História Anpanman - Capítulo 1


Escrita por: e BusanCity

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Amizade, Amor, Bottom!jungkook, Bottomfatale, Bts, Busancity, Jeon, Jikook, Jikookwriters, Jimin, Jimin!top, Jungkook, Jungkookbottom!, Lemon, Park, Pwp, Top!jimin
Visualizações 465
Palavras 6.290
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Festa, Lemon, LGBT, Musical (Songfic), Shounen, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que vocês gostem desse... Lemon (?), é algo assim, uma vez que não sou o melhor em lemon, espero também que vocês encontrem a referência do nome do capítulo ao longo da história.
Betagem: @DonaTreta <muito obrigado, como sempre!>
Capa: @Manggoldenboi <que eu amei, inclusive>
Divirtam-se!

Capítulo 1 - Casou com o dono da Parmalat, virou mamífero.


Fanfic / Fanfiction Anpanman - Capítulo 1 - Casou com o dono da Parmalat, virou mamífero.

 

— Anda, Jungkookie! Vamos nos atrasar! — Gritei, colocando a mochila no ombro esquerdo e destrancando a porta de casa.

— Já estou descendo, hyung. Você viu minha capa? — Perguntou e eu respirei fundo, revirando os olhos.

— Está pendurada no varal, Jeon, onde eu mandei você pegar ontem e você não pegou! — Gritei e saí, batendo a porta.

Do lado de fora da casa o sol estava inacreditavelmente bonito e brilhante, um belo dia para me afundar nas águas cristalinas das praias de Busan, ou deitar-me à beira das piscinas naturais de água quente, quase como uma hidromassagem. Porém, estou muito longe para poder sonhar com algo assim.

Olhando para o céu, não percebi a hora em que o mais novo abraçou-me por trás e beijou meu pescoço, várias vezes, até que eu desfizesse minha expressão emburrada e começasse a rir.

— Não fica muito bravo comigo, não, senão vai ficar de castigo. — Comentou, colocando a mão para o primeiro táxi que passou na frente de nossa casa.

Amarela e com detalhes em branco, um minúsculo jardim na frente, onde brotavam azaleias e lírios. O sol batia na grama verde e refletia o orvalho ainda não seco pelo sol escaldante — que refrescaria quando passasse do meio dia.

— E qual seria esse castigo? — Perguntei no momento em que ele abriu a porta do carro para que eu entrasse.

— Se você for um bom garoto, eu te mostro. — Comentou e fez um meneio de cabeça em direção ao veículo, não me impedindo de dar um sorriso malicioso para ele antes.

Estamos indo para uma festa de criança, mas eu não estava anteriormente reclamando com ele de que estávamos atrasados porque queria chegar cedo e comer os doces, e sim porque a festa não pode começar sem nós. Jungkook e eu somos os animadores da festa, animadores mesmo, daqueles que vestem uma roupa e dançam para as crianças. Eu sou completamente apaixonado por elas, e ele é completamente apaixonado por mim — não que também não seja pelas crianças, mas a primeira parte ajudou mais do que tudo.

Eu e Jeon nos conhecemos ainda no ensino médio, quando ele era — e ainda é — o maknae do meu grupo de amigos. O amor é uma coisa louca, penso de vez em quando, você nunca espera nada, nunca espera se apaixonar por alguém, nem que vai encontrar no brilho escuro de seus olhos com ainda nada nas costas como bagagem de vivência, um motivo para sorrir com frequência, e foi o que aconteceu entre mim e ele. Não digo que foi amor à primeira vista, pois seria um absurdo exagero, no entanto, não demorei muito a apaixonar-me por ele; talvez fossem os seus dentes salientes, a risada infantil e contagiante, ou a forma como suas mãos sempre seguraram-me da forma correta.

Desde que começamos a nos envolver, não houve um único momento em que tivesse pensado que tinha feito a escolha errada, afinal de contas, quando cheguei ao fim do terceiro ano e recebi a resposta de que tinha passado numa faculdade no Japão para cursar pedagogia — meu grande amor são mesmo as crianças —, ele largou a escola para ir comigo. Quer dizer, ele abriu mão da vida que tinha em Busan, mesmo ainda não tendo completado o ensino médio, para ir atrás de mim e estudar lá, apenas para estar comigo devidamente.

Nunca compreendi o que o amor significava, mas tenho certeza que tem muito dele nisso tudo.

— Eu estou tão ansioso. — O mais novo comentou, encostando seu ombro ao meu no momento em que o carro fez uma curva fechada.

Um sorriso de canto surgiu em meus lábios, olhei-o por cima do ombro.

— Por quê? Posso saber? — O sorriso abriu-se e lá estavam os dentes.

— Hoje vou experimentar minha roupa nova; você acha que as crianças vão gostar? — Perguntou, os olhos brilhando. Concordei com a cabeça, rindo baixo e silencioso.

— Claro que vão, Jeon! E nem é porque elas não te conhecem e vão gostar de qualquer coisa que você colocar, mas também porque a escolha do personagem foi incrível! — Exclamei, balançando a cabeça para afirmar o que tinha dito. Ele acenou para mim também, feliz pelo que eu tinha dito.

Sua mão direita buscou por minha mão caída no banco do carro e entrelaçou nossos dedos, sorrindo por nada em especial, em seguida. A verdade é que gosto muito de vê-lo sorrir.

O local da festa não é muito longe, por isso chegamos rapidamente; dava para ver ele quase pulando no banco de animação pela coisa toda. Sempre achei adorável a forma como essa coisa de vestir outra roupa, uma fantasia ou algo assim por exemplo, fazia ele sentir-se bem e confortável; de começo eu não compreendi o que ele ganhava com isso, mas ao avançarmos, percebi que ele gostava da possibilidade de realizar o sonho de outras pessoas, e sendo o Jeon, ele não conseguiria fazer isso, pôr um sorriso no rosto delas, por isso ele decidiu virar o...

Anpanman!

Nii-chan! — Ouvi uma garota falando. Batia na altura de minha cintura e puxava a capa escura de Jungkook, para receber sua atenção. Sorri para aquilo.

Quando passei na faculdade do Japão e demorei muito tempo para decidir que realmente viria, ele acabou por dizer que viria comigo, que terminaria o ensino médio aqui e arranjaria um emprego; minha situação financeira nunca foi das melhores, mas os seus pais têm bastante dinheiro. Ainda assim, viemos juntos para outro país, sempre gostamos muito da cultura japonesa e do país em si, então era quase como um sonho realizado.

No começo, não tínhamos ideia do que iríamos fazer para pagar as contas, e ele contou-me que desde mais novo, seu hobby era fazer cosplay de tudo o que gostava, mas seus personagens favoritos eram o Anpanman e o Doraemon, heróis de desenhos japoneses que ele assistia desde pequeno.

No começo, sermos animadores de festa infantil usando essas roupas não era o plano, quer dizer, não tínhamos a intenção de fazer isso por muito tempo, porém os dias tornaram-se meses e os meses, anos. Faz quatro anos que eu e Jeon fazemos isso, eu estou terminando a faculdade de Pedagogia e ele está no segundo ano de design de jogos, e é engraçado, pois nos encaixamos perfeitamente em ambas as profissões. Na verdade, qualquer coisa se encaixa nele, inclusive eu.

— Olá, crianças! O herói da nova geração chegou! — falou, correndo pelo pátio onde estava acontecendo o aniversário, só para ver sua capa voar. Sorri.

Algo que sempre admirei em Jungkook é essa sua alma imortalmente infantil. Ele tem sim responsabilidades, mas há algo nele que o impede sua inocência de morrer, e são os sonhos, a fluidez de permitir que a felicidade se instale em algo tão pequeno. O mais novo nunca precisou de muitas coisas para sentir-se bem — mesmo tendo vindo de um lar onde davam-lhe tudo —, desde o começo sua felicidade se baseava em nós dois e um saco de salgadinho; contanto que tivesse o que comer e tivesse a mim, estava feliz. E eu nunca deixei de reparar como isso é precioso, como os pilares da sua felicidade se baseiam em algo tão simples e palpável, evidenciando que tenho no alcance de minhas mãos o homem mais precioso do mundo.

Vendo ele correr para fazer a capa voar como se sua maior felicidade fosse ver as crianças hipnotizadas pelo adereço, sei que o amo, e ninguém precisa dizer-me isso.

— Doraemon-chan? — Um garoto puxou minha fantasia pelo braço e eu saí de meus devaneios, olhando para baixo.

— Sim?! — Perguntei, me abaixando para ficar de sua altura.

— Será que você pode me ajudar com uma coisa? — Observei-o por um tempo e fiz que sim com a cabeça.

— Claro! O que aconteceu?

O garoto segurou-me pela mão e foi caminhando, puxando-me em direção a um banco no canto do jardim, onde sentamos um ao lado do outro. Ele apoiou os cotovelos nas coxas e o rosto nas mãos. Suspirou.

— É que tem um garoto aqui na festa, a quem eu queria entregar uma carta, mas... — Foi reticente e eu permaneci em silêncio, esperando que ele dissesse algo a mais.

— Porém, eu acho que ele gosta de outro garoto. — Completou e eu toquei seus cabelos negros e espessos.

— Por que acha isso?

— Porque ele olha para o outro garoto como quem olha para uma tigela de Yakisoba, sabe como é? Queria que ele olhasse assim para mim.

Eu e Jeon incrivelmente ficamos conhecidos com o tempo como “Os Heróis Cupido” devido a capacidade que o mais novo tinha de resolver os problemas amorosos das pessoas. Eu acabei indo no embalo, sendo o cupido das crianças. Não que eu ache que eles têm idade para namorar e tudo isso, mas imagina o quão doloroso deve ser para alguém querer ser olhado como quem olha para um prato de Yakisoba? Eu também iria querer e ficaria triste se Jungkook não olhasse assim para mim.

Estiquei minha mão para o garoto pálido e de cabelos negros.

— Podemos resolver isso, qual o seu nome? — Perguntei e ele sorriu. Foi o sorriso mais adorável que já vi em uma criança, as gengivas apareciam e era adorável.

— Yunki. — Segurei a mão do mais novo e sorri para ele.

— Eu acho que esse é um trabalho para Doraemon, o cupido!

— Eba! — O garoto gritou, correndo e me puxando consigo.

A coisa que mais amo em minha profissão é poder ter contato com as crianças, ver como elas se expressam, por meio de qual linguagem dizem o que estão sentindo e como são capazes de absorver as coisas ao seu redor. Têm pessoas que se apaixonam por cálculos ou cérebros, apaixonei-me por crianças.

A forma doce como falam e a tímida como fazem uma decisão, como pedem perdão e não há aquele orgulho no peito de pensar que só porque foi alguém que iniciou uma briga, outra pessoa não pode terminar no lugar dela; elas não são vazias assim, são, na verdade, cheias de sentimentos, te fazem transbordar.

E é justamente esse aspecto infantil em Jungkook que eu admiro, sua capacidade de ser verdadeiro comigo, sem orgulho, o modo como está sempre disposto a encerrar uma briga para que fiquemos numa boa, e o motivo lógico de ele amar-me o suficiente para fazer-me transbordar. Sempre acreditei que o que não te transborda, não é o suficiente.

O meu trabalho e o de Kookie é entreter os garotos, fazemos eles rirem e brincadeiras. Jeon canta para elas, e canta muito bem inclusive, compõe tão bem quanto. Ele compôs sua própria música, a de seu personagem no caso, e sempre antes do final da festa, todas os garotos estão cantando. Ele sempre foi um garoto muito tímido para falar a verdade, mas quando se trata de vestir-se de algo, gosta de plateia, alguém para aplaudi-lo no show que está sempre prestes a fazer.

Assim, passamos a tarde dançando com as crianças, fizemos brincadeiras típicas de festas infantis japonesas. Sobre o garoto que tinha me pedido ajuda, eu e Jungkook conseguimos juntar ele e o “garoto do yakisoba”; aparentemente Yunki estava com ciúmes de Haruk, pois ele passava tempo demais com Takehun, já que eles eram da mesma sala na escola e Yunki era o mais velho, sendo assim conversamos com os dois e fizemos eles se acertarem. Eu ainda pude ver o garoto de cabelos negros arrastando o de cabelos alaranjados para o canto e entregando uma cartinha, os olhos colados ao chão, segurando as mãos e brincando com os dedos, como se tivesse medo da resposta, como se tivesse medo até mesmo de ouvi-lo falar alguma coisa. Fiquei imaginando o que deveria ter escrito na carta. Seria uma declaração?

O que Jungkook mais gosta de fazer quando está vestido de Anpanman é resolver problemas, de qualquer nível; pegar refrigerante para crianças cansadas, doce para as tristes e consolar as que estiverem chorando. O garoto dá à elas tudo de que precisam para ficarem felizes, temo que ele não tenha recebido atenção o suficiente na infância, por isso tenta fazer com as crianças o que não fizeram com ele. É normal sentir-se assim, tentar fazer os outros felizes para impedir a si mesmo de ser infeliz. Eu fico feliz e satisfeito quando vejo o meu garoto feliz, mas não é a mesma coisa.

Não ganhamos demasiado dinheiro, mas esse não é o ponto, acho que em se tratando de crianças, o intuito nunca é o quanto de dinheiro você vai ganhar, e sim o quanto delas você é capaz de fazer sorrir. Digo isso pois o Jungkook vive repetindo que ainda não é um bom homem, digo, homem o suficiente para ser considerado o melhor de todos, mas ele se esforça, e diz que cada vez que pode salvar alguém por meio dos seus “meros poderes de cupido”, está um passo mais perto de ser o melhor. Ele pede que não esperem muito dele, pois não é o Superman, muito menos o Iron Man, tudo o que ele tem é uma capa e uma vontade inacreditável de fazer as pessoas felizes, e eu admiro tanto isso que não poderia ter pedido aos céus um super-herói melhor.

Ao fim do nosso horário de quatro horas, ao invés de irmos para casa, tínhamos outra festa para ir, que seria das 18:00 às 22:00 e admito que queria dormir, mas duas coisas já estavam formadas em minha cabeça: a primeira era que o castigo que ele tinha comentado mais cedo iria acontecer em algum momento, afinal de contas, sempre que ele promete um castigo, ele está disposto a cumpri-lo; a segunda coisa é justamente sobre vestir roupas. Nos dias em que ele veste sua roupa de Anpanman, seu desejo de vestir-se de outras coisas continua desperto até que ele esteja cansado demais para estar acordado, e não há um jeito de interromper esse desejo, é quase como um instinto de se camuflar, e eu não o impeço.

Eu gosto de vê-lo feliz. Quando Jungkook sorri, sinto como se meu coração estivesse aquecido, ou muito provavelmente ele é a causa de minha felicidade; sabendo que ele gosta de vestir-se de outras coisas, certa vez eu contei para ele um desejo que tinha, e nunca mais ele deixou que esse meu desejo morresse.

Seus dentes de coelho são realmente adoráveis, despontando quando ele sorri para mim, isso desperta em mim outros desejos, desejos de ser salvo por outro personagem, tão super quanto o Anpan.

— Seu castigo ainda está de pé. — disse para mim, quando estávamos dentro de outro táxi, indo para a nova festa. Sorri, olhando-o por cima do ombro, enquanto usava o kigurumi do doraemon.

— Não sei do que está falando, Kookie. — Respondi.

Do motorista para o fundo do táxi, havia uma pequena abertura para caso quiséssemos falar com ele, e num movimento rápido ele fechou essa janela. Eu não fazia ideia se era escura o suficiente para que o homem do outro lado não nos visse, mas ainda assim ele o fez.

Sentou-se sobre meu colo em seguida, com as mãos em meus ombros enquanto eu mantinha meus olhos nele, tentando não sorrir.

— Você sabe muito bem de que castigo estou falando, Jimin hyung. — Aproximou-se de meu ouvido com a voz melodiosa e serena, inocente, quase infantil.

— Você sabe do que o seu coelhinho é capaz.

Dito isso, começou a fazer movimentos sobre meu colo, ondulando seu quadril. Jeon Jungkook é o garoto mais provocativo que já conheci, ele conhece os meus pontos fracos e em lugares públicos me provoca livremente, sabendo que não posso fazer nada sobre aquilo, primeiro porque estamos em um lugar público, e segundo porque ele exerce um poder sobre mim que chega a não fazer sentido, o quão grande é.

Arfei em seu ouvido devido aos movimentos que ele executava sobre meu colo.

— Jungkook, estamos em um carro em movimento. Tem uma pessoa além de nós aqui.

— E desde quando você se importa com a plateia, Jimin hyung? — Perguntou ao pé de meu ouvido, mexendo-se mais lentamente e fazendo-me revirar os olhos.

O “hyung” que sai de seus lábios é totalmente diferente do hyung que qualquer pessoa venha a falar, não sai comum, sai melodioso e carregado de luxúria, justamente porque ele sabe o poder que tem sobre mim, sabe o quanto essa palavra mexe comigo, e sabe o quão entregue a ele eu sou. Praguejo silenciosamente em minha mente, desejando não estar tão em suas mãos.

Gemi em seu ouvido pela forma como a palavra saiu, e mais uma vez ele se movia.

— Jeon, isso vai me gerar um problema entre as pernas, e você não vai poder resolver. — Comentei, torcendo com todos os dedos cruzados para que ele dissesse que podia sim.

Senti o carro diminuindo a velocidade e Jeon deslizou para longe de mim, recebendo a porta aberta enquanto descia.

— Aí já não é comigo, Doraemon. — falou ao pé de meu ouvido, rindo baixinho.

O carro parou no estacionamento do espaço de festas onde aconteceria o evento e ele foi o primeiro a sair do carro, enquanto eu olhava para o meio de minhas pernas e para ele ao mesmo tempo, andando calmamente enquanto a legging desenhava todo o seu corpo, e nem mesmo a capa era capaz de esconder aquela bunda enorme.

— Filho da... — falei baixinho, mas não completei. Eu o amo, mas naquele momento estava xingando-o de todos os nomes possíveis.

Entramos na festa e todas as crianças correram para nós na hora. Tinham tantas que pensei até que estivéssemos atrasados, mas acho que elas é que chegaram cedo demais mesmo. Cruzei minhas pernas no momento que elas chegaram e começaram a puxar meu kigurumi, para que não percebessem a alteração estranha que ocorria entre minhas pernas, no entanto, Jungkook percebeu o que estava escondendo, e agora que ele sabia, tinha certeza que as provocações iriam ficar piores.

Ele tem mania de provocar-me até o momento em que nem ele e nem eu aguentamos mais, porém o problema maior é que ele tem uma maior tolerância a coisas como essas do que eu. Na maior parte do tempo, o mais novo espera chegar até o momento em que está quase implorando por isso, para fazer algo, se for ao contrário, ele nem mesmo se importa, o que é muito injusto. E eu tinha certeza que hoje seria igual.

Como sempre, saímos correndo com as crianças pelo pátio, tentando entretê-las com nossas brincadeiras bobas, e o engraçado é que ele compreende exatamente do que crianças gostam, justamente por ele ser um pouco como elas, que se contentam com pequenas coisas feitas aos poucos e com carinho.

— Que tal se brincarmos de morto-vivo? — Perguntou e eu suspirei, cruzando meus braços, o mais novo virou-se para mim e piscou.

“Morto-vivo!”

As crianças gritaram em uníssono, todas correndo de volta para o pátio aberto, para onde eu teria de ir também. Suspirei.

Sabia que ele tinha escolhido justamente essa brincadeira porque faria questão de subir e descer várias vezes junto com as crianças, fazendo os movimentos para que eu o observasse fazendo, justamente a coisa que eu mais gostava que ele fizesse, quando estávamos a sós.

Jeon Jungkook transforma qualquer pensamento ou comentário num ato de duplo sentido, e eu nunca entendi de verdade como ele consegue, e mais ainda, como consegue tão facilmente puxar-me pela orelha com as besteiras que fala. Talvez seja a forma como eu consigo me lembrar perfeitamente o movimento que ele faz quando rebola em meu colo, quando eu me encaixo nele e sua mão segura meus cabelos ou faz-me ficar quieto, gemendo só se ele permitir. Com apenas palavras ele fazia-me lembrar de todas as vezes em que fui fundo nele, e...

— Doraemon? Por que está cruzando as pernas desse jeito? É uma brincadeira nova? — Uma garota chegou perto de mim, apontando para minhas pernas e percebi que estava contorcendo-me como uma minhoca. Soltei as pernas e respirei fundo.

Jeon começou a rir de mim e concordou com a cabeça.

— É sim, Sakura, é a dança da pimentinha. — Piscou para mim e eu quis tirar aquele sorriso bobo do rosto dele num momento, fazendo seus lábios se encaixarem em outro lugar. Mas não podia.

E lá estava o meu garoto, descendo rapidamente no momento em que eu gritava “morto” para as crianças, de costas para mim, subia lentamente empinando a bunda, eu juro por Deus que a legging estava apertada o suficiente para eu não ter a certeza de ele estar ou não usando algo por baixo. Segundo entrevistas com Tom Holland, ele disse que estava usando roupa íntima feminina quando usou a roupa do Spider-Man, talvez meu namorado tivesse incorporado demais o personagem.

Ele subia tão lentamente que eu não conseguia pôr os olhos nas crianças para ver se estavam curtindo a brincadeira, só focava nele e nada mais, mesmo sabendo que aquela era só sua estratégia para me desviar do caminho; o mais novo sempre soube que meu corpo não resistia ao seu.

Sabia rebolar a cintura como ninguém, sua voz poderia ser manhosa o suficiente quando queria, passava de inocente para petulante num minuto, se houvesse uma competição para super-heróis ele certamente teria um cavalo-alado como meio de transporte, porque a velocidade com que Jungkook cavalga no meu colo é tão surreal que sinto-me no céu.

— Ai! — Resmunguei, ao perceber que um dos garotos tinha chutado minha canela. Arregalei os olhos e massageei o local.

— O onii-chan estava focado em outra coisa. É uma brincadeira nova? — Perguntou e eu tive uma brilhante ideia.

O garçom passava oferecendo doce para as crianças e pela primeira vez no dia, decidi que comeria alguma coisa, geralmente ficava enjoado comendo coisas durante o trabalho, mas seria necessário. Peguei um pirulito da bandeja e o abri, rosáceo, provavelmente de tutti-frutti, coloquei na boca e chupei calmamente, tendo os olhos de Jeon sobre mim.

— Sim, a brincadeira nova chama-se “O Mestre Mandou”.

As crianças começaram a correr para fazer um círculo no meio do pátio e eu passei por Jungkook, sugando o doce enquanto segurava o palito.

— Quando foi a última vez que o mestre mandou eu chupar um pirulito, Jeon? — Perguntei e saí, caminhando calmamente em direção às crianças.

Geralmente peço coisas fáceis, porque alguns pais são chatos e não gostam de participar das coisas, isso frustra as crianças e estraga toda a festa. Pedi apenas sapatos pretos ou laços de cabelo, cintos e o maior fio de cabelo que eles conseguissem arranjar, todas as coisas fáceis, para que eles não se sentissem mal por não poderem brincar. Enquanto isso, chupava meu pirulito calmamente, fazendo questão de demorar mais do que o habitual, dedicando-me principalmente a alcançar todas as partes das papilas gustativas, lambuzando o doce com minha língua, quando Jeon passava um pouco mais de tempo olhando para mim.

Ele adora aquilo. E não estou falando de ver-me chupando um pirulito.

— Bom, crianças, agora é a vez do Anpanman ser o mestre! — Falou e as crianças começaram a gritar, levantando seus braços.

“O mestre mandou?!”

Exclamaram de forma interrogativa.

— O mesmo mandou vocês trazerem o melhor desenho do Anpanman em versão mangá que conseguirem. O primeiro que me trouxer, vai ganhar um brinquedo meu. — falou e fez-me arregalar os olhos.

As crianças nem esperaram ele finalizar a frase e saíram correndo em direção aos pais, afinal, nem todo japonês é mangaká, e o pior é que Jungkook sabe desenhar e ele seria realmente um bom juiz dos desenhos que trouxessem. Ainda assim, foi um pedido muito petulante da parte dele, seria difícil para as crianças encontrarem algo assim, encontrar um pai que desenhasse mangá.

— Jeon! Por que fez isso? Vai demorar muito até as crianças voltarem! — falei e antes que percebesse, o mais novo agarrou meu pulso e começou a puxar-me para o fundo do salão de festas.

— Ótimo! Tempo é tudo de que precisamos.

Eu sorri quando ele disse aquilo, pois sabia exatamente o que ele iria fazer e finalmente tinha atingido meu objetivo.

Minha relação com Jungkook é o tempo inteiro uma competição, de quem cede primeiro, perde a postura e implora “Por favor, me dê o que eu quero”, e justamente era eu quem estava implorando, mas não dobrava os meus joelhos jamais. E ele gostava disso.

Olhou de um lado para o outro do espaço e não tinha ninguém, estávamos apenas nós e a porta do banheiro aberta, onde ele me empurrou para dentro do cubículo apertado e trancou-a, olhando para fora uma última vez antes.

Estava escuro, mas não o suficiente para que eu não o enxergasse. Quando fui ligar a luz, ele segurou minha mão e impediu-me de o fazer, virando-se em minha direção e cruzando os braços.

 Empurrou-me e com a mão direita na parede, seus olhos sustentavam os meus.

— Tire as calças, hyung. — falou e eu sorri, segurando-me para não rir e provocá-lo.

— Isso é um assalto, Jungkook?

O mais novo segurou fortemente meu queixo com a mão esquerda e fez com que eu fitasse seus olhos, sem desviar.

— A única coisa que eu vou roubar são gemidos roucos dessa sua boca. Agora tira a roupa. — falou, fazendo com que eu movesse o rosto o suficiente para ele o soltar. Sorri.

— Faça-me tirar, Jeon.

Jungkook tem uma obsessão por controle, na cama ele manda em mim, manda mesmo, espera que eu obedeça tudo o que ele disser, como se estivéssemos a todo momento brincando de “O chefinho mandou”. Estou sempre desafiando-o e o fazendo me obrigar a fazer as coisas que ele quer, afinal de contas, não posso ser assim tão fácil para o garoto.

O custo dessas minhas provocações é justamente ele provocar duas vezes mais, antes mesmo de eu poder fodê-lo como gostaria depois de alcançar o seu limite.

O maior puxou-me pelo pulso novamente e fez com que ambas as minhas mãos segurassem na caixa de descarga da privada branca. Assustei-me com o movimento repentino e um som esganiçado saiu de meus lábios, a bunda empinada para trás e o garoto atrás de mim. Pôs a mão direita entre minhas pernas e foi subindo em direção ao meu membro, lugar no qual segurou sem me avisar, fazendo-me abaixar a cabeça e arfar, uma vez que já tinha sido estimulado e provocado por ele anteriormente no carro.

— Não brinque comigo, hyung. Você sabe que no final, é você quem não aguenta. — Seus lábios percorriam meu pescoço de forma torturante, antes de alcançarem meu ouvido.

— Não me force a sentar no seu colo e rebolar no seu pau. — falou, enquanto rebolava atrás de mim, e em minha mente se passava apenas a imagem de todas as vezes em que ele rebolou por cima de mim, levando-me ladeira abaixo com seus movimentos precisos.

— Você sabe do que o seu coelhinho é capaz quando geme baixinho no seu ouvido.

Encostou o queixo em meu ombro e começou a arfar baixo em meu ouvido, do jeito que fazia quando já estávamos cansados e suados em cima da cama.

Jeon sabe do que eu gosto, conhece meus pontos fracos e as armas que precisa usar para me atacar diretamente e justamente por causa disso, por ele me conhecer tanto, é que é tão perigoso e eu não consigo dizer “não”, nem resistir aos seus encantos.

O joelho fraquejou sobre o vaso e ele puxou-me novamente pelo pulso, empurrando-me na parede.

— Tire a roupa, Jimin-ssi. — falou e um sorriso ladeou meus lábios.

Ah, tão petulante e com nem um pouco de respeito, o meu coelhinho...

Em momentos íntimos como aqueles, Jeon estaria vestido com orelhas de coelho e um pompom como rabo, branco e felpudo, chamando-me para pôr as mãos nele, para pôr as mãos em seu corpo, que de tantas formas diferentes é e sempre foi meu paraíso, mas agora estava com aquela roupa e mesmo assim, de tantas formas diferentes, aquilo era excitante. Sinto como se tivesse um fetiche único por aventuras. Cada vez que ele se veste de algum personagem, é como se fôssemos automaticamente tele transportados para outro mundo, e eu gosto desse nosso universo alternativo, estávamos sempre chegando ao ápice e tocando as estrelas juntos.

Pus a mão no zíper do kigurumi e fui descendo devagar, sabendo que ele — mais do que eu — detesta provocações. Observei seus olhares furtivos sobre mim, com certeza se controlando para não fazer tudo por si mesmo. O mais novo ajoelhou-se em minha frente e eu suspirei ao vê-lo fazer isso, justamente por causa dos meus pensamentos, eles sempre me passavam a perna antes do ato.

A roupa azul caiu por meus braços e ficou em meus pés por um tempo, enquanto o garoto no chão olhava para mim e para o volume em minha box azul clara. Tinha certeza de que ele descontou todas as vezes do dia em eu o provoquei com o pirulito, no momento em que segurou meu membro por cima do tecido fino com nem um pouco de delicadeza.

— Deve ser divertido provocar o seu dongsaeng, não é mesmo, hyung?

Perguntou, enquanto passava os dedos pela extensão de meu membro, escorregava a unha por cima do tecido. Devido à camada fina de que a box era feita, cobria bem pouco o local, eu sentia arrepios aos movimentos tocarem nas veias saltadas. Mordi meu inferior.

— Você deve gostar de me fazer desejar ter o seu pau na minha boca, no meio de uma festa onde sabe que não o posso fazer. — disse, abaixando o tecido e deixando-me livre.

Uma lufada de ar frio entrou pela fresta da porta, mas não chegou nem perto do calor de sua boca quando aproximou-a de meu membro, tocando-me com a língua na glande. Busquei algo para segurar-me e ele pegou minha mão, colocando em sua cabeça.

— Vamos brincar de O Mestre Mandou? — perguntou e, em seguida, me levou ao céu da forma mais lenta que podia um dia ter feito.

Meu membro deslizou na boca de Jungkook, e ele fez questão de percorrer sua língua por toda extensão no processo, empurrando-a nas veias e fazendo-me contorcer. Colocou em sua boca o máximo que pôde e quando já estava em seu limite, olhou para mim, sentado sobre as coxas, as mãos no colo. “Tão submisso....”, deveria ser o pensamento, se não fosse óbvio que era ele quem mandava em tudo ali.

Sugou forte, fazendo um som alto de sucção reverberar pelo cubículo. Uma de minhas mãos foi até os meus cabelos loiros e os tiraram dos olhos, segurando-os também, como forma de ajudar-me, minha sanidade.

Ao voltar seus lábios para a glande — agora vermelha e mais úmida por sua saliva — passou a língua incontáveis vezes, mas não desviou os olhos dos meus, justamente por saber o quanto aquilo me desestabiliza. Permitia que eu visse sua língua percorrer em movimentos circulares e tudo o que eu podia fazer era segurar forte o seu cabelo e encostar a cabeça na parede, arfando e tentando engolir os gemidos altos que queriam escapar. Ele gostava que eu gemesse alto, e eu dava tudo o que o meu coelhinho pedia.

— Jeon... — Gemi baixo e entre dentes, mordendo o lábio inferior em seguida e agarrando seu cabelo novamente.

Retirou-me de sua boca e olhou para mim, deixando que um fio de saliva e lubrificação natural escorresse de seus lábios, fazendo-me arfar com a visão.

— O mestre mandou você foder minha boca até me fazer engasgar, Jimin hyung. E isso é uma ordem.

Disse ríspido, e antes que eu pudesse dizer algo, duas coisas ao mesmo tempo aconteceram: Jungkook começou a chupar minha glande, pondo-a em sua boca e fazendo movimentos de ir e vir com a cabeça, aumentando e diminuindo a velocidade e antes que eu fechasse os olhos para aproveitar a sensação, percebi que sua mão direita estava por dentro de sua legging. Meus joelhos fraquejaram, porque nada mexe mais comigo do que ver o garoto se tocando para mim.

Ficava imaginando o que estaria passando em sua mente, se ele estaria lembrando da vez em que fodemos na biblioteca da faculdade, na estante de psicologia, porque era óbvio que ele mexia completamente com o meu psicológico, ou da vez em que estávamos num jantar em família e ele masturbou-me por debaixo da mesa, até que eu não aguentasse mais e fôssemos para o banheiro, onde eu o fiz gozar duas vezes por cima do vaso de marfim. Todas aquelas imagens vinham em minha cabeça ao mesmo tempo e sem perceber, já estava segurando fortemente os cabelos negros dele e empurrando sua cabeça agressivamente em direção ao meu pau, que pulsava e escorria, agora em sua boca quente e úmida.

Sua ordem estava sendo acatada com sucesso. Cada vez que eu empurrava sua cabeça, ele sugava ainda mais e sua mão direita se movia rapidamente no seu próprio membro, que pulsava entre as pernas. Ele arfava e gemia com a boca ocupada, e minha cabeça escorregava na parede azulejada do banheiro.

— Você me chupa tão bem, coelhinho. — Saiu por entre lábios e ele gemeu, mais uma vez e apertando minha coxa para que eu parasse, mas não parei.

Dessa vez o desobedeci e o observei se engasgar, as lágrimas escorriam do canto dos olhos e tudo o que ele fazia era se masturbar ainda mais rápido. As mãos brilhavam com sua própria lubrificação natural. Ah, eu estava tão perto de chegar ao meu ápice, só de ver ele tão vulnerável por mim.

Onde estão os animadores da festa?”

“Eu não sei, vi eles vindo por aqui.”

Do lado de fora do banheiro eu ouvia as conversas e comentários, como era o normal de uma festa infantil, todos se misturavam, mas quando ouvi aqueles em específico, me desesperei, porque tínhamos esquecido completamente que estávamos animando uma festa infantil.

Tentei recobrar meu fôlego e parar de empurrar sua cabeça, e em vez de parar de me chupar, ele fazia o trabalho sujo.

— Jungkook, nós... Precisamos voltar. — falei entre gemidos, observando o momento em que ele empurrou uma das veias com a língua, enquanto sugava minha glande.

Oh, fuck...! — gemi, apertando seu cabelo novamente e jogando a cabeça para trás.

“Mamãe, alguém está brincando de esconde-esconde no banheiro, estou ouvindo os cochichos.”

“Será que eles mudaram de brincadeira e não nos avisaram?”

Ouvi duas crianças cochichando e em seguida, passos chegarem mais perto do banheiro.

— Jungkook, nós realmente precisamos... Oh, caralho, Jeon! — gemi alto, pondo a mão em minha boca em seguida.

No momento seguinte, o céu veio tão rápido quanto as cavalgadas que ele geralmente dava sobre mim. Empurrei sua cabeça algumas vezes, como quando dava as últimas estocadas em seu interior e ele cobriu minha glande com a boca, recebendo tudo o que eu tinha para lhe dar.

— Kookie... — Gemi manhoso quando me desfiz, observando os fios brancos escorrerem por seus lábios geralmente rosados — agora bastante vermelhos pelos meus maus tratos anteriores —.

— Tem alguém aí? — Ouvi uma voz masculina falar ao bater na porta e dei um salto, batendo meu pau mole no rosto de Jeon.

— Amor, me desculpa! Machucou? — Perguntei, abaixando-me e acariciando seu rosto.

O garoto fez que não com a cabeça e em seguida pediu para que eu me apressasse. Começamos a nos vestir rapidamente, enquanto mais e mais batidas na porta eram ouvidas.

— Tem alguém aí? Será que trancaram por fora? — A pessoa se dirigiu à nós e depois à pessoas que não sabíamos exatamente quem eram falou.

Subi todo o zíper do kigurumi e ele vestiu sua legging, arrumando a capa e passando papel no rosto de ambos, arrumando os cabelos e tudo.

— Tem alguém... Aí?!

A batida seguinte na porta foi interrompida quando Jungkook abriu-a, se deparando com alguns adultos e um amontoado enorme de crianças.

— Oi, eu sou Seojin, o pai das aniversariantes e vim aqui procurar vocês. Elas estavam dizendo que vocês estavam perdidos. — O Anpanman fez um som de desdém com a boca e balançou negativamente a cabeça.

— Ah, está tudo ótimo! O meu parceiro aqui só precisou de uma ajuda e como eu sou super-herói, vim ajudá-lo.

“Ajuda? Ele também está brincando de O Mestre Mandou?”

As crianças perguntaram e segurei-me para não rir. Em minha mente, passavam quantas maneiras possíveis poderíamos explicar que ele estava me dando uma mãozinha, de forma inocente.

— Amor, tudo bem aqui? — Um homem alto e de cabelos esverdeados aproximou-se, pondo a mão na cintura do homem que estava em nossa frente no banheiro.

— Eu sou Kim Natsun, o pai das aniversariantes e marido de Seojin.

Ele nos observou durante um tempo e segurou o riso em seguida, no momento em que saímos do banheiro.

— Então, crianças, vamos voltar às brincadeiras? — Perguntei e elas saíram gritando, fui atrás delas, mas comecei a rir no meio do caminho, ao ouvir o último comentário do pai maior das aniversariantes.

— Anpanman, por acaso seu colega Doraemon tem algum poder de santo, tipo transformar água em vinho? — Perguntou e o ouvi resmungar.

— Não, por quê?

— Acho que ele transformou sua saliva em leite, porque está sujinho aqui.

Olhei para trás e Natsun estava apontando para o canto dos lábios de Jungkook, que ficou vermelho no momento seguinte com o acontecimento.

Saí rindo com as crianças, tentando compreender como chegamos ao ponto de mentir descaradamente para as pessoas que vão nos pagar ao fim da festa, como conseguimos sujar o vaso sanitário com esperma e esquecer de limpar — acabei de lembrar do acontecido — e como Kookie foi burro o suficiente para deixar escorrer leitinho do canto dos lábios. Talvez fosse um tipo de fetiche de coelho.

Ainda assim, temo que, uma vez pensando no quanto amo o garoto, pode ser verdade que Jeon não é mesmo um super-herói, mas é o único que consegue personificar todas as minhas tristezas em homens maus e como um belo herói, ele grita “Mãos para cima” e incrivelmente, a infelicidade some.

Jeon Anpanmankook é a minha felicidade.


Notas Finais


Quem é o Anpanman de vocês?!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...