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História Anteros - Capítulo 11


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Notas do Autor


Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 11 - O que eu Faço de Melhor


A maçaneta girou e a parta não abriu. Depois outra vez. Até que por fim, bateram à porta.

– Um minuto! – a voz de Iris veio de dentro do camarim. – Só um minuto… Só um… hum… só hum… minuto.

Castiel revirou os olhos e suspirou, então, cruzou os braços e esperou com cara de irritado. Alguns minutos depois, ele ouviu a chave virar e a porta abrir, sendo recepcionado por Iris. Ele olhou para ela e depois para Dee, que estava sentada no sofá, com um sorriso bobo no rosto e algumas manchas avermelhadas no pescoço. Iris tinha o mesmo sorriso e as manchas. As roupas desalinhadas e os cabelos rebeldes completavam o visual das duas.

– E eu achei que era o Julian que iria “enfiar o pé na jaca” hoje! – Castiel disse. – Oi Didra! Como vai a carreira de atriz na facul?

– A crap! – Didra passou a mão pelos cabelos curtos e levantou-se, indo de braços abertos em direção a Castiel. – Eu não pude te agradecer. Come on!

– Não me beije! – Castiel abraçou Dee. – Eu não sei onde você andou com essa boca!

– Eu ter certeza que você saber! – Iris soltou um gritinho de surpresa ao ouvir aquilo. Ambos riram e Dee deu um beijo no rosto do rapaz. – Is good to see you!

– Bom ver você também! Consciente e não tendo um ataque. – Castiel apertou o abraço e deu dois tapinha no ombro de Dee. – Afinal o que aconteceu naquele dia?

Didra e Iris contaram ao rapaz a aventura de Dee no hospital e a situação em relação aos medicamentos. Iris aproveitou a situação para olhar a cicatrização dos ferimentos. Castiel foi até a sua garrafa de wiskhy e viu que faltavam várias doses. As bochechas vermelhas delas indicavam para onde elas haviam ido. Castiel lançou um olhar de repreenda para Iris.

– Você ainda tem que tocar… não esqueça!

– Estou bem, senhor. – ela levou a mão ao lado da cabeça em um gesto de continência e depois riu. – Sério! Brincadeira. Eu estou bem…

– Então, por que voltou? Não tinham bons croissant’s lá na América? – Castiel serviu seu copo e deu um gole curto. – Eu vi as suas publicações no Instagram por um tempo… Você tinha um namorado lá, uma boa faculdade… Essa cidade é um buraco perto do que você tinha lá.

– Não! Não tinham! Acredita? – Didra pegou o casaco e trouxe para mais perto dela. Iris sentou-se ao lado dela no sofá. – Mas, eu voltei por causa do curso mesmo. Resolvi me especializar em Art History e aqui tem um dos melhores cursos. Acabei juntado o útil ao agradável.

– Eu vi você na multidão, apesar de ficar com os spots na cara! – Castiel deu mais um trago. – Nem pensou em me ligar nem nada? Se não fosse a “Pipi” eu só saberia na hora do show.

– Você estar esperando um ligação? Sorry… – ela se virou para Iris. – Why you don’t tell me? – e voltou a olhar Castiel. – Você ter lots of fans. Impressive!

– Não é assim em todos os lugares. Aqui na cidade, onde o povo já nos conhece, os shows são mais cheios. – o rapaz foi em direção a uma das cadeiras, mas parou, checou se não havia “resíduos” nela e, um segundo depois, lembrou que eram duas garotas, então sentou-se. – Ainda assim, é um sonho que se realizada.

– Is sad Lysandre is not here… – Didra respondeu. – Vocês eram uma grande dupla na época da escola…

– Bom, quanto a isso…

Tóc tóc tóc…

– Com licença, Castiel. Me falaram que você estava… oh…

Os olhos bicolores de Lysandre encontraram os de Dee. Ela abriu um sorriso e pulou do sofá em direção a ele. Pulou mais uma vez para alcançar o pescoço do rapaz e ficou com os pés suspensos no ar durante o abraço. Lysandre não esperava essa reação, mas abraçou Dee com ternura. Iris, que também foi pega de surpresa, fez quase a mesma coisa, mas abraçou Lysandre na altura do peito dele.

Ele mantinha seu estilo clássico de vestimentas, com um colete preto sobre uma camisa de seda branca, calças pretas feitas sob medida e sapatos de salto. Os cabelos longos estavam presos para trás por uma fita preta de cetim com um laço, dando a ele um ar de aristocrata da década de 20. Faltava somente uma cartola e uma bengala, Dee pensou. Ele era alto na época da escola, mas agora ele também estava mais forte e com a pele bronzeada num tom oliva que, por um instante, fez até Dee repensar suas escolhas na vida.

– Eu entrei num túnel do tempo? – Lysandre colocou a mão nos ombros delas. – Castiel, Iris e Didra? Aqui? Estou na escola outra vez?

– Look to you! – Didra passou a mão pelo braço forte e sólido dele. – Rosalya me disse que você estava na fazenda dos seus pais! O que você fazer aqui? Eu não saber que você estava aqui…

– Se tivesse ido na loja de roupas essa semana teria me visto. – Lysandre respondeu. – Tive que ficar lá enquanto Leigh e Rosalya cuidavam de alguns assuntos particulares. Acho que ela tem algo para contar para vocês…

– I already know…

– Lysandre continua na banda, indiretamente… – Castiel falou. – Ele me manda as letras das músicas e algumas ideias para as músicas. Trabalhamos a distância, mas ainda estamos em parceria! Aliás, você está pegando trabalhos de tradução? Te mando as letras originais e você traduz para o inglês para nós?

– Aahh… por isso as letras são tão boas e românticas. – Didra disse. – Se fosse o Castiel, elas seriam algo com mais “death”, “hell”, “satan” or whatever! Algo mais como era o Winged Skull!

– Não fale mal do Winged Skull aqui dentro. – Castiel apontou um dedo para Dee e ficou muito sério. – Não se atreva. É a melhor banda do mundo!

– Também estou trabalhando no meu livro de poesias e cuido da fazenda. – ele foi até um pequeno frigobar que tinha na parede oposta do camarim. – Experimentem, por favor… – ele colocou uma tigela com morangos e uvas sobre a bancada. – Trouxe algumas cestas, se você tiver como levar uma para casa.

Didra e Iris não perderam tempo e atacaram as frutas. Estavam suculentas, mas o tempo na geladeira tirou um pouco do frescor delas. Iris mordeu a ponta do morango e sugou de leve o suco dele da forma mais sensual e provocante na história dos morangos. Dee nem sabia que era possível fazer aquilo com um morango, mas, seja lá o que ela fez, Didra decidiu que quer ser um morango na próxima vida, se tiver a chance.

– “Ai” de você se eu soubesse que tinha isso aqui…

Iris deu uma piscadinha para Dee que a deixou da cor do cabelo. Castiel revirou os olhos e Lysandre fez uma cara de quem não estava entendendo nada. Castiel terminou seu copo de whisky, serviu um copo para Lysandre e colocou a grossa e redonda tampa de vidro sobre a garrafa.

– Delicious… Parabéns, Lys.

– O mérito é muito mais do Jade do que meu. – Lysandre respondeu feliz por ter sua produção elogiada. – Você se lembra dele?

– The gardner?? Aquele que trabalhava na Sweety Amoris e tentava roubar a Violette do Dean?

– Ele mesmo, embora eu não possa confirmar essa segunda parte aí. – Lysandre riu um pouco e deu um gole da bebida. – Mas, em defesa dele, digo que ela passava mais tempo no clube de Jardinagem do que na Sala de Aula. Acho que isso é uma justificativa para ele ter “confundido os sinais”…

– Asshole… – Didra deu um tapinha no braço de Lysandre. – Vio is an angel! Não tem nada de “confundindo sinais”.

– Ele está me ajudando com a fazenda. Quando meus pais se foram, o velho administrador também se aposentou. – Lysandre disse. – Apesar dele me indicar alguns funcionários de confiança dele, como o próprio filho, um bom rapaz que trabalhou lá a vida toda, eu precisava de alguém que eu conhecesse.

“Então, lembrei desse rapaz que estudava botânica e trabalhava lá na escola. Achei que ele poderia me ajudar, então, ele começou o trabalho na fazenda e especializou-se em agronomia. Hoje ele cuida da administração dos funcionários e plantações, enquanto eu fico mais na parte financeira e nos negócios e, quando necessário, sujo as mãos na terra também.”

– I’m sorry for your parents…

– Isso foi a três anos. – Lysandre ajeitou uma mecha curta do cabelo de Dee atrás da orelha dela. – Eu já chorei o que eu tinha que chorar. Mas, obrigado.

– Lysandre, vamos indo. Está na hora. – Castiel pegou o copo vazio e colocou ele sobre a bandeja. – Tem certeza que não quer…?

– Sem ensaio? Você está maluco! Faz anos que não pratico. – Lysandre disse. – O palco é de vocês. Vejo você depois. Estarei no bar com a Rosalya e os amigos.

– Leva essa aí com você, porque eu preciso dessa outra sóbria e vestida pra continuar o show. – Castiel deixou a mão cair pesadamente sobre a cabeça de Iris, arrancando um “aii” dela. – Eu achando que o Julian me dava trabalho.

Lysandre riu e saiu do camarim com Castiel logo atrás dele, fazendo questão de deixar a porta aberta antes de ir. Didra despediu-se dos rapazes e virou-se para Iris.

– Então… o que você iria me dizer mesmo?

– Por que quando você está comigo você perde o sotaque? – Iris levou a mão até o rosto dela e acariciou a bochecha de Dee com o polegar. – Eu tô estudando mais o inglês para te entender melhor, sabia?

– Eu perco o sotaque? Não tinha percebido…

– Perde sim… – Iris sorriu e a trouxe para mais perto. – …eu ia dizer que não importa o que aconteça eu te amo e eu me odeio por isso! Eu tenho que me afastar de você, mas eu não consigo e isso tá acabando comigo. E, ao mesmo tempo, se você me deixar, eu morro… Não é justo com você e nem com o Raphael, mas por dentro… eu quero rasgar meu peito e tirar isso de mim… mas eu não posso…

– Não me dê esperanças…

– Não tire as minhas. – Iris e Didra tocaram as testas. – Não diga que vai sumir, que vai achar outra pessoa e pelo amor de Deus, não diga que está feliz pelo meu casamento… Não diga que vai torcer para que eu seja feliz com ele e que tenha muitos filhos pois seria o mesmo que me esfaquear no coração e girar a faca…

– Então, o que eu faço? Não posso tê-la e não posso deixá-la ir?

Iris sorriu e olhou Dee nos olhos. Ambas estavam prestes a chorar, mas nenhuma delas queria fazer isso. Era como um acordo silencioso delas que dizia que elas choravam demais. Tava na hora de parar. Então, segurariam aquelas lágrimas.

– Faz o que você faz de melhor…

TÚM TÚM TÚM

– Um minuto!! Vamos!! – alguém bateu com força na porta arrancando elas de seu momento e as jogando de volta a realidade. – Voltamos em um minuto!!

– Preciso ir… – Iris passou a mão nos olhos, correu até o espelho e viu se a maquiagem continuava no lugar. – Eu sinto muito jogar isso sobre você, mas…

Vruuumm… vruuumm…

– Is my phone… – Dee também limpou os olhos e tateou sem ver exatamente onde havia deixado o telefone e pegou um aparelho. – …provavelmente é Rosalya e… “Casa cheia. Bons negócios. N”

Iris empalideceu ao ouvir aquilo. Dee ficou olhando para ela. A conversa que ela ouviu na lanchonete voltou a sua mente como um raio.

– Esse é o meu, Dee. – ela estendeu a mão para pegar o aparelho. – O-obrigada…

– Who is “N”? De que negócios ele está falando? – Didra entregou o telefone e Iris rapidamente guardou o aparelho no bolso da bermuda. – What’s this mean, Iris?

– Tenho que ir… – ela saiu rapidamente do camarim, deixando Dee sozinha.

***

Didra saiu do camarim voltando para a multidão de fãs do Crowstorm que já havia começado a apresentação. O clipe rolava em um telão atrás da banda, enquanto eles tocavam. Iris parecia bater na bateria com mais força do que o de costume, como se quisesse mostrar a Castiel que estava bem e que não o deixaria na mão, apesar das doses de whisky.

O clipe mostrava um Castiel dirigindo um carro conversível vermelho em uma estrada nas montanhas onde se via o pôr do sol e uma linda praia, além do mar alaranjado dominando todo o horizonte. Castiel para o carro em frente a uma casa antiga com um ar de abandonada. Ele desce do carro e se perde por um tipo de jardim malcuidado com muitas folhas secas e amareladas.

Ele está sem camiseta e usando uma calça de cintura tão baixa que fazia Dee se perguntar se ele havia ou não depilado as “partes baixas” para fazer aquela filmagem. Então, ele encontra uma mulher vestindo uma roupa branca esvoaçante que contra a luz deixava suas curvas em evidência. Eles entram na casa e começam a fazer amor e, pelo visto, ficariam nisso até o final do clipe.

– Tem uma bela fotografia, não? – Lysandre estava junto de Alexy, Morgan e Rosalya. – Pelo menos a fotografia está boa…

– Eu gostar mais daqueles clipes dos anos 80 em que tinha uma história… Like a short movie… Como “Papa don’t preach” da Madonna.

– Sei como é… – Lysandre deu um gole de sua cerveja que bebia na garrafa de vidro verde escuro. – Eles levaram a minha letra muito literalmente para esse clipe… Mas, o que eu posso fazer?

Didra olhava por cima da multidão delirante procurando os cabelos louros rebeldes de Nathaniel. Estava escuro, cheio de fumaça e ela já tinha bebido um pouco mais do que o costume, então, parecia uma tarefa bem difícil. Precisaria de um lugar alto para…

– Lysandre… – Didra virou-se para o rapaz. – …eu já te pedi algum favor na vida?

Ele olhou para ela, olhou para o alto, olhou para ela novamente, deu um gole na cerveja.

– Creio que será a primeira vez… – ele respondeu para ela. – O que você precisa?

***

Iris esforçava-se para manter o ritmo da música. Batia com força e as mão suavam tanto que sua “aljava de baquetas” já estava vazia e, ela tinha certeza, que havia acertado alguém nos bastidores com umas das baquetas que voou de sua mão. Pediria desculpas depois. O importante naquele momento era manter o ritmo. Eram apenas três minutos de música, mas parecia que a música durava muito mais.

Quando o ritmo diminuiu e a guitarra dominou o ambiente, ela pode relaxar um pouco e precisava apenas dar uns toquinhos no prato e bater o bumbo com o pedal. Então, era um minuto que ela poderia respirar e aproveitar um pouco a visão da multidão agitada e curtindo a música e a bateria que ela estava tocando. Aquela energia do público é o que fazia valer a pena todo aquele cansaço e…

– Mas que…? – Iris espremeu os olhos para ter certeza do que estava vendo. – Dee?

Didra estava acima do nível do público, sentada no ombro de Lysandre (o que a deixava quase dois metros e meio de altura do chão), com as mãos levantadas quase batendo no teto do Snake Room. Ela olhava para os lados, fazia chifrinhos com os dedos e cantava ao a letra junto com Castiel. Então, de repente, ela começou a mexer-se e falou algo pra Lys que a “soltou” de costas sobre a galera. Iris riu da ousadia da amiga ao fazer aquilo (principalmente por fazer aquilo vestindo uma saia).

– Alright… keep your hands out of my ass… – Didra falava enquanto era carregada pela multidão. – To right… rightt… left now… esquerda… isso… keep… keep… alright… let me down… hands out…

Ela foi carregada para um canto afastado da multidão e ajeitou a saia ao pôr os pés no chão. Respirou fundo e gritou um “obrigada” ao público em geral e voltou a olhar para os lados. Lá estava ele. Do alto dos ombros de Lysandre ela conseguiu encontrar Nathaniel, em um canto afastado e pouco movimentado, conversando com alguns caras. Provavelmente eram compradores.

– Hora de fazer o que eu faço de melhor…

Didra falou para si mesma e foi em direção ao rapaz, passando por entre as pessoas que estavam mais afastadas da aglomeração e chegando até ele. Nathaniel ficou um pouco surpreso ao vê-la ali e os rapazes que estavam conversando com ele, ficaram assustados e se afastaram rapidamente daquele canto, guardando nos bolsos o dinheiro que seguravam nas mãos.

– Eu perdi alguma coisa? – o Bom Senso de Dee voltou ao seu “posto de trabalho”. – Putz…

Didra puxou Nathaniel do canto escuro e o levou para mais perto da pista de dança, pegando ele pelas mãos e tentando fazê-lo dançar. Nathaniel claramente estava confuso, olhando para os lados e para ela, sem saber o que fazer. Dee girou em torno de si e se abraçou com os braços de Nath, encostando nele de costas e rebolando de forma sexy esfregando-se nele.

– O que está acontecendo? – Nathaniel não sabia se dançava, se afastava ela, se ficava parado ou o quê. – Não me lembro de ter vendido nada pra você. Vendi?

– Idiot! – Dee sorriu para como ele nunca tinha visto antes. – Eu só achar que maybe você queira dançar umas “músicas de menininha” with me. Que tal?

– Eu… não tô entendendo…

Dee girou novamente e ficou de frente para ele, colocando as duas mãos no rosto do rapaz e o trazendo para mais perto. Ela lhe deu um beijo curto e rápido, terminando ele puxando de leve o lábio inferior dele com os dentes.

– I don't know how I can be more clear…

Nathaniel então resolveu que, mesmo não gostando de Crowstorm, dançaria com ela. Didra se mexia de forma sensual e passava as mãos pelo peito de Nathaniel, descendo pela cintura e chegando até a dar um apertão na bunda dele que pegou o rapaz de surpresa. Nathaniel não sabia o que dizer, então, ela pegou as mãos dele e colocou na cintura dela, enquanto ambos dançavam.

– Se não te conhecesse… – Nathaniel ousava descer um pouco as mãos, mas Dee rapidamente as colocava no lugar outra vez, provocando ele. – …diria que você está me revistando mais do que o segurança na porta…

– E ter algum coisa para eu achar… here…

– Ugh… – ele deu um pulo quando ela apertou uma área sensível e olhou para ele sorrindo maliciosamente enquanto mordia o lábio inferior. – …se estava procurando…

Ela deu mais uma volta e em um movimento rápido arrancou a jaqueta verde quadriculada dele e vestiu sobre os próprios ombros. Nathaniel insinuou que queria pegar de volta a jaqueta, mas ela passou a acariciar os bíceps do rapaz e apertar eles.

– Isso parece algum tipo de sonho… – Nathaniel falou. – É algo que eu sempre quis…

– E por que nós não vamos até o banheiro e eu te mostrar que isso is very real? – ela ficou na ponta dos pés para beijá-lo novamente. – E eu não revisto você um pouco mais?

Nathaniel não perdeu tempo e a envolveu nos braços e a acompanhou em direção ao banheiro feminino. Haviam alguns seguranças no caminho, mas eles conseguiram passar discretamente por eles, sem chamar a atenção. Por algum tipo de milagre (que Dee deduziu ser o fato do Crowstorm exibir um clipe inédito) não haviam as costumeiras filas para e entrar no banheiro feminino. O lugar estava assustadoramente vazio para ser um banheiro feminino de uma casa noturna. Para ela, aquilo funcionava bem naquele momento.

Dee virou Nathaniel para ela e o puxou para mais um beijo quando chegaram perto da porta do banheiro, segurando-o pelas alças da camiseta regata preta que ele usava e depois o soltou, separando os lábios deles e o empurrou para dentro do banheiro com força, a ponto dele ir parar na parede oposta, já desafivelando o cinto. Didra tirou dos ombros a blusa dele e a segurou em uma das mãos.

– Então… – ele disse já ofegante, com a calça praticamente na metade dos joelhos, exibindo sua cueca boxer preta. – …você vem ou não?

– It's for your good…

Em um movimento rápido, Dee avançou contra a maçaneta da porta e fechou com toa a força, fazendo um barulho alto o bastante para chamar a atenção dos seguranças da boate. Ela ainda conseguiu ver o momento que Nathaniel percebeu o que aconteceria a seguir e tentou correr para a porta, mas caiu no chão, tropeçando nas próprias calças, antes da porta fechar.

– TER UM CARA NO BANHEIRO DAS MULHERES!! HELPP!! HEELLPP!! – ela saiu correndo em direção aos dois seguranças que vinham para ver o motivo do barulho e os empurrou para a porta do banheiro. – THERE!! UM CARA LÁ DENTRO!!

Ela saiu correndo para a saída do Snake Room, mas ainda conseguiu ver Nathaniel saindo do banheiro (ainda com os cintos e o zíper abertos) sendo parado pelos seguranças, derrubado no chão e tendo as mãos imobilizadas, debatendo-se e gritando para eles o soltarem. Didra rapidamente pegou a jaqueta dele e começou a vasculhar os bolsos, retirando uma pequena sacola plástica amarrada com alguma coisa dentro que ela deduziu ser o “produto que ele venderia” naquela noite.

Lysandre, Rosalya, Alexy e os outros foram para o meio da multidão, ver o que estava acontecendo e até Castiel, de cima do palco, fez um sinal com a mão para que a banda parasse de tocar. Ele começou a falar no microfone para que todo ficassem calmos e que não se machucassem. Iris ainda conseguiu identificar a cabeça vermelha de Didra correndo para fora da boate.

Didra correu para fora, passando pela multidão que não tinham conseguido entrar e esperavam conseguir ver qualquer um dos músicos saindo. Eram quase três da manhã, então, ela precisava ir rápido para a faculdade. Entrou na frente de um casala que estava na porta de um táxi, sentou (“se jogou” para ser mais exato) no banco de trás, bateu a porta e jogou no banco da frente duas notas de $20.

– Anteros Academy… – Dee se ajeitou. – …faster you can!

O homem talvez não tenha entendido o que Dee disse ou o que estava acontecendo, mas ele entendeu “Anteros” e entendeu o dinheiro que caiu no banco da frente, então ele acelerou e rapidamente deixou um furioso casal de fãs do Crowstorm, Nathaniel e o Snake Room para trás.

***

A luz do sol bateu no rosto do Dee com tanta força que ela pensou que fosse um soco. Tentou esconder-se embaixo da coberta, mas não tinha mais jeito. Aquela luz tinha desintegrado o sono dela como se fosse um vampiro. Então, ela chutou o cobertor para o chão e ficou de olhos fechados com a barriga para cima na cama. Como ela tinha chegado lá? Só Deus sabe.

– Estão muio boas… – o resto do sono dela foi destruído pela voz de Yeleen. – …peguei uns morangos. Espero que não se importe.

– What? – Dee estava com dor de cabeça e com um gosto terrível na boca. Irlandês ou escocês, aquele whisky cobrou seu preço. – What you talkin bout…?

– Você chegou ontem e colocou essa cesta cheia de frutas aqui… com um cartão muito sofisticado de um tal de Lysandre. – Yeleen entregou o cartão de visitas de Lysandre. Algo que provavelmente ele usava para seus negócios. – Deixou elas aí e eu comi uns morangos. Estão deliciosos. Onde você comprou?

– Eu não comprar… Lysandre is a friend… a farmer… ele produz na fazenda dele…

– Você conhece um músico famoso e um fazendeiro? – Yeleen falou um pouco surpresa (e enciumada). – Vai me dizer que conhece um empresário milionário também?

Dee não respondeu. Cobriu os olhos novamente com a mão e os sujou com a maquiagem. Seu travesseiro também estava manchado de batom e rímel. Ela precisaria levar ele na lavanderia também. Ela tinha dormido com a roupa da balada. Levantou-se e foi em direção ao banheiro para primeiro lavar o rosto e escovar os dentes, antes que Yeleen falasse alguma coisa.

– Vai ter mais teatrinho na escola? – Yeleen agora estava com um cacho de uvas na mão. Ainda haviam pêssegos, maçãs e cerejas na cesta que, por enquanto, ela não tinha comido. – Mais alguns créditos?

– Do que você estar falando? – ela voltou do banheiro ainda com a escova de dentes na boca. – Que teatro?

Yeleen pegou o saco plástico branco que ela roubou de Nathaniel e tirou de lá um pequeno pacote de plástico transparente cheio de algo escuro dentro. Aquilo fez Didra empalidecer e abrir a boca balbuciando algo enquanto ela pensava em uma desculpa para estar com aquela quantidade absurda de…

– Do tempero! – ela jogou o saquinho para Dee. – Ou vai ter teatrinho ou você está traficando tempero para a cantina da faculdade!

Dee pegou a sacolinha no ar e cheirou. Era tempero. Cheirou outra vez para ter certeza. Orégano para ser mais precisa. Por que Nathaniel estava “traficando tempero”?

– This.. this is… Spice?

– “Quem controla do ‘tempero’ controla o universo”. – Yeleen disse. – Duna, de Frank Herbert.

– I know “Dune”… but… why? – ela cheirou outro saquinho. Era manjericão seco. – Isso é só tempero?

– É sim, Pablo Escobar do Master Chef! – Yeleen pegou a bolsa e foi em direção a saído do quarto. – O que você acha que era isso aí?

Didra voltou a deitar na cama e tapou os olhos com as mãos.

– I *ucked everything…

Continua…


Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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