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História Another World 2 - Capítulo 20


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, people!!
Sumi durante mais de uma semaninha porque Carnaval, né?! Tirei esses dias a mais para respirar um pouquinho e maratonar Naruto e Crepúsculo, porque minha adolescência é resumida a isso.
Esse capítulo está grandinho, tanto para compensar os dias, quanto porque admito que me empolguei um pouco!

Como de praxe, vocês já sabem da formatação né?! Então, mesma coisa de sempre.

Beijinhos!

Capítulo 20 - Revelations


"Bem, você curou minhas tristezas de janeiro. É, você fez tudo ficar bem, eu tenho a impressão que de que posso ter acendido o fusível que você estava tentando deixar apagado. Você era uma estranha na minha agenda telefônica, que eu estava agindo como se conhecesse, porque eu não tinha nada a perder." — Knee Socks, Arctic Monkeys.

Nova Iorque, Estados Unidos da América| 24.12.2019 às 10h23AM

Point of View's Justin Bieber

 O shopping estava um verdadeiro inferno! Era impossível passar nos corredores sem esbarrar em alguém diferente a cada cinco segundos, e para piorar totalmente minha situação, havia esquecido de pegar um casaco decente e um imbecil conseguiu me molhar com neve. "É um dia santo", repetia para mim mesmo toda vez que sentia vontade de socar a cara de alguém, tentando de alguma forma não aumentar ainda mais a minha lista de pecados lá em cima.

  Épocas festivas sempre foram um martírio para mim em relação à saídas de casa, isso desde os meus dez anos. Era engraçado como mesmo a família toda tendo dinheiro meus avós insistirem nos velhos costumes e me obrigarem a ir no mercado vinte vezes nas vésperas de Natal quando eu era mais novo. Agradecia todos os dias por não ser mais daquela idade.

Me aproximei da loja onde compraria o computador e fitei a fila enorme, não negando a careta ao observar a quantidade de pessoas em espera para entrar no local, sendo — por incrível que pareça, menor do que as já presentes na parte interior. Respirei fundo e fitei Ryan, que como esperado mostrava uma carranca ainda maior que a minha.

— Tem certeza que não pode passar as coisas para um HD? — Indagou, enfiando as mãos nos bolsos traseiros apenas para me fitar com preguiça. — Vamos perder o dia inteiro aí dentro.

Fiz um muxoxo e desviei o olhar dele, fitando a loja de relance apenas para focar meus olhos em uma loja bonita de fachada de um tom azul desconhecido por mim. Conhecia bem os produtos dali sem nem prestar atenção na vitrine, já que minha mãe mesmo amava perder horas e mais horas dentro daquele estabelecimento. Trinquei o lábio assim que uma ideia estalou na minha cabeça, não hesitando em caminhar até ela.

— Drew? — Ryan chamou, sendo ignorado. Pude ouvir a lufada de ar que ele soltou e os passos rápidos para me alcançar. — Onde você vai, idiota? A fila está só aumentando.

— Então vai logo para ela — Soei óbvio, virando para olhá-lo. — Já te encontro, tenho que fazer uma coisa.

Ryan me olhou com tédio e arqueou o cenho como se perguntasse se eu estava mesmo falando sério. Quando percebeu que sim, só faltou chorar antes de se por atrás do último homem na fila, um branquinho com camisa listrada parecido com um professor de geografia que tive no segundo ano. Patético.

Voltei a andar em direção à loja e varri meus olhos pela vitrine bem iluminada, não demorando para chamar a atenção de uma atendente ruiva que prontamente forçou um andar estranho e veio em minha direção. Seu sorriso branco parecia lentes de contato, e contrastavam com o batom vermelho escuro. Seus olhos eram redondos, verdes e brilhantes. Ela era verdadeiramente muito bonita, me deixando ter ciência que caso fosse há meses atrás, não demoraria nem meio segundo para dar em cima dela.

— Posso ajudar? —  Sorriu, piscando os cílios grandes com graça.

— Pode, claro — Desviei os olhos, bagunçando os fios de minha nuca ao fitar a variedade brilhante na minha frente. — Estou procurando um anel.

— Um anel? — Sorriu, fitando a vitrine junto a mim. — Algum específico?! Tenho diversos modelos diferentes caso queira dar uma olhada.

— Eu gostaria de vê-los — Assenti, iniciando um leve caminhar para dentro da loja, vendo alguns casais espalhados pelo saguão do local.

A mulher que tinha Jen descrito em seu crachá sorriu e caminhou ao meu lado. Haviam uma variedade imensa de anéis diferentes espalhados pelo suporte de veludo, um mais brilhante que o outro, me deixando ponderar sobre qual seria a melhor opção.

Entre todos aqueles, um específico me chamou atenção. Era prateado e possuía um único diamante sobre ele, mostrando uma delicadeza inexplicável e me fazendo desejar vê-lo na mão de Analu. Jen estava falando sobre outros modelos mas parou de repente ao perceber que minha atenção não se mantinha mais nela há muito tempo.

— É para a sua mãe? — Sorriu, tentando ser sexy, falhando.

— Para uma garota — Corrigi. — Gostei desse. — Apontei, vendo-a engolir seco e assentir.

— Este anel é de noivado! O diamante foi feito em lapidação brilhante e acomodado com delicadeza neste aro afunilado — Explicou, pegando a peça em mãos e me mostrando, manuseando-o entre as unhas cumpridas. — Platina. 0,17 quilates. — Sorriu, fitando o objeto com admiração, como se realmente gostasse de trabalhar com aquelas coisas. — Vai pedir essa menina em noivado? — Indagou, curiosa.

— Em namoro. — Trinquei o lábio. — Acha que ela vai gostar?

— Tenho certeza — Sorriu, pondo-o de volta no apoio. — Ele está saindo por dez mil cento e cinquenta dólares, as taxas já inclusas. — Me fitou. — Podemos dividir esse valor em até seis vezes sem nenhum juro, e em até dez vezes com juros de três por cento ao mês.

Ri nasalado, negando. — Não vou parcelar.

Soltei a capinha do celular e puxei meu cartão de dentro da mesma, entregando para a mulher que arregalou brevemente os olhos ao ler Justin D. Bieber no cartão preto. Sorri arrogante com o gesto dela e assenti quando a mesma disse que prepararia o anel, segundos depois de eu o pagar. Jen perguntou brevemente se eu desejaria algo gravado na platina, me obrigando a sorrir e dizer a frase que vagava pela minha cabeça desde a hora que entrei aqui.

Guardei a caixinha de veludo preta em meu bolso e agradeci brevemente à mulher, saíndo da loja e vendo o exato segundo em que Ryan foi atendido por um rapaz de blusa vermelha característica do uniforme da loja. Ri baixo e neguei de leve, vendo os olhos azuis dele me encontrarem e o alívio reinar.

— Esse é meu amigo que eu te falei — Comentou com o atendente assim que entrei na loja, ignorando o xingamentos das pessoas na fila. — Ele está querendo ver os computadores.

— Fico feliz que tenha escolhido nossa loja, aqui atrás eu tenho todas as...

É oficial, eu detesto fazer compras.

Duas horas mais tarde eu já estacionava o carro dentro da garagem, sentindo um alívio imediato de ter sobrevivido ao shopping. A casa estava totalmente silenciosa, e enquanto Ryan fez seu caminho para a cozinha na esperança de encher mais o saco da minha namorada e de Ashley, eu segui meu caminho para meu quarto, entrando diretamente em meu escritório e colocando o notebook sobre a mesa de cerejeira. Pus para o lado alguns documentos espalhados por ela e abri a caixa com o logo da maçã, vendo o aparelho dourado coberto pela película plástica.

Não demorei muito para configurar o computador, respirando fundo um milhão de vezes antes de finalmente ver a tela incial se abrir com alguns tutoriais diferentes. Quando conseguir abrir o safari sem dificuldades, loguei meu e-mail e abri a caixa de spam novamente, vendo o motivo de tanto estresse presente entre os e-mails de meu pai.

Dois toques foram dados na porta do quarto, me obrigando a gritar para que quem quer que fosse, entrasse de uma vez. Charles apareceu na porta do escritório segundos depois, bebericando algo rosado lilás em um copo de vidro. Franzi o cenho imediatamente, lembrando bem que Charles não era lá muito chegado em iogurtes.

— Ryan disse que você já tinha comprado o pc — Soltou, sentando sobre a poltrona próxima da porta. — Já resolveu abrir o link?

— Ainda não, ia fazer isso agora — Expliquei, fitando o copo. — O que é isso? Pensei que odiasse iogurte.

— E odeio! — Fez careta. — Qual é?! É leite azedo! — Fitou o copo, dando um gole ainda maior. — Isso é uma bebida brasileira que a ruivinha fez. Vinho com leite condensado, o nome é pau em alguma coisa.

Fiz careta. — Pau em alguma coisa?

— É, não sei direito. Português é muito difícil de entender — Deu de ombros. — Tem uns dois litros disso lá na cozinha, deveria experimentar.

Assenti brevemente, rindo nasalado e voltando minha atenção para o computador na minha frente. O link estava ali e a ansiedade em clicar me afligia, mas não tinha nada a perder o abrindo naquele novo aparelho.

Charles se colocou ao meu lado e fitou a tela no exato momento em que cliquei, vendo uma tela de loading aparecer segundos antes de tudo ficar preto. Não tinha sentido algum até então, era como se estivéssemos com o aparelho desligado. Chaz me fitou e arqueou o cenho, tocando o touchpad e mexendo a seta pela tela.

— Eu já vi isso antes — Comentou consigo mesmo, largando o copo sobre a mesa e puxando o computador. — É como se tivesse uma espécie de senha de segurança para o acesso.

— Senha de segurança? — Levantei, caminhando atrás do nerd. — Está tudo preto.

— Não está tudo preto, Drew — Disse com obviedade. — Se você reparar bem, tem uma engrenagem aqui — Apontou para o canto inferior, mostrando realmente o desenho quase imperceptível. — Provavelmente a pessoa que enviou queria ter certeza que apenas você saberia o que está dizendo nesse e-mail.

— Então a pessoa que enviou claramente não me conhece, porque nem ver a droga da e engrenagem eu vi — Dei de ombros. — Como que vou descobrir a senha?

Chaz estalou a língua no céu da boca, fitando a tela inteira com calma. Seus olhos varreram minuciosamente aquele local, apenas para clicar sobre o lugar no canto e abrir uma tela azul, idêntica aquelas de erro do Windows. Haviam diversos escritos em um tipo estranho de criptografia, além de duas barras espaçadas, a primeira pedia um nome de usuário e a segunda a senha.

— O que dizia no e-mail? — Chaz se sentou novamente, mantendo o computador no colo enquanto puxava o próprio celular do bolso traseiro. — Pega aquele cabo USB-C para mim. — Pediu, indicando o carregador do meu celular jogado sobre um dos aparadores próximos a janela.

Joguei o cabo nele assim que o peguei, recebendo um dedo do meio como resposta. Me sentei sobre o tampo da mesa e abri meu e-mail no meu celular, clicando no lugar onde o link se mantinha. Não havia absolutamente nada além dele.

— Nada. — Soltei. — Só o link.

— Clica no remetente. — Falou, conectando o próprio celular no computador e abrindo algo estranho. Ele utilizava o celular como teclado e digitava com extrema rapidez, vez ou outra clicando em algo no próprio computador. — Está protegido com criptografia de ponta a ponta, vai ser uma merda acessar.

— Traduz, Chaz. — Revirei os olhos, clicando no email que havia me enviado o link, esperando carregar.

— É um tipo de recurso de segurança simples mas eficaz, muito usado em aplicativos de mensagem — Comentou, mantendo os olhos presos no que estava fazendo. — A função é basicamente proteger os dados durante uma troca de informações, fazendo com que seja possível acessar apenas pelos dois extremos da comunicação: o remetente e o destinatário. — Ponderou por um tempo, parando de digitar para ler o que quer que fosse no computador. — É um tipo de implementação da criptografia assimétrica; não deixa que as informações sejam interceptadas e ninguém além dos envolvidos deve ter acesso ao conteúdo. — Trincou o lábio, relaxando a postura. — E é foda porque nem as empresas que usam isso tem acesso as conversas dos utilizadores, imagine pessoas que tentam hackear de fora.

— E você consegue acessar isso? — Indaguei, rindo.

— É óbvio — Se gabou, rindo. — Modéstia parte, mas eu sou foda no que eu faço.

Revirei os olhos enquanto ria, achando mesmo graça na humildade que meu amigo tinha intrínseca nele. Cliquei mais uma vez no email que havia me enviado, vendo que nada deixava claro quem havia o mandado.

— O e-mail é fantasma, obviamente — Soltei. — Tânatos Érebo, mil novecentos e vinte e nove. — Ponderei, fixando meus olhos nos últimos quatro dígitos e franzindo o cenho, sabendo bem que ouvi falar sobre aquilo em algum lugar. — 1929...

— Foi o ano da quebra da bolsa de valores de Nova Iorque. — Coçou o queixo, me fitando. — Foi um ano historicamente trágico para os Estados Unidos.

— Eu sei, mas tem alguma coisa que não estou lembrando — Sussurrei, varrendo minha cabeça na tentativa de lembrar o que droga havia acontecido além da crise financeira. Abanei a cabeça e saltei da mesa, dando a volta para sentar na cadeira e abrir uma das gavetas, puxando um bloco de papel e uma caneta dourada, anotando os números no centro da folha branca. — E que droga é Tânatos Érebo?

Chaz franziu as sobrancelhas e apertou os lábios, fitando algum ponto fixo no chão antes de arregalar os olhos e estalar os dedos. — É isso! Eu sabia que assistir documentários sobre mitologia grega nunca iria ser perda de tempo!

— Do que você está falando?

— Quando Hades reinava sobre os mortos no mundo inferior, a personificação da morte era Tânatos. — Comentou. — Filho de Nyx, a personificação da noite, e Érebo, personificação da escuridão. — Me fitou.

— O que exatamente isso significa? — Franzi o cenho, não entendendo o que uma coisa tinha a ver com a outra.

— Não sei exatamente — Foi sincero. — Na psicanálise ele é considerado a personificação da pulsão de morte; um tipo de impulso instintivo e inconsciente que busca morte e destruição. Ou os dois.

Trinquei lábio, fitando o user em meu próprio celular e respirando fundo. Personificação da morte, da escuridão e um ano aleatório, justamente um dos — se não for o mais — anos mais trágicos da história do país. O que merda isso significava e por que algo assim chegaria agora?

— Pensa, pelo menos saímos da estaca zero — Meu amigo soou. — Temos dois nomes, dois significados e uma data.

— Não temos uma data, temos só um ano — Torci o nariz, fitando o papel.

— Tânatos nasceu em 21/08 — Frisou. — Era o dia favorito dele para arrebatar as almas dos mortais. Talvez seja 21/08/1929.

— A bolsa de valores quebrou em 24/10 — Fiz careta. — Mais de dois meses depois do nascimento dessa... coisa.

— Temos dois nomes e seis números — Apontou, focando sua atenção no computador. — Tânatos está escrito como no email? — Indagou. — Com Th? — Concordei. — E T e U no final? — Concordei novamente. — Thanatus. É latim.

— Espera... seis números? — Indaguei.

— Do dia do aniversário de Tânatos até a quebra da bolsa são exatos sessenta e quatro dias. — Deu de ombros. — Não custa tentar.

— Como você sabe tantas coisas sobre isso? — Indaguei, anotando o sexagésimo quarto número no papel, ao lado do nome do Tânatos em latim. — Digo, sobre mitologia e essas paradas?

Chaz deu de ombros. — Sempre curti, sou um traficante culto. — Brincou, me obrigando a rir. — Como está escrito o nome do pai dele?

— Normal. — Respondi.

Ele assentiu, voltando a digitar. Suspirando, soltei a caneta e ouvi outros toques na porta, repetindo o que havia falado para Chaz anteriormente e vendo o resto dos moleques entrarem no escritório. Ryan estava com a boca cheia, mastigando. E assim como Chaz, Christian e Nolan também bebiam o líquido lilás.

— Conseguiram abrir o link? — Beadles indagou, sentando no sofá.

— É o que nós vamos descobrir agora — Chaz disse, terminando de digitar e apertando o enter de forma dramática, fazendo graça. — Abriu uma tela de loading.

Nolan começou a cantarolar a música de Star Wars, me obrigando a rir mais ainda. Eles eram idiotas, me deixando saber que meu trabalho seria infinitamente mais entendiante sem eles.

— O que deu, Chaz? — Indaguei.

— Uma tela com um pdf para download — Riu nasalado. — Tem até a opção de baixar diretamente no leitor de pdf ou no Google. — Gargalhou, me obrigando a abanar a cabeça. — É bem leve o arquivo, 146mb.

— Ninguém liga para esses detalhes, Chaz — Nolan riu, fazendo Ryan concordar.

— Vocês são tão desagradáveis — Revirou os olhos. — Já baixou. — Me fitou. — Vou abrir. — Concordei, sentindo minhas mãos suarem contra o tampo da mesa, deixando claro que mesmo minha mente se mantendo centrada e calma, meu corpo lidava o contrário com a tensão. — É um texto. — Chaz fez careta.

Ryan se aproximou dele e fitou a tela do computador, franzindo o cenho. — Isso é código morse? Alguém ainda usa isso hoje em dia? — Fitou meu amigo.

— Usam até demais. — Exasperou. — Mas é fácil de se decifrar, usam muito isso nas forças armadas, principalmente na Marinha. — Fitou-nos. — O nome e o fato de ser em símbolos assusta bem mais do que a dificuldade de se resolver. Posso decifrar isso hoje ainda, só vai levar algum tempo. O texto é meio grande.

Neguei prontamente, me levantando e fitando os moleques. — Não é nada urgente. Hoje é véspera de Natal, e nenhum de nós vai passar o dia trabalhando. — Puxei meu celular, abrindo a gaveta brevemente e colocando o bloco de notas e a caneta lá dentro. — Nós podemos ver isso após o ano novo, não vou mesmo esquentar a cabeça com isso agora.

— Concordo com o Drew — Ryan soou. — Quero ficar com minha namorada e encher meu bucho. — Riu. — E acho que vocês dois também querem — Apontou para Nolan e eu, fazendo meu amigo franzir o cenho.

— Eu? — Ele fez careta. — A parte de encher o bucho, com certeza.

— Ah, não se faz, não. — Chaz provocou. — Vai falar que você e Dulce não estão se pegando?

Nolan negou prontamente. — Nós não temos absolutamente nada.

— Mentir para mentirosos é foda, Nolan — Christian riu, fazendo o garoto abanar a cabeça.

— É sério — Soou rindo. — Dulce e eu somos só amigos — Explicou, sendo sincero. — Ela não me deixa chegar nela de jeito nenhum.

Foi minha vez de rir. — Antigamente você já teria ficado.

— Eu sei — Suspirou, coçando a nuca. — Só não acho que tenha que agir com ela igual agia com todas as garotas que já peguei. — Comentou. — Não quero só transar com ela e depois sumir, sabe?!

Os moleques explodiram em uma gargalhada alta, me obrigando a rir junto enquanto Nolan revirava os olhos. Era engraçado lidar com amigos prestes a se apaixonar, principalmente quando o amigo tem um passado regado a libertinagem igual Nolan.

Desci as escadas deixando os idiotas vindo atrás de mim, não demorando para entrar na cozinha e ver o primo de Analu rindo com algo junto a Drew, Dylan e minha própria garota. O ex dela se mantinha ao canto com falsa carranca, pois era nítido que ele também queria rir.

Ashley ria baixo enquanto mexia algo na panela ao lado de Dulce. A ruiva, por sua vez, também gargalhava, deixando-nos com caras confusas sobre o que tinha rolado aqui.

— Acho que a melhor piada do universo foi contada — Nolan brincou, pulando para abraçar Dulce por trás, fazendo a ruiva rir ao sentir um beijo estalado tocar sua bochecha. A carranca de Dylan obrigou ele a parar de rir, me obrigando a revirar os olhos.

Depois diz que eles não têm nada. E eu sou a rainha da Inglaterra.

  — Quase isso — Drew riu. — Analu fez um vídeo com um compilado de idiotices do Pedro. Está genial!

— Isso é injusto! — O loirinho exclamou algo que não fazia ideia do que significava. Ele podia pelo menos aprender inglês antes de vir para cá, não é!? — Eu sou uma pessoa muito expressiva, não podem me julgar.

— "O que que tá acontecendo que você amanhece duas horas da manhã?" — Dylan começou, voltando a rir.

— "São duas horas da manhã!!" — Analu completou, explodindo em uma gargalhada e fazendo o ex revirar os olhos enquanto ria.

— Estava mesmo! — Se defendeu.

— Claro Pedro, claro — Analu riu para ele.

Minha namorada — ou quase, me fitou com um sorriso lindo nos lábios, usando como forma simples de cumprimento, ocasionando as já citadas borboletinhas na droga do estômago.

Os moleques seguiram para a cozinha, deixando apenas Ryan, Nolan e eu com as meninas, deixando claro que queríamos ajudar com o que quer que fosse. Analu havia frisado para mim na noite anterior, em uma das nossas conversas aleatórias ao decorrer do dia, que estava focada em aprender Butter Tart, uma das minhas comidas canadenses preferidas no Natal, e só de pensar em comer aquelas tortinhas meu estômago já roncava.

Nós ficamos com a parte mais fácil das receitas, já que as meninas mesmo deixaram claro que nossa probabilidade de acabar com a ceia por fazer algo errado era gigantesca, então nos contentamos com umas misturas aqui e outras ali, apenas para que elas não ficassem sozinhas enfiadas nessa cozinha o dia inteiro.

 — Coloca duas xícaras de leite nesse pote e adiciona uma lata de leite condensado — Ashley pediu, me fitando. Assenti prontamente, segurando o galão de leite e fitando o pote na minha frente.

 — O que são duas xícaras? — Indaguei, vendo Analu rir de leve. — O quê?

 — Esse copo de vidro perto do Ryan tem as marcações — Sorriu. — É só seguir. 

 Assenti, lendo com atenção os números no copo e tentando não fazer nenhuma besteira. Eu era um desastre na cozinha, e estava mesmo tentando fazer tudo certo.

 — Vai fazer gemada, cunhada? — Ryan indagou para a ruiva, que fez careta. 

 — Nunca aprendi a fazer isso — Torceu o nariz. — Mas posso tentar. 

 — Vocês querem mesmo ficar bêbados, em? — Ashley riu, fitando-nos. — Já tem bebidas para cacete. 

 — Gemada é bom — Nolan fez bico, fazendo a loira rir. — E nós não vamos misturar e nem nada.

 Minha garota fitou a melhor amiga e riu, deixando claro que não acreditava nenhum pouco no controle que meus amigos e os dela possuem com álcool. 

 Point of View's Analu Hall

 Tudo estava devidamente pronto antes das dez horas da noite, e por mais que o cansaço por ter passado o dia inteiro de pé na frente do fogão me inundasse, a sensação de gratidão por ter acabado tudo me animava. Estava feliz pelo dia de hoje, mesmo que minha família estivesse tão longe quanto está agora. 

 Havia terminado a pouco de alisar meu cabelo, sentindo falta dos fios na altura de minha cintura, pois não os curtia muito com cachos onde estão agora. A lingerie preta já se mantinha presa em meu corpo enquanto esperava o hidratante ser totalmente absorvido pela minha pele antes de por o vestido rodado de mesma cor que as roupas íntimas. 

 Não queria mesmo me maquiar quando tinha certeza que lágrimas rolariam quando o relógio batesse meia-noite. Era uma coisa certa de acontecer todos os anos desde que meus pais morreram, como se o dia de Natal fosse, de longe, o que me torna mais sensível. 

 Justin estava jogado na cama dele jogando no PlayStation, inconscientemente me fazendo pensar sobre nosso primeiro Natal juntos. Chegava a ser engraçado pensar em tudo que aconteceu desde aquele dia, e por mais que James tivesse sido um grandíssimo trauma na minha cabeça por anos, é inevitável não querer mudar a forma como as coisas ocorreram. Sentia em meu peito que cada uma das coisas que vieram depois eram apenas para que hoje eu estivesse junto ao homem da minha vida novamente.

  Fitei meu reflexo e sorri de lado, colocando a chapinha sobre o mármore da pia e respirando fundo, não demorando para voltar a balbuciar Entertainer junto com Zayn. Pude ouvir com clareza a hora em que Justin soltou um palavrão no quarto, me obrigando a rir baixo com a forma expressiva dele. 

 Nem uma hora depois estávamos ambos prontos. Meu vestido estava devidamente colocado e por mais que sentisse um leve pinicar da etiqueta próxima a meu cóccix, resolvi ignora-lá, já que retirar a peça daria muito mais trabalho do que a aturar. Bieber, ao contrário de mim, parecia bem a vontade dentro da camisa e calça sociais, sendo a peça de cima branca e a debaixo, preta. 

 Era fácil para ele parecer bem já que tudo se transformava na coisa mais sexy do universo em apenas estar o cobrindo. Justin tinha um verdadeiro dom para a beleza, e mesmo que minha cabeça doesse apenas em cogitar inúmeras formas de estourar os botões de sua blusa, entendia que agora não era o momento para isto. Infelizmente. 

  Descemos as escadas com calma enquanto meus amigos e alguns conhecidos dos meninos transitavam pela sala, deixando as conversas paralelas ecoarem por todo o ambiente. Justin tocava a base de minha coluna com a ponta dos dedos longos, acariciando levemente enquanto me guiava por entre as pessoas desconhecidas por mim. 

 — Não sabia que viriam tantas pessoas — Sussurrei para o homem ao meu lado, vendo ele rir e concordar. — Quando disse mais cedo que viriam alguns conhecidos, achei que a palavra "alguns" significasse poucos. 

 Ele sorriu mais ainda, me virando para ele apenas para por a mão entre minha orelha direita e meu ombro, ocasionando um leve balançar em meu brinco. — São poucos, anjo. — Garantiu. — Alguns seguranças trouxeram a família, e há um ou dois amigos. — Umedeceu os lábios, fitando-me com carinho. — Eu sei que o Natal para você significa passar com sua família, e eu juro que queria poder te dar um natal resumido a isso, mas não posso — Trincou o lábio. — Tenho que mostrar para meus funcionários que estou aqui para eles da mesma forma que estão para mim. Você entende? 

 — Você sabe que sim — Suspirei. — Só não sabia que viriam tantos. — Sorri ao sentir seus lábios em minha testa. 

 — Prometo que o pós-ceia é só nosso, tudo bem? — Indagou, alisando minha bochecha. Assenti rindo, deixando um beijo casto em sua mão. — Eu te amo. Muito.

 — Eu também te amo muito — Pisquei, sorrindo em seguida.

 Justin me soltou brevemente para cumprimentar algum segurança que tinha aparência de importante. Minutos depois descobri se tratar de Scooter, o chefe da segurança das casas de Justin. Aparentemente ele é quase como o braço direito dele quando os meninos não estão presentes, se movendo para os estados e os países conforme Bieber se move. 

 Ele agradecia muito a Justin por ter permitido a vinda de sua família para Nova Iorque, já que eles viviam em Seattle. Sua esposa era linda e não pude negar a vontade de morder as bochechas gordinhas que seu filhinho de dois anos possuía. Ele era uma graça. 

 Meus olhos varreram pelo local e ri nasalado ao ver Ashley bater levemente nas mãos de Ryan quando as mesmas desceram despretensiosamente para sua bunda. Neguei de leve e desviei meus olhos, vendo Christian bebericando um copo de gemada — que Dulce foi coagida por Ryan a fazer — sozinho próximo a árvore. Trinquei o lábio e fitei Justin enquanto o mesmo conversava com Scooter, me obrigando a ponderar sobre ir ou não.

 — Eu já volto — Avisei para Bieber, que franziu o cenho brevemente e assentiu. Sorri com gentileza para a mulher de Scooter e mandei um beijinho para o pequeno, que riu e escondeu o rosto na barriga da mãe com timidez.

 Sai de perto de Justin ao passo que me equilibrava nos saltos. Christian me fitou com surpresa ao me ver aproximar, logo sorrindo de lado para mim. 

 — Tudo bem? — Indaguei, vendo-o assentir automaticamente. — Mesmo? 

 — Claro. Por que não estaria? — Soprou, voltando a bebericar na taça enquanto fitava além de mim o local onde Dulce e Nolan riam de alguma besteira de Charles. 

 — Talvez por que você está sozinho aqui — Apontei. — Bebendo uma gemada duvidosa feita por uma receita do Tudo Gostoso.

 Ele riu. — Tudo Gostoso? 

 — É um site de receitas — Revirei os olhos. — Mas esse não é o ponto, Beadles! O que foi?  

 Ele deu de ombros, bebericando mais uma vez o líquido amarelado. Chris suspirou e umedeceu os lábios, colocando o copo no aparador próximo a ele. — É o dia de hoje. 

 Franzi o cenho. — O dia de hoje? 

 — É. — Torceu o nariz, fitando as tatuagens nas mãos. — O significado que hoje tem, entende?! 

 — Não gosta do Natal? — Indaguei, achando estranho mas o compreendendo. Eu amava o feriado, mas entendia bem que cada pessoa tirava do dia um significado próprio. Chris negou, prontamente. 

 — Não, não é isso — Riu nasalado. — Não ligo muito para o Natal. Só me sinto estranho em não passar com a minha família, ou melhor, em não ter uma família com quem passar. — Me fitou, sorrindo de lado. 

 — Não fala com eles? — Soprei, curiosa. Não queria o pressionar muito sobre pois não sabia a intensidade da bad dele em relação ao assunto, mas a fofoqueira que habitava em mim sempre acaba prevalecendo. 

 Christian riu, negando. — Eles não falam comigo. — Corrigiu. 

  — Ah. — Comentei, trincando o lábio para evitar que alguma coisa a mais saísse da minha boca. Christian me fitou com o cenho arqueado e expressão divertida no rosto. — O quê?

 — Você está se remoendo de curiosidade, menina — Sorriu, me obrigando a rir. 

 — Não estou, não. — Menti. 

 — Analu, sua perna está balançando de um lado para o outro e sua testa pode ser considerada um caderno de tantas linhas. 

 — Credo, Christian — Fiz careta, levando meus dedos até a área acima de minhas sobrancelhas. — Geralmente pessoas observadoras guardam as informações para si. 

 — Sou um observador fofoqueiro — Cruzou os braços. — Pode perguntar. Está tudo bem, é sério.

 Fitei as pessoas ao nosso redor enquanto formulava e reformulava a pergunta na minha cabeça, buscando uma forma de soar o menos grosseira possível. Christian me olhava com divertimento enquanto a culpa por sequer pensar nessas coisas ocupava o meu cérebro mais ou menos pensante. 

 —  O que aconteceu para que... você sabe. — O olhei, vendo ele assentir leve.

 — Para que meus parentes parassem de falar comigo? — Assenti. — Digamos que eles acharam... nojento, eu acho, da minha parte não ter protegido minha irmã do Justin — Riu nasalado, negando para si mesmo. — Como se eu tivesse como me envolver em qualquer coisa que tivesse eles dois. É difícil ter que passar longe deles mesmo sabendo que agora tudo que sentem em relação à mim é negativo. 

 — Justin e sua irmã namoraram? — Não me lembrava de ter sabido sobre isso. Na real, o fato de eles terem se envolvido explica muita coisa sobre o ódio recíproco de Chris e Justin. 

 — Eles eram doentes um pelo outro — Manteve os olhos fixos no chão sob nós, não piscando por alguns segundos como se sua mente estivesse em qualquer lugar, menos ali. — Nem eu e nem ninguém ao nosso redor considerava aquilo como um relacionamento. Isto é, ninguém além deles dois. 

 Foi inevitável fitar Justin a alguns metros de nós com um sorriso bonito nos lábios. Era engraçado pensar sobre como eu tinha certeza absoluta que o conhecia quando, na realidade, eu não sabia nada sobre a vida dele antes de mim. 

 Demorei seis anos para descobrir da principal informação sobre a vida pessoal dele: o tráfico. Sei que em parte é o receio que ele tem de me assustar ou consequentemente me afastar com as informações, porém queria mesmo que ele se abrisse mais em relação a sua vida "pré-Analu". 

 — Me explica? — Pedi. 

 Christian coçou a nuca e pigarreou antes de me fitar com receio. — Não quero que ache que estou fazendo isso por não ser amigo de Bieber. Nunca faria nada para envenenar o relacionamento de vocês ou qualquer coisa assim.

 — Não acharia isso nunca, Chris — Torci o nariz, fitando-o.

 — É que as pessoas tem a mania esquisita de achar que quero te roubar do Justin — Riu nasalado. — Principalmente ele.

 Revirei os olhos. — É, eu sei. 

 — Eles eram muito estranhos — Trincou o lábio. — Tinham uma posse absurda um sobre o outro. As brigas não eram normais, eles se batiam e se xingavam. Nunca houve uma gota de respeito sequer ali — Suspirou, negando. — Caitlin era uma pessoa totalmente diferente antes de conhecer o Bieber. Queria ser enfermeira, amava cuidar dos outros e sempre se mostrou uma pessoa muito amável — Sorriu de lado, com os olhos verdes brilhando em nostalgia. — Aí ela conheceu seu namorado. 

 O nome dela estalou em minha cabeça na mesma hora. Caitlin foi a mulher citada por Jeremy na primeira vez que pisei na casa dos pais de Justin, e lembro a forma como ele surtou com a menção do nome dela. Então era por isso que ele agiu daquela forma. Provavelmente ainda não tinha a superado.

 Franzi o cenho, não entendendo mesmo como o simples fato de uma pessoa que supostamente era incrível, mudar tão drasticamente após conhecer outra. Principalmente se tratando de alguém como Justin. 

 É óbvio que não estive com ele desde sempre, mas a forma na qual ele me trata — e sempre tratou, não me parece mesmo a forma como uma pessoa ruim agiria. Principalmente ela sendo a namorada dele na época. 

 — Ela se cegou quando viu o mundo que Justin estava enfiado. — Riu com desgosto, voltando a fitar as mãos. — As casas, os carros, o luxo. Tudo para ela parecia ser de outro mundo e cada vez mais seu interesse pela máfia crescia. 

 — Vocês não tinham uma condição boa antes? — Indaguei. Ele negou.

 — Nós não eramos milionários igual a família de Justin sempre foi, mas não passávamos dificuldades. Meus pais eram trabalhadores, nós tínhamos nossas contas e alguns problemas de vez em quando, mas nada fora do normal. — Deu de ombros. — Tenho certeza que ela ficou tão... encantada por essa vida porque antigamente Bieber era muito do tipo ostentador — Riu. — Ele levava ela para viagens impressionantes. Andavam de lancha, compravam carros, ficavam em coberturas em países de primeiro mundo. Era tudo muito igual aquelas cenas de filme, sabe!? Ela foi se perdendo nessa realidade que estava longe de ser a nossa. 

 — E então ela mudou? — Cruzei meus braços, realmente interessada no rumo que a história levava. 

 — É, então ela mudou. — Coçou o nariz com o dorso da mão, suspirando. Era nítido como falar sobre sua irmã não era algo confortável para ele. — Caitlin mudou da água para o vinho. Ou melhor: do vinho para a água. — Brincou, rindo. — Suas atitudes com nossos pais mudaram, ela achava deplorável nós não termos a porra de uma mansão gigantesca igual a que Justin tinha. Seu interesse pelo tráfico veio com o tempo, e cada vez se mostrava mais envolvida em tudo. Participava de missões esporádicas, gostava da adrenalina que aquilo causava, e até as roupas ela mudou. — Fez careta. — Seu ciúme com Justin aumentou também. Ela tinha medo de perder ele e as regalias que ser namorada de Justin Bieber dava a ela. — Revirou os olhos. — Mas aí ela pegou ele com uma das garotas da Lux. Na época ele tinha acabado de abrir a boate no meu estado natal, e como eu havia dito, o sentimento deles era posse. Não tinha amor ou carinho de nenhuma das partes. Justin nunca olhou para a Cait da mesma forma que te olha. Então eles traíram um ao outro para caralho, era algo rotineiro, mas até então nenhum dos dois havia pego o outro no ato, era só a aceitação da possibilidade de haver traições. Acontece que a Caitlin nunca foi muito do tipo de aceitar ser passada para trás, mesmo antes de Justin. Então ela resolveu dar o troco, e transou na cama de Justin com o irmão dele. — Me fitou. — Você, infelizmente, chegou a conhecê-lo.

 — É — Senti o arrepio crescer junto a bile, respirando fundo. — Conheci ele.

 — Justin ficou possesso — Riu nasalado, soltando um som engraçado da boca. — É engraçado pensar sobre isso agora, mas na época foi assustador. Ele arrebentou o James, tentou matar a Caitlin. Uma merda atrás da outra — Umedeceu os lábios. — Nós éramos muito enérgicos antigamente. Puberdade e falta de maturidade fazia com que sentissemos tudo na flor da pele. Mas fica tranquila, ele mudou absurdamente. Nunca machucaria você, nem machucar ela ele chegou, nós não deixamos.

 — E depois disso?

 — Depois do quê? — A voz de Bieber soou atrás de mim poucos segundos antes de sentir seus braços abraçando minha cintura, por trás. — Em? 

Continua...


Notas Finais


Justin me representando: fazer compras é absurdamente chato, meu pai.

Um anel, hum!? Nha!!!

Me julguem mas sou realmente apaixonada por tudo relacionado a mitologia, então sempre acaba tendo alguma referência ou outra. Falando nisso, algum palpite sobre do que o texto se trata?

Aqui nossa querida Analua conheceu um pouco mais da vida de Justin, e bom, vocês tiveram uma noção boa sobre como era a relação dele com a Caitlin. Muito, muito, MUITO importante para o desenvolver da história.

É isso, gatinhas! Se eu conseguir terminar a tempo, o próximo capítulo sai sexta agora! (Depois de amanhã), amo vocês!

M;


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