanfiction Anorexia - Smile Deku - Capítulo 2 - E Eu Me Dou Conta

Após lavar meu corpo — Apesar de sentir extremo e intenso nojo de mim mesmo. —, desligo o fluxo de água, e caminho até estar de frente para o espelho.

Meu rosto está vermelho e inchado por conta do choro. Meu cabelo está molhado e bagunçado.

Já não reconheço a pessoa que vejo diante de mim mesmo. Por mais que saiba ser eu... Por mais que eu queira ter certeza do que estou a ver, vejo apenas um garoto machucado cuja alma está em ruínas.

Sim.

Machucada e em pedaços, ela encontra-se despedaçada, trazendo com sigo uma dor insuportável que supera a dor carnal.

Os meus braços já não sangram, não escorrem ou pingarream o vermelho que mesmo por apenas alguns segundos, foi a calmaria da minha mente.

Uma cor e líquido que eu temi por tanto tempo, agora me alivia. Eu me senti vivo, mesmo que a sensação tenha durado pouco.

Me pergunto o que fazer agora

Não sei se volto à escola e entro atrasado... Eu sequer estou conseguindo me manter de pé. Essa dor insuportável está me matando.

Talvez eu peça ajuda ao Kacchan... Se eu conta a ele...

Não. É provável que ria de mim. O que passará por sua cabeça? A culpa é minha não é? Sempre foi minha... Eu devo tê-lo provocado outra vez.

Suspiro saindo do banheiro com certa lentidão, após me secar e vestir, tranco a porta, deito na cama e me cubro.

O que eu fiz para merecer isso? É culpa de eu ter nascido? A culpa é minha?

Eu realmente devia existir? Se eu fosse mais forte... Se fosse diferente...

Droga... Que horas são...?

Pego meu celular na cômoda ao lado, acendendo a tela. Mensagens do All Might...

O que ele quer...?

Abro as mesmas.

Toshinori: Jovem Midoriya, soube do problema com sua mãe. Espero que ela esteja melhor. Seus amigos também me disseram que você parecia estar mal. Espero que melhore. Pretende voltar amanhã?

Você: Sim, foi só um imprevisto, já está tudo bem. Estarei aí amanhã pela manhã.


Após dada a resposta, desligo a tela, percebendo que esqueci de ver a hora. Ainda são dez horas. Minha mãe está no trabalho e eu provavelmente estou com febre.


Minha cabeça lateja, e minha temperatura corporal decaiu, quero dizer, estou com frio apesar de estar quente. Isso é irritante.


Olho novamente o teto. A atmosfera massante que me faz querer vomitar simplesmente por estar nela.


Essa sensação que cobre o meu peito. A vontade; o desejo profundo de simplesmente desaparecer. Certamente o inferno seria menos doloroso que isso.


O que eu fiz de errado? Novamente me pergunto.


Fecho os olhos me esforçando falhamente para não chorar. As lágrimas quentes, escorrem pelo meu rosto, molhando mais os fios úmidos de meu cabelo, e o travesseiro. Cada segundo respirando, lembrando ou sentindo tudo o que acabara de ocorrer neste mesmo cômodo, torna o mundo, o pior lugar para se estar.


O pior de todos os lugares.


Abro os olhos com dificuldade, segurando os grunhidos que tentam escapar juntamente do choro, uma ardência tomara conta de minha cabeça, enquanto que meu corpo, já não responde ao meu desejo de levantar. Minha mente já não corresponde ao meu querer, e meus músculos já não obedecem meu cérebro.


Sinto-me deixar asfixiar aos poucos, perdendo a consciência.


Uma escuridão toma conta de minha mente.


Agora eu posso me perguntar, o que fez com que todos me odiassem desde a infância. O que fez Kacchan se afastar. Não foi minha falta de individualidade, ou a sanidade que agora duvido ter. Eu sou impuro... Um demônio impuro e desnecessário.


A escuridão que cobrira minha mente, torna-se uma lembrança do ato dele. O ato que me corrompeu quando criança. Eu o desobedeci. Eu fazia isso raramente, mas achei que não teria problema, afinal, era meu aniversário. Ele disse que me daria um presente...


Minha mãe havia saído para comprar um. Tinha ido atrás de algo para mim.


Hisashi me levou até o quarto que estou, dizendo que uma caixa grande me esperaria com uma surpresa dentro. Ao entrarmos ele trancou a porta e... Bom... Me machucou... Quebrou minha alma pela primeira vez... E é incrível que, quando algo se quebra, não importa quanta ou qual cola você use, vai sempre deixar rachaduras à amostra. As rachaduras nunca irão embora. As cicatrizes por assim dizer, ficarão eternamente seladas em sua pele.


E quando aquilo que uma vez foi quebrado, se quebra novamente, não há cola que concerte, e as rachaduras ficam em dobro. Logo que se quebrar pela terceira vez, restarão apenas farelos... Lembranças do que foi uma vez.


Por mais que eu saiba que é o meu subconsciente a me mostrar e fazer entender tudo, eu vejo apenas verdades aqui.


Abro os olhos ao sentir meu corpo ser balançado.


— Izuku! — Avisto a mulher de cabelos longos. — Que bom... Está desmaiado desde ontem...


— Hum...? Que horas são...?


— Cinco e dois da manhã... Hisashi disse que você voltou para casa com febre e se trancou no quarto. Tive que achar a chave reserva. Estava tão preocupada. — Ela me ajuda a sentar e me abraça. — Nunca mais faça isso comigo! — Meu corpo ainda dói. Não tanto quanto antes, mas dói. Tenho aula em duas horas. — Sua febre já passou, mas você precisa se alimentar... — Ela fala claramente preocupada. Suspiro anuindo. — Não vai para a aula hoje não é?


— A-ah... Eu tenho uma aula importante hoje... — Sussurro. Hoje não teremos aula do Present Mic, mas vamos ter aula prática.


— Está bem... Mas me ligue caso precise. — Ela fala sorrindo fraco. — Mas agora... Vem tomar remédio e comer. — Anuo fraco, avistando o homem atrás dela, que caminha para fora do quarto.


— Vou fazer seu café. Se arruma para ir à aula. — Ouço a voz que agora me trás desgosto. A voz que mais odeio.


Anuo e minha mãe também sai do quarto, me deixando livre para levantar.


Eu apaguei desde ontem...


Não quero mais ficar aqui nem por um segundo.


Levanto com certa lentidão, sentindo cheiro das panquecas, que provavelmente estarão prontas em breve.


Caminho até o banheiro, com pouca dificuldade, e ligo o chuveiro, sem me importar com o fato de estar no frio.


Lembro-me quando o médico disse que eu não possuía individualidade... — Penso olhando a água cair, logo tirando minha roupa, entrando em baixo da mesma. — Meu pai paralisou olhando-o. Ficou sem palavras. Essa foi a primeira vez que ele me machucou... Digo... Espancou.


Quando abusou de mim, lembro que ele disse exatamente isso: "Se não serve para ter individualidade... Se não serve para estar vivo... E acima de tudo... Para ser meu filho. Então você servirá para me dar prazer, e nada além disso.


Essa frase me marcou. Marcou minha infância, meu psicológico e minha vida.


Começo a tremer pelo frio que a água trás, me esforçando para terminar o banho logo, embora queira me sentir limpo, sei que serei incapaz, pois não é a primeira vez que passo por isso.


Após o término do banho, me visto rapidamente, e vou à cozinha, comer como me foi pedido.


Um enjoo dominante quase me impede, embora eu me esforce bastante para não vomitar.


Quando termino, lavo meu prato, e me despeço, indo para a academia. Chego, e vou direto ao meu dormitório organizar as coisas, encontrando com Todoroki no caminho, que me fita.


— Bom dia Midoriya. — Ele diz com sua clara expressão de nada.


— Bom dia Todoroki! — Sorrio. — As aulas de hoje começam de tarde não é?


— Sim... — Ele coça o rosto claramente ansioso. — Escuta... Você está bem mesmo? — Abaixo o olhar, e fecho os olhos sorrindo.


— Claro. Estou ótimo. — Faço uma breve reverência e passo por ele, indo até meu dormitório o mais rápido possível.


Quando chego no mesmo, observo o clima confortável. Não tem a atmosfera nojenta da minha casa. Isso é tão bom.


Começo a organizar a cama, para dormir nos próximos dias.


Fico um tempo mexendo no celular, até ver a hora. Faltam cinco minutos para a aula.


Saio do quarto pouco apressado, caminhando até a sala. Chego pouco atrasado e adentro a mesma.


Caminho até meu lugar de cabeça baixa, vendo Aizawa me fitar.


— Bom... Voltando à explicação do treino de hoje... Vocês irão se enfrentar... Queremos saber como irão lidar com a invidualidade uns dos outros. A atividade funcionará da seguinte forma. All Might, Midnight e eu, iremos separar vocês em times de cinco. Os quatro times se enfrentarão, escolhendo um oponente para o rival. Por exemplo. O time um terá a Yaoyorozu Momo, enquanto no time dois, terei a Jirou. Se elas se voluntarearem e o grupo concordar, elas se enfrentarão. A vencedora leva um ponto para o time. Lembrando que, a ideia não é ferimento, ou nocaute. Basta o oponente desistir ou ser jogado para fora da arena.


Suspiro ao ouvi-lo explicar. Não é complicado, só irritante saber que vou ter que lutar.


Aizawa autoriza, e vamos vestir as roupas de educação física.


Caminhamos até a arena e All Might se põe à frente.


— Bom. Nós discutimos, e os grupos serão o seguinte. Grupo Um, Katsuki Bakugou, Mina Ashido, Mineta Minoru, Eijirou Kirishima e Toru Hagakure. — Ele diz arrancando uma expressão irritada de Kacchan.


— Grupo dois. Izuku Midoriya, Shoto Todoroki, Denki Kaminari, Iida Tênia e Hanta Sero. — Midnight fala sorrindo fraco.


— Grupo três Yuga Aoyama, Ochako Uraraka, Tsuyu Asui, Ojiro Mashirao e Koji Koda. — Aizawa se pronuncia com sua expressão preguiçosa.


— Grupo quatro. — Present Mic surge sabe-se lá de onde. — Rikido Sato, Meso Shoji, Kyouka Jirou, Yaoyorozu Momo e Fumikage Tokoyami. Podem se separar em seus respectivos grupos. Grupo um irá com All Might, grupo dois Midnight, grupo três Aizawa e grupo quatro comigo.


— Eu só queria estar no grupo dois... — Mineta reclama. 


— Tá reclamando do que cabelo de bosta?! Já basta ter um inútil como você aqui. — Kacchan reclama, e logo depois seu olhar se encontra com o meu, fazendo com que eu olhe para baixo. Após nos separarmos, os professores definem a ordem das lutas, eu serei o primeiro, e lutarei com alguém do time um, às cegas, resumindo, sequer sei quem será. Uma discussão leva à ordem de lutas, pondo o Kaminari na última batalha. Quando tudo está organizado, a aula começa. Subo na arena em silencio, aguardando meu oponente. Kacchan. Era de se esperar. Ele é muito ansioso para lutar... Mas acho que ele esperava o Shoto, levando em conta a expressão de desanimo quando me viu. Respiro fundo vendo-o subir enquanto me fita. — Pelo menos luta para valer, Deku de merda! 


Mordo o lábio e anuo. Inútil. Eu não sinto a menor vontade de lutar. Não tenho o menor desejo de sequer estar aqui... Mas também não queria ficar em casa.


A luta se inicia ao apitar de Present Mic, fazendo com que nos prontifiquemos, e Kacchan venha com tudo para cima de mim. Defendo diversas vezes sem contra-atacar, deixando-o furioso. Revido apenas uma vez, acertando um soco sem minha quirk nele. Suspiro ao sentir vontade de bater mais vezes. Um desejo de violência cobre minha mente, porém ao mesmo tempo, um medo de fazer algo para feri-lo... Não quero machucá-lo.


— Vamos Deku! Luta direito, ou vou ter que ganhar... O que não me surpreenderia, levando em conta o quão inútil você tende a ser... Mesmo com essa quirk, continuará sendo um sem individualidade! — Suas palavras me atingem de forma impactante.


Novamente a lembrança do ocorrido de ontem me vem à mente. Eu não sirvo para nada além de ocasionar prazer ao Hisashi... Além de tentar ser útil para você... Kacchan.


Por que eu tenho que me esforçar tanto? Por que tento deixar as pessoas felizes?! Por que elas tiram tanto de mim e ainda me ferem?! 


— Porra! Por que é sempre assim?! — Acerto um soco derrubando-o.


— Finalmente...? — Vejo-o se levantar. Suspiro. Por que eu aceitei a quirk do All Might se nem quero mais viver...? — Finalmente se deu conta não é?! Você é um merda! —Vejo-o vir com tudo para cima de mim, e levanto o braço para defender a explosão vinda do lado esquerdo.


Por que...? Por que me defender? Eu posso deixar ele acabar tudo aqui... Ou sentir a sensação que me livra dessas paranóias...


Tiro o braço, sentido uma explosão forte o suficiente para abrir um buraco em minha costela, saindo um quantidade excessiva de sangue. Caio em cima do liquido quente, que outrora cobrira meus braços. Tudo simplesmente apaga. Mas essa sensação é simplesmente maravilhosa.


Notas Finais


Agradeço desde já o tempo que tirou para ler, e peço que comente caso seja possível.

A fanfic será em Hiato, ou seja, não saberei quando estarei a postar os capítulos, e é bem provável que não saia nada amanhã. É isso. Agradeço à Little_Juia123 (Perdão se estiver errado), por ter me dito o significado dessa palavra.


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