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História Ansiedade; Chat - Capítulo 1


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Notas do Autor


Desculpa se incomodei alguém. Só estava precisando desabafar de algum jeito ou não ia conseguir dormir

Capítulo 1 - Apenas


Bom, boa noite ou dia para quem está lendo isso.

Eu me chamo Patrícia e tenho 17 anos. Atualmente não estou no melhor lugar da minha vida.

Me sinto sozinha, basicamente. A minha família sempre foi muito complicada, ela não é horrível e eu amo a minha mãe, mas ela é complicada.

Desde que mudei de cidade, minha vida vem desandando. A cada ano, tudo praticamente só piora e eu com o tempo, acabei ganhando alguns problemas psicológicos por causa do colégio e deu meu pai.

Resumindo, quando eu estava no primeiro fundamental, sofria com alguns comentários maldosos sobre a minha aparência. Eu era muito novinha e sempre fui ingênua demais, então todo dia eu chorava por isso, por me acharem tão feia assim.

Então, um dia, meu pai me falou que sabia que eu estava chorando e me ridicularizou por isso. Ele basicamente me disse: Eu sei que você chora todas as noites.

Pode parecer besteira, mas aquilo me destruiu. Pensei que eu estava sendo discreta o suficiente, mas não, e quando ele falou isso eu me tornei consciente e me senti muito mal. Foi a partir daí que comecei a me calar, a ficar distante.

Minha mãe não sabia o que estava acontecendo na época, eu acho. Penso que ele deduziu que foi apenas uma besteirinha esse tempo todo.

Eu falava para ela sobre os meninos e pedia para que ela fosse ao colégio. Mas ela não foi, pensando que era exagero meu, coisa de criança.

Sei que sou muito frágil e isso até me irrita às vezes, mas aguentar receber na cara tudo o que você odeia sobre você, dói demais. Eu estava me sentindo muito machucada, reclusa.

E as coisas só pioraram com o passar dos anos. Eu estava em um grupo de amigos nessa época, mas eu era a mais excluída, a que ninguém escutava.

Quando cheguei ao ensino médio e trocamos de colégio, isso se tornou claro. Eu nunca construí muita importância entre eles.

E nesse período, eu repeti de ano. Minha relação com a minha família também não é a melhor.

Eu tenho um irmão mais novo e minha mãe é muito próxima dele. Com o tempo, por causa de estar sempre sendo deixada de lado, me tornei uma pessoa quieta e até fria, segundo as pessoas.

Essa outra denominação que me machuca. Não sou fria porque eu quis me tornar assim. Não escolhi esse tipo de desenvolvimento.

Está sendo muito difícil. Dentro de casa eu raramente escutada, quando tento conversar com a minha mãe ela geralmente me ouve, mas nunca é uma conversa significante.

Ela corta o mais cedo que pode. Ou finge que me escuta. 

Isso me faz me sentir ainda mais insignificante. Pode parecer besteira, mas hoje fomos ao mercado, eu, ela e o meu irmão. E eu estava me divertindo no começo, até que percebi um detalhe.

O que eu pedia para ela comprar, ela geralmente nem considerava. Agora é só o meu irmão pedir algo, que ela se sente muito mal em negar.

Pareço uma criança, sei disso, mas esses pequenos detalhes me machucam. Como disse, venho me quebrando há tempos e de várias formas possíveis

E atualmente sinto que não consigo fazer nada sozinha. Sempre que começo uma rotina, eu a quebro no meio do caminho. Não consigo ser útil em nada.

Não tenho nenhum talento, não sei estudar, meu nível em matemática é ridículo, e a única coisa que me deixa feliz atualmente é o meu celular. No colégio tenho alguns colegas, mas não mantemos tanto contato.

É superficial. Não consigo enxergar um futuro para mim.

Tenho medo da minha vida, ela me dói tanto, mesmo que não tenha coragem de acabar com ela, morro de medo de continuar vivendo. Parece que nunca chegarei a um momento bom, pois nada pareceu melhorar nesses últimos oito anos.

As coisas só se tornam mais difíceis para mim, e eu garanto a vocês. Sempre tento ser mais interessante, ser menos irritante, a perguntar o que eu faço de errado para os meus antigos amigos.

Sempre quis melhorar. Eu sempre os escutava, mas a partir do momento que percebi que eles não me escutam, eu desisti.

Só a vida deles importa, não a minha. Por isso me sinto insignificante.

Acho que não consigo estudar pois tenho medo, medo de dar errado assim como tudo ao meu redor termina sendo. Yenhoedo de não alcançar o que quero, de encontrar alguém que me entenda e goste de mim de verdade.

Esses dias eu tomei um susto enquanto saía do banheiro, pois tinha deixado a porta entreaberta e quando meu pai tentou a abrir, eu me assustei. Eu geralmente tomo sustos fácil e é algo que não podemos controlar, certo?

Eu vinha tomando outros sustos, mas não é como se eu consiga controlar isso. É algo natural meu.

Mas mesmo assim, ele me falou para parar de exagerar. Aquilo me quebrou, e eu pedi desculpas a ele.

Já comentei, mas sou mesmo um pedaço de caco de vidro. Ele ter falado aquilo me quebrou mesmo.

Pois sinto que nada que eu faça seja certo. Nenhum passo meu é o suficiente, nenhum esforço, nenhuma mudança mínima é notável.

Não tenho o apoio de ninguém. Me sinto sozinha.

Mais uma vez, sei que é besteira me importar com ele diz, mas essas coisas machucam. Ele me dá medo e ansiedade, temos que pisar em ovos ao redor dele aqui em casa, não porque ele vá nos bater.

Acho que a tortura dele é psicológica. Não que ele me faça mal fisicamente, mas duvido que eu vá curar todos os danos psicológicos que recebi.

Estou assim agora, pois ele foi o responsável por eu ser tão introvertida.

E por eu nem conseguir pedir para ir ao banheiro dentro da sala direito, no colégio.

Por fim, só queria dizer que para mim, minha vida é simplesmente descartável. Eu não vivi realmente.

Todos ao meu redor são mais importantes, mais talentosos, mais inteligentes, interessantes e bonitos que eu. Sinto isso, pois é a verdade.

Não faz sentido isso. Como alguém é tão invisível assim? Queria entender pois realmente não queria ir embora.

Não quero morrer. Nem tenho coragem para isso, mas, no fim das contas...

Eu só não queria, querer estar morta, sabe?


Notas Finais


Eu realmente precisava desabafar, de algum jeito, precisava que outras pessoas soubessem da minha existência também

Obrigada se leu até aqui.


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