História Another World - Capítulo 2


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Palavras 1.042
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, LGBT, Literatura Feminina, Musical (Songfic), Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, pessoal! Eis que finalmente estamos tendo o primeiro capítulo de Another World (AW). Eu espero que vocês curtam essa nova história de internato e que vocês gostem desses personagens.

O primeiro capítulo é da Alexandra que será "interpretada" pela Vanessa Morgan. Boa leitura, sweeties!

Capítulo 2 - 1. Meus cabelos cor de rosa


Fanfic / Fanfiction Another World - Capítulo 2 - 1. Meus cabelos cor de rosa

Alexandra Daily

—Ah! Aumenta! —Eu gritei. —Eu amo essa música!

A música em questão era Sorry, not sorry da Demi Lovato. As minhas duas amigas pulavam pelo meu quarto, enquanto eu dava risada, já que não podia me mexer. A tinta estava reagindo na minha cabeça e tudo o que eu não queria era estragar todo o trabalhão de deu para deixá-lo da forma que eu queria.

A música acabou e Elena e Camila jogaram-se na minha cama.

—Ei, não amassem o meu vestido! —Eu declarei chamando a atenção delas. —Eu estarei impecável hoje a noite.

—O Jordan vai se arrepender de ter terminado com você, amiga. —Comentou Elena.

—Ai, assim espero. —Suspirei.

—O que vai dizer ao seu pai? —Questionou Camila.

—Sobre o quê? —Repliquei-a com outra pergunta sem entender o que  minha amiga queria dizer com aquilo.

—Sobre o seu cabelo... —Ela respondeu-me como se fosse óbvio.

Eu ri e deixei que um sorriso sapeca brincasse em meus lábios.

—Papai, sou apenas uma garota rebelde. —Eu declarei, fazendo com que minhas duas melhores amigas rissem da minha atuação ao declamar a frase.

***

O sol estava se pondo e o calor da Califórnia era algo incrível. Eu sorri ao observar as luzes da cidade começando a se acender enquanto eu prendia o colocar que usaria junto com o meu vestido preto. Era um shooker preto lindo, com uma pedrinha de brilhante no meio. Era simples, mas combinava com meu vestido de veludo molhado preto.

Olhei para trás e fechei a cortina da varanda do meu quarto. Elena tinha acabado de deixar o banheiro da minha suíte e vinha de lá devidamente maquiada e pronta. Camila ainda terminava de ajeitar seus cabelos cacheados.

—E aí, prontas para arrasarmos na festa hoje?! —Questionei com um sorriso largo nos lábios. Um sorriso que durou pouco.

Ouvi batidas na porta do meu quarto e imaginei ser um dos empregados da casa. Bufei e caminhei até a porta. Abri uma fresta, já que as meninas continuavam lá dentro, mas a verdade é que bastou uma fresta para que eu encontrasse o olhar completamente reprovador do meu pai.

—Vo-você não ia voltar só amanhã, papai?! —Eu questionei engolindo seco enquanto seu olhar detonava a minha postura.

Meu pai era um inglês excêntrico, mas era uma boa pessoa. Era a minha única família, desde que mamãe morreu há quatro anos atrás. Eu e ele acabamos nos afastando desde então, começamos a nos desentender muito e eu virei o que sou hoje.

—Alexandra Camille Daily! —Ele basicamente gritou, fazendo com que eu saísse do meu quarto e fechasse a porta.

—As meninas estão aí, papai, por favor, não briga comigo. —Eu pedi, mas seus olhos azuis me miravam com uma raiva incomum.

—Mande-as embora imediatamente e cancele quais quer que forem seus planos. —Ele dizia cada palavra pausadamente entre os dentes.  —Eu e você teremos uma longa conversa hoje, Alexandra.

—Não dá para ser amanhã?! —Questionei com um olhar estilo gato de botas, mesmo sabendo que isso não adiantaria com meu pai naquele momento.

—Não! —Ele esbravejou, me fazendo ficar imóvel. —Te espero no meu escritório em cinco minutos! —Ele ordenou aos gritos enquanto descia a escada da nossa casa.

Eu suspirei e abri novamente a porta do meu quarto. Sentia as lágrimas enchendo os meus olhos, mas não queria derramá-las. Pedi as meninas que fossem embora, avisei que tentaria escapar pelo portão dos fundos perto das nove horas, pedi que elas me esperassem lá e assim dei tchau as minhas amigas.

Encarei o teto do meu quarto e pendi meu pescoço para trás, criando coragem para descer as escadas até o escritório. Não que eu tivesse muita opção, afinal, se não aparecesse logo meu pai certamente começaria a gritar pela casa.

Decidi ir até o cômodo de uma vez.

Cheguei na frente da porta e dei duas leves batidas, ouvindo a voz do meu pai me autorizando a entrar. Eu passei pela porta de madeira e encarei meu pai sentado em sua cadeira de couro giratória.

Aproximei-me da sua mesa e sentei-me em uma das cadeiras dispostas na sua frente. Eu queria falar, mas conhecendo meu pai, era melhor que eu ficasse quieta e ouvisse a bronca.

—Alex... Você tem quinze anos, não sabe nada sobre a vida e esse cabelo... Esse cabelo não deveria estar assim. —Ele declarou e eu neguei com a cabeça. —Você é tão bonita, não precisava se destruir desse jeito.

—Me destruir? —Questionei confusa.

—Eu não esqueci sobre os seus remédios escondidos e agora esse cabelo. —Ele dizia com desgosto claro no tom de voz. —Filha, você me deixa sem opção.

—Desculpa pai, mas não vou mudar quem sou. —Eu declarei tentando soar firme.

—Isso não é você! —Ele replicou com um tom de voz elevado, que fez com que eu me encolhesse. —Você tem quinze anos, você nem sabe quem você é! —Ele me disse com ferocidade. —Eu juro pela sua mãe que eu não queria fazer isso, mas você ultrapassou todos os limites, Alexandra.

—O que vai fazer? Vai me abandonar como fez com a mamãe? —E foi quando eu senti um tapa no rosto. A pele ardeu no mesmo instante e as lágrimas vieram logo depois.

—Eu amava ela e eu não a abandonei. —Ele respondeu com dor agora na voz. —Ela escolheu me afastar. —As minhas lágrimas escorriam já pelo meu rosto. —Eu deveria mandá-la ao Briget Evans, na Inglaterra, que foi o colégio onde eu estudei, mas  aí ficará muito longe dos meus olhos. —Ele dizia um pouco ofegante e com um tanto de raiva exalando da sua voz. — Você vai para o Bristol Scarllet, vai para um colégio interno na Califórnia e vai aprender um pouco mais sobre respeito, já que eu não consegui te ensinar nada.

Eu solucei e dei as costas a ele, saí correndo rumo ao meu quarto, cheguei ao cômodo e bati a porta, a tranquei e gritei a plenos pulmões. Eu estava com tanto ódio. Como que meu próprio pai foi capaz de me mandar embora? Me trancar em uma gaiola feito um pássaro?

Eu gritei e chorei muito. Desliguei meu telefone e deitei na cama entre soluços e lágrimas e esperei que o sono viesse antes da dor de cabeça.  


Notas Finais


E aí, o que acharam desse comecinho? Devo continuar a fic ou arquivo o projeto?

Beijos, SweetDrama


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