1. Spirit Fanfics >
  2. Anteros >
  3. Crowstorm

História Anteros - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 10 - Crowstorm


A fila para a entrada do Snake Room estava particularmente grande naquele dia. Aparentemente, o show do Crowstorm era o grande evento do ano. Didra havia combinado de encontrar Rosalya e Alexy do lado de dentro, com junto com Morgan. Chani provavelmente já estaria lá dentro, já que não havia nada no mundo que a fizesse atender o telefone. Ou, talvez, estivesse no quarto dormindo. Ela nunca tinha dito nada sobre ir ver ou gostar da banda de Castiel.

Castiel…

Um nome que parecia tão distante há alguns anos. Ela sempre considerou o rapaz um bom amigo, apesar de seu jeito irritante e, aquele último ano e a reaparição de Debrah na escola, além de todos os problemas que ela causou e o desfecho da situação que Dee ainda não conseguia absorver. Tudo aconteceu a tanto tempo e, ainda assim, parecia que estava marcado nela.

– Não sabia que você gostava dessas músicas de menininhas…

A voz de alguém aproximando-se por trás dela. Ela olhou e viu Nathaniel com seu sorriso cínico realçado pela cicatriz no lábio que, por mais provável que possa ser, ela ainda tinha dificuldade que de acreditar que foi feita por Iris em um momento que ela o ajuda a se barbear enquanto ele estava no hospital. As memórias sobre o motivo dele estar lá arrepiaram os pelos no braço dela, mas, ela precisou ficar calma e agir como se não soubesse de nada.

– You mean i’m not a girl? – Didra fez uma cara ofendida. – Tá me chamando de “tomboy”? “Macho girl”? Or Something like this?

Aquilo pegou Nathaniel desprevenido.

– Não! Não! Não é nada disso! Não estou alegando nada só por que você é…

– I’m what? O que eu ser? Lesbian? Eu tenho que chamar a polícia por homophobic crime now?

– NÃO! Não foi isso! – Nathaniel deu um passo para trás assustado. – Para com isso! É só uma…

– I’m joking! – Dee riu e empurrou o ombro dele de leve e Nathaniel riu, um pouco nervoso, mas mais tranquilo. – Não se preocupe. Eu sempre fui uma “tomboy” mesmo. Se você for preso, não vai ser por minha causa… Don’t worry.

– Veio ver o show do Castiel, não é?

– Eu achar que vir ver mais o Castiel mesmo… If i has a chance. – Didra deu de ombros. – Ele me ajudar outro dia… eu acho que tenho que agradecer.

– Ah… a tal “encenação” da aula da senhora Paltry. Ouvi falar… – Nathaniel respondeu. – Bom, espero que, pelo menos, a bebida esteja gelada e o lugar cheio.

– Esperando fazer muitos negócios? – Didra falou mas, logo depois, arrependeu-se do que falou e apertou os lábios, como se aquilo pudesse fazer as palavras ficarem presas antes de saírem. – I… mean… maybe bussiness contacts? Networking?

– Por quê eu buscaria networking em um show do Crowstorm? – Nathaniel riu um pouco e o sorriso foi morrendo aos poucos e se transformando em uma expressão de estranhamento. – Eu já tinha visto seu cabelo assim?

– I… i… eu achar que no… – a expressão de susto de Dee, por ter sido surpreendida com a pergunta, tornou-se rapidamente raiva. – Porque você estar escondendo-se de mim!! What’s happening in that day! Por quê demorar pra chamar a ambulância?

– Eu acho que é a sua vez na entrada… te vejo lá dentro.

Nathaniel foi em direção ao final da fila e deixou Dee com o grito de “espere” entalado na garganta. O segurança do Snake Room olhava impaciente para ela, já que haviam pelo menos mais mil pessoas na espera. Então, ela virou-se para frente, abriu um enorme sorriso e segurou a bolsa pequena brilhante com as duas mãos em frente ao corpo.

– Seu ingresso, por favor… senhorita?

A hostess, moça usando um lindo vestido tubo vermelho com brilhos, cabelos impecavelmente lisos e pretos brilhantes, além de uma maquiagem que realçava os grandes olhos castanhos, estendeu a mão com suas unhas longas e vermelhas para Dee. Comparado com a saída vermelha quadriculada, camiseta justa sem mangás e casaco verde com a gola felpuda que Dee tinha escolhido, aquela mulher estava “overdressed” para a situação.

– Ahhh… i don’t have it.

Ela ficou um pouco surpresa com a resposta em inglês e pensou se deveria responder também na mesma língua, mas, visto que Dee tinha entendido a pergunta, achou que ela só estava se exibindo.

– A fila para compra na porta é a outra… – e apontou para uma fila ainda maior, do outro lado, que começava nas pequenas janelas sinalizadas com um neon escrito “Bilheteria” e perdia-se de vista ao virar a esquina da rua. – Próximo!

– Ah… meu nome estar no lista. – Didra apontou para um caderno aberto sobre o púlpito de madeira negra envernizada que estava de frente a ela. – Você poder checar, please?

– Nome? – ela abriu o livro e mostrou as páginas preenchidas com nomes e anotações.

– Didra Angela Elizabeth Wayland O’Connel.

Ela correu os dedos pela listagem e depois olhou para a garota.

– Tem uma Didra O’Connel aqui.

– Yep. Thats me. – ela mexeu rapidamente na bolsa e entregou sua identidade. – Look. – Dee fez uma cara séria para combinar com a da carteira de estudante da Anteros. – That’s is my name.

A hostess parecia satisfeita com a apresentação e fez uma marcação no livro, indicando que aquela pessoa já havia entrado, então, pegou algo embaixo do palanque e entregou para Dee. Um tipo de crachá padronizado com o logo do Snake Room, preso em uma corda fina, com os dizeres “acesso ao backstage” e o nome dela logo abaixo em letras menores. Dee olhou para aquilo sem entender.

– Guarde isso e não deixe ninguém pegar ou não poderá entrar. Seja bem-vinda ao Snake Room, aproveite o show. – ela fechou o livro e voltou a olhar para a fila. – Próximo!

Didra guardou o crachá dentro da bolsa e foi em direção a porta. O segurança retirou um cordão de isolamento da frente da entrada e abriu a porta para Dee, deixando a música alta e a fumaça sair, antes de ser trancada lá dentro novamente. O local estava lotado, começava a faltar espaço até para se andar. Didra achava improvável que toda a fila dos ingressos antecipados entraria, quanto mais a dos “comprados na porta”.

O barulho da música eletrônica, o calor e o cheiro doce da fumaça confundiam os sentidos de Dee e ela precisou apertar os olhos para ver onde estavam Rosalya, Alexy e Morgan. Nem sinal de Chani e (para o alívio de Dee) nem Melody. Ela teve que desviar de alguns rapazes mais insistentes que insistiam em pagar-lhe um drinque (algo que ela jurou para si mesma: nunca mais aceitar bebidas de estranhos), para chegar até a mesa dos amigos.

– Hi! Quem vocês achar para eu levar para o cama today? – Didra chegou e pegou o copo de bebida da mão de Alexy e deu um gole, fez uma careta e devolveu o copo para ele. – What hell is this?

– Dee… já pedi desculpas. – Rosalya respondeu, um pouco constrangida com a situação e um pouco irritada. – Vamos deixar pra lá, ok?

– Alias, muito obrigado, ok? Aquele tal Sebastian não para de ligar perguntando da “Alexy”! E do jeito que ele fala o meu nome parece que ele está procurando uma atriz de filmes adultos! – Alexy pegou o copo dele novamente e o puxou para mais perto. – Muito obrigado por isso!

– Em minha defesa, eu disse para ele não fazer. – Morgan levantou a mão, omo se estivesse pedindo para falar. – Mas, ele não quis me escutar.

– You are the best! – Dee deu uma piscadinha para ele. – So… viemos aqui ficar sentados e falando ou vamos dançar um pouco?

– Claro! Vamos!

Alexy levantou-se animado e puxou Didra e Morgan com ele. Rosalya foi logo atrás e os quatro passaram algum tempo dançando juntos. Morgan e Didra pareciam bem animados e Alexy e Rosa mais pareciam brincar e pisar no pé um do outro do que efetivamente dançando. Depois disso, foram até o bar e pediram alguns drinks que tiveram de beber em pé mesmo, pois não haviam mais mesas disponíveis.

Rosalya e Dee ainda tiveram de dispensar alguns caras mais insistentes que, mesmo as vendo acompanhadas de Alexy e Morgan. Um chegou até a apertar o braço de Dee e tentar puxá-la para junto dele e só foi interrompido quando um herói improvável surgiu no meio da multidão, puxando o cara pelo colarinho da blusa.

– E-ei me solta seu… – o cara gritou mas parou ao ver de quem se tratava. – … ah… Senhor Zaedi? Professor? Eu…

– Aqui eu não sou o seu professor, mas não vou me segurar antes de ensinar uma ou duas lições sobre como tratar uma moça pra você. – Rayan o empurrou para longe. – Sai daqui!

Ele empurrou o rapaz e ficou olhando para ele, desafiando-o a tentar chegar perto outra vez. Quando o garoto sumiu na multidão, Rayan relaxou e virou-se para o grupo de Dee. Didra massageada o braço no lugar onde ocara havia apertado. Rosalya, Alexy e Morgan chegaram junto dela.

– Thanks, teacher… I mean… Senhor Zaedi…

– Aqui meu nome é Rayan. – ele sorriu e ajeitou o paletó azul. – Você está bem? E vocês? – ele olhou para os rapazes e Rosa. – Estão todos bem?

– Sorte daquele cara que você chegou, pois eu ia… – Alexy socou o ar e fez uma cara de bravo. – …sorte dele!

– Tenho certeza que sim. – Rayan riu um pouco. – Enfim, espero que estejam curtindo a noite e que esse incidente não estrague tudo. Tem bastante coisa para se ver por aqui…

– You like Crowstorm?

– Hum… não é o meu estilo de música preferido, mas eu vim ficar de olho nos estudantes aqui e conferir que tudo corra bem! – Rayan respondeu. – Além disso, só tenho 33 anos. Acho que não estou tão velho a ponto de frequentar um lugar como esse.

Rayan despediu-se e deixou o grupo para trás. Eles voltaram a suas bebidas (exceto Dee, que virou a sua na pia mais próxima do outro lado do balcão e pediu uma nova), e a ouvir a música.

– Se você não fosse tão teimosa, eu diria até que achei alguém para você curtira noite. – Rosalya abriu um sorriso malicioso por detrás de seu copo, enquanto Dee esperava sua nova bebida. – Alto, moreno, cavalheiro, bonitão e só tem 33 anos…

– Are you insane? – Dee ficou chocada com a sugestão. – Ele ser meu professor! O que isso faria com a minha vida acadêmica?

– Aqui ele é o Rayan, lembra? – Rosa respondeu. – E vai me dizer que você não o acha bonitão. Até o Alexy pensou em mudar de curso depois de ver ele…

– Depois de ver ele e antes de conhecer o Morgan, que fique claro. – Alexy se defendeu rapidamente. – Não coloque a carroça na frente dos burros, Rosa!

– So… e que tal nós falar about Ir…

– Nãonãonão, Dee. Tenho uma coisa melhor para contar…

– Eu ter certeza que “coisa melhor” ser uma questão de ponto de vista… but… – Didra deu mais um gole do copo de Alexy e fez uma careta outra vez. – WHAT A HELL?? O que é isso, Alexy? Tira essa coisa de perto de mim!

– É você que está bebendo do meu copo! Vai buscar um pra você! – Alexy pegou sua bebida e colocou mais perto dele. – Toma no copo dos outros e ainda reclama!

Didra passou um guardanapo de papel na língua e pegou o copo de Rosalya para beber. Rosa ainda abriu a boca para reclamar, mas deixou para lá. Dee olhou para ela e depois para o copo, deu mais um gole, provando o conteúdo.

– É sério, Dee? Por que você não compra um pra você?

– Because i’m a waitress! Uma garçonete! Não tenho um *ucking… wait… passou da meia-noite? – Didra olhou para o relógio. – Yeah! Meia-noite! I have $5! I’m back in a minute…

Dee correu para o balcão, enquanto Rosalya e Alexy esperavam. Morgan ficou olhando a cena sem entender nada.

– Brota dinheiro na bolsa dela depois da meia-noite?

– Todos os dias. Não sei o motivo! Era assim desde o colégio. – Rosalya deu de ombros. – Apenas… não fique pensando nisso. Não dá pra entender.

Didra voltou para a mesa com uma bebida e uma boia de piscina em volta da cintura. Morgan não entendeu aquilo, mas Rosalya e Alexy pareciam calmos apesar dela estar com um objeto totalmente improvável no meio de um salão do Snake Room.

– Encontrou sua tia? – Rosalya olhou para a boia dando pouca importância para o objeto. – Faz tempo que não a vejo.

– No. A flying cupcake. – Didra tirou a boia de piscina e a colocou embaixo da mesa. Morgan abriu a boca para questionar, mas Alexy apenas tocou o ombro dele e fez um sinal para que ele esquecesse aquilo. – So… Rosalya… você estar bebendo refrigerante? Just… a soda?

– Sim! Isso é porque… bom.. .eu e Leigh temos algo que… é… olha, eu recebi a confirmação a pouco tempo, mas… – ela pegou algo na bolsa. – Parabéns aos titios Didra e Alexy! Eu tô grávida! AAAAHHHH!!!

– AAAAAAHHHHHH… – Didra e Alexy levantaram-se e foram abraçar Rosalya. Pararam por alguns segundos, olharam um para os outros. – AAAAAAAAHHHHHHH!!!

– Oh my god… Eu vou ser tia duas vezes! Eu me sinto muito idosa, i know! – Didra voltou a sentar-se, segurando a mão de Rosa. – Não sei se terei dinheiro para tantos presentes assim!!

– Nem pense em aparecer vestida de fada na escola da minha ou do meu filho!

– Que droga! Vou ter que ligar para o Armin e mandar ele arrumar um filho de qualquer jeito! – Alexy respondeu. – Não posso ficar pra trás…

– I’m pretty sure que aqueles sex dolls japaneses com a cara da Chun Li não engravidar

A mesa explodiu em risadas (Morgan estava rindo, mas não sabia bem o motivo, já que não conhecia Armin), exceto Alexy que fez uma cara de falso ofendido.

– Só não te respondo como devia pois é bem capaz que ele tenha mesmo uma destas!

O som aumentou drasticamente no salão e uma guitarra chamou a atenção de todos para o palco. As luzes diminuíram e uma enorme quantia de fumaça tomou conta do lugar. As pessoas correram para mais perto do palco, atropelando umas as outras, quando a música recomeçou, agora a guitarra estava acompanhada de um baixo e uma bateria. Então uma série de flashs revelaram a silhueta dos integrantes da banda e, poucos segundos depois, as luzes acenderam-se.

– Nós somos o Crowstorm.

Castiel deu um passo a frente e agarrou o microfone, colocando os lábios nele e começando a música. A multidão gritava de excitação enquanto Castiel movia-se como uma cobra pelo palco, cantando com uma voz sussurrada como se falasse ao pé do ouvido de sua amante. O resto dos membros da banda pareciam ocultos na fumaça e contra luzes fortes, dando pouco espaço para que eles aparecessem. O destaque ficava todo para Castiel.

Ele usava roupas de couro vermelho, com vários cintos e colares diferentes, além da camiseta preta que deixava parte do peito a mostra, para a alegria das garotas. Didra teve um pouco de dificuldade de ver, mas teve quase certeza de ter visto Yeleen espremendo-se na primeira fila dos espectadores e colada no palco, berrando loucamente para Castiel. O público estava em euforia pela presença do grupo.

– Muito obrigado pela presença de todos vocês… – Castiel começou a falar enquanto a banda cantava. – …nós somos o Crowstorm. Na guitarra e vocal, senhoras e senhores, meu nome é Castiel…

E ele fez um solo de guitarra rápido, enquanto os outros integrantes baixaram o tom de seus instrumentos, deixando a guitarra de Castiel dominar o ambiente. Então, ele parou e virou para o colega do lado que saiu da fumaça.

– No baixo, Julian…

Agora foi a vez de Julian fazer o seu solo, tocando seu baixo num ritmo muito mais acelerado do da música, mostrando o talento dele. Alguns acordes a mais e o resto da banda voltou a tocar. Depois foi a vez dele apresentar o tecladista da banda que também exibiu seus talentos em um solo que misturava a música do Crowstorm com música clássica e até mesmo sinfonias.

– E hoje, substituindo o nosso baterista, uma convidada especial e amiga… – Castiel estendeu o braço em direção a bateria. – …façam muito barulho para nossa baterista… Iris!

Então a fumaça revelou a presença de Iris no palco, o que fez Didra cuspir seu drinque de tão surpresa que estava. Iris começou seu solo batendo nas caixas e pratos com tanta velocidade que mal era possível distinguir a baqueta de um borrão no ar. Quando acidentalmente uma das baquetas voou da sua mão, Iris simplesmente jogou a outra para a multidão e começou a bater com a mão e terminou com um tapão no prato da direita. E depois, ofegante, olhou para o público, um pouco constrangida, percebendo que tinha exagerado um pouco.

– Desculpem… – ela disse baixinho com as bochechas muito vermelhas. Castiel sorriu para ela e voltou sua atenção para o microfone, continuando o show.

***

Depois de mais quatro músicas, o Crowstorm e a plateia pareciam bem cansados. Castiel, já sem sua jaqueta vermelha, aproximou-se do microfone e anunciou que fariam uma pausa de 30 minutos e depois voltariam para o final do show, onde apresentariam uma música inédita e um clipe. Aquilo fez o público delirar. Os integrantes colocaram seus instrumentos nos pedestais e, por um breve momento, Didra conseguiu trocar um olhar com Iris. A ruiva em cima do palco fez um sinal com a cabeça chamando Didra para falar com ela, então, saiu do palco com o resto da banda. Dee virou o resto da bebida e colocou o copo no balcão.

– I’ll be back…

– Tá bom, Terminator! – Alexy disse com um sorriso mole nos lábios. Ele claramente já estava perto do limite seguro de consumo de álcool. – Hasta la vista, baby!

Dee foi em direção a uma porta dupla azul onde um número absurdo de gente aglomerava-se, tentando entrar (ou invadir), implorando a um segurança que os deixassem entrar. Ela precisou espremer sua passagem até a porta e poder mostrar ao cara na porta o seu crachá de acesso ao backstage. Ele viu aquilo aproximou-se com um tipo de pistola de leitura de código de barras e disparou uma luz vermelha no crachá.

Quando a pistola emitiu um bip e uma luz verde acendeu na parte traseira dela, é que o segurança tirou o cordão de isolamento da frente e permitiu Dee entrar. Algumas garotas vaiaram e xingaram Didra por ela poder entrar, enquanto os outros não podiam. Depois de passar pelo cordão, ela entrou pelas portas azuladas e ela chegou a um corredor iluminado por lâmpadas nas paredes de tijolos próximas a longos canos vermelhos com sprinklers que seguiam corredor a dentro.

Não foi preciso muito esforço para localizar os membros da banda. Eles estavam em um tipo de mini-palco com um grande fôlder com o logo da banda preparado em um canto do corredor para receber os fãs. Em volta dos músicos, havia cerca de 30 pessoas, no máximo, que abraçavam os músicos, tiravam fotos e conversavam com eles. Castiel, Julian, aquele rapaz do teclado e um quarto rapaz com gesso na mão (que Dee deduziu ser o baterista oficial da banda) conversavam com os fãs. Iris não estava entre eles.

Castiel viu Dee e lançou um aceno rápido e um sorriso, antes de voltar os olhos a foto que uma garota colocava em frente ao seu nariz. Ele assinou a foto e voltou a olhar para Dee, que mantinha-se longe do grupo. Ele indicou o corredor com a cabeça rapidamente e voltou a atender as fãs. Didra confirmou e continuou seguindo em frente pelo caminho, até chegar a uma porta com um letreiro escrito “Crowstorm”.

***

– Didra… isso tem que acabar! Não não não… – Iris andava de um lado para o outro no camarim, suspirando e encarando um espelho após completar uma volta no espaço limitado daquele quarto. – Dee… olha, tivemos uma coisa muito legal, mas agora… Não… Eu não… Didra eu não posso continuar assim e…

Tóc tóc tóc

– Entra!

Didra abriu a porta do camarim e discretamente colocou a cabeça para dentro, quando viu que só tinha a amiga lá, ela entrou e fechou a porta atrás de si. Iris sorriu e apontou uma das cadeiras do camarim, mas, ela estava cheia de casacos e bolsas, então, rapidamente foi tirar as coisas e liberar o assento para ela. Dee aproximou-se e viu que tinha algo sobre a cadeira, então, virou-se para Iris.

– What’s is this? – Dee pegou uma tira de embalagens de preservativos. – You…

– Ah… Desculpa. São do Julian! – Iris correu para pegar os preservativos da mão de Dee e os jogou em um canto. – Não faz essa cara! Você sabe que tem muita menina por aí que faria de tudo por uma… é… você sabe como é!

– Yeah… i know. – Didra olhou para o assento, procurando algum vestígio de que aquelas coisas pudessem ter sido usadas ali. – Fama e groopies… Uma combinação explosiva.

Iris voltou a encarar Dee e deu um sorriso meio constrangido. Ela havia deixado sua jaqueta em um canto e usava uma camiseta preta com alguns rasgos propositais, dando a ela um ar de punk, e uma bermuda que ia até os joelhos, além de algumas pulseiras e, na canela, um tipo de bolsa presa com tiras de velcro onde ela colocava baquetas extras como se fosse uma aljava de flechas.

Uma roupa bem larga, para que ela pudesse se movimentar a vontade na bateria e não destacava suas curvas. Para que aquilo não fosse mais importante do que a música. A expressão cansada depois de uma hora e meia de show deixava o rosto dela vermelho e alguns fios de cabelo grudados na testa com o suor, mas dava pra ver que ela estava cheia de adrenalina e pronta para a segunda parte do espetáculo.

– E aí? Decepcionada com a substituição do baterista?

– Eu precisar ouvir o baterista original first. – Didra sentou-se na cadeira e cruzou a perna. – Mas você toca melhor bateria do que tocava guitarra na época da escola.

– Espero que sim! Eu estudei muito mais a bateria do que o que eu aprendia com o Thomas sobre guitarra! – ela virou-se para a bancada na parede oposta e pegou uma garrafa e dois copos. – Toma whisky?

– Scottish?

Iris olhou para a garrafa de vidro transparente. Não tinha rótulo então ela deu de ombros e fez um beicinho indicando que não sabia. Didra aceitou o copo e deu um trago rápido. Era escocês. Ela sabia pela careta que ela fez ao sentir o gosto forte da bebida. Ela sabia que também já estava perto do limite dela, então, degustou bem devagar aquele copo. Iris serviu um copo para ela também.

– Sabia que “whisky” é “água da vida” irlandês? – Iris disse aquela frase com um tom de orgulho na voz e bebeu um gole. – Fomos nós que criamos isso aqui.

– Yeah… mas nós, escoceses, é que aperfeiçoamos e fizemos ele famoso! – Didra ergueu o copo. – Your whisky is just bottled piss!

– Estamos falando como se nós duas não fossemos só duas francesas de classe média… – Iris riu. – …eu nem gosto disso para falar a verdade. Mas é o que tem de melhor! O resto é cerveja que tem na geladeira.

– But your ancestors are vampire hunters, no? – Dee deu mais um gole. – Você ser uma “Drácula”, no? Where your fangs? – ela mostrou os dentes. – Cadê as presas?

– Para! Você já me fez eu me sentir uma idiota por isso! Não precisa ficar pisando! Já me arrependi de ter gasto aquele dinheiro…

– Você querer falar comigo, right? – Didra terminou seu copo e o colocou em uma mesinha ao lado. – So… i’m here.

Iris virou o copo de whisky e olhou para Dee, então, encheu o copo mais uma vez e virou em um só gole. Então, virou-se para encarar Dee, com a sua respiração irregular e um olhar de quem estava indecisa sobre o que fazer. Outro copo enchido e esvaziado em poucos segundos e então ela começou a falar:

– Didra… olha… o que a gente teve foi muito bom e… eu hoje preciso… eu tenho um… ah, mas que droga!

Em um movimento rápido, Iris tirou a camiseta exibindo sutiã preto de renda que usava e avançou contra Didra, envolvendo os braços no pescoço dela e a beijando como se fosse a primeira vez que tivesse feito aquilo. A cadeira onde Dee estava desequilibrou e ambas pararam no susto, mas cheias de adrenalina por quase terem caído. Iris olhou para ela, voltou a atacá-la com um beijo e a tirar o casaco de Didra e a blusa. Dee não fez nenhum movimento para resistir apesar da dor que irradiou dos ferimentos no ombro e abdômen.

– Temos dez minutos… – Iris puxou Dee para que ficassem de pé e depois a empurrou contra um sofá. Então, foi até a porta e virou a chave, então virou-se para Dee, já tirando a bermuda e a calcinha em um só movimento. – …quinze, no máximo!

– For what?

– Te mostrar onde estão as minhas presas!

Continua…


Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

Deixa um comentário. Diga o que achou. Gostou? Não gostou? ficou em dúvida de algo? Adoro saber o que você está achando da história. Faz muito bem pra mim. Não demora nem um minutinho!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...