1. Spirit Fanfics >
  2. Anos do Jardim Ensolarado >
  3. Acordo

História Anos do Jardim Ensolarado - Capítulo 9


Escrita por:


Notas do Autor


Eu tinha o rascunho desse Cap, na verdade foi o que fez eu querer fazer essa fic por que eu tinha apenas um rascunho de uma One-shot, aí eu pensei se deveria postar como One-shot ou fic longa e decidi postar como fic longa. Eu só tive que botar um pouco de contexto né, mas os parágrafos do Haise e do Arima no final, usando o brinquedo eram a one-shot antes de eu botar contexto.
De qualquer forma, quando lerem esse Cap pensem que foi o Cap que iniciou tudo...

Capítulo 9 - Acordo


Fanfic / Fanfiction Anos do Jardim Ensolarado - Capítulo 9 - Acordo

~Arima's POV

Mas o que diabos?

Ele se separa de mim e me olha sério, seus olhos parecendo ler os meus pensamentos.

- Finja que é o meu namorado, por favor. - Ele sussurra rapidamente e depois seu rosto se transforma em um sorriso aberto. - Kishou, você demorou muito. Onde estava?

Por um momento eu fico realmente confuso e percebo que teria que atuar muito agora. Eu coloco uma das minhas mãos na cintura do mesmo que dá um pequeno pulo de surpresa e continuo.

- Me encontrei com um conhecido no caminho, me desculpe amor. - Deixo escapar um sorriso fraco e observo enquanto vejo ele formular um "vou te matar se continuar assim" com a boca. - Quem é esse? Um amigo?

- Eu sou Kuramoto Itou, e você? - Vejo o homem se aproximar e estender a mão para um cumprimento, eu aceito e o olho nos olhos.

- Arima Kishou, namorado dele. - Falo, vendo o mesmo engolir em seco.

- Não sabia que você namorava, Sasaki. - O homem fala, Haise solta meu pescoço, deixando apenas um de seus braços me rodeando e segurando no meu braço.

- É por que começamos na semana passada, estava pensando na melhor forma de dizer. Sem falar que nem eu nem ele gostamos de chamar atenção, não é?

- Sim, aliás, precisamos ir. Daqui a pouco é o almoço e eu encontrei um lugar legal. - Falei, com a intenção de sair logo dali e ele pareceu entender pois assentiu e se virou para sair.

Eu peguei sua mão e o guiei para um restaurante ali perto.

- Tá chega. - Ele falou baixo e tentou soltar sua mão enquanto entrávamos, mas eu continuei segurando. - Ei, larga.

- Ele esta seguindo a gente. Acho que quer confirmar que somos namorados. - Sussurrei para ele e continuei segurando até que nos sentamos. - Escolha alguma coisa pro almoço aí, já esta no horário mesmo.

- Você esta adorando isso né? - Ele dirigiu um olhar acusatório para mim, eu abri o cardápio e apoiei o meu rosto na minha mão.

- Você correndo para me beijar? Foi fofo. Mas sabe que vai ter que continuar fingindo por um bom tempo né? - Perguntei, sabendo que ele não havia pensado nisso e que só fez aquilo para se livrar do homem, nem pensando nas consequências.

Como pensei, ele me olhou confuso antes de se tocar e começar a ficar nervoso, ele abriu o cardápio para se distrair mas pareceu perceber que havia se metido em um caminho sem saída.

- Idiota. Merda. Droga. Eu não tinha pensado nisso. Itou é um pé no saco, eu só queria tira-lo da minha cola. Deuses. - Ele começou a murmurar e a batucar com uma das mãos na mesa.

Eu coloquei minha mão sobre a mão que batucava e o olhei sugestivamente, sabendo que o tinha na minha mão. Finalmente, o momento que eu esperava, um momento de fraqueza em que ele estava sem saída.

- Agora, eu posso fazer um acordo com você e continuamos com isso. - Vejo ele engolir em seco enquanto me encarava. - Veja bem, eu preciso fazer com você pelo menos por 7 dias seguidos e você precisa de um namorado...

Uma das garçonetes se aproximou antes que eu continuasse, mas eu percebi que ele já havia entendido o que eu estava propondo.

- Queremos dois hambúrgueres, uma porção de batatas e eu vou pegar suco de laranja, ele... - Eu falei, esperando que ele me completasse. Ele continuou me encarando por um tempo e depois disse que pegaria suco de uva. - Suco de uva.

- Mais alguma coisa senhores?

- Não, obrigado. - Haise falou e a moça se distanciou. Logo depois eu o olhei e ele olhou para a mesa, mexendo em um dos guardanapos de papel. - S-Se eu aceitar isso, qual vai ser a garantia que você não vai quebra-la quando conseguir o que quer? Eu levo relacionamentos a sério, não daria para fingir que terminamos depois de você conseguir uma semana de sexo.

- É só não ser só uma semana. - Falei vendo os olhos do mesmo se arregalarem. - Posso espaçar os dias que fazemos sexo. De uma forma que durasse alguns meses, o suficiente para parecer um namoro de verdade, ou, se você preferir, posso continuar fazendo mesmo depois de completar 7 vezes.

Ele pareceu ponderar, embora eu conseguisse ver que ele ainda estava tentando achar uma forma de evitar que eu tivesse o que eu queria, então decidi que teria que colocar algo para apressa-lo.

- Bom, se você não aceitar eu não vou fingir nada e você que lute para se livrar do cara. - Falei, fingindo desinteresse e observando ele arregalar os olhos um pouco e batucar um dos dedos na mesa.

- Esta bem, e-eu aceito. - Ele falou e me olhou com raiva, como se fosse tacar o pote de palitos de dente na minha cara. - Mas nada de gracinhas no meio da rua.

- Ok, mas eu ainda terei que segurar sua cintura se quiser fingir que sou seu namorado. - Retruquei vendo ele me mandar o dedo do meio e eu fiz um ok, vendo ele ficar vermelho e abaixar a mão.

- Idiota. Seu, idiota. - Ele falou cobrindo seu rosto com as mãos, enquanto isso a mesma garçonete que havia nos atendido se aproxima é deixa nossos pedidos sobre a mesa. Eu agradeço e ela se afasta.

- Agora coma, eu prometo que eu pago já que você já vai ser obrigado a me aturar. - Falei tentando anima-lo.

- Ainda te odeio. - Ele falou e eu soltei um riso fraco.

~Quebra de tempo

- Que isso, nem pensei que você já ia para isso hein Haise...  - Eto falou provocando o bicolor, que estava segurando minha mão e olhando o celular antes de levantar a cabeça e olhar confuso para a esverdeada. - Ue, vocês não estão namorando?

Ele pareceu compreender e apenas soltou minha mão e usou para cobrir seu rosto.

- É de mentira, ele fez merda e agora estamos fingindo um namoro. - Falei vendo ele ficar vermelho e apenas continuar andando até o quarto dele.

- E o que ele fez?

- Ele estava querendo se livrar de um tal de Itou e eu, coincidentemente, passei por lá no mesmo momento aí ele me beijou e me pediu para fingir um namoro. Agora estamos nessa situação e ele esta puto consigo mesmo. - Resumi os acontecimentos e observei o rosto dela ir de surpresa para um divertido. Como se estivesse achando muito engraçado a situação do garoto, o que eu não duvidava.

- Bem, Itou sempre ficava flertando com o Haise descaradamente mas o mesmo só ignorava, acho que agora ele pelo menos não vai ter que aguentar isso. - Ela falou entre risadas. - Mas eai, já se aproveitou para pedir sua parte.

Logo de cara entendi que ela estava falando do fato de eu o ter aberto para um trato e apenas assenti e segui para o quarto.

Quando abri a porta, eu encontrei um montinho encima da cama. Todo coberto pelos cobertores e enrolado como se fosse um gato dormindo.

- O que esta fazendo? - Perguntei divertido, sabendo que ele estava provavelmente se enfurnando de vergonha.

- Me deixe aqui até eu morrer. - Ele falou simples e eu ri da sua fala. - Não pensei que ele já ia sair comentando.

- Vamos lá, saia dai. - Falei me sentando na beira da cama e colocando as mãos nos bolsos da jaqueta, percebendo o brinquedo que eu tinha comprado. - Ah, eu tinha me esquecido disso.

- Esquecido do que? - Ele levantou a cabeça curioso e se arrumou para ficar sentado em posição de índio na cama. Eu peguei o brinquedo e mostrei para ele, Haise cortou violentamente e se cobriu novamente. - Pervertido!

- Eu pensei em usar quando eu quisesse te provocar... - Falei sem pensar muito, era a verdade para que esconder? - Tipo agora.

- Sai de perto de mim! - Ele falou me chutando com uma das pernas, da qual eu apenas segurei e me aproximei com cuidado. Ele tentou me chutar com a outra mais eu apenas a afastei. - M-Me s-solta seu pervertido.

- Não vai doer se você ficar calmo. - Falei enquanto me aproveitava de estar segurando sua perna e coloquei a mão que segurava o vibrador por cima da parte interna da outra coxa dele.

Ele começou a tremer um pouco e a tentar me chutar, eu apenas afastava e mantia minha mão segurando a sua perna.

Puxei sua calça para baixo e quando percebi que não havia nenhuma ação. Coloquei a mão por debaixo dos cobertores e de sua blusa, pondo sobre sua barriga para segura-lo e garantir que ele não se mexeria.

- Ei, se ainda tá vivo? - Perguntei, brincando já que eu conseguia sentir sua respiração com a mão que estava em sua barriga.

- Vai se foder tá legal? - Ele respondeu, claramente bravo comigo. Eu sorri percebendo que ele só havia desistido de lutar.

- Podemos fazer isso agora se você estiver assim tão ansioso. - Falei e ele apenas tentou me chutar com a perna livre. Eu desviei e continuei com meu trabalho. Soltei sua perna e usei para puxar sua cueca. Ele era proporcional à seu corpo o que me fez imaginar o mesmo abaixo de mim tremendo e gemendo, afastei esses pensamentos e continuei com a missão de envergonha-lo. - Você é fofo.

- P-Pervertido! N-Não olhe! - Ele tentou me chutar com a perna que eu tinha acabado de soltar e eu pressionei a mão que estava na sua barriga. - I-Idiota...

- Só relaxe, você não vai sentir nada... - Falei pegando o vibrador, era pequeno, mais ou menos do tamanho e grossura do meu indicador e funcionava por meio de um controle que ainda estava no meu bolso.

Coloquei minha mão, com o brinquedo, sobre sua coxa e abri apenas o suficiente para poder enfiar sem dificuldades. Comecei colocando apenas a ponta e vendo ele estremecer e soltar um gemido fraco, continuei enfiando até ele ter absorvido tudo.

- Pronto. - Falei, me distanciando e me sentando na beira da cama, deixando ele se sentar e colocar suas roupas de novo. - Agora, fique com isso pelo resto do dia.

- Por que? - Ele falou, claramente tinha pensado em tirar na primeira oportunidade.

- Por que eu estou mandando, e você vai obedecer por que temos um acordo. - Falei, colocando minha mão dentro do bolso da jaqueta. - E também... - Segurei o pequeno controle e apertei para cima, ligando o mesmo e aumentando um pouco a potência, vendo o mesmo  grunhir e esfregar as pernas. - Isso é um vibrador e eu vou saber se você tirar.

- S-Seu f-filho duma... Ah! - Aumentei antes que pudesse completar a fala e o vi se contorcer debaixo dos lençóis. - P-Pare com i-isso!

- Não. Agora voltando, se você tirar eu irei ter que punir você por me desobedecer. - Eu abaixo a potência para que tivesse certeza de que ele estava me ouvindo. - E acredite... Eu sei como punir alguém...


Notas Finais


Yey


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...