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História Anormal - Capítulo 21


Escrita por: Mia_Giu

Capítulo 21 - Pedido


Jimin 

Eu estou inseguro e muito impressionado com a chegada repentina de Jungkook, ele está diferente, com um ar de corajoso e um alfa bruto. Parece que não era ele e sim outra pessoa, como pode mudar com apenas dois meses? Mesmo assim eu não queria conversar com o alfa, mesmo ele dizendo que me ama. Alfas são falsos, sempre querem o mesmo, apenas diversão. 

Quando ele saiu do quarto, eu me virei para olhar o que tinha dentro da sacola, mas ouvi um barulho de gritos e me assustei, rapidamente corro até onde vinha o barulho, vendo meu pai batendo em Jungkook no chão. Meu pai estava morrendo de ódio, ele não costumava ser tão agressivo assim. Já Jeon não fazia nada apenas cubriu o rosto, gritando para meu pai parar de bater. Fiquei desesperado, sem saber o que fazer, tremia que nem um pinscher. Já estava começando a chorar e passar mal. 

— SEU MISERÁVEL, EU SABIA QUE VOCÊ NÃO PRESTAVA. — gritou meu pai.

— SENHOR PARE COM ISSO, EU NÃO FIZ NADA, AH!. — Falou Jeon tentando sair debaixo do mais velho, sem sucesso. Os pais de Jungkook chegaram correndo para ver a confusão, foi muito louco, o senhor Jeon só sentou no sofá rindo e Noona estava chorando. 

— S-solte o meu filho por favor. — falou Yani se encolhendo de medo. 

— Não, esse seu filho é um pervertido, se aproveitou do meu bebê para brincar com ele. 

— P-POR FAVOR PAI, PARA DE BATER NELE, JÁ CHEGA. — Gritei nervoso, vendo meu pai pausar para me encarar. — Por favor, não piore tudo, o senhor está me assustando e também meu bebê. — Solucei, papai soltou Jeon e correu até mim, para limpar minhas lágrimas arrependido por ter me feito chorar. Já Noona correu até seu filho abraçando o mesmo. 

— Filho me desculpe, eu não queria assustar. Eu só queria te proteger, esse lugar não é pra você, vamos voltar para casa, eu dou um jeito de cuidar de você e da criança. 

— O senhor não irá levá-lo a lugar algum, Jimin está sendo bem tratado aqui, não pode entrar na minha casa para bater no meu filho. — falou Yani brava. — Nem respeitou a presença do seu filho grávido, Jung não é nenhum vagabundo, meu menino é um homem de respeito e sério. 

— Que? — o pai de Jungkook riu 

— Pare de rir, seu cavalo! Estou defendendo nosso filho.— repreendeu o mesmo que se calou. 

— Se seu filho fosse sério, não teria essas tatuagens grotescas, isso é coisa de criminoso. Não sei como meu filho se envolveu com esse daí. 

— Quem você acha que é para falar assim do meu filho? 

— Sou Major senhora, meu filho não é atoa que nem o seu. Meu Ji é estudioso e educado, mas esse alfa entrou no caminho para estragar os sonhos dele. 

— Pai já chega, temos que conversar lá fora. Desculpe o transtorno Senhor e senhora Jeon. — Levei meu pai até o portão da casa cruzando os braços fazendo cara feia. 

— O que foi?! Ji não faça essa cara, eu tenho razão. Aquele cara é um idiota, você não deveria ter ficado atrás dele, acreditei que você era amigo dele. Olha o tipo de alfa que se envolveu, não sabia que era assim. Melhor a gente voltar pra casa, eu mesmo dou as despesas.

— Pai o senhor está se ouvindo?! Tem dividas e sempre dou trabalho, desta vez tenho que me virar. Já tenho vinte anos, não posso viver sempre em suas asas, eu vou cuidar da minha filha com a ajuda dessa família, é o único jeito. Eles me tratam bem, me sinto parte da família. Depois eu vou voltar estudar e vou trabalhar, não se preocupe comigo. 

— Mas e Jungkook? Viu como ele está? Isso é horrível. Sinal de que não presta, abandonou você justamente na hora que precisava. Não é alfa pra você, Ji!

— Pai... — revirei os olhos — Não julgue os outros pela aparência, Jungkook não sabia que eu engravidei quando viajou, a culpa não é só dele. Eu também colaborei pra isso acontecer, não estou sendo obrigado a ficar aqui, é pelo bem da minha menina. Seja compreensivo, não quero que brigue com os Jeons. 

— Ji, você ainda ama Jungkook não é?! 

— Sim, amo Jungkook, mas não sei. Por enquanto minha filha está em primeiro lugar não quero ter dor de cabeça com relacionamento, isso eu resolvo, mas quero que o senhor venha um dia aqui para almoçar conosco ou me visitar. Por favor, não torne as coisas mais difíceis. — implorei vendo o mesmo assentir me dando um abraço. 

— Ji, papai nunca vai te deixar sozinho, eu vou embora por você. Mas não deixe de desabafar comigo, eu te amo. 

— Eu também te amo, pai! — nos afastamos e ele foi embora sem olhar para trás, entrei na casa vendo Jungkook sentado no sofá com sua mãe abraçando e o Jeon mais velho rindo do próprio filho. 

— Bem merecido, iria levar bala no cú. — gargalhou 

— Pai, não tem graça ok?! Eu iria ser morto por aquele brutamontes, só não bati nele porque é mais velho e pai do Jimin. — bufou 

— Jimin ainda por cima grávido vendo essas confusões, por favor evitem brigas. — Noona falou brava — Oh, Jimin já está aí?! Pensei que iria demorar mais. — sorriu forçada. 

—  Sinto muito pelo meu pai, ele é bruto, mas o convenci. — sorri fraco — E-eu vou tomar meu remédio, estou nervoso. — Caminhei até o quarto, pegando meu remédio e fui até o frigobar tomar água. Sentei na cama triste, a culpa é minha, se eu obedecesse meu pai, nada disso teria acontecido. Vi que ainda não abri a sacola que Jungkook deu, bem devagar pego as roupinhas e as meias de cores amarelas, lilás e rosa. Todas de cores pastéis, eu sorri alegre com as lindas roupinhas. — Olha filha, papai te trouxe esses presentes, são lindas não é?! Quando estiver perto de chegar, mamãe vai deixar o quarto bem bonito pra você. Será minha princesa linda. — alisei minha barriga grandinha, eu li em um site que é bom conversar com os bebês no ventre, escutam nossa voz. Todos os dias converso com ela, para saber que sou bonzinho. 

Eu dormi por cima das roupinhas, hoje o clima estava frio e chuvoso, eu gosto disso, mas precisava de alguém para me esquentar, ômegas sempre frágeis, principalmente grávidos. Acordei com algumas batidas na porta, guardo as roupinhas na sacola e peço para a pessoa entrar. 

— Olá, Hyung! Trouxe seu almoço, você dormiu bastante. — Jungkook trouxe uma bandeja com suco e sanduíche, colocando em meu colo. 

— Obrigado! — respondo sem graça, mordendo o sanduíche. — Que horas são? 

— Três da tarde. 

— Não precisava trazer o sanduíche, eu mesmo poderia fazer. 

— Eu fiz porque mamãe e meu pai não estão em casa. — afirmou — E também está muito frio, no seu guarda roupa tem um casaco, quer que eu pegue? 

— Não, não precisa! Estou bem assim. 

— Ah! — riu sem humor — Então gostou das roupinhas? Escolhi com muito amor. 

— Gostei, são lindas! Obrigado. — sorri — Agora pode ir, não quero incomodar. 

— Jimin... — suspirou — Sabe, esse clima entre nós está horrível, parecemos dois desconhecidos. Não quero ficar brigado com você hyung, eu te amo de verdade. 

— Alfa, se quer me consolar dizendo isso, melhor nem falar que me ama. Eu sei que sempre te amei sozinho, sem ser correspondido. Eu não vou te culpar mais, foi eu que me iludir. Não precisa sentir pena. Acho melhor sermos apenas amigos e fingir que nada aconteceu. 

— Não é pena eu realmente te amo, mesmo que eu quisesse ser apenas amigo, não daria certo. Temos histórias juntos, rimos juntos e fizemos amor e isso nos deu uma filha. Quando fiquei longe de você, eu comecei a pensar mais em tudo. Estive com Jennie, mas não é a mesma coisa, me apaixonei pela aparência dela, não pelo carácter, aparência não importa e sim o carácter e você tem mais que isso, é você que é meu verdadeiro amor e nunca mais quero te magoar de novo. — se ajoelhou ao lado da cama tocando em minha mão. — É você hyung, só tenho olhos pra você. Me perdoe! 

— J-jungkook! — arregalei os olhos, deixando a bandeja ao meu lado. — Me deixe pensar, sim?! Eu estou confuso, quero processar as coisas. 

— Tudo bem! — sorri, enquanto eu comia e bebia, Jungkook ficou alisando minha barriga saliente e dando beijinhos. Eu fiquei apenas parado, ignorando isso, mas me derreti que nem manteiga. — Bebê, você gostou dos presentes não foi? Vou comprar muito mais, quando nascer papai vai te carregar no colo e te esquentar. Vai ser bonita que nem o papai! 

— Que?! Não, não! Será igual a mim. — fiz bico — Eu que sou a mãe. 

— E se for igual ao pai? O esperma é meu. — rebateu 

— Mas o cú é meu e o útero também é meu, então vai ser igual a mim. 

— Nada haver, eu vou colocar o nome dela. Será Jeon Park Pussycat. 

— Pussycat é um cassete, Jeon nem começa. — Falei bravo e Jungkook riu. — Tá rindo de que? Quer colocar o nome da nossa filha de buceta? Pensa que não sei inglês? 

— Você fica fofo irritado. 

— Fofo é?! Espere só quando eu meter a mão nessa tua cara de quenga. 

— Nem preciso, já apanhei muito do Park filho e Park pai. — debochou

— Olha menino, não começa! Leva logo essa bandeja, já estou bravo. — Jungkook riu e pegou a bandeja dando um fora, esse macho fica de palhaçada, um frouxo. Mas mesmo assim amo esse idiota. — Tá vendo filha o que tenho que passar? Esse seu pai é doido, calma que seu nome não vai ser buceta, ainda vou pensar em um nome lindo. Trate de ter a minha aparência quando nascer, não posso te carregar por nove meses atoa, hum?! Nossa lá fora está nublado, vai chover, será que pego um casaco? Não melhor não, Jungkook vai achar que obedeci ele. 

Eu levantei da cama indo ao banheiro, soltar o barro, ultimamete estou comendo muito e estou cagando que nem um boi. Está grávido é legal, mas é meio ruim por causa dos pés inchados e do cansaço rápido. E nem posso me agachar direito pois solto gases. 

— Bebê não reclama do cheiro, estou cagando por dois. — afirmei — Será que da pra fazer meu cocô de estrume para as plantas? Sabe que nem os cavalos? Se eu fosse um cavalo dava uma de doido e saia dando coice em todo mundo. — ouvi risadinhas do alfa e meu cú trancou. Ele ouviu, lascou! — Borboletinha tá na cozinha, fazendo chocolate para a madrinha, o resto esqueci, bebê. — me fingi de besta, limpando a bunda e depois dou descarga, vestindo a cueca. Lavo as mãos e saio vendo Jungkook deitado na cama rindo de mim.

— Nunca pensei que iria ouvir você falar de cocô para nossa filha, hilário! 

— Vá se foder, não deveria estar aqui! Eu estava fazendo minhas necessidades. — falei envergonhado. — Tá aí faz tempo? 

— Dês que você peidou alto, pensei que era um motor de uma moto. — gargalhou. 

— Aish, vou te matar! — fui pra cima do mesmo, dando alguns tapas e ele rindo. — Posso nem cagar em paz seu caralho. — Jungkook agarra minha cintura me colocando ao seu lado, ele me olhava sério, um olhar felino eu me calei com medo. Jeon cheirou meu pescoço e minhas madeixas, suspirando. 

— Senti saudades do seu cheirinho. — murmurou, lambendo meu pescoço, gemi baixo, ficando entregue a ele. — E dos seus lábios e todo seu corpo. — Jungkook beijou minha boca e eu retribuí. — Te amo, Grandão, por favor diga que me ama. 

— Eu te amo! — Sussurei — Eu te amo, Jeon Jungkook, quero ser seu! 

— E eu quero ser seu, oh sentiu? — Questionou Jeon 

— O que?! — Senti nossa filha dando chutinhos e eu sorri. — Agora senti, nossa filha está feliz. 

— Amor, eu vou buscar uma coisa e já volto. 

— Mas... Ah, ele já foi. — bufei — O que será que o papai vai aprontar? Bem vai me dar mais comida. 

— Aqui. — trouxe uma pequena caixa preta e se ajoelhou, fiquei sem entender nada. — Park Jimin, aceita. se casar comigo e ser meu ômega para toda a eternidade? — mostrou os aneis lindos e eu chorei, assentindo. 

— E-eu aceito me casar, Kookie-ah



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