História Another Wall - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Black Veil Brides (BVB)
Personagens Jacob "Jake" Pitts, Personagens Originais
Tags Jake Pitts
Visualizações 20
Palavras 1.283
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Carolyn


Fanfic / Fanfiction Another Wall - Capítulo 2 - Carolyn

Cinco Anos Depois

POV Jacob Mark Pitts

19 de Janeiro de 2014

Eu não conseguiria explicar toda a dor que eu estava sentindo. Minha mãe se foi na manhã de ontem, logo depois de termos uma conversa muito estranha durante a madrugada.

Ela não conseguia dormir, então me pediu para cantar sua canção favorita. E enquanto eu cantava, ela dizia algumas frases desconexas. Para dizer a verdade, eu consigo lembrar de pouca coisa do que conversamos. Mas talvez seja o luto.

"-Oh, eu queria que ela estivesse aqui... Que você não estivesse sozinho agora. Ela sempre te entendeu tão bem...

Ela tinha uma expressão doce e sonhadora.

-Ella está em casa, mamãe. Precisava descansar. E eu não estou sozinho. Estou aqui, com você. É onde eu pretendo ficar.

-Não... Eu não quero aquela mulher na sua vida... Eu não gosto dela.

-Sei disso mãe. De quem estava falando?

Ao invés de me responder, ela se ajeitou na cama, e ficou olhando pela janela. Eu queria que as estrelas estivessem enfeitando o céu naquela noite. Para que ela pudesse ter uma visão mais agradável. Mas estava totalmente escuro. Nem a lua ousava brilhar.

Eu voltei a olhar para a música que eu escrevia. Talvez ela nunca saísse do papel. Era íntima demais.

-Você nunca mais se lembrou dela, Jake?

-De quem, mãe?

-Amelyne.-E aquele nome ressou dentro da minha mente, chegava a me dar dores de cabeça.-Achei que... Depois de um tempo você lembraria... Quando visse as fotos... Quando ouvisse a voz dela. Talvez quando se encontrassem na aula de desenho...

-Amelyne é só uma lembrança, mãe. Ela fugiu.

Ela voltou a ficar em silêncio, mas aquele nome ficava se repetindo na minha mente. Então eu desisti de escrever. Depois que eu tive alta, ninguém mais falou dela. Pensei ter esquecido o assunto. Mas estava enganado.

-Filho.-Depois de algumas horas, onde eu cochilei algumas vezes, ela me chamou. Levantei da poltrona e fui acariciar seu rosto. Ela estava tão magra. Mas continuava tão linda. Ainda era a minha mãe.-Será que sua irmã vem me ver?

-Sim, mãe. A Sarah deve estar chegando. Não precisa se preocupar. Você quer conversar com ela?

- Eu quero...

-Então eu vou comer alguma coisa enquanto isso. E vou contrabandear seu chocolate favorito. Mas não pode contar pro seu médico, certo?

-Não vou!"

Era o que se lembrava daquela conversa estranha. Quando voltou pro quarto, sua mãe comeu o chocolate e pediu um momento a sós com o médico. O tempo que a enfermeira levou para chamá-los, levou Carolyn Pitts consigo. Em um único sopro.

•~☠~•


POV Narrador

Eles estavam no enterro. Era o mínimo a fazer pelo amigo.

Ninguém sabia quem havia escolhido o vestido, mas Carolyn estava lindíssima no caixão vermelho. Mesmo a maquiagem havia sido tão bem feita que a mulher parecia estar saudável outra vez. Ela trazia um sorriso calmo nos lábios com brilho dourado.

Havia uma figura com um vestido longo, preto, de frente única e tecido leve. Apesar dos cabelos ruivos ocultarem seu rosto na maior parte do tempo, Ashley via uma tristeza imensa no rosto dela sempre que podia ver um relance.

Ele lembrava daquela figura de algum lugar. Talvez de uma foto, ou qualquer coisa assim. Nunca tinha visto pessoalmente, mas era conhecida.

Quando ele percebeu a forma como a ruiva evitava os olhos de um dos irmãos Pitts, ele entendeu quem era aquela moça. Achava que ela e Jake tivesse brigado depois do que aconteceu. Ele nunca mais havia ouvido falar daquela moça.

Por isso se distanciou dos outros discretamente, andando pelas outras lápides do cemitério, até perto de onde ela estava.

-Emilyne?

Ela parou de olhar a rosa laranja nas mãos e lhe brindou com um olhar cinzento de ranhuras amareladas, como uma forte tempestade.

-Ashley Purdy, não é?

-Eu mesmo. Prazer em conhecê-la... Desculpe a intromissão... Mas não deveria estar lá perto do caixão?

-Não... Eu não posso. Acho que chega de tragédias por hoje...

-Entendo... Desculpe por ter sido intrometido.

Ela deu um sorriso triste.

-Está tudo bem... Obrigada por se importar.

Não sabia o que responder, e continuou observando a figura, mesmo depois de voltar para os amigos.

Uma garoa fina e gelada caia, todos estavam de guarda-chuva. Exceto ela. Continuava naquele pequenino gazebo de trepadeiras secas, em silêncio. Lágrimas rolavam pelo rosto fino.

Eles fizeram o percurso para sair do cemitério, mas curiosamente Sarah não adentrou o carro para irem embora. Ela voltou a olhar para o portão. Jake se colocou em frente a irmã, pronto para conversar.

-Emelyne! Quer carona?

Imediatamente Sarah cobriu a boca, a ruiva abaixou o rosto e deu as costas. Quando Jake se virou, tudo o que pôde ver foi um par de dragões, envoltos em um céu aquarelado em tons de azul, verde, amarelo, laranja e vermelho.

-Eu... Preciso ir pra casa.

Ashley pegou a chave do carro das mãos do amigo.

-Vem, Jake. É hora de ir mesmo. Sarah, o quarto de hóspedes está disponível, não quer ir? O clima está péssimo para dirigir sozinha.

A mulher apenas deu um suspiro pesado, e decidiu que sim, poderia sobreviver algumas horas na casa dos meninos. E sabia que uma avalanche seria despejada por seu irmão caçula. Mas fora ela quem cometera o deslize.

•~☠~•


Por mais que quisesse, não conseguia se concentrar em nada. Sua cabeça rodava e doía como um inferno. Em algum momento, há alguns anos, havia decidido que aquilo era tudo impressão sua. Que se havia esquecido a moça, ela nem era uma parte tão importante de sua vida.

Ele havia se casado com Ella Cole há dois anos. E se dedicado totalmente a banda, fazendo muito mais estripulias do que deveria. A morte de sua mãe fora uma tragédia, e um aviso.

Mas pensaria nisso depois. Agora ele tinha um problema para resolver. Algo que ficou pendente.

Com a mesma habilidade de quando era pequeno, pegou o celular da irmã mais velha e se foi para o quintal de casa. Não foi difícil achar o contato que ele queria. Estava fixo no topo de conversas. Então abriu a tela, respirando fundo.

"• Desculpe, eu não devia ter feito aquilo na frente do Jakie."

Era assim que sua irmã o chamava nas conversas com ela. Enquanto esperava a resposta, passou a ler aquelas conversas.

Eram muitas mensagens, mas sempre havia um tema central. Como ele estava, o que sentia, como Ella o tratava. Se sua esposa entendia seus transtornos. Aquela mulher não era pouca coisa em sua vida. Mas não era mesmo.

Haviam fotos de seu casamento, comentários das duas sobre os shows, os clipes, as músicas...

"•Está tudo bem, Sarah... Ele está bem? Ele me viu?"

"•Ele está bem, com um pouco de dor de cabeça. Mas é normal se for pensar na noite em claro."

"•Claro. Jake com dor de cabeça por dormir de menos. Não faça isso comigo, sabe que é pior... Não era pra ele ter me visto lá... Você sabe o que pode acontecer."

Voltou pra dentro de casa e mostrou para irmã, nem levou em consideração que poderia irritá-la.

-Como assim? O que isso quer dizer? Por que toda essa preocupação em me impedir de vê-la? Por que você e a mamãe me deixaram esquecer dela? Ela é importante.

-Precisavamos proteger você. Teve uma crise terrível quando ela Clint é ver no hospital, depois que você acordou. Chegou a convulsionar e ter uma parada respiratória, Jake. Foi decisão dela, não nossa.

-Então eu vou decidir por mim mesmo: faça ela vir pra cá. E não interfira mais do que isso. É minha vez de escolher.

-Mamãe seria contra.

- Minha mãe não está aqui. Faça ela vir pra cá. Hoje.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...