História Another Destination - Capítulo 56


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Categorias Pokémon
Personagens Ash Ketchum, Blue, James, Jessie, Leaf (Green), Personagens Originais, Red, Yellow
Tags Another, Ash, Blue, Digimon, Fakedex, Gameboy, Green, Piedmon, Pikachu, Red, Silver, Toffflate, Yellow
Visualizações 123
Palavras 4.086
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal, como vão? Essa semana tem sido bem louca e eu tenho postado uma pá de coisa.
Como eu estou recendo alguns comentários de leitores que estão maratonando, eu resolvi liberar o capítulo 56 que está bastante tenso.

Quero ver o que vocês vão achar dele ^^
Sem mais delongas, vamos ao capítulo.

Capítulo 56 - Madrugada dos Mortos


Fanfic / Fanfiction Another Destination - Capítulo 56 - Madrugada dos Mortos

ALGUNS DIAS ANTES EM LAVENDER TOWN

As chamas bruxuleavam e eram a única iluminação do cômodo. Aquelas pessoas encapuzadas cantavam e dançavam em volta do fogo que queimava restos mortais de pessoas e pokémons. Algumas ervas eram jogadas no fogo e liberavam um cheiro adocicado no ar.

Até que a cantoria foi interrompida por um zumbido muito forte. Eles taparam os ouvidos conforme o zumbido ficou mais alto, até se tornar ensurdecedor.

E de repente, algo atravessou o teto e atingiu a fogueira. A pressão lançou os fiéis contra as paredes do cômodo e a maioria caiu inconsciente sobre o chão.

--- Morte… Sinto cheiro de morte… - a voz vinha de algo esférico que caiu dentro do fogo.

ATUALMENTE EM LAVENDER TOWN

Abulteron sobrevoava o terreno montanhoso do túnel de pedra. Mara lançava pequenos olhares discretos à Tommy que estava com o rosto duro e sério. Ele não parecia ligar para o vento frio que queria congelar a ponta de seus narizes a qualquer custo.

O ex-agente da equipe Rocket estava revoltado com a perda de sua companheira. O assalto ao Kanto Nacional Bank quase fora um sucesso completo. Ele perdera uma noite de sono, bolando aquele plano mirabolante e no final, isso custou a vida de uma companheira.

Ele olhava as suas mãos e via o sangue seco da jovem que morreu em seus braços. Não queria voltar ao QG da gangue dos faraós, então disse que queria ir para a primeira cidade que viera a sua cabeça. Afinal, tinha muita vergonha de encarar seus companheiros e contar-lhes a verdade.

Conforme o céu ia escurecendo, Mara achou melhor pousar as portas do túnel de pedra. A rota 10 estava praticamente deserta a aquela hora, havendo alguns poucos mineradores que rumavam para as suas residências após um dia exaustivo de trabalho. Eles até estranharam o casal de jovens aterrissando com seu abutre, mas não fizeram mais do que saudá-los com um educado “boa noite”.

Mara chamou Abulteron de volta e Tommy resolveu adiantar-se. A menina estava com pena do namorado, mas decidiu respeitar o seu momento.

--- Lavender… - Tommy arregalou os olhos quando viu a cidade sombria. Ele encarou aqueles prédios altos e as pequenas residências coloniais. Ele encarava os canteiros cheios das mais diferentes espécies de flores, e aquilo pareceu ascender algo em sua memória. - Mara! Eu preciso orar na Torre, poderia me esperar no Centro Pokémon?

Sem esperar pela resposta, ele desceu a rua sem olhar se a menina o seguia. Mara sentiu um aperto em seu coração e a insegurança começou a invadir-lhe. Será que Thalita era tão importante assim? Já não bastava ser assombrada pelo fantasma de Yellow, agora teria de lidar com duas entidades?

A campeã de Pallet resolveu se dirigir ao centro pokémon que ficava no centro da cidade. Ele seguia a estrutura padrão dos outros que ela havia visitado, mas este, parecia ser um tanto menor. Uma vez, ela lera que Lavender Town era uma cidade de passagem e ainda sim, as pessoas evitavam de passar por aqui. As lendas urbanas sobre fantasmas e espíritos vingadores era um veneno para o comércio e o turismo dá cidade.

A menina fez o credenciamento e pediu um quarto para casal. Estava sem fome, então não quis ficar no refeitório e esperar pela janta, mas antes, preferiu subir para o quarto e tomar um longo, relaxante e purificador banho quente. A menina afundou na banheira e segurou a respiração debaixo d’água. Sempre fazia isso quando queria pensar.

Ela e Tommy estavam caminhando para algo muito sério. Durante a operação no banco, ele sugeriu um futuro onde eles poderiam ter uma família. Aquilo foi leve, foi romântico, foi bonito. Mara não sentiu o peso de uma profecia vindo sobre seus ombros, obrigando-a a um futuro que não escolheu seguir.

Mas Tommy era perigoso. Ele pretendia invadir o covil da maior organização criminosa do continente. Como ela poderia ter esperanças com um lunático desses? Sentiria essa apreensão todos os dias da sua vida? O que diria ao seu filho, caso o pai não voltasse para casa porque morreu?

Ela emergiu buscando ar com urgência. Tirou o cabelo dos olhos e pressionou o seu ventre. Um medo começou a invadir-lhe. Entregou-se a Tommy sem qualquer proteção ou precaução. Simplesmente, entregou-se a um prazer irresponsável e ilícito, estava profundamente assustada com as possíveis consequências.

--- Hum? - o som característico de uma pokebola se abrindo pode ser ouvido, mesmo com a porta do banheiro fechada. Mara enrolou-se em uma toalha limpa e abriu a porta, na esperança de ver, Tommy. - Mas o que você….

Um dos seus pokémons havia se libertado e orbitava confuso pelo quarto. Se tratava de um pokémon asteroide com uma superfície amarelada, cheia de crateras. Seus olhos eram expressivos e possuíam cílios definidos e sensuais.

--- Venona! - chamou a menina. - Volte para sua pokebola!

--- Marte vai morrer… Marte vai morrer… Ele está aqui! Ele é mal! Muito mal! - Mara ouvia e sentia a preocupação da pokémon por telepatia. Seu peito esquentava como se fosse explodir. - Ele vai se aproveitar da tristeza de Marte…

Mara, de repente, teve um estalo. Tommy estava com Marsmy – o pokémon que representava o deus marte. Ela recordou-se de quando os vira dentro do túnel de pedra, e de como eles sincronizaram com seus sentimentos e com os de Tommy. Se Marte corria perigo, isso significava que…

--- TOMMY! - a menina colocou suas roupas muito rápido, muniu-se do seu cinto de pokebolas, chamou Venona de volta e desapareceu pela porta do carro.

************************

Tommy abriu a porta sem cerimônia. Ele viu a sala de estar e tirou os sapatos, entrando apenas de meia sobre o chão de tábua corrida. Um tatame branco estava no centro do cômodo e nele haviam uma série de brinquedos e tigelas de ração pokémon. Tommy olhou por cima do seu ombro e mirou a cozinha americana, mas não havia ninguém por lá.

Ele começou a andar pelos corredores e guiou-se pelo som da TV. Até recostou o ouvido sobre uma porta de madeira, mas não ouvindo som, continuou o seu caminho. Ele estava sério e em alerta. Uma pokebola maximizada estava em suas mãos, em virtude de alguma necessidade especial.

Ele caminhava na ponta dos pés e tocou levemente na porta do quarto, cujo o som do televisor vinha. Ele bateu a porta contra a parede do quarto e estranhou que a televisão transmitia o noticiário da noite, mas não havia ninguém para assistir.

Até que ele ouviu o som do destravar de um revólver e sentiu o cano gelado encostar em sua nuca. Ele foi obrigado a abrir um sorriso derrotado. O moreno andou até a cama e colocou a pokebola com Flamemont para trás. A pessoa que o rendeu, pegou a pokebola e com um chute jogou o moreno na cama.

Tommy olhou com desgosto para o jovem senhor, de baixa estatura, careca e sobrancelhas calvas. Ele era tão magro que Tommy poderia quebrar-lhe todos os ossos do corpo apenas com um chute.

--- Você está descuidado, Anderson!

--- É Tommy!

--- Continua mimado! - o velho travou a arma, girou-a habilmente pelo gatilho e a encaixou por dentro da parte debaixo do pijama. - Venha comer!

Ele dera a mão para o velho senhor e eles voltaram a cozinha. Tommy sentou-se a uma mesa próxima ao balcão e esperou o velho homem servi-lo de um caldo quente que continha frutos do mar. O cheiro era ótimo po conta das variadas ervas finas e algas marinhas que eram encontradas no mar de Fuschia.

--- Onde estão os seus amigos?

--- Os pokémons? - disse o homem colocando a tigela diante do jovem. - Foram todos adotados! Agora, eles só vem aqui brincar e matar a saudade!

--- Parece que seu hobby para fugir da vovó, foi pelo cano.

--- Que nada… Sua avó praticamente não vem mais aqui.

Tommy arregalou os olhos, surpreso, mas logo começou a comer. Ele deu uma pequena olhada pela sala e contemplou os quadros dos netos e dos pokémons que passaram pela Casa do Voluntário. Ele sorriu ao ver um quadro seu, de quando ele deveria ter por volta de oito anos. Ele estava abraçado a uma menina de pele branca e cabelos azulados.

--- Onde posso encontrá-la, Senhor Fuji? - perguntou o menino bebendo o seu último gole de caldo. - Estava delicioso, vovô!

--- Você sabe o que aconteceu da última vez que você resolveu se encontrar com ela?

--- Eu fiquei em coma por um mês! Sim, eu lembro!

--- Sua avó é uma sociopata e prometeu matá-lo depois de sua desistência.

--- E como vocês se apaixonaram?

O velho senhor balançou os ombros.

--- Se quiser encontrá-la, ela deve estar naquele culto que ela lidera. Esse é o motivo da vida dela, agora. Ela tem até desafiado o Senhor Giovanni. Diz que não tem tempo para os complexos infantis de deus, dele.

--- Bem a cara dela! - riu Tommy. - Bem! Eu preciso orar na Torre e se eu tiver que lutar contra a vovó pra fazer isso, eu farei.

--- Boa sorte, meu neto. Espero vê-lo, novamente.

Tommy abraçou o velho senhor, colocou a sua tigela na pia, calçou seus sapatos e mirou a Torre iluminada que servia de cemitério para pessoas e pokémons.

--- Se eu tiver que cair… Que seja pela própria família, não é? - disse o menino encarando o prédio com tristeza. - Me perdoe, Mara! Mas uma vida por outra! Essa é a coisa certa a fazer.

TORRE POKÉMON

Mara chegou as portas automáticas da Torre, completamente, esbaforida. O ar frio parecia rasgar seus pulmões, então a menina precisou parar um pouco. Ela podia ver pelas portas transparentes, o clima fúnebre que enchia o primeiro andar.

A iluminação era baixa e Mara podia jurar que uma névoa pairava mais ou menos na altura do joelho. Uma senhora de cabelo lambido, corpo ossudo e olhos esbugalhados estava atrás do balcão e deveria ser a recepcionista. A menina não sabia se deveria falar com ela ou passar direto, tinha medo que a senhorinha avançasse sobre ela.

Mara foi avançando e o choro de uma senhora lhe chamou a atenção. Ela estava prostrada diante de uma lápide. Ela havia trazido um ramalhete de flores e o depositava ali, expressando uma dor profunda.

--- Sua primeira vez, na torre? - a voz da recepcionista era disfônica como um grunhido. Parecia que a própria morte havia entrado em contato. - Não recebemos muitos turistas, eles acham o tour meio… triste.

Ela abriu um sorriso cortês, mas os olhos esbugalhados não ajudavam. Ela tinha umas olheiras fundas e a pele parecia um solo árido de tantas marcas.

--- É que eu… estou procurando meu namorado!

--- Ele morreu quando?

--- Não! - Mara gritou e atraiu olhares julgadores dos visitantes. - Ele está vivo! Acho que ele veio para cá.

A mulher se levantou do balcão e analisou Mara de cima a baixo. Digitou algo no computador e pegou uma espécie de crachá. A campeã de Pallet pegou o cartão e o passou no leitor de uma catraca. A roleta destravou e a menina pode subir as escadas.

O segundo andar era um pouco mais largo que o primeiro. Estava mais vazio por conta do horário. A névoa bruxulheava agora na altura dos tornozelos da menina e ela sentia um frio incomum. Não sabia se era o ar-condicionado ou o medo.

--- Senhora! A senhora por acaso viu um rapaz…

--- Eu não vim ver ninguém, apenas meu marido! - respondera uma senhora que chorava sobre uma lápide.

Mara começou a ficar nervosa. Ela olhava ao seu redor e não via, Tommy. Ela atravessou o segundo andar, passou o cartão na roleta e se dirigiu ao terceiro andar. Parecia que estava ainda mais frio. A névoa cobria as suas pernas e ela não via sinal de ninguém.

--- Swanely! - gritou a menina chamando o pokémon cisne. - Use o desembaçamento!

O cisne grasnou e levantou um voo rápido. Bateu suas asas e a névoa começou a dispersar. Mara viu um caminho abrindo diante de si, mas sentia o perigo a rondar-lhe.

--- Quem está aí?

Uma risada macabra encheu o lugar. Swanely se colocou em posição de batalha, na frente de sua mestra e ambos ficaram em alerta ao ouvirem umas passadas fortes, indicando que algo grande se aproximava.

Até que detrás da penumbra, Mara viu uma figura sinistra. Era um pokémon de mais de dois metros, de corpo esguio, pele cinza, um porrete cheio de espinhos nas mãos e uma máscara tribal que escondia a sua cabeça.

--- Um Ugachip? - disse a menina temerosa. - Mas o que ele está fazendo aqui?

--- Ele está comigo, querida!

Por um momento, Mara pensou que fosse a recepcionista macabra, mas o que surgiu de detrás do pokémon xamã, foi uma senhora que andava com dificuldade e com o auxílio de sua bengala. Seus cabelos alternavam entre o loiro e o branco. Ela trajava um vestido lilás, um colar de pérolas, um sapato fechado social e meia calça branca.

Era a vovó psicopata mais fofa de Lavender.

--- Eu vi que você viria para cá, Mara Chase… Ou devo chamá-la de Margareth Mason?

--- Mas como a senhora…

--- São anos fazendo isso, querida! Eu pertenço a uma seita muito antiga em Kanto. Eu ajudei a criar tudo que existe sobre pokémons e as organizações por detrás delas, eu…

--- É a maior psicopata viva do mundo e eu não me orgulharia disso!

Mara respirou aliviada, quando olhou para trás e viu que Tommy estava em seu encalço. Ela pulou em seu peito e o garoto a recebeu com um sentimento grande de culpa.

--- Amor! Essa é Ágatha Fuji ou mais conhecida como Ágatha Nightmare!

--- Espera… Essa é a senhora Ágatha da…

--- Elite dos 4! - disse Tommy com nojo. - A cúpula com os treinadores mais poderosos de Kanto. O problema que além de ser da Elite dos 4, ela também é conhecida como a Agente Psi.

Mara sentiu como se o ar tivesse sido roubado dos seus pulmões. A equipe rocket estava infiltrada até na Elite dos 4?

--- Eu ajudei a construir tudo relacionado aos pokémons e as organizações por detrás deles! - a voz da velha inundou a sua mente e agora ela entendia o que ela havia dito.

--- E pra piorar ela é a minha avó também!

--- Pobre Anderson, ovelha negra da família! O que a vovó havia dito que ia fazer, caso você pisasse novamente na cidade dela?

--- Ela não pode estar falando sério!

--- Pra trás, Mara! Isso é coisa de família!

Tommy liberou Flamemont que surgiu expelindo muita fumaça da boca. do seu pequeno vulcão. Ágatha tinha um sorriso prazeroso e ao mesmo tempo doentio, estampado no rosto.

--- Você sabe que isso não será o bastante pra me vencer, não é?

--- Sim! - disse o moreno tirando algo do bolso. - Por isso, estava guardando isso para um momento especial!

As duas mulheres no recinto se surpreenderam quando o ex-rocket tirou de bolso, uma espécie de cristal avermelhado com uma gema amarela em seu interior. Ele a encostou no alto da cabeça de Flamemont e o pokémon começou a brilhar.

--- Flamemont evolui por pedra! - disse Mara admirada.

O pokémon montinho começou a crescer, até duplicar de tamanho. Agora ela possui-a mãos e pés, a sua cabeça estava no topo do corpo e o vulcão estava por detrás dela, como uma espécie de bazuca.

--- VULCANO! - o novo pokémon bradou com fúria e uma pequena erupção ocorreu. Alguns jatos de lava atingiam as lápides e as derretiam, instantaneamente.

--- Bep! Vulcano – um pokémon vulcão em erupção. Fire/Ground Type. Vulcano é um pokémon raríssimo de ser encontrado, devido o seu habitat natural ser quilômetros e quilômetros abaixo da Terra. Acredita-se que este pokémon é o responsável pelos movimentos das placas tectônicas que dão origem aos vulcões. Bep!

--- Agora, eu tenho poder para destruí-la com um único tiro, vovó! - disse Tommy decididamente. - Vulcano! Explosão de Fogo!

--- Ugachip! Fotossíntese!

Tommy bradava cheio de expectativa, mas se viu derrotado quando o pokémon Xamã bloqueou o ataque segurando o seu tacape com as duas mãos. Em seguida, ele abriu a sua boca e começou a sugar as chamas até engolí-las completamente.

Ágatha abriu um sorriso triunfante, mesmo com seu pokémon começando a ficar vermelho como se fosse explodir. Segundos depois, os poros da pele abriram e uma rajada de ar quente derrubou o casal e afastou Vulcano por alguns metros.

--- Esqueceu que fui eu que ajudei a sua prima a criar essa Techninal Machine?

--- Mas esse não é o T.M entregue pelo ginásio de Céladon? Espera! A Érica é…

--- Minha prima! Chata pra cacete, inclusive!

--- A brincadeira acaba aqui, Anderson! Ugachip tem quatro rodadas antes de cair pela queimadura, mas em compensação seu poder de ataque está no auge! MARTELO FLORESTAL!

Ugachip saltou e segurava seu tacape que estava energizado com energia verdejante. Tommy fechou os olhos, derrotado, mas sentiu uma movimentação perto dele. Quando abriu os olhos, ela via apenas um tufo de cabelos negros, correndo na direção do seu pokémon.

--- Swanely! Golpe Áereo!

Ágatha trincou os dentes, quando viu o corpo do pokémon cisne ser envolvido por energia cinética e sua velocidade triplicar. Swanely atingiu o peito do pokémon Xamã e o jogou diretamente sob uma lápide.

--- Você não ouviu ele dizer que isso era assunto de família?

--- Eu serei a mulher dele! Sou da família!

--- Você é mais interessante em carne em osso, do que em minhas visões, Mara Chase!

--- O que isso quer dizer?

--- Minha vó é médium! Ela tem uma sensibilidade psíquica absurda, sendo capaz de ter visões do passado, presente e futuro.

A velha mostrou uma segunda pokebola e a lançou no ar. De repente a pouca luz que havia no recinto, se resummiu a um breu. Tommy se colocou de pé e correu até a sua namorada, segurando a sua mão.

--- Boo! - uma brasa azulada se ascendeu próximo ao rosto deles e eles caíram, assustados.

Uma esfera negra que irradiava fogo fátuo, ria da cara do casal assustado. Ela tinha olhos sacanas e ficava colocando uma língua roxa para fora, como se estivesse morrendo de rir.

--- Um pokémon asteroide! - disse Tommy.

--- Este é Pluto! - disse Ágatha com um sorriso triunfante. - Ele caiu aqui em Lavender atraído pela energia fúnebre desse lugar. E é ele que vai mantê-la ocupada, minha netinha!

O pokémon asteroide começou a elevar o seu poder e de repente todo o terceiro andar começou a tremer. Pela penúmbra, o casal conseguiu perceber que a terra estava se revolvendo e para o pavor deles, mãos, na verdade ossos estavam se levantando.

--- Sua bruxa!

--- Agora voltemos de onde paramos! Ugachip!

O Xamã se colocou de pé e parecia que suas queimaduras já estavam indo do primeiro para o segundo grau.

--- Corte Psíquico!

--- Soterramento!

Vulcano colocou as mãos no chão e uma onda de terra se levantou. Ugachip não teve dificuldades de cortar a onda, mas por um momento, a terra cegou-lhe e ele perdeu o seu adversário de vista.

--- INFERNO! - disse Tommy com toda a frieza do mundo.

Vulcano aterrissou atrás do Xamã e conjurou um círculo de fogo que começou ao redor dos pés do inimigo e em seguida virou uma grande torre. Ágatha nem parecia abalada, quando viu que não sobrara nada do corpo do seu pokémon. Ela continuou rindo, mesmo quando seu neto apontou para ela, direcionando o ataque de Vulcano.

--- AH! - o grito de Mara o entorpeceu.

Quando Tommy olhou para trás, haviam restos mortais de pessoas segurando e imobilizando Mara. A morena estava desesperada e cheia de medo.

--- Implore pela vida dela!

--- Você não vai poupá-la! - ele já chorava, encarando a velha. - Eu sei do que você é capaz!

--- Não, não sabe, Anderson! Eu quero que você sofra e não será com essa menina que você atingirá o auge do sofrimento. Pluto! Poderia me ajudar?

De repente, brasas de fogo fátuo começaram a se ascender em vários pontos do terceiro andar. A luz azulada permitia que eles vissem claramente o espaço ao redor e aquelas criaturas horrendas.

--- O que você vai fazer?

--- Te dar um presente por você ter conseguido me derrotar! - Ágatha mirou a escada do quarto andar. - Sabia que Pluto pode trazer de volta os mortos?

O coração de Tommy acelerou quando ele ouviu um som oco vindo das escadas. Seus olhos lacrimejavam e em seguida liberavam lágrimas livremente. Ele começou a caminhar lentamente até as escadas, mas logo ele viu quem vinha de lá.

Era uma jovem. Ela não estava putrefata ou faltava alguma parte do seu corpo. Parecia ser aquela mesma pessoa que ele havia deixando na porta do QG da equipe rocket a um tempo atrás. Ela vestia uma calça jeans, uma camisa branca, seu cabelo loiro como o sol estava trançado e caía pelas suas costas. Seus olhos azuis eram sérios e gélidos.

--- Impossível! - disse Mara.

--- Yellow! - exclamou o ex-agente sentindo seu corpo estremecer. Ele alternava o seu olhar entre sua avó e a menina ressuscitada. - É você, Yellow? É você, loirinha?

A garota desfez o seu rosto duro e abriu os braços. Tommy sorriu e correu para os braços dela. Mara gritava sem parar, mas ele não a ouvia. Ele trouxe Yellow para perto de si e a apertava com força. Yellow o segurava pelo cabelo da nuca e o menino sentia um misto de alívio e dor. Até que ela levantou a cabeça e o olhou nos olhos. As poucas horas que conviveram em Céladon inundaram a mente do jovem e ele não resistiu. Afundou os seus lábios na boca da filha bastarda de Giovanni.

Mara gritava e implorava para Tommy se libertar daquele feitiço. As lágrimas dela caíam livremente e molhavam o chão aos seus pés. Até que ela viu Yellow largar Tommy, sem deixar de beijá-lo. Ela pegou algo no bolso detrás da sua calça e atingiu a sua nuca do rapaz.

Os olhos de Tommy se arregalaram, quando ele sentiu a lâmina atravessar a sua garganta de um lado ao outro e o seu sangue salpicar o rosto novamente sério e inexpressível da loirinha.

Tommy caiu e tentava buscar oxigênio. Seu último olhar em vida, mirou Mara que finalmente foi largada pelos restos mortais que esfarelaram no chão. O olhar de Tommy era pura culpa, antes de se tornarem inertes e apáticos. A treinadora de Veridian o alcançou e o abraçou com força e com prantos.

Ágatha abriu um sorriso triunfante e fez um sinal, para que, Yellow a seguisse.

--- Você… Você não é a Yellow…

--- Eu disse que Pluto poderia trazer pessoas de volta, querida! Não que ele as traria do mesmo jeito!

--- Você me paga, Ágatha!

--- Eu vi tudo querida… Minha acunha é essa, por conta dos meus poderes mediúnicos. Você se tornará uma grande mulher e seria um desperdício matá-la! Mas se atravessar meu caminho de novo, eu talvez não me controle! Meu extinto! Você sabe, não é? Ah! Inlcusive não se estressa, meu bisneto pode nascer com problemas. 

O ódio consumia a campeã de Pallet, enquanto ela observava a treinadora lendária saindo com aquele zumbi amaldiçoado. Ela quis ir atrás das duas, mas tinha algo a fazer.

Mara liberou Tompirator e a topeira lhe ajudou a abrir uma cova qualquer, depois também a ajudou a enterrar o seu namorado. Ela queria conter o choro, mas não conseguia. Por fim, abraçou o pokémon broca e chorou por alguns minutos, enquanto ele cobria a tumba de Tommy Anderson Dwight usando os pés.

DIAS DEPOIS

O calor do vulcão não parecia incomodar-lhe. Ela marchava usando uma calça preta e uma blusa regata da mesma cor. Os olhos estavam pintador com delineador e a boca com um batom escuro. Os cabelos estavam presos num rabo de cavalo.

A líder de ginásio se levantou do seu trono improvisado e encarou com estranheza a sua desafiante.

--- Mara? - disse Blue reconhecendo a outra campeã de Pallet. - Quanto tempo! Como vai…

--- Eu vim pela insígnia! - cortou-a sem cerimônia. - E a propósito: Sua irmã está viva!


Notas Finais


Eu sei... Eu sei... Informações e referências de mais, não é? comenta aí para eu saber se você pegou todas as referências.
Mas acalmem-se, você não leu errado. Amarela está de volta. Mais assassina do que nunca.
Quem manda não resolver situações do passado, né Tommy?
Próximo capítulo teremos a Azul de volta.

O que será que essas duas vão aprontar?


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