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História Anteros - Capítulo 13


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Notas do Autor


Notas do Autor

Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 13 - Quarto 50


Dee poderia simplesmente abrir a internet no celular e olhar no mapa para onde estava indo. Poderia verificar a localização do endereço ou, de forma mais fácil, simplesmente perguntar para o motorista do táxi. Aquilo poderia ser até uma piada de mau gosto da Peggy que a mandou para um lugar aleatório, apenas pela brincadeira. Existiam várias possibilidades e Dee poderia simplesmente terminar a angustia que a acompanhou por todo o caminho com uma rápida pesquisa.


Mas, ela não queria.

Ela não queria chegar e ver um local que poderia ser uma coisa que a faria desprezar Iris pelo resto da vida. Ela não queria saber antes de chegar no local e prejulgar a garota. Na pior das hipóteses, poderia ser simplesmente a casa do tal noivo dela ou talvez a casa de outra pessoa que ela poderia estar enganando Raphael (e ela), e tudo ser ainda pior. E se fosse algo relacionado as atividades de Nathaniel…

Ela não queria pensar. Ela preferia chegar e…

– Senhorita… chegamos! Ficou $15.

Dee saiu de seus pensamentos ao ouvir a voz do taxista. Ela pagou o dinheiro que o rapaz cobrava e, ao sair do carro descobriu que, para seu alívio, era apenas um hospital. Claro, não era bom chegar a um hospital sem saber o que se estava procurando, mas, considerando que Iris estava trabalhando como enfermeira, chegar a um hospital era só um local que poderia ser considerado “normal” para ela.

Porém, ao pensar que Iris poderia vir até Paris para trabalhar e complementar a tal renda estranha que Peggy mostrou, deixou Dee preocupada. Afinal, não era uma viagem tão curta quanto ir até a Anteros ou ao tal pub no qual ela estava fazendo jornada dupla. Então, vir até Paris para trabalhar, depois de outros dois empregos e faculdade, seria uma rotina bem puxada.

Seja lá o que for, a resposta poderia estar no quarto 50.

Ela entrou no hospital e olhou em volta da recepção. Um local amplo, janelas enormes que deixavam a luz do sol entrar em abundância, cadeiras de couro estofadas em uma recepção altamente informatizada com totens e painéis e com uma aparência de ser um hospital bem caro, o que explicaria, talvez em partes, o salário de Iris caso ela estivesse trabalhando lá. Contudo, se estivesse lá, fingindo ser uma residente e, se por acaso, fosse descoberta, aquilo daria problemas para ela.

(não que ela não fosse ficar encrencada caso descobrissem a fraude no hospital da cidade, em Nantes, mas, ali, naquele mega hospital, Dee previu que os problemas seriam bem maiores)

– Pois não, senhorita?

Uma das moças da recepção chamou a atenção de Dee após perceber que ela estava ali a vários minutos parada e olhando para as paredes. Didra ajeitou-se e foi até a recepção, tirando o papel que Peggy lhe entregou e leu a anotação.

– Eu vou ao quarto 50, please!

A moça consultou o seu computador rapidamente, leu alguma informação e pegou um crachá de visitante da pilha.

– Parente ou amigo?

A pergunta acendeu em Dee uma luz de alerta. A resposta não era o que estaria no quarto 50 e sim “quem estaria lá”. Aquilo seria uma visita. Uma visita em um hospital. Alguns pontos automaticamente foram ligados na mente de Dee e a mente dela continuava trabalhando a mil. A moça da recepção ficou olhando para ela, esperando a resposta.

– Relative… parente. – Didra respondeu. – I’m came from America… recently.

– Nota-se. – ela sorriu com aquele sorriso de recepcionista que aparenta ser se importar. – Seus documentos, por favor.

A recepcionista mexeu em mais algumas teclas e pegou o documento, registrou a entrada e entregou o crachá de visitante para Dee, apontando a direção dos elevadores expressos que a levariam ao quinto andar. Dee agradeceu, passou as catracas e foi para os elevadores, apertou o botão o equipamento desceu rapidamente até ela. Em poucos segundos, já estava no andar indicado e não foi difícil descobrir o quarto de número 50.

A porta estava fechada e uma enfermeira aproximou-se de Dee com alguns papéis e uma prancheta nos braços. Elas foram até a porta e antes de abri-la, a enfermeira virou-se para Didra e a encarou de forma muito séria.

– Não te vi aqui antes, não é?

– I think not… eu achar que no. Vir do América recently.

– Sei. Bom, tem cinco minutos. - a enfermeira abriu a porta e deu espaço para Dee. – Por favor, tente não entrar em assuntos que causem fortes emoções e qualquer coisa, tem um botão ao lado do leito. Se precisar, é só chamar.

Didra entrou e a visão que ela teve de quem estava na cama faz sua garganta fechar, engasgada com o choro que estava pronto para sair. A enfermeira olhou feio para ela e estava pronta para puxá-la para fora do quarto pelo braço, mas Dee respirou fundo e acenou indicando que estava tudo bem.

O silêncio da cena só era cortada pelo bip que a máquina fazia de tempos em tempos, indicando alguma coisa que Dee não sabia o que queria dizer. Mas, não importava oque era exatamente a tal máquina, porque ela sabia que aquilo era um sinal fraco de que a vida da senhora Isabelle esvaia-se aos poucos. Didra ficou em silêncio por alguns minutos, apenas observando.

Isabelle tinha envelhecido muito mais do que apenas quatro anos. Estava magra, olhos fundos e a pele enrugada, com tubos conectados ao braço e ao nariz, a cabeça raspada e uma máscara que a ajudava a respirar. Parecia que estava dormindo, mas a respiração mais forte indicava que ela estava acordada. Talvez estivesse sofrendo, sentindo dor, mas não dava indícios disso.

– Iris…? – a voz fraca de Isabelle chamou a filha. – Iris, vem aqui?

– Ser eu, tia Isabelle… Didra. – Dee aproximou-se da cama. – Lembrar de mim?

Isabelle fez um esforço para abrir os olhos e deu um sorriso fraco, mas sincero ao ver Dee. Didra também sorriu, embora estivesse a ponto de chorar, então segurou a mão da senhora.

– Di… dra… – ela falava pausadamente e com dificuldade. – …você… voltou… é tão bom te ver…

– Oi, tia. Eu voltei… como você está?

– Uma droga… – Isabelle riu. – Mas, não importa. E você? A Iris te mandou aqui? Ela está trabalhando tanto… e eu não sei se ela está comendo direito. Ela tem se alimentado bem?

– Yes… A cantina da faculdade é muito boa! – Didra tentava segurar a vontade de chorar. Não aguentava ver a senhora Isabelle daquele jeito. – E ela está descansando agora… Depois… vamos estudar…

– Ela sempre teve dificuldade com a matemática, né? Eu vou falar com aquele professor… como ele chama… Falaize?

– Faraize… professor Faraize… – Didra respondeu. – But… aunt… tia Isabelle…

– O Thomas tem que ir para a aula de tênis e Kevin… ai o Kevin… acredita que ele não veio me ver ainda?

– Kevin? Oh… aunt… – agora ela não aguentou. – …eu vou dar um bronca nele…

– A faculdade toma tanto tempo dele… E agora a Iris tem que trabalhar naquele lugar… – Isabelle continuou. – …e eu tenho que cuidar dos filhos da senhora do apartamento 102. Ela trabalhará logo e não tem com quem deixar as crianças…

– Yeah… mas, você não estar…

– Só uma dor de cabeça e a Iris não me deixa sair daqui. – Isabelle riu um pouco. – Sabe, eu tenho que ajudar a Iris na escola, a fazer aquela peça de teatro de vocês… Ela está se esforçando tanto, sobre o que é mesmo a peça?

– Sleeping Beauty… A Bela Adormecida… eu fui a Bela… Nós fizemos a peça… foi incrível…

– Ah… Didra, eu não sei o que seria da Iris sem você… – Isabelle apertou a mão de Dee. – As notas dela melhoraram tanto… Você é uma garota muito especial…

Então a porta do quarto abriu e Iris, junto com a enfermeira, entraram. Iris ficou branca ao ver Dee lá e a enfermeira percebeu que havia algo errado. Isabelle sorriu ao ver Iris e acenou para que ela se aproximasse. Didra levantou da cadeira dos visitantes e deu um beijo na testa de Isabelle, então saiu do quarto, com a enfermeira logo atrás dela.

– Senhorita… você tem que me acompanhar. Ou eu chamarei um segurança…

– O que acontecer com ela? – Didra já estava chorando. – O que ela tem?

– Eu não posso dar essa informação a uma pessoa que não é um parente! – a enfermeira sacou do bolso um rádio. – Atenção… preciso de uma escolta no quinto andar…

– Enfermeira, espera… – Iris saiu do quarto apressada e parou ao lado da moça do hospital. – …tá tudo bem, ela é minha… minha… – a enfermeira olhou para Iris e depois para Dee. – …é complicado! Mas é uma amiga! Não precisa de segurança.

– Bom, tudo bem. Mas, não posso permitir mais visitas hoje. – a enfermeira respondeu. – Peço que vão para a recepção e evitem fazer barulho aqui.

A enfermeira saiu deixando ambas sozinhas. Iris ainda voltou a olhar para a porta fechada do quarto da mãe antes de virar-se para Dee.

– O que você está fazendo aqui?

Didra não respondeu, apenas abraçou Iris e chorou no ombro dela. A raiva diluiu com as lágrimas da amiga. Ela podia estar brava, mas sabia o quanto Didra gostava da mãe dela, da mesma forma que Iris tem grande carinha por Phillipe e Lúcia. Então, ambas ficaram ali, quietas, abraçadas, enquanto Dee chorava. O segurança que foi acionado chegou e pediu que ambas fossem até a recepção e a cafeteria.

***

Didra terminou sua água com açúcar e tentou acalmar-se enquanto Iris tomava um café. Ficaram em silêncio por muito tempo, até que Dee parou de chorar.

– O que acontecer com ela?

– Um câncer… um tumor… no cérebro… – Iris apontou para a própria cabeça. – Lá dentro… do tamanho de uma uva. Não dá pra operar…

– Ela falar sobre Kevin e sobre a Sweety Amoris… why?

– Ela mistura as memórias… quando tem memórias. – ela tomou mais um gole do café. – Tem dias que ela não lembra de mim… tem dias que estou na escola ainda… algumas vezes ela sabe que estou na faculdade… Outro dia ficou brava pelo que fiz com meu cabelo e perguntou o que você tinha achado…

– Você poder dizer que eu gostar… – Didra respondeu. – E que vai levar você para fazer um tatuagem.

– Aliás, você tirou o piercing do seu umbigo! Eu gostava dele!

– Yeah... but Rick no! – Didra, mencionando pela primeira vez as intimidades dela com o ex-namorado americano, fez uma cara de quem se arrependia da decisão. – E, sometimes, ele enroscar em pelos do peito dele e puxar… Não ser bom… Maybe eu fazer outro.

Iris riu da situação. Sentiu, no fundo do peito, uma ponta de ciúmes por ouvir Dee falando sobre seu outro namorado, mesmo quando ela tão friamente jogou seu noivado na cara dela. Iris não queria ouvir sobre o Rick ou sobre qualquer outro namorado dela na América. Queria socar eles, se possível. E ela sabia, mesmo sem nunca ter questionado, que Dee também se sentia assim.

– But, about aunt Isabelle…

– O tumor afeta a mente dela. – Iris tapou os olhos com a mão, como se quisesse se esconder das memórias. – Hoje, ela estava num bom dia. Tem dias que ela não lembra de nada. Não consegue articular frases, outros ela está tão mal e com tanta dor que apenas xinga e grita… E eu não aguento…

– This hospital… is very expansive… – Didra segurou a mão dela. – O quanto essa internação está custando?

– Nada…

– Como?

– Eu estava em Amsterdã quando Thomas me disse que a mamãe estava internada e eu voltei correndo para cá. – Iris respondeu. – Procurei a Rosalya, mas ela estava tão empolgada com sua nova vida com Leigh que nem me arrumou um canto para dormir. Alexy a mesma coisa. Eu tive que ficar na rua até conseguir um trabalho no mesmo pub que trabalhava no fim do colegial. Até conseguir um lugar pra ficar… E aí, eu pude ir ver a minha mãe…

– Iris… and… why you don’t call me? Por quê não me ligar?

Iris respondeu com um riso fungado e abaixou a cabeça.

– E oque você faria? Abandonaria sua escola lá nos EUA por minha causa? Não… Além disso, você precisava seguir em frente e eu também! Eu quis! Eu quis de verdade. Mas, não podia…

– Se você no estar pagando this hospital? Quem está?

– Meu… futuro sogro…

– Raphael’s father?

– Sim, o médico cirurgião famoso internacionalmente Donatello Le Sante!

– Donatello? Você estar me zoando

– Dá pra parar de pensar em Tartarugas Ninjas por um minuto!

– But, why? – Didra parou de rir e voltou a olhar ela seriamente. – Como você chegar a este cara?

– O senhor Le Sante é um cirurgião incrível e conhece uma técnica que ele faz um tipo de peração a laser. Algo caro e que não é todo mundo que consegue fazer… – Iris respondeu. – Ele topou fazer a cirurgia da minha mãe e custear tudo…

– E o que ele quer em troca?

Iris riu de nervoso. – Netos! Só isso…

– What?

– Netos e não netas! Alguém para “continuar o legado da família Le Sante”! – Iris empolou a voz imitando o sotaque britânico forte do sogro. – Então, eu topei me casar com o Raphael!

– Raphael saber disso?

– Não! Se ele souber, o Le Sante acionará na justiça todas as minhas dívidas! Me obrigará a pagar tudo o que devo para ele!

– Ele comprar você!

– Le Sante pagou minha entrada no curso de enfermagem na Anteros e mantém minhas mensalidades, para que eu me aproximasse do Raphael! – Iris tapou o rosto com as mãos. – E então, eu tô nessa situação…

– Se o Mrs. Le Sante paga tudo para você… Por quê você se envolver com os negócios do Nathaniel?

Iris encarou Dee com a boca aberta.

– Aquela mensagem no dia do show! – Didra continuou antes dela responder algo. – Nathaniel iria vender drugs dentro do Snake Room! E você estar com ele nisso?

– Não!!

– Então, por que ele te mandar um mensagens dizendo que a noite seria boa? – Didra falou novamente. – Por que ele te falar sobre isso? Ele iria te pagar por você colocar ele dentro do Snake Room com os drugs?

– Não! Não é nada disso!!

– I already know! – Didra mostrou os papéis que pegou com Peggy. – Você ganhar muito mais do que o possível com trabalho de enfermeira and… ter vários dívidas, empréstimos and seus outros cursos… Everything…

– Como você descobriu isso? Como você descobriu sobre esse lugar?

– If you wanna know… eu procurar Peggy! Ela descobrir isso for me!

– Minha nossa… quando te pedi ajuda… não era isso que eu queria. – Iris respondeu, um pouco nervosa e ansiosa. – Olha… eu não me envolvo com os negócios do Nathaniel! Não vendo isso!

– Então…?

– Eu forneço remédios para ele… E ele e os comparsas dele é que transformam isso em drogas!

– Remédios? Como assim?

– Remédios como aquele seu… Com morfina! – Iris disse baixo, olhando para os lados, para ver se alguém estava perto o bastante para ouvir. – Eu… “pego” uns frascos de comprimidos para ele. E ele me paga…

– Você ROUBAR?

As poucas pessoas na cantina pararam e olharam para elas e, depois de alguns segundos, seguiram suas vidas fazendo o que estavam e olhando para seus celulares. Iris colocou o dedo sobre os lábios e fez “sshhh” e Dee tapou a boca com as mãos.

– Eu não… roubo! Eu só… receito uns frascos a mais para alguns pacientes e tiro do estoque! – Iris respondeu com urgência na voz. – Entrego pra ele e depois não tenho mais nada a ver com o assunto!

– But, you are crazy!! – Dee falou entredentes com urgência também. – Why?

– Olha… eu só preciso de dinheiro para poder pagar por isso tudo e pela cirurgia! – Iris rebateu. – Se eu conseguir pagar tudo pro senhor Le Sante, eu posso simplesmente cancelar o noivado com o Raphael!

– Mas, você poder ser presa também!! – Didra falou. – O que você acha que vai acontecer quando o hospital descobrir os remédios faltando?

– Se ninguém se envolver no assunto, jogando o Nathaniel no banheiro feminino… Não vou ser presa! – ela bronqueou. – Por quê você se envolveu nisso? Já não bastou tomar tiros? Eles vão te matar!

– Vão matar você too! – Didra respondeu. – E vão matar o Nathaniel quando descobrirem que ele leva temperos para os lugares no lugar das drugs!

– Ele faz o que? Aí, mas que droga… – Iris suspirou fundo, olhou para o telefone e depois para Dee. – Eu preciso ir! Obrigada pelo tempo lá no seu quarto… sua colega não foi tão compreensiva quanto você estava pensando…

– Iris… Você não poder continuar isso! – Didra levantou-se e parou na frente dela. – Is dangerous… Nós podemos dar outro jeito…

– Minhas opções são casar e encher o senhor Le Sante de netos catarrentos ou sentar e assistir enquanto minha mãe morre… – Iris respondeu cínica. – Ou… podemos juntar o meu salário de garçonete num pub e o seu na cafeteria e aí pagamos tudo em… uns 200 anos! Desculpa, Dee… eu sei o que disse pra você naquele camarim, mas… desculpa… preciso ir.

Iris saiu. Deixou Dee na cafeteria do hospital. Didra ficou encarando as costas de Iris e não sabia oque fazer. Como ela poderia salvá-la daquela situação. Iris havia praticamente vendido a alma em troca da vida da mãe. A situação estava se repetindo. Uma pessoa que fazia o que estava desesperada para salvar quem amava e, com isso, envolvia-se com o que não devia. Era o Antoinne Farwell assombrando ela novamente. Mas Dee não podia permitir que Iris terminasse daquele jeito.

Ela sacou o celular e discou o número rapidamente. – Hi. We need to talk…

***

BLÁM

– QUIETOS!! QUIETOS!! MÃO NA CABEÇA!! NINGUÉM SE MEXE!!

Uma turma de policiais fortemente armados, usando coletes a prova de balas e capacetes protetores entraram no galpão no centro comercial da cidade, apontando suas armas e lanternas para cada canto com sombra e para cada mesa. Porém, o lugar estava vazio. Dean entrou por último e Cookie logo em seguida ao seu lado. O lugar estava vazio. Cada porta que os policiais abriam confirmavam isso.

– Merda! Chegamos tarde!! – Dean falou para si mesmo frustrado. – Revistem o local! Vasculhem tudo!

Mas não havia o que basculhar. O local estava limpo. Haviam restos de pó branco espalhado por longas mesas de alumínio, saquinhos plásticos, balanças de precisão e outras tranqueiras que eram usadas para embalar drogas, mas o lugar em si já estava abandonado. Foi deixado para trás só que não era importante ou pesado demais para ser carregado.

Cães farejadores eram acompanhados por policiais, cheirando os cantos e as coisas do galpão, mas não havia nada ali para ser encontrado.

– Detetive… não tem nada aqui… – um dos policiais aproximou-se de Dean. – Só lixo e sobras da operação. Eles não estão aqui há muito tempo!

Frustrado, Dean enxergou um pote plástico laranja no chão e o chutou para longe. Os policiais pegaram qualquer coisa que pudesse ser usado para uma futura investigação, como as balanças que poderiam fornecer informações sobre possíveis compradores, mas, na verdade, eles sabiam que aquilo havia sido um fracasso. E um fracasso que Dean teria de explicar para seus superiores.

– Au… au… au…

– O que foi Cookie? – Dean estava irritado demais para dar atenção ao cão. – Não preciso que você também me fale sobre o fato disso aqui ter sido uma grande perda de tempo e…

Cookie saiu correndo. Alguns dos policiais olharam para Dean e deram risadinhas discretas. Dean foi atrás do cão, seguindo ele até o lado de fora do galpão, nos fundos do lugar. Por um segundo, Dean até pensou que ele poderia ter encontrado alguma pista surpreendente que tiraria aquela operação do fundo do poço, mas, no final era apenas um monte dos mesmos potinhos alaranjados que ele acabou de chutar.

– Ah… muito obrigado! – Dean deu dois tapinhas na coxa, para que o cão andasse ao seu lado. – …eu tava mesmo querendo chutar mais coisas!

Cookie ignorou o comando e continuou cheirando os potes. Dean então parou e esperou o cão terminar. Após uns segundos, ele começou a latir e apontar para os potes, acertando alguns com a pata.

– O que foi, ein? Achou alguma coisa?

Havia ali, em meio a vários potinhos alaranjados com uma tapinha branca presa a eles e, entre eles, um pote diferente que chamou a atenção de Dean. Era o único que tinha uma etiqueta adesiva rasgada colada a ele. Dean pegou o pote, cheirou e viu que ele tinha o mesmo cheiro de remédio, igual aos outros, mas a etiqueta adesiva foi o que chamou a atenção dele. Apesar de rasgada, dava para ler parcialmente o nome escrito nela.

“...ra O’Connel”

– Droga… no que você se meteu?

***

Enquanto isso, na Anteros…

– Ai meu Deus… você está brincando comigo?

Ambre estava falando no telefone sentada em um dos bancos do Saguão de Entrada, esperando a hora da próxima aula. Os alunos andavam de um lado para o outro, correndo com seus materiais e anotações para a próxima aula. O período de provas estava chegando e todos os estudantes estavam nervosos com isso.

– Claro, eu posso fazer o desfile e as fotos para você Kim. Será incrível! – Ambre continuou sua conversa. – A gente se fala em breve, então…

– Com licença…

Ambre virou-se para o lado da voz que a chamava e ficou alguns segundos olhando para aquele homem. O nome, se ela estivesse correta era Zaidi. Ela já havia o isto pelos corredores da faculdade, mas, por ser um professor do curso de História da Arte (algo que ela não faria nem em um milhão de anos), não esperava que fosse ter qualquer contato com ele. Embora, olhando mais de perto, ele poderia ter com ela o contato que ele quisesse.

– Oi… tudo bom? – ela ficou um pouco nervosa. Vermelha como uma adolescente. Algo que nem quando era adolescente costumava sentir. – Pois não?

– Você é Ambre Collier, não é? – Rayan disse. – Meu nome é Rayan Zaidi. Sou professor aqui na Anteros. Prazer em conhecê-la.

– Obrigada… e em que posso ajudá-lo, professor? – Ambre apertou a mão dele. – eu faltei na sua aula? Devo algum trabalho?

– Infelizmente, você não é minha aluna… – Zaedi sorriu sedutoramente para ela. – Ou devo dizer, felizmente?

Continua…


Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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