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História Another Love - Capítulo 40


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Notas do Autor


esse capítulo tem uma parte que adoro hahaha
boa leitura!

Capítulo 40 - Destino


Fanfic / Fanfiction Another Love - Capítulo 40 - Destino

Boston, Massachusetts – 1 semana depois

Diante da majestosa porta da casa Grace, ela dá um longo suspiro antes de apertar a campainha.

Lydia sentia que precisava fazer isso.

Olhar nos olhos da mulher que a renegou, que jogou a verdade em sua cara sem nenhum pingo de remorso ou compaixão. Lydia sabe que nunca teve uma conversa a altura com a mãe adotiva e agora, ela sabe que é o momento.

Quando aperta, a ruiva tira rapidamente o dedo do botão, sendo dominada por uma ansiedade cruel.

Os segundos se arrastam e ao ser atendida, é Gary que abre a porta, esposo de Grace.

O cenho dele se franze, confuso.

-- Quem é você? – Ele questiona – Como você passou da portaria sem minha permissão?

-- Eu não preciso disso – Lydia dá de ombros, já chateada com a petulância do homem – Sua esposa sabe disso.

-- Você conhece a Grace?

-- Grace Martin... quer dizer, agora Grace Henderson? – Ela cerra os olhos, mostrando ironia no que diz – Ela é minha mãe.

Gary se surpreende em ver Lydia ali, mas é um sentimento prévio. Ao lembrar do que foi contado, a mentira que Grace criou, ele se incomoda urgentemente com a presença da mulher.

-- Você tem coragem de aparecer aqui – Ele murmura.

-- Não sabia que ela tinha casado com alguém tão mal educado ao ponto de conversar com uma visita na porta – Lydia franze o cenho – Mas, podemos conversar aqui mesmo se quiser.

Gary parece relutante, mas dá espaço para Lydia passar.

A ruiva entra, já observando o hall de entrada da mansão. Saber que isso é tudo o que Grace sempre quis, materialismo, vida boa, a faz imaginar como deve ter sido um desgosto para ela não ter conseguido antes.

Porém, depois de tudo, Lydia gosta do fato dela ter sofrido.

-- Ela sempre reclamava até mesmo das cores da casa – Lydia comenta, enquanto Gary fecha a porta – Acredito que foi ela que mandou decorar tudo.

-- Isso importa?

-- Não, na verdade – Lydia se vira, olhando para o homem que está de braços cruzados.

-- O que você quer aqui, afinal de contas?! Grace não quer vê-la!

Lydia sorri, abaixando a cabeça.

-- O que ela lhe contou? – Ela questiona, voltando a encará-lo.

-- Nada legal, posso garantir isso – Gary coça o queixo rapidamente – Só sinto muito que ela tenha uma filha tão ingrata.         

Novamente, Lydia sorri. Ela percebe que Grace criou o enredo perfeito para ela e nem sequer mais se surpreende, chega até mesmo a ser engraçado.

-- Lembra quando eu disse que ela é minha mãe? – Lydia cerra os olhos, fechando o sorriso – Eu menti. Grace não é minha mãe, bom... ela me criou, mas não é minha mãe biológica.

-- Do que você está falando? – O esposo de Grace franze o cenho, confuso.

-- Grace me odeia desde o momento que minha mãe biológica me colocou nos braços dela, sr. Henderson – Lydia conta – Eu sempre a amei, a adorei e tudo o que ela fazia era me tratar como um peso.

-- Eu não acredito em você.

-- E eu não julgo você por isso – Lydia dá de ombros, ainda com suas mãos escondidas na sua jaqueta – Ela pode ser bem convincente.

-- Grace me contou depois que seu pai virou um alcoólatra, você se revoltou.

-- Sim, a situação com meu pai nunca foi fácil, mas, ele sempre conseguia me tratar muito melhor do que ela – Lydia murmura, irritada com a mentira – Sim, eu fui embora de casa e você acha que ela sequer sofreu com isso?

Lydia ri.

-- Grace é má, sr. Henderson – Ela desfaz o sorriso – Eu poderia passar dias e noites aqui contando das inúmeras situações em que ela me odiou.

-- E você veio aqui fazer o que?

-- Eu vim olhar nos olhos da mulher que me renegou pela última vez – Lydia comprime os lábios – Vim dizer que eu reencontrei minha mãe biológica.

-- Bom... ela não está aqui.

O silêncio se instala entre os dois e assim, Lydia se aproxima do homem.

-- A verdadeira Grace, a mulher que eu conheci se esconde atrás dessa Grace perfeita que ela mostrou a você, sr. Henderson.

Lydia diz, sob o olhar conflituoso do homem.

 – Vocês são felizes porque existe somente uma coisa que os mantém juntos... luxo. Tente sem isso e a Grace Martin irá aparecer.

Lydia deixa suas últimas palavras, passando ao lado do homem. Ela abre a porta da mansão e quando sai, já descendo as escadas, ela vê a figura de Grace dentro do carro.

A freada brusca que ela dá ao ver Lydia na casa dela é o desespero e o medo do que a ruiva possa ter falado.

E na escada, Lydia exala tanta ironia no seu olhar que entrega para a mulher o que fez somente com isso.

Ela continua a descer a escada e assim que pisa no último degrau, Lydia se agacha e diante dela, no chão, uma pedra.

Chega a ser engraçado, desnecessário, mas quando Lydia lança no vidro do carro a pedra, rachando, é toda a raiva e nojo que sente da mulher que a criou friamente.

Dentro do automóvel, Grace está completamente atônita com o ato de Lydia e ainda mais, com o olhar irônico que nunca recebeu antes.

Lydia continua a andar, aproximando-se do carro e quando fica ao lado de Grace, a ruiva espalma seu dedo no vidro.

-- Vai se foder, Grace.

É tudo que Lydia diz, lançando um último olhar para a mulher e assim, segue seu caminho.

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Nova York, EUA

Qualquer um que passa pela sala de treinamento, se surpreende com a afinco em que Julie treina com um outro agente.

-- Calma, Jules!

 Pietro, o outro agente pede ao sentir ainda mais força no chute dela de lateral. Graças à proteção, ele evita a dor maior.

-- Desculpe – Ela limpa a testa – Por favor, vamos voltar.

Pietro assente com a cabeça, oferecendo seu corpo mais uma vez como objeto de ajuda no treinamento de Julie, visivelmente protegido.

Os segundos se arrastam e um dos que passam ali, é Benjamin.

Ao percebê-la treinamento, urgentemente, a única coisa que passa pela cabeça de Ben é de como Julie está mal com a missão de Lydia como infiltrada.

-- Jules?

Ele a chama, recebendo nenhuma atenção.

-- Jules!

Quando repete, finalmente consegue fazer com que Julie o olhe, já que estava completamente focada e dedicada no treinamento.

-- O que? – Ela pergunta, do tatame.

-- Podemos conversar?

Julie respira fundo.

-- Depois continuamos, Pietro.

Ela diz e o parceiro assente com a cabeça, afastando-se enquanto Julie se aproxima de Benjamin, que carrega com si uma mochila lateral de treino.

-- Você está bem? – Ben pergunta, ajeitando a alça.

-- Sim – Julie coloca as mãos na cintura – E você?

-- Estou bem – Ele comprime os lábios – Como você está lidando com tudo isso?

-- Com a operação? – Jules ergue as sobrancelhas – Não é fácil ficar com quem desabafar, ficar sem saber notícias, mas... eu vou ficar bem.

-- Eu estou aqui, ok?

Benjamin toca o braço de Julie delicadamente, que olha o que ele faz.

É inevitável não sentir o arrepio percorrer por todo seu corpo com o toque de Ben.

Desde o show, eles nem sequer tocaram no assunto Benjamin e Julie. Não conversaram como se divertiram naquela noite e mesmo sem nem se beijarem, foi uma das melhores noites de suas vidas.

Existe algo entre eles, mas é preciso um pontapé.

-- Você pode desabafar comigo e isso jamais vai ser um incômodo, Jules.

Ela assente com a cabeça, fitando os olhos de Ben como uma espécie de transe.

-- Então – Julie disfarça – Notícias do Mitch?

-- Ele não está muito bem – Ben responde, lamentando a situação do amigo depois da partida da ruiva – Uma coisa boa é que ele está ocupado nas missões.

Coincidentemente, é a figura de Mitch que Julie vê caminhar atrás de Ben.

-- Aí vem ele – Ela avisa.

Imediatamente, o agente se vira.

Mitch caminha em direção a eles, visivelmente desanimado e quando chega perto deles, somente esbanja um sorriso fechado.

-- Estávamos falando de você – Ben diz.

-- Consegui ouvir minhas orelhas coçando de longe – Mitch coloca as mãos na cintura – Espero que estejam falando bem.

-- Impossível falar mal – Benjamin coloca a mão no ombro de Mitch.

-- Babão – Julie revira os olhos – Então, você chegou hoje de missão?

-- Sim – Mitch passa a mão na boca – E já estou voltando, só vim ver vocês.

-- Como assim? – É Ben que pergunta.

Mitch dá um longo suspiro, pesado, dolorido.

Desde que Lydia entrou em missão, estar em Nova York, estar em casa é uma eterna lembrança dela. Cada canto do loft, cada canto dessa unidade é possível ainda ouvir o som dá risada dela, sentir o cheiro e isso o machuca.

A saudade o exprime tanto que chega a doer.

-- Na verdade, estou indo para a casa da mamãe e depois vou para Londres de vez – Mitch informa, fazendo os dois se entreolharem – Vou entrar em uma operação lá e o que foi informado é que não temos previsão de retorno.

-- Você está fazendo isso por...

-- Ben – Mitch o interrompe – Não é fácil ficar por aqui, então, em missão é a única maneira de ocupar minha mente e você sabe disso.

-- Eu concordo com ele – Julie diz, atraindo o olhar de ambos – Quem sabe assim o tempo passa mais rápido?!

Mitch comprime os lábios, transmitindo gratidão pelo olhar pela compreensão de Julie.

-- Depois de Londres, vou para a sede – Mitch continua, após um suspiro – Miller me convocou para dar uma palestra e algumas aulas para os novos recrutas.

-- Uau – Julie ergue as sobrancelhas, surpresa.

-- Então, o que vocês me dizem de sair para tomar uma cerveja hoje?

Mitch convida.

-- Conte comigo – A agente se prontifica, dando de ombros.

Benjamin está calado, ainda pensativo sobre a partida de Mitch.

-- Quem vai praticar tiro comigo? – Ben questiona, fazendo Mitch e Julie revirarem os olhos – O que?!

-- Eu posso fazer isso – Julie cruza os braços.

-- Viu?! – Mitch aperta o ombro do amigo – Agora cala boca e venha tomar uma cerveja comigo e com a Julie.

-- Eu odeio vocês.

Benjamin resmunga, sendo puxado para um abraço enquanto caminha para fora da sala de treinamento.

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Filadélfia, Pensilvânia

Depois de sair com Julie e Benjamin para se despedir, Mitch passou na casa de Arthur e com Gwen e Florence, seguiu estrada para a casa da mãe.

Enquanto Arthur tira as mochilas da mala, Mitch está parado, com as mãos nos bolsos de seu moletom.

Diante da casa, relembra a primeira vez que foi ali com Lydia e de como segurou a mão dela, oferecendo todo o carinho possível. Mas não é somente essa lembrança que passa na cabeça dele.

Ali, bem na porta de entrada, Mitch a pediu em namoro.

Os pensamentos dele somente se esvaem quando vê a porta ser aberta, relevando sua mãe já de roupão.

-- Mas que surpresa é essa?! – Linda vai até ele, já recebendo a neta nos braços – Não sabia que viriam!

-- Deu a louca no seu filho e ele resolveu vir – Florence conta, carregando com si sua mochila e a de Gwen.

Linda olha para o filho mais velho, confusa.

-- Aconteceu alguma coisa? – Linda questiona para Mitch.

-- Pelo amor de Deus – Arthur interrompe, fechando a mala do carro do irmão – Vamos entrar, está congelando aqui fora.

-- Claro.

Linda dá espaço, ainda confusa. Ela consegue sentir de longe quando seus filhos não estão bem e assim que colocou seus olhos em Mitch, percebeu isso.

Assim que entram, Linda fecha a porta.

-- Gwenny, querida, porque não vai colocar sua mochila no quarto?

A avó coloca a menina no chão assim que recebe uma resposta afirmativa com a cabeça.

-- Aonde está a Lydia? – Linda pergunta, estranhando o fato de a namorada do filho não estar ali – Ela está bem?

-- Lydia está em uma operação... infiltrada.

-- Essa é uma daquelas que tem que conquistar a confiança do alvo? – Florence, sentada no sofá, franze o cenho – Desculpe, é assim que eu sei descrever depois dos filmes que assisti.

-- Mais ou menos isso, na verdade – Mitch respira fundo – Não sei quando tempo ela vai ficar longe.

-- Eu sinto muito – Linda toca o pescoço do filho, oferecendo um olhar de carinho – Sei como é difícil a saudade.

Mitch comprime os lábios e sutilmente, quando retira a mão de Linda de seu pescoço é quando a mulher percebe que existe algo além.

-- O que?

-- Ficar por Nova York, até mesmo parado não é muito fácil, então... eu estou indo para Londres auxiliar em uma operação e depois disso, estou indo para Virgínia.

-- Qual a diferença dessa vez? – É Arthur que questiona, percebendo que não é o fim.

-- Eu também não sei quanto tempo vou passar fora.

Linda não se choca, mas também sabe o que quer dizer.

-- Pode ser um mês, um ano... eu não sei – Mitch, visivelmente descontente, dá de ombros – O que eu sei é que eu preciso encontrar uma forma do tempo passar mais rápido e talvez essa forma seja seguindo em frente enquanto ela não está aqui.

-- E é por isso que você resolveu vir? – Linda pergunta.

-- Sim – Mitch responde, comprimindo os lábios – Eu realmente gostaria de um tempo com vocês.

-- Quando você parte? – Arthur se aproxima, de braços cruzados.

-- Daqui a dois dias.

Arthur lamenta o pequeno tempo com o irmão.

Depois da morte de Helena, o levou dois anos para vê-lo novamente e de uma forma ou outra, Arthur está acostumado com a partida dele, mas ainda é difícil ficar sem a presença do irmão.

-- Ok, então – Arthur diz após respirar fundo – Beber cerveja, jogar conversa fora vai ser nossa programação.

Mitch sorri fechado, feliz com a compreensão do irmão.

-- E mãe – O mais novo a olha – Adoraríamos seus cookies especiais.

-- Só pra isso que eu sirvo, não é?!

Linda revira os olhos, sorrindo.

-- Como você acertou?

Arthur brinca, recebendo um tapa no braço da mãe.

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Aeroporto de Nova York, 07:34

Depois do encontro com Grace, Lydia retornou para Nova York. Uma semana e dois dias sem ver Mitch, Julie e Benjamin é mais do que dolorosa, mas, é necessária.

Esperta, perdeu a noção das vezes em que viu ser observada. O mesmo homem no corredor do hotel, o mesmo almoçando, fazendo exatamente o que ela já esperava.

(WILDES – Stay)

Com seus fones de ouvido, ela espera dar o horário de seu voo.

Na tela de seu celular, Lydia observa uma foto sua com Mitch tirada na noite de natal. Ele a abraçando por trás, a cabeça encostada na dela, o sorriso de ambos depois do pedido de namoro.

Lydia sente falta dos braços dele ao seu redor, do perfume dele, do roçar da barba rala em seu pescoço, de tudo.

 A curiosidade de saber o que ele pode estar fazendo agora, como seus amigos estão, é algo completamente persistente dentro dela.

Ao perceber o horário, ela trava o celular e se levanta da cadeira. Com suas malas, Lydia segue até o seu portão de embarque.

Tantas pessoas, tantas vidas, tantos olhares atravessando o aeroporto. Mas, o destino une os de Lydia e Mitch.

Todo o corpo dos dois congela internamente, um frio na barriga que eles nunca sentiram dessa forma. A surpresa de se verem, a surpresa de seus caminhos se traçarem quando estão prestes a divergirem de vez por um bom tempo.

Mesmo emocionados, sentindo o baque, eles continuam a andar sabendo que existe um motivo para isso. Eles desejam se abraçar ali, largarem suas bagagens e correrem para os braços um do outro e a cada segundo que eles se aproximam, a tortura é maior.

Os olhos de Mitch e Lydia compartilham de o mesmo marejar doloroso.

Sem dúvidas, é o momento mais difícil de suas vidas. Costumados a cada segundo que se olharem, se abraçarem, se tocarem, o fato de não pode fazer isso é pior do que qualquer tiro que já levaram.

Os passos são dados e eles se aproximam, cada um de um lado.

E quando estão perto, nada consegue segurá-los de sussurrar as mesmas três palavras.

Eu te amo.   

E quando passam um do lado do outro, Mitch e Lydia desejariam voltar no tempo, dar os passos para trás e poder olhar nos olhos do outro novamente, mas, não podem.

Seus caminhos precisam seguir separados por enquanto e a única coisa que os faz aceitar isso é a eterna lembrança que o amor deles vence qualquer coisa.

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Moscou, Rússia – 15:50

Assim que o táxi estaciona em frente à editora de Annalise, os olhos dela percorrem todo o prédio verdadeiramente luxuoso. Saber que a mãe é dona disso tudo realmente até mesmo a orgulha.

Ela desce do taxi, pegando suas malas com a ajuda do taxista e com o pouco que sabe de russo, agradece e o paga.

Antes de entrar, Lydia respira fundo, sabendo tudo o que precisará encarar. A lembrança que irá usar de Annalise para chegar até Igor a faz se sentir culpada e ela não consegue afastar isso.

Porém, no fundo, Lydia gosta da ideia de se aproximar da mãe.

A porta automática abre e ela entra com suas duas malas, seguindo até a recepção.

A recepcionista a atende em russo.

-- Você fala inglês? – Lydia questiona.

-- Claro – A mulher dá um sorriso educado – Sempre é um prazer receber os americanos por aqui.

-- Eu... eu gostaria de falar com Annalise Wright.

-- Você marcou horário?

-- Não – Lydia comprime os lábios, levemente envergonhada – Eu não quero ser rude, mas, eu sou a filha dela, acho que não preciso de horário.

A mulher ergue as sobrancelhas, surpresa.

-- Isso é algum tipo de brincadeira? – Ela questiona.

-- Não – Lydia dá de ombros.

-- Sr. Wright Ivanoff somente tem um filho. Oliver.

-- Sim, ele é meu irmão.

-- Eu vou chamar a segurança.

A mulher tenta colocar a mão no telefone, em vão. Lydia é mais rápida e agarra a mão da recepcionista, a impedindo.

-- Você acha que esse cabelo ruivo é coincidência, querida? – Lydia é irônica, oferecendo um ar debochado – Não, não é. Então, avise a ela que Lydia Martin está aqui.

A recepcionista está assustada, mas, faz o que Lydia manda.

Sob o olhar da agente, ela liga e informa. Quando desliga, volta a olhar para a ruiva.

-- Último andar, pode subir.

-- Obrigada, querida – Lydia pisca para ela.

Ela segue caminho até o elevador e quando entra, aperta no último botão.

Lydia sobe na grande caixa de metal e assim que a porta se abre, revela uma única sala extremamente majestosa.

De dentro, Lydia já percebe a figura de Annalise de costas, observando a beleza da vista que possui de Moscou, graças ao alto prédio.

Ela sai silenciosamente, um pouco relutante.

Mas, é Annalise que toma a atitude, virando-se para a filha.

O olhar que ela dá para Lydia é um dos mais emocionados que a ruiva já viu em toda a sua vida. É felicidade, alívio e esperança surgindo de uma única pessoa.

-- Eu sabia que você viria.

           


Notas Finais


é isso ai to nervosa
próximo capítulo a gente já tem um salto de tempo, então... se preparem!
até lá mores sz


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