História Another Wall - Capítulo 8


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Categorias Black Veil Brides (BVB)
Personagens Jacob "Jake" Pitts, Personagens Originais
Tags Jake Pitts
Visualizações 7
Palavras 1.490
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Hospital


Fanfic / Fanfiction Another Wall - Capítulo 8 - Hospital

Como aquele barulho era irritante! Só não era pior que o silêncio, o responsável por aquilo soar tão alto.

Mas ele não estava sozinho no quarto. Tinha mais alguém. Tinha pelo menos três respirações. Alguém estava segurando sua mão, fazendo um carinho doce. As outras duas pessoas estavam um pouco mais distantes, talvez sentadas naqueles sofás para acompanhantes dos internos.

-Bom, eu não tenho como dizer que vocês dois estão errados... O que aconteceu não foi errado, os dois estavam solteiros, eram maiores de idade e estavam de pleno acordo. E vocês precisam entender isso antes de conversar com Jake.

Ashley! Era a voz do Ashley! Graças ao universo, ao menos uma das pessoas era de sua confiança, e não um médico.

A pessoa que estava ao seu lado aparentemente se assustou com a sinta mudança no medidor cardíaco. Ele ouviu a cadeira arrastar e então sentiu se inclinar sobre si. Sentia muito pouco o cheiro dela. Provavelmente por causa do cateter,que estava cogitando arrancar de seu nariz. Aquilo incomodava como um inferno.

-Está tudo bem, Jake.-A voz veio rouca e muito baixa. Como se estivesse gasta demais, ou sido muito pouco usada por um longo tempo. Talvez ela tivesse chorado.-É só um pesadelo. Está tudo bem, você está seguro agora.  Eu estou aqui.

Os outros na sala ficaram em silêncio. Em pé, perto da porta, os dois viram o carinho com o qual a ruiva, mais uma vez, tentava tirar o amigo de um dos pesadelos que vinha tendo desde a internação, três dias atrás.

-Talvez você deva fazer isso sozinho.-A voz de Ashley voltou a ser ouvida. O terceiro ocupante olhou de volta para o companheiro de banda.-Olhe pra ela, Jinxx. Acha que Amelyne tem condições de dizer qualquer coisa que pudesse magoar Jake? Isso sem chorar compulsivamente no meio da frase? Faz dois dias que está tudo bem, só esperando o medicamento sair do organismo dele, e tudo o que ela consegue fazer é ficar sentada ali e chorar como se a culpa fosse dela! Ela não come, não dorme... Vai no banheiro e olhe lá.

-Eu sei disso, Ashley!-Então era realmente Jinxx. Amelyne continuava acariciando seu rosto, mesmo que seus batimentos tivessem voltado ao normal. Então sentiu pequenas lágrimas em seu rosto, que foram secas com a ponta dos dedos longos.-Eu assisti o sofrimento dela nos últimos cinco anos. Você realmente acha que eu não sei o quanto ela está sofrendo agora?

-Todos nós sabemos o quanto ela está sofrendo. Quero saber se entendeu que vai ter que segurar essa batata quente sozinho. E você sabe o quanto a personalidade do Jake pode ser terrível numa situação tão delicada. Independente do que aconteceu, você sabe que ele pode se sentir traído, magoado, irritado... E ficar absolutamente recluso. Você sabia o que ele sentia por ela.

-Cale a boca! Não deixe ela ouvir isso. Quer piorar as coisas?-Ouviu passos suaves pelo quarto, e sentiu que alguém se pois de pé, ao lado da cama.-Amelyne, nós dois vamos na cafeteria lá em baixo. Precisamos dar alguns telefonemas. Você se importa de ficar sozinha?

-Não...

A voz saiu baixinha e falhada pelo choro silencioso.

-Volto o mais rápido possível e vou trazer alguma coisa pra você comer. E não vamos discutir isso. Vai sentar e comer dessa vez. Quer escolher?

-Um caldo...

"Traga de frango e vegetais... Ela ama frango com vegetais. Mas veja se está salgado antes. Ela não come coisas salgadas..."

-Tudo bem.-Ele ouviu um beijo ser dado.-Qualquer coisa aperte o botão de pânico, certo?

-Certo...

Ouviu os dois saírem. O quarto parecia estar mal iluminado, pois não havia claridade lhe perturbando. Também ouviu a ruiva voltar para a cadeira onde estava antes.

Longos minutos passaram. Ela continuava sempre lhe fazendo carinho. A ouvia soluçar às vezes, e era quando quase abria os olhos. Mas ouvira o que Ashley dissera, então decidiu colocar as ideias no lugar.

Havia tido emoções demais para um dia, e talvez tivesse tido uma crise de pânico que o deixou inconsciente. O limite de seu controle foi saber que Jinxx havia dormido com a mulher que ele amava. E pelo visto foi mais de uma vez. Afinal eles se conheciam há cinco anos, e Jinxx passou quase três anos separado antes de começar a namorar Alice.

Ashley tinha razão, eles eram desimpedidos na época. Talvez a culpa que sua ruiva sentia era por ter usado um grande amigo para preencher um vazio, que ela sabia não ser tão simples de resolver. Mas ele não fora tão traído por nenhum deles.

Tudo bem, Jeremy ter fodido a mulher que ele amava, sabendo que ele amava, tinha sido sacanagem. Mas não sabia em que circunstância o affaire dos dois tinha começado a ficar íntimo.

Quando já tinha pensado bastante, ouviu a porta abrir. Mas dessa vez quem se aproximou da cama foi Ashley.

-Vem, tochinha. Nós dois vamos sentar ali na varanda e você vai comer todo o caldo que eu trouxe pra você.

Com jeitinho, não muito típico, Ashley conseguiu arrastar a ruiva para a varanda. E fechar a porta.

Alguém sentou na cadeira ao seu lado.

-Pode abrir os olhos, Jake. Até enganou sua ruiva dedicada, mas a mim não vai enganar. Anda, nós dois precisamos conversar sobre o que aconteceu.

Respirou fundo antes de abrir os olhos. Adaptou o foco dos olhos, então pegou o controle da cama por conta própria e a reclinou, para ficar numa posição mais sentada.

-Acho que devo pedir desculpas pelo susto que dei em vocês...

Comentou, encabulado. Sua voz totalmente rouca. Jeremy se levantou e pegou um copo de água bem gelado para si.

-Deve desculpas àquela criaturinha que está sentada ali fora. É sério, Jake... Nem minha mãe ficaria trancada num quarto de hospital por três dias inteiros sabendo que já estava tudo bem e que logo eu teria alta. Você tem a obrigação moral de amar aquela ruiva.

- Como se amar Amelyne pudesse ser considerado uma obrigação... Você sabe que ama-la é um prazer.

-Realmente. Eu concordo com você. Agora, você se lembra do que aconteceu antes de desmaiar?

-Eu descobri que você dormiu com ela...

-Sim. Você quer que eu te explique exatamente o que aconteceu, ou quer me xingar bastante? Fique sabendo que eu não vou deixar você ser grosseiro com ela, então aproveite para xingar a mim.

-Eu quero entender o que aconteceu. Depois decidi qual a palavra mais feia que posso dizer pra você.

Os dois trocaram uma risada baixa, e viram que Ashley estava se saindo muito bem entretendo a ruivinha. Do jeito que estava encenando, muito provavelmente estava contando uma de suas histórias mirabolantes para ela.

-Bom... Começou há uns dois anos e meio... Depois do meu divórcio. Nós fomos na Vans Warped e em uma das paradas para show, Amelyne e eu nos encontramos em uma cidade vizinha. Aquele dia que você teve ataque de ansiedade, lembra?-Acenou positivamente.-Pois é, eu estava com ela antes de aparecer e te resgatar daquela crise infernal.

-Foi quando dormiu com ela da primeira vez?

-Sim, foi quando eu dormi com ela pela primeira vez. Você tinha que ver a expressão que ela tinha naquele dia.  Se quer saber, havia completado três anos da primeira vez que vocês dois foram parar na cama. Do dia que disseram um ao outro que se amavam.

Aquilo fez o outro guitarrista arregalar os olhos. Se estivesse em pé teria caído durinho no chão.

-Eu... Eu disse que eu amava... E eu me esqueci... Dela...

-Entende o que ela estava sentindo naquele dia? Eu caí na bobeira de que ela podia ter quem ela quisesse num estalar de dedos... Acho que já sabe onde essa brincadeira foi dar.

-Oh, Amelyne é bem desaforada com esse tipo de brincadeira idiota...

-Exato. Nós continuamos dormindo juntos pelos próximos dois anos, antes de eu começar a namorar Alice. Então voltamos ao patamar de eu apenas deixar ela chorar até dormir, sem conseguir consolar ou distrair muito.

- Eu fui um canalha... Que tipo de filho da puta diz pra melhor amiga que a ama, tira a virgindade dela, bate o carro num acidente idiota e esquece a mulher da sua vida?

-Você.

Os dois caíram na gargalhada. Tão alto que Ashley escancarou a porta da varanda.

-Que algazarra é essa aqui?-A ruiva passou por baixo do braço de texano, mas foi segura na mesma hora.-Ah, não mesmo. A mocinha pode voltar agora mesmo para a mesa e terminar o caldo.

-Deixa, Ashley... Eu convenço ela a comer direitinho...-O texano soltou a ruiva, que foi diretamente para os braços do guitarrista.-Oi, pote de mel... Sentiu minha falta?

-Não...-Soluçou baixinho.-Eu estava muito ocupada flertando com o francês do quarto ao lado. Seu cretino... Quer me ver morta avise pra eu comprar o caixão!

-Não diga uma bobagem dessas nunca mais!-Beijou os cabelos ruivos.-Agora come o seu caldinho... Mas volte logo pra mim, certo?

- Vou pensar no seu caso.



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