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História Another Dimension - Capítulo 1


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Notas do Autor


olá!
Quanto tempo não? Estou passando para avisar que resolvi reescrever a história com base na melhoria da minha escrita, espero que o novo rumo da Hayan do Yugyeom não os incomode, estou bastante animada com a ideia.

Boa leitura!❤️

Capítulo 1 - A filha dos Kwon.


Hayan P.O.V

 

8:39 AM.

 

Estava prestes a pular no grande relógio da sala de jantar, a hora não parecia estar a passar, porquê tudo aparentava tanta lentidão naquele fatídico dia? Justo ele, um Sábado convidativo que trazia consigo um baile de pretendentes, ou como gostaria de lhes apresentar, uma festa extremamente entediante onde meus pais tentam casamentos arranjados para todos seus onze filhos, e eu sou uma deles. Eu sou a única.

 

Eu sou a filha dos Kwon.

 

Levantei minha cabeça com as duas mãos pôr sobre a gigantesca mesa, o relógio passou a marcar 8:40, o que significava que deveria escutar a Sr. Hwang entrar pela porta a qualquer momento, e assim o fez.

 

Sr. Hwang era minha querida professora de Etiqueta, eu a amava, porém odiava toda essa história de parecer a princesa perfeita até ao caminhar.

 

— Oh! Bom dia, Vossa Alteza! Vejo que acordou cedo. — disse a mais velha me olhando surpresa.

 

— Bom dia, Senhora Hwang, infelizmente caí da cama. — sorri minimamente, voltando minha atenção para os talheres postos a mesa.

 

— Melhor cair do que perder a aula mais importante do dia.

 

Concordei com a cabeça observando a mesma ajeitar minha postura, começamos a aula sem mais demoras, teria que aprender rigorosamente sobre qual talher usar a cada refeição, a diferença sobre copos e taças, pratos maiores e pratos menores acompanhados de tigelas, colheres de sobremesas e de sopa..

 

O dia foi comprido, praticamente só tive aulas da Sr. Hwang, Etiqueta pra cá, Etiqueta pra lá, as vezes escapava e quando me dava conta já estava observando meus irmãos andarem a cavalo, eles pareciam tão..livres, mas eu sabia que também tinham suas preocupações, como a luta (banal) pelo trono.

 

A única aula que me trazia alegria nos dias de baile, eram as de dança, eu amava dançar, era como flutuar, mas descalça, com meu irmão, com o Dominic, O Doni sempre foi meu melhor amigo, e eu amava as aulas dele, me sentia eu mesma uma vez a cada mil dias, ou o que aparentava ser uma eternidade.

 

— Hayan, já lhe avisei, mamãe não gosta de atrasos, precisamos ir. — me alertou Doni enquanto eu ainda era mantida ao ritmo da música.

 

— É só um chá da tarde com a família Park, Doni, fazemos isso toda semana, praticamente todo dia! — senti meus olhos pesarem e logo sorri ao ouvir a melhor batida da melodia.

 

— Sobre isso..acha mesmo que vão lhe arranjar o Príncipe Chanyeol?

 

— Não estrague o momento, Dominic, Chanyeol é meu amigo de infância, já disse isso várias vezes, não me casarei com alguém que o papai ou a mamãe escolheram.— ditei brava, como já estava fora do ritmo, saí da sala deixando um irmão junto de seu suspiro para trás.

 

[...]

 

Depois do pequeno surto de realidade que tive na sala de dança, acabei por me arrumar, Sra. Lee me ajudara, a mais nova contratada, nos dávamos bem, até porque era ela que escolhia meus trajes para qualquer que fosse a ocasião.

 

— Está deslumbrante, Vossa Alteza.

 

— Muito obrigada pelo elogio, Lee. — proferi um sorriso largo a mais nova e logo fui de encontro ao espelho de meu quarto.

 

Estava realmente deslumbrante.

 

O vestido branco, com longas mangas, largas e confortáveis, o corpete não muito justo, com uma saia também branca adorável, o mesmo era sem muitos detalhes, apesar da fita que formava um belo laço em minhas costas.

 

Agradeci Lee por sempre saber exatamente o que estou louca para usar, e saí de meu quarto em direção a grande escadaria do castelo, não estava atrasada, mas mamãe já me olhava com certa desaprovação quando me ajeitei ao seu lado esperando pela carruagem.

 

— Está quase atrasada, mocinha.

 

— Perdão mãe, sabe como gosto das aulas de Etiqueta. — menti para me livrar daquele olhar que logo foi substituído por um orgulhoso de meu desempenho.

 

Logo chegou o homem que nos levaria para o castelo da família Park, subimos na carruagem cuidadosamente e fomos em silêncio o caminho todo, mamãe gostava de silêncio, e como nunca fui muito próxima da mesma, resolvo por deixá-la com seus pensamentos enquanto observo a aldeia de longe, sempre me perguntei como seria andar por lá, infelizmente meus pais não permitiam, ou melhor, minha mãe, acabou por virar um de meus desejos reprimidos.

 

Não demorou para chegarmos ao vasto jardim da família Park, velha amiga dos Kwon, e logo meus pensamentos foram cortados com mais um choque de realidade.

 

Chanyeol veio nos receber, o primogênito, único filho dos Park, Príncipe, Herdeiro, meu fiel amigo de infância, meu possível pretendente.

 

— Boa tarde, Sr. Kwon, Boa tarde, Princesa Soon. — acenou com a cabeça, Park e seu jeito gentil de sempre.

 

— Não precisa me chamar de Soon na frente dela, Chan. — cortei sua fantasia de cortês indo até ele e o cumprimentando com uma bagunçada em seu cabelo.

 

— Hayan, tenha modos! — mamãe me olhava com desaprovação. 

 

— Sinto muito, mamãe. 

 

Juro por Felipe ll que ouvi um riso abafado vindo de Chanyeol após minha fala, eu poderia tentar ser a princesa rebelde, mas mamãe me dava calafrios, era de arrepiar, aquela mulher colocava qualquer um sobre redias, como um cavalo.

 

Após o Sr. Park vir ao nosso encontro, convidando nos para que entrássemos no castelo já conhecido, eu e o príncipe falsamente de bons modos, aproveitamos a distração da Sr. Kwon enquanto conversava com o pai do garoto, para que pudéssemos fugir.

 

Nós nos olhamos com sorrisos brincalhões, desmanchando nossa imagem de bons moços, e corremos para o jardim, nós parecíamos duas crianças de sete anos novamente, era como se libertar de uma prisão, mesmo ainda estando em propriedade da realeza. 

 

Ao nos afastarmos só podíamos escutar a mesma frase repetitiva de minha mãe:

 

— "Esses dois, são dois pestinhas!"— falamos em uníssono, as palavras acompanhadas de sorrisos.

 

— Sua mãe ainda me mata.

 

— Eu duvido muito, com quem mais eu poderia casar? — respondi só perdendo o ânimo após notar sobre o assunto em questão.

 

— Ei, poderíamos nos arriscar hoje, o que acha?— anunciou Chanyeol enquanto pousava sua mão em minha bochecha tentando me animar. 

 

— Nos arriscar? Tipo..Hm, irmos a aldeia? Não, lógico que não, isso seria loucura. — suspirei derrotada olhando para baixo.

 

— Isso! A aldeia, você sempre quis visitá-la, é uma ótima ideia.

 

— É uma ideia que pode custar nossos pescoços. É loucura. — falei por fim me livrando de sua mão em meu rosto e me afastando do mesmo.

 

— Hoje! No baile, me encontre no jardim, não é loucura, Hayan! Isso se chama: Viver!

 

Ditou o mais alto ao longe, eu já estava a passos largos dele, o sol se pondo, será que ele estava falando sério, e se o "Viver" tivesse um preço? Eu não gostaria de ficar presa minha vida toda a uma vida perfeita, mas também não sabia se estava pronta para as consequências de quebrar as regras.

 

Limpei minha mente enquanto caminhava pelas flores esperando por minha mãe, mãe essa que já tinha se despedido dos velhos amigos e vinha em minha direção, assenti com a cabeça para o príncipe, que retribuiu o gesto, proferi a ele um sorriso mínimo que por si só já falava tudo, que eu talvez aceitasse sua oferta sobre riscos, subi na carruagem e logo vou me embora, voltando para a mesma paisagem linda da simples aldeia, e o silêncio dos pensamentos de mamãe.

 

O sol estava desaparecendo cada vez mais, e então me surgiu uma breve dúvida:

 

"Como será o pôr do sol visto da aldeia?"


Notas Finais


Gostaram do recomeço?
Se puderem comentar, eu vos agradeço de coração! Ajuda muito e me motiva a continuar escrevendo.


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