História Anpanman. (Taekook-Vkook) - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Kim Taehyung (V)
Tags Bangtan Boys (BTS), Jungkook, Kookv, Taehyung, Taekook
Visualizações 58
Palavras 1.389
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Suicídio
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - O último resquício!


Antes de ler prestem atenção nos avisos.


- Essa fic fala sobre temas sensíveis tais como: depressão, suicídio e afins... Se não se encontra totalmente bem psicologicamente abandone a leitura... Por favor, não permita que seja um gatilho.


- A mesma é baseada em fatos reais, mas precisamente  na minha história de vida.


- Não é Sad fic


- Vai ter hot, vai ter muito romance, contudo, também abordará lições de vida, superação.




Quando chove eu sinto como se tivesse um amigo, é como se as gotículas batessem em minha janela me perguntando se estou bem, e eu respondo que ainda sou refém da vida.
Eu gostaria que chovesse o dia inteiro, então as pessoas não me encarariam porque os guardas chuvas cobrem meu rosto triste, porque na chuva as pessoas estão preocupadas com elas mesmas...
Rm-forever rain.




Não revisado, desculpem os erros!

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Sentado no parapeito da janela, Jungkook encara pela última vez as grossas camadas de chuva, em suas mãos apertadas está o frasco de remédios, sorri aliviado de saber que nunca mais precisaria tomar aquele pequeno comprimido que lhe mantinha sã.


Levanta em direção a saída dando uma breve olhada para as lembranças presentes naquele quarto, mesmo estando um pouco frio ele não opta por um casaco, não precisaria.


Seus pés tocam a terra depois de a muito não fazê-lo, seus cabelos e vestes aos poucos vão encharcando lhe dando uma sensação de liberdade.


Não muito longe dali está o seu destino, a ponte sobre o rio, é com ela em mente que seus passos ganham uma certa rapidez, precisava disso se desejava não mudar de idéia.


Quando chega enfim ao tão desejado, segura o pequeno frasco e joga-o rio abaixo, apoia as mãos sobre a madeira úmida sentindo seu coração acelerado batendo descompassado, não muito diferente de quando acordava durante todas as noites após pesadelos, aquelas projeções do seu subconsciente saiam pelos seus poros em forma de frio, e suor. Em contrapartida também possuía o sentimento de vazio, e comparado com os sentimentos anteriores se pesado na balança se sobressaia muito mais.


E esse foi o motivo maior da sua decisão, preferia se sentir assim por apenas mais alguns minutos do que pelo resto da vida, assim que pegou impulso para se jogar, ouvindo ao longe as buzinas dos  carros e  sentindo o vento frio percorrer todo seu corpo já sem equilíbrio.



Imaginou o som do seu corpo batendo dolorosamente na água...

Por alguns segundos se permitiu sorrir mesmo sabendo que em breve todos os seus ossos quebrariam internamente pela pressão da água.


Se autorizou abrir os olhos e imaginar os rostos das pessoas importantes para si, tentou inutilmente tocar cada uma delas e dizer que - depois de um tempo tudo ficaria bem.


Mas assim como seu fôlego elas sumiriam, escureceriam conforme seus olhos se fechassem dando Adeus ao mundo... Enfim estaria livre... Livre da vida...


" Por favor não faça isso, eu já estive no seu lugar e essa não é a melhor opção."


Virei-me para a voz desesperada porém suave. Ali jazia um garoto aparentemente da minha idade, cabelos pretos, olhos pretos, rosto perfeitamente esculpido e por último, tatuagens adornavam braços e pescoço complementando a perfeição do seu corpo.

"Um rebelde sem causa"


— Eu não desejo uma opção em primeiro lugar.


"Por favor, por favor, não posso te ver cair."


— Então feche os olhos.


" Olha, eu sei que agora parece o fim do mundo, que tudo dói, e o desespero é palpável, mas não esqueça as pessoas que te amam."


- Nenhuma vale a pena...Estou sozinho.


" Tem a mim, desça daí e me deixe ajudar"


- Porque faria isso?


" Porque me vejo em você.


Com aquelas palavras eu desci lentamente, porque há uma coisa que precisa saber sobre um suicida depressivo, eles nunca querem a morte, apenas o alívio.


Uma centelha de esperança era o que aquele estranho estava me oferecendo... Já firme em meus pés tentei chegar até seu encalço onde ele estendia a sua mão. Mas o estresse, esgotamento físico, combinado com a fome, fez pontinhos pretos aparecerem e minha visão e logo estava caindo em um lugar escuro e solitário...Assim como eu.


[•••]


Eu não tenho pais... Quer dizer, sim eu tenho porque não posso ter sido simplesmente feito com os dedos, acontece que: eu sou órfão.

Minha mãe biológica é uma espécie de mulher da vida, mas não porque ela precisa estar se vendendo, senão porque para a mesma é legal ter vários, ao mesmo tempo em que não se tem nenhum.

É assim até nos dias de hoje. Acontece que em uma dessas suas aventuras eu infelizmente nasci. Se espermatozóides pudessem falar eu gostaria que tivessem gritado: volta que é Anal.

Acontece que na sua cabeça como eu não fui planejado ela não tinha obrigação de ficar comigo. Foi por esse motivo que tentou me afogar depois de quinze dias de nascido, foi por esse motivo que ela tentou me dar ao primeiro que passasse na rua.

E como eu sei de tudo isso? O casal que me adotou me contou... Meus tios.

Foram eles que por obra do destino me encontraram antes que a maluca resolvesse me vender no mercado negro. Todavia parece que o meu destino veio com defeito, ele não possui  a função " felicidade".

Os mesmos tios que me abrigaram e me deram um pouco de amor, foram os mesmos que adoeceram e me deixaram sozinho neste mundo... novamente.

Meu tio foi o primeiro, eu sequer lembro dele pois tinha apenas dois anos e isso me privou da dor da lembrança, entretando, não tive a mesma sorte com a minha tia, se é que posso chamar algo assim de sorte.

Eu a vi morrer, ela tinha diabetes e se apegou aos grande inimigos: balinhas, caldo de cana  e doces todas as tardes. Quando eu a vi ser socorrida sem falar eu sabia que não a veria voltar, seus olhos  embaçados me diziam: eu te amo, me perdoe.

Depois disso minha irmã de criação de responsabilizou por mim, mas não preciso dizer que não melhorou preciso?
Ela casou, e o respectivo esposo era abusivo e violento. Ficar calado era a melhor opção para mim se não quisesse ser considerado pivô da separação ou espancado.

Eu me acostumei a não ter voz... A ser invisível, e isso afetou os estudos, a convivência. Não tinha amigos, não tinha vontade de tê-los.

Sabia que havia algo de errado comigo quando comecei a ter as mãos sempre frias, o coração sempre acelerado. As incontáveis e repentinas crises de choros, os quase desmaios ou a febre alta sem motivo aparente.

O diagnóstico não demorou: depressão e ansiedade.

Para piorar toda a desgraça minha mãe biológica resolveu que estava na hora de se redimir e ser mãe, ela voltou e " exigiu" um lugar na minha vida. Como a justiça é uma merda, por decreto deles eu voltei a morar com ela, alguma disgraça de lei que não sei o nome, mas que tem haver com segundas chances

Eu só queria morrer, mas se você tem o mesmo problema que eu sabe que não é fácil tirar a própria vida. Porque apesar de ansiar isso a coragem precisa vir junto, e é algo que pessoas fragilizadas como nós não temos.

Então eu permaneço sobrevivendo enquanto o dia em que posso finalmente ficar livre chegue.

Não me julguem... porque dói... Machuca escutar ou ler coisas do tipo: estou com ele porque preciso.
Eu sou só um ser humano que o pouco de amor que tive foi arrancado de mim.

Eu estava implorando por ajuda enquanto todos ao meu redor fingia ignorar meus cacos rachando.  Odeio todos, queimem!

sequer consigo imaginar meu colégio, meus colegas. Aqueles três anos seriam um martírio, mas um lembrete de que eu era um excluído, um suicídio social.

Estou entado nessa cama desconhecida olhando novamente a chuva que tanto amo enquanto vivencio todos esses dolorosos momentos em que nunca sequer um sorriso sincero brotou de mim, eu vejo alguém entrar e ocupar o mesmo espaço que eu.

Ele me encara enquanto segura um caderno em mãos.


"Oi, você está melhor? Fiz um café da manhã para você."


— Sobrevivendo.


" Eu me chamo Taehyung, e esta, é a ajuda que precisa.








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