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História Anteros - Capítulo 1


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Notas do Autor


Notas do Autor

Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 1 - De Volta ao Lar


Fanfic / Fanfiction Anteros - Capítulo 1 - De Volta ao Lar

Era um sábado de manhã, quase 06:30 quando Dylan “Dean” O’Connel percebeu que estava bem atrasado. Apenas acordou por causa do barulho do celular berrando e vibrando devido ao alto número de mensagens recebidas e não lidas que chegaram via seu aplicativo de mensagens, SMS e até mesmo ligações perdidas.

A garota dormindo ao lado dele ostentava uma barriga grande, sinal de uma gravidez em estado avançado (quase 8 meses completos), e como ela não estava com disposição para acordar tão cedo quanto ele, virou-se de lado e cobriu a cabeça com um travesseiro, resmungando algo como “desliga isso” e mais algumas palavras inteligíveis do protesto.

Dean pulou direto em suas calças jeans, que estavam caídas no chão, e apertou o cinto de couro marrom com uma velocidade impressionante. Pegou uma camiseta preta que estava no pé da cama, cheirou e concluiu que “teria que servir”, então vestiu a roupa e jogou uma dose generosa de desodorante sobre ela. Depois vestiu uma jaqueta e correu para o banheiro.

Encarou o rosto mais maduro e quadrado, muito diferente do que era, mas os famosos olhos azuis que pareciam brilhar, eram os mesmos. O cabelo marrom, volumoso em cima e com mechas caindo sobre a testa junto de um corte muito baixo dos lados e atrás, substituía o cabelo longo da época do colégio, além de ostentar uma barba bem cuidada. O telefone tocou outra vez. Era um aviso de sua condenação de morte.

Dean pulou sobre a cama, onde ouviu outro resmungo da garota, e correu para o banheiro. Jogou uma água fria no rosto e escovou os dentes com uma velocidade impressionante, jogou um enxaguante bucal, bochechou e cuspiu. Ele voltou correndo para o quarto e sentou-se na cama para vestir os sapatos. Outro resmungo.

– Ganho um beijo?

A garota empurrou Dean e resmungou alguma coisa que parecia um “vai se ferrar”, então, ele pegou as chaves do carro e correu para a garagem. Mais algumas ligações não atendidas e mais algumas mensagens. Ele passou sobre o carro, deslizando sobre o capô e abriu a porta, sentando-se no banco do motorista, ligando o carro e partindo em direção ao aeroporto.

Então, com um botão, ligou o aparelho de som e deixou tocando um rock antigo, que embalaria sua direção. Saiu do bairro rapidamente, passando por uma totalmente remodelada Sweety Amoris, a loja do amigo Leigh (agora muito maior) e passaria na cafeteria perto da escola, onde pararia para comprar dois cafés expressos feitos pelas mãos hábeis do simpático rapaz asiático e algumas rosquinhas frescas (talvez algo diferente) para levar como seu café da manhã e esperava que isso fosse o suficiente para que a irmã não o odiasse eternamente.

***
Aeroporto Nantes Atlantique, Bouguenais

Era o quinto carregador que Didra “Dee” O’Connel dispensava educadamente. Sua aparência chamava a atenção na frente do aeroporto. Afinal, uma linda garota na casa dos 20 anos, sentada em uma mala grande, uma de mão e com duas mochilas em volta, usando óculos escuros, com a pele dourada do sol e longos cabelos loiros, com uma expressão que variava entre o “entediada” e o “enfurecida”, era quase como uma placa luminosa de “estrangeira perdida – assalte aqui”.

Ela mesma se sentia uma estrangeira. Foram quatro anos longe de seu país natal estudando na renomada faculdade de Yale, nos Estados Unidos. Mal se lembrava de sua língua materna e veio estudando um panfleto no voo para lembrar-se das principais regras gramaticais e ensaiando para não misturar palavras em inglês com as do francês. Claro, tudo isso sem muito sucesso. Porém, apesar de ser uma “estrangeira perdida”, ela não seria tonta de entregar suas malas com livros, laptop e roupas para um total desconhecido. Mesmo que seja um carregador do aeroporto.

Alguns dos carregadores eram jovens atraentes, que se aproximavam dela com dentes brancos brilhantes e ofereciam, sem “nenhum interesse”, ajuda para levar as malas e dar uma carona. Dee, tentando disfarçar seu novo sotaque e falar o mais claramente possível na sua língua natal, respondia um “não, obrigada. Estou esperando o idiota do meu irmão”, enquanto pensava “Nem vem! Eu assisti ao filme em que o Liam Neeson vai atrás da filha sequestrada no aeroporto, tá!”.

Alguns ainda pegavam o gancho da frase do irmão e tentavam puxar assunto (esses não eram sequestradores, só taxistas que tentariam levá-la para uma volta turística pela cidade e cobrar um absurdo pela corrida), falando sobre seus relacionamentos com irmãos, reais e inventados, para quebrar um gelo que parecia bem sólido e fortalecido pela raiva.

Não dá pra dizer que todos foram ruins e alguns até divertiram Dee por uns 15 minutos antes que sua cara emburrada os espantar. Pegou, um pouco forçada, dois ou três números de telefone e prometeu que ligaria (o que nunca aconteceria), e despediu-se dos rapazes. Novamente, olhou para o celular e viu que a sua coleção de chamadas não atendidas e mensagens não lidas só crescia.

Claro, ela poderia pegar um carro ou táxi por aplicativo, mas o problema era: para onde ir? Esqueceu-se (“burra, burra, burra”) de pegar o endereço da casa do irmão para caso, como o que aconteceu, dele se atrasar ou esquecer que deveria vir buscá-la. Então, estava presa na porta daquele aeroporto e pronta para despachar mais um simpático e desinteressado rapaz que viria lhe ajudar com as malas ou oferecer uma carona.

Porém, as sirenes e as luzes brilhantes no alto de um carro preto que chegou em alta velocidade na calçada do aeroporto chamou a atenção de todos. Dean colocou a cabeça para fora do carro e começou a buzinar.

– OOOIIII!! – Mais buzinadas e sirenes. – DDDDEEEEEEE… OOOIIIIIIIIIIII!!

Dee, enfurecida levantou-se da mala e o rapaz, que estava perto de abordá-la, desistiu e foi procurar outro turista para ajudar. Ela pegou sua malinha, colocou cada uma das mochilas no ombro e puxou a alça da mala grande, puxando em direção ao carro.

– DAMN YOU, DEAN!! – Ela esqueceu toda sua força de vontade para não puxar seu sotaque. – WHAT THE F*CK HAPPENING WITH YOU?

– Na minha língua, por favor… – Dean abriu o porta-malas e foi ajudar a irmã com as bagagens. – Eu só entendi o “f*ck” e o “Dean”.

– Eu perguntei que droga você ficou fazendo para demorar duas f*cking hours para chegar aqui! – Dee jogou a mala de mão para ele, sem saber se era para machucar ou para que ele colocasse na mala. – Você foi preso? Por que veio em uma f*cking viatura policial?

– É o meu carro! – Dean colocou a mala dela no carro e foi dar um abraço na irmã. Ela deixou um pouco a raiva de lado jogou-se nos braços do irmão. – Meu deus… que saudaaddeeee… – Ele apertou Dee no abraço. – Por que você está tão morena assim? Cadê o cabelo vermelho?

– A minha festa de despedida… Viajei para a Califórnia. – Dee ficou procurando um lugar pra dar um beijo no rosto do irmão sem ser pinicada pela barba. – Oh my... Eu amar seu cabelo assim, com esse “side cut”!

– E esse cabelão enorme? – Dean alisou os cabelos de Dee. – Quanto tempo você não corta?

– Who knows... – Dee deu de ombros. – A year or two… Digo, um ano ou dois... Não lembrar.

– Você parece o personagem do Brad Pitt no filme “Inglourious Basterds”. – Dean falou rindo. – Fala uma língua só, por favor… Vem, vamos pra casa.

– Are you sure? Eu não vou incomodar? – Dee colocou sua última bagagem no carro e Dean fechou o porta-malas. – Eu posso ficar uns dias em um hotel or something…

– Não. Tranquilo! Tem alguém que está louca pra te ver! – Dean correu para abrir a porta do passageiro. De riu e disse um “mercy” mas com um forte sotaque americano que fez Dean rir. – E tenho certeza que você vai ter uma surpresa quando chegar!

– Mine is bigger… – Dee cantarolou. – Eu apostar meu surprise ser maior!

– Então tá… – Dean ligou o carro e foi embora do aeroporto. – Se a minha for maior, você me paga esse café da manhã em dólar.

– Deal!

O carro deixou o aeroporto, desta vez sem ligar as sirenes, algo que Dee anotou mentalmente para perguntar depois o motivo do irmão estar em uma viatura, e caíram para a estrada. Didra ligou o som e navegou pelas músicas do irmão, escolhendo algum rock suave da banda francesa Téléphone e deixou-se embalar pelo som, tentando (sem sucesso) cantar as letras que eram tão comuns para ela antes.

– Tá com fome? – Dean estendeu um saquinho de papel e um copo de café expresso para ela. – Peguei no caminho pra nós!

– Oh my God! I’m starving! – Dee pegou o saquinho de papel e leu rapidamente a marca “Cozy Bear Café”, com um ursinho de gravata borboleta, tomando uma xicara de café nele. – Please… não é um hambúrguer, né?

– Não. Não fazem fast food nesse lugar! – Dean riu e deu um gole no seu café. – Peguei o café com creme. É como você gosta, não?

– No more, but, thanks… – Se havia algo que ela sentia falta era do café da sua região. Não aguentava mais os cafés fracos e cheio de coisa das cafeterias americanas. – Queria algo forte… Lá nos States, o café parece só água suja com muito açúcar e cream…

– Quer trocar? O meu é preto puro! – Ele estendeu o copo para ela, que não recusou. Ele ouviu o suspiro satisfeito da irmã ao beber o café quente e encorpado. – Por que não pegou nada no aeroporto?

– Você ver os preços? – Dee fazia mais uma anotação mental para passar nesse Cozy Bear e tomar mais um café depois. Estava delicioso. Feito por um verdadeiro mestre. – Eles achar que só porque os pessoas vir de avião, eles ser milionárias!

– Isso é verdade! – Dean tomou um gole do seu café com creme. Não era ruim como pensava. – Tem um lanche aí também.

Dee pegou o croissant e suspirou ao sentir o cheiro da massa folheada. Mordeu um pedaço devagar, mastigou saboreando e depois mordeu um pedaço maior. E depois outro e outro, até acabar com o lanche. Não pensou duas vezes e pegou o do irmão também. Dean não protestou e ela comeu o croissant com gosto.

– Oh… my… God… Soooo… good… – Dee tapou a boca para segurar um pequeno arroto que subiu por sua garganta. – Sorry… Eu sentia tanta falta disso… Eu precisava tantoooo de um croissant de verdade. I will need… Eu vou precisar de uma academia para perder todos esses 4 anos de hambúrguer e hot-dogs…

– Eu conheço uma academia que vai te surpreender…

– Você não imagina o que eles, lá no América, eles chamar chamar de croissant.

– Eu imagino que seja como eles se sentem ao comer um hambúrguer aqui. – Dean deu mais um golinho do café. – Ou como os japoneses se sentem comendo comida japonesa fora do Japão.

– Rick trouxe um croissant uma vez para que “eu sentisse menos saudades de casa.” – Dee virou o saquinho de papel sobre a boca para aproveitar os últimos pedacinhos da casquinha do croissant. – A única coisa francesa que tinha ali foi o meu “sacrebleu” quando mordi aquele negócio.

– Rick?

– What? – Dee tirou a tampinha do café e virou o resto que tinha no copo. – Eu não ia ficar sozinha all this time! Conheci algumas pessoas legais nesse intercâmbio.

– Sim…, mas, Rick?

– His name is Richard… – Dee pareceu entediada. – “Rick” não é nome de ninguém. E ele é um cara very nice. Eu acho que tenho algumas fotos aqui…

– Não é bem isso… – Dean fez uma careta e voltou a olhar a estrada. – Quer dizer, desculpa. Não é da minha conta.

– Oh… yeah… i get it… Eu entendi… – Dee jogou o copinho de café no saco de papel. – You mean… a guy… um cara. Bom, eu só me interessei, sabe? Não é uma regra obrigatória para mim…

Então, um silêncio constrangedor tomou conta do ambiente, sobrepondo-se até sobre a música.

– So… – Dee olhava para os lados. – E o pessoal da escola…

– Eu sei o que você quer perguntar. – Dean falou de repente. – Pode perguntar, vai…

– Eu? Eu não quero perguntar nada. O que você acha que eu quero perguntar?

– Nós dois sabermos… Vai lá pergunta!

– Eu não querer perguntar nothing em especial… – Dee cantarolou e girou os olhos. – I don’t know what you’re talking about…

– Sabe sim!

– No. I don’t…

– Yes, you kn... – Dean sacudiu a cabeça. – Droga, isso pega! Vai logo! Pergunta de uma vez!

– ALRIGHT! – Dee berrou. – Onde está a…

O som de “Shoot to Thrill” vindo do celular de Dee despertou a atenção dos irmãos. Dee pegou o telefone da bolsa e viu um número desconhecido. Não era de nenhum amigo da faculdade e duvidava muito que algum deles faria uma ligação internacional em seu chip habilitado na França. Então, supondo que poderia ser alguma venda de serviço ou similar, atendeu a ligação para que não ficassem insistindo depois.

– Hello…?

– Minha nossa, é você mesma! – Uma voz empolgada invadiu a ligação. – Quase não acreditei quando vi a localização, mas… é você mesma!!

– ROSE? – Didra respondeu mais alto do que o necessário. – I mean… Rosalya?

– Minha nossa! É você mesma? Dee!! – Rosalya gritava no telefone de empolgação. – Quando eu vi a localização, onde você estava marcada… eu não acreditei!! Você tá aqui!! Onde você está? Eu preciso te ver agora!

– Where i’m? Digo… Onde eu estou? – Dee olhou a localização do aparelho. Estava ativada. Só ficou se perguntando se Rosalya ficava vigiando a localização dos amigos ou se foi só coincidência. – Eu estou… na estrada. Estou indo pra cidade, acabo de chegar no aeroporto.

– Legal! Vem pra cá agora! – Rosa respondeu com seu jeito mandão de sempre. – Eu preciso muito te ver!

– Rosa, i can’t… digo… Agora eu não poder. Eu acabei de chegar de viagem e… – A ligação ficou muda. – Rose? Rosalya? Rosa?

Ela olhou para o irmão e deu de ombros, então, em alguns segundos o telefone de Dean tocou. Ele pegou o aparelho e sorriu, colocou os fones de ouvido e atendeu.

– Oi, Rosalya… – Dean riu. – Quê? Sim, ela tá aqui… – Dean olhou para a irmã e também deu de ombros. – …não, Rosa. Não vou levar ela aí! Por quê? Porque são oito da manhã de um sábado. Vai dormir, Rosa! Dá licença de eu curtir um pouco a minha irmã? Também tô com saudade! E você sabe quem também está! E eu tenho que mostrar pra ela… Tá. Tá. Ok. Eu falo para ela.

E desligou. A ligação do telefone da Dee voltou com um bip.

– Você e seu irmão tem que aprender a manter os telefones com a localização desligada. Sabia que a CIA rastreia isso aí? – Rosalya disse com um tom de bronca na voz.

– Claro que eu saber! Aliás, não se esqueça que esse meu telefone eu comprei no América… – Didra riu da sua própria piada. – I’m pretty sure que tem um rastreador e uma gravação aqui.

– O QUÊ? – A voz de Rosa no telefone fez Dee gargalhar. – Eu espero que isso seja uma piada… Vai saber se você não é uma espiã dos americanos agora. Enfim, por hoje você pode ir dormir e tirar essa roupa de avião. Nem imagina como eles mantêm a higiene daqueles bancos. Então, até mais!

– Não se esqueça que o nosso governo também pode estar ouvindo nossas conversas. – Didra falou e mandou um beijo bem alto pelo telefone. – Byee… I love you!

O carro entrou no pequeno bairro novamente e foi rapidamente para a casa. Didra ainda queria passar no tal Cozy Bear para comprar mais alguns bolos e pães, mas Dylan disse que havia bastante coisa na casa dele e que não seria preciso. Então, ela sentou-se no banco e relaxou. Nem percebeu quando dormiu e só acordou quando seu irmão sacudiu ela pelos ombros.

Um pouco emburrada, Dee esticou os braços e afrouxou o cinto de segurança. Ela tirou sua jaqueta jeans, revelando uma camisa preta semitransparente que deixava à mostra o sutiã tipo esportivo que usava por baixo, quase como uma segunda blusa. Dean ficou um pouco incomodado ao ver aquilo, mas sabia que dar palpites na roupa dela sempre foi um problema. Subiram as escadas do prédio baixo em que Dylan vivia. Não era o mesmo de sua adolescência, mas era bem similar.

– Preparada? – Dylan parou no hall de entrada, antes de abrir a porta do seu apartamento. – Quero ver esses dólares aí antes de abrir.

Dee pegou no bolso uma nota de cinco dólares que estava reservada para o caso de precisar pagar um táxi.

– O euro está valendo bem mais, ein… – Dee guardou a nota. – But… is your money, be my guest… Fique à vontade para perdê-lo…

Então, Dean abriu a porta do confortável apartamento. Parecia muito com o que ela vivia quando adolescente. Era aconchegante, mas pequeno. O cheiro de seu prato preferido preenchia a casa, vindo da cozinha (que ela imaginava ser bem pequena) e ela quase derreteu de felicidade.

Então, uma saliência coberta por um tecido branco surgiu na porta. Didra viu aquilo e o queixo dela caiu. Ela olhou para Dean e depois para a barriga, deixou as malas caírem no chão e…

– Bem-vinda de volta, Dee…

A surpresa virou espanto no mesmo minuto.

– Lety?

Letícia “Lety” Davis. Sua amiga da escola ginasial que frequentava junto com Ken. A sua melhor amiga antes de mudar-se para a Sweety Amoris, estava ali, agora uma linda mulher de cabelos pretos cortados a altura do queixo, enfeitados com duas presilhas em forma de doce, com lindos olhos azuis brilhantes (os mesmos que ela tinha na adolescência ao ver um lindo rapaz por quem se apaixonava perdidamente), olhando para ela e sorrindo. Mas, o sorriso foi morrendo lentamente ao ver a cara de espanto de Dee.

– Dean… você não contou para ela? – Lety olhou de Dean para Dee e depois voltou. – Dee… eu… eu sei o que você está pensando…

– Lety…, mas, Dean…

– Didra, por favor, me desculpa eu… Eu e… – Lety estava nervosa. – Dean… por que você.

– Dee! – Dean falou mais alto para chamar a atenção da irmã que olhava chocada para a barriga da amiga. – Didra, eu e a Violette, terminamos a uns três anos. Ela se mudou para Paris, entrou em um negócio de desenho de moda, com indicação da Rosalya e… ela conheceu um cara por lá. Ela tá muito bem e nós ainda somos bons amigos.

“No Moondance, um dia, o Kentin me apresentou a Letícia. A gente começou a conversar, principalmente sobre você, depois de um tempo, a gente foi se aproximando mais e resolveu namorar. Sei que a Lety teve alguns namorados a mais do que outras meninas na época dela, mas, isso não quer dizer nada. A gente está se dando muito bem hoje e… bom, você tá vendo no que isso resultou.”

– Didra, eu sei que você gosta bastante da Violette. – Lety aproximou-se de Dean e passou o braço em volta dele. – Mas, eu sou outra garota hoje, não pense que não cresci. Eu… espero que você possa me perdoar…

Foi quando Dee pareceu ter saído do estado de choque.

– P-perdoar? – Didra percebeu o papel que estava fazendo. – Oh my God… No! Lety! Eu não tenho nada que perdoar… É claro que eu amar a Violette, but… I just… Shocked! Eu só estar chocada! Eu nunca imaginei vocês… Oh my… Lety, c’mon… – E foi abraçar a cunhada que, agora, estava em lágrimas. – …Eu estou superfeliz por vocês! I love you!

– É mesmo? – Lety deitou a cabeça no ombro de Dee. – Você jura? Não está brava comigo?

– Angry? – Dee puxou ela pelos ombros. – Claro que não! Oh my God… Eu vou ser tia… – Ela tocou a barriga de Lety. – Oh my… – E aí percebeu o que aconteceu. – Eu vou ser tia? DEAN! EU VOU SER TIA? Sou muito nova para ser tia! – Então voltou-se para a barriga de Lety. – Eu não vou me vestir de fada para ir a sua escola, pode ficar tranquilo…

– Por favor, pode só levar os presentes vestida normalmente mesmo. – Dean riu. – Não precisa daquela superprodução toda não!

– Is a boy or a girl? – Ela olhava de Lety para a barriga. – Wait… eu não quero saber! Não… quero sim! Tell me! Me conta! Menino ou menina…

– É uma menina… – Lety ainda deixava algumas lágrimas rolarem. – Está quase para nascer e, que bom que você está aqui. Vai poder ficar ver ela antes de voltar?

– Voltar? – Dee foi chamada a realidade naquela frase. – Oh… yeah… i mean…

– Bom, falamos disso depois. – Dean levantou-se e foi abraçar Lety. – E aí, qual a sua surpresa? Ou você já vai me dar esses cinco dólares aí?

– Oh… my surprise? Minha surpresa. – Didra levantou-se. – Minha surpresa is nothing… não é nada… comparada a isso… – Ela acariciou a barriga de Lety mais uma vez. – Meu surpresa é simples… eu não vai voltar… Transferi minha matrícula para a Anteros Academy. Vou cursar o último ano aqui na cidade…

Agora foi a vez de Dean e Lety parecerem chocados.

– OQQQQQQUUUUÊÊÊÊÊ…


Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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