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História Anteros - Capítulo 18


Escrita por:


Notas do Autor


Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 18 - Le Sante


O dia e a noite que elas passaram na delegacia prestando depoimentos, assinando papéis, olhando fotos de suspeitos e resolvendo todos os protocolos possíveis e imagináveis (Dee inclusive se tornou uma subcelebridade dentro da delegacia enquanto contava aos colegas de Dean as histórias mais embaraçosas e constrangedoras que pudesse lembrar da juventude do irmão) para aquela situação no hospital não foi fácil, mas elas sobreviveram.

Porém, terminada a sessão de burocracia policial Dee e Iris seguiram de volta para o campus da faculdade Anteros e caíram na cama sem nem pensar em mais nada, exceto dormir. Pouco mais de duas horas de sono depois, Iris levantou e resolveu que iria para o próprio quarto antes que Yeleen chegasse e tivesse um surto psicótico por ter uma outra pessoa lá.

Dee dormiu mais um pouco e, por volta das 4 da manhã, tomou um banho rápido e colocou seu pijama para voltar a dormir por mais algumas horas. Mas isso não durou muito, já que a luz do quarto acessa e o barulho frenético de Yeleen circulando pelo quarto não a deixava relaxar o bastante para voltar ao seu merecido descanso. Vídeos em volume alto, barulho de alguma coisa batendo de um lado para o outro e o constante arrastar da cadeira tirou o sono dela.

– What you doing…? – a voz mole de sono fez Dee pensar se ela falou claro o bastante para ser compreendido por um ser humano, então resolveu repetir. – O que você… tá… fazendo…?

– Estudando. Estudando. Algo que você deveria fazer, se quiser manter suas notas perfeitas! – Yeleen respondeu ríspida. – Preciso estudar e me esforçar. A escola depende de mim.

– Não tanto a ponto de me acordar sábado de manhã… – irritada, Dee esticou o braço pegou o telefone celular para ver as horas. Eram cinco e meia. – Você poder, por favor, estudar mais baixo?

Yeleen a ignorou e continuou fazendo seu barulho. Dee forçou a cabeça para olhar para a colega de quarto e ficou até espantada com o número de coisas que ela estava fazendo simultaneamente. Tinham duas videoaulas na tela do notebook sendo exibidas ao mesmo tempo, alguns livros abertos e várias anotações espalhadas pelas escrivaninha, enquanto ela passava os olhos freneticamente por cima de tudo.

– Você estar vendo dois aulas? – Dee levantou-se já que o sono tinha resolvido abandoná-la. – Não ser melhor ver um por vez?

– Não te interessa…

– O que o cara da aula 1 acabar de falar?

– Ele falou sobre… sobre… ele disse que… ah… não importa! Me deixa em paz!

– Você não estar ouvindo. Não estar prestar atenção em nothing… – Didra pegou um dos livros. – Você não aprender nothing assim!

– Dá pra ficar quieta? Não consigo me concentrar! – Yeleen pegou o livro da mão de Dee com violência. – Nem todo mundo nasceu um gênio, tá!

– Você não conseguir concentrar em todos esses coisas tudo junto… same time… – Didra foi mais perto para ver oque ela estava lendo. – Vai ter surrealism na prova? Nós vimos isso no começo do ano, no?

– EU NÃO SEI! MAS VOU ESTUDAR! – Yeleen olhou furiosa para Dee. Seus olhos estavam fundos com linhas vermelhas como pequenas teias de aranha cobrindo toda a parte branca, além de olheiras profundas e a pele do rosto parecia pálida. – Eu vou estudar tudo isso aqui. Você tem alguma coisa contra? Tá com medo de eu superar você??

– No… i don’t… poder superar-me quando você quiser… – Dee ergueu as mãos se rendendo e voltando para a cama, mas, antes de deitar novamente, uma coisa chamou sua atenção. – O que acontecer com seu braço?

Yeleen olhou para os braços e rapidamente baixou a manga da blusa escondendo os vários machucados na altura da parte interna do cotovelo e olhou feio para Dee, como se ela estivesse se metendo em algo muito íntimo. Pareciam vários pontos pequenos e vermelhos, repetidos em um único lugar, várias vezes e se juntavam em um grande machucado que ficava cada vez mais feio conforme ela repetia o processo.

– Eu fui doar sangue, só isso! São machucados de doação de sangue! – Yeleen disse. – Valem créditos extras!

– E sobrar sangue em você depois desses doações todas? – Dee olhou desconfiada para a garota. – Com seu tamanho, duas bolsinhas daquela secam você! Whatever… eu não vou dormir mais mesmo…

– Pode dormir! – Yeleen fechou o notebook com mais força do que o recomendado e recolheu os livros e anotações. – Durma bastante! Eu vou estudar e… e… estudar! – Yeleen parecia com raiva e o olho tremia, como se ela estivesse extremamente agitada ou tomado muito café durante a noite. – Eu não vou perder pra você…

– Mas, eu não estar competindo…

Yeleen foi direto para a porta e a abriu com força, dando de cara com Iris com a mão no ar, pronta para bater a porta. Yeleen olhou feio para a ruiva e Iris deu um sorriso sem jeito.

– B-bom dia, Yeleen! – Iris não sabia o que dizer, então começou com o básico. – A Dee tá aí?

Yeleen rosnou e passou por Iris batendo nela com o ombro. A ruiva ficou olhando enquanto a garota sumia pelas escadas sem entender nada. Ela olhou para Dee e apontou para fora, indicando o caminho que Yeleen acabara de fazer, e Didra, em resposta, apenas deu de ombros e convidou Iris para entrar, fechando a porta logo em seguida.

– Gente… que bicho mordeu a Yeleen logo cedo?

– Not me!

– Talvez se tivesse dado uma boa mordida, ela não estivesse assim… – Iris riu da cara que Dee fez ao ouvir o comentário. – Se é que você me entende.

– Vamos reciclar piadas agora? – Dee caiu na cama novamente. – So… se você voltar assim cedo, por que não passar o noite? To what do I owe the honor?

– Preciso de sua ajuda… – Iris olhou em volta, como se procurasse alguém que pudesse ouvir a conversa delas. – Me responde com sinceridade… você toma algum tipo de anticoncepcional?

– I feel i will need a coffee before this conversation… – Didra levantou da cama e pegou a calça jeans que estava no chão. – Por que esse pergunta logo cedo em um sábado?

– Eu acho que você sabe o motivo, mas… bom, o senhor Le Sante quer um neto e… apesar do pouco interesse do Raphael no assunto, de vez em quando, alguma coisa acontece, entende?

– Argh… Spare me from the details… Então… ele quer um teste seu? – Dee soltou a calça novamente e voltou a sentar-se na cama. – E você não não poder fazer o teste?

– Ele não pode descobrir que eu tomo anticoncepcionais ou eu estou frita por causa do acordo. – Iris respondeu abrindo a bolsa e pegando um pote plástico. – Então eu pensei: “quem eu já disse pra ficar fora do assunto, mas insiste em arriscar a vida por causa disso e pode me ajudar?”… e aí?

– Eu não tomar nada disso desde que voltar… Eu costumava tomar… porque eu ter um boyfriend… – Didra parou para pensar e calcular o tempo sem as pílulas e do mal estar que sentia ao tomá-las. – Não ter problema? Ele não testar DNA e descobrir não ser seu?

– Não acho que ele seja tão paranoico a esse ponto… Então? Me ajuda?

Dee pegou o potinho e foi em direção ao banheiro. Iris sorriu e agradeceu, então foi até a porta fechada e encostou no batente.

– E então… você nunca me falou muito desse seu ex… como era? Sabe… naqueles momentos?

– Muito físico! Ele era legal… era atleta… bolsa de football, you know? – Didra respondeu de dentro do banheiro. – But… eu acho que ele se esforçava. E mesmo assim, eu ainda… sentia falta de algo mais sentimental… E aí eu arrumar uma girlfriend…

– Você traia o seu namorado com uma garota? – Iris ficou surpresa. – Como assim? Eu não esperava essa de você!

– Oh… Come on, how much drama! Falar o garota que dar banho na paciente with your boobs! – Dee respondeu. – Eu não me orgulhar disso, but… Eu não ter desculpa! Eu ser um pessoa horrível!

– Tá, não tenho nada a ver com isso mesmo! Não vou ficar te julgando, mas saiba que eu não perdoo traições! – Iris respondeu. – Se eu descobrir que você me traiu na época da escola… E essa garota? Como ela era?

– Nice too… chamar Pryia. Indiana. Estudava para ser advogada. Também não queria compromisso e deu bem certo… E você? Suas viagens? O que aconteceu nelas?

– Algumas coisas… Pegava caronas, trabalhava onde conseguisse um emprego e pagava minhas contas… – Iris deu de ombros. – Às vezes eu pensava se não conseguiria uma carona até os Estados Unidos, mas… não sabia o que aconteceria se chegasse lá e te encontrasse com dois namoros.

– Iris…

– Ei? E a puguinha? Como está? Notícias dela?

– Já estar em casa e Dean dizer que ela estar alright! Nossa aventura não a fez perder o sono ou a fome! – Dee respondeu rindo. – Mas, parece que Dean quer que ela vá pra casa dos meus pais fora da cidade.

– Faz sentido, afinal, depois de tudo o que aconteceu. Seus pais chegam quando? E os pais da Lety?

– Meus pais chegar amanhã e os pais dela ser divorced, como os seus… mas, a senhora Davis vai vir também. Ser primeiro neta dela, já que Lety ser única filha.

– Já escolheram um nome?

– Ser Victoria! But, eu preferir Puguinha… Lety não gostou da sugestão! Eu não saber o motivo. – Dee riu sozinha dentro do banheiro. – Hã… Iris… eu posso dizer algo?

– Claro!

– Eu precisar de um pouco de privacidade… Não estar conseguindo.

– AH… desculpa! – Iris afastou-se rapidamente da porta do banheiro, mas voltou em seguida. – Antes de mais nada… tem planos pra essa noite?

– Try to pee?

– É sério… eu queria te chamar pra sair… – Iris respondeu. – Só eu, você…

O rumo daquela conversa estava deixando Dee mais animada.

– …o Raphael, a irmã dele, metade da família dele e quem você quiser chamar pra te acompanhar!

Silêncio. Dee não respondeu. Iris parou para ouvir se ela emitia algum som, mas nada aconteceu por alguns segundos. Então uma fresta da porta abriu só para revelar a cara de injuriada de Didra. Iris deu um sorriso amarelo e sem jeito para ela, murmurando um “por favor”.

– What?

– É o aniversário da irmã dele e querem que eu vá! Querem que eu conheça o resto da família dele e tudo mais… Eu não vou conseguir fazer isso sozinha! Por favor…

– Your pee… – Didra colocou a mão segurando o potinho cheio para fora do banheiro. – Take it…

– Eu não vou pegar nisso! – ela pegou na bolsa um saquinho plástico e abriu ele com as pontas dos dedos. – Tapa bem e coloca aqui! Obrigada!

Dee depositou o potinho no saco plástico que a ruiva segurava, porta fechou novamente e, depois de alguns segundos, ela saiu do banheiro encarando Iris sem acreditar exatamente no que estava ouvindo. Iris falava baixinho “porfavorporfavorporfavorporfavor...” com as mãos juntas.

– Você saber que isso me faz sofrer, né? Is like you… pisar in my hearth… – Didra apertou o pé no chão como se estivesse esmagando algo com o pé. – …como se fosse um barata… You know it?

– Ah, por favor… Eu preciso de ajuda agora! – Iris respondeu com uma voz chorosa. – Quando eu não peço pra você se envolver, você vai lá e toma tiros ou é quase sequestrada… Agora eu só preciso que você coloque um vestido e apareça em um local pra uma festa! Me ajuda dessa vez!

Dee respirou fundo e se rendeu. – Long dress? Casual?

Iris pulou no pescoço de Dee e lhe deu um beijo em agradecimento. Didra só retribuiu o beijo e a soltou do abraço sem muita empolgação. A ruiva abriu sua bolsa e entregou um convite branco com detalhes dourados, com letras elegantes escrito o nome da irmã de Raphael que completaria 18 anos, April Le Sante.

– April? Are you serius?

– Ah não começa!! – Iris respondeu brava. – Ela é uma graça! Você vai adorar ela! E então? A gente se vê hoje a noite?

– Eu tinha tantos vestidos quando era mais nova… tinha um tão lindo que ganhei de um cupido por ajudar a formar casais com as flechas em um Dia dos Namorados… – Dee foi até o armário para ver oque tinha para usar. – E um que ganhei quando visitei um vampiro anos atrás… Ele me morder, mas o vestido valeu a pena…

– Conhecendo sua tia, eu não duvido de nada disso que você disse…

– But, now… i had nothing to wear… – Didra fechou o armário. – Let me see… – ela bateu à porta do armário. – Leigh… você tá aí?

– Com quem você está falando? – Iris olhou para Dee e para o armário. – Por que o Leigh estaria aí no seu armário?

– Para vender roupas, é claro! – Dee abriu a porta e lá estava Leigh, segurando dois vestidos pendurados em cabides, com a etiqueta de preço bem grande a mostra. – A Dee é minha melhor cliente… Então, eu faço esse trabalho de entrega pessoalmente.

– Dentro do armário?? – Iris ficou surpresa com a visão do rapaz ali. – Mas… como? Quando…?

Leigh deu de ombros para Iris e voltou a mostrar os vestidos para Dee com um sorriso simpático de vendedor. Ela olhou para os trajes, olhou para Iris, pegou um dos vestidos e mostrou para ela. Iris aparentemente não gostou. Pegou o outro, colocou sobre o corpo e a ruiva parecia mais satisfeita. Aquele era o certo. Ela entregou o vestido rejeitado de volta para Leigh e colocou o escolhido em cima da cama, pegou sua carteira e entregou o valor de $150 para Leigh e então fechou a porta do armário.

– Você vai deixar o Leigh fechado aí? – Iris apontou para o armário sem entender o que acontecia. – Ele não tem que voltar pra loja?

– Ele volta. Não se preocupe! – Dee respondeu dando de ombros. – Vou dar um volta pelo campus e ver se consigo uns sapatos novos. Quer vir?

– E como você vai achar sapatos no campus?

– Vou procurar minha tia ou maybe um cupcake voador! – ela vestiu uma calça jeans e uns tênis, pegou a chave do quarto e foi até a porta do quarto. – Você vem?

Sem entender nada, Iris deu de ombros e acompanhou Dee para fora do dormitório. Ela sabia que a amiga era estranha em muitos sentidos e que muita coisa estranha aconteceu com ela durante o ensino médio, mas ver o vendedor da loja dentro do armário e encontrar roupas dentro de cupcakes que são arremessados no ar… aquilo passava um pouco dos limites.

***

– Eu realmente não esperava que você me convidasse para uma festa chique assim, Dee! Estou até emocionada!

Dee entregou seu convite na porta do salão de festas de um luxuoso condomínio de apartamentos da cidade. A recepcionista olhou para ela e para sua acompanhante, Melody, com um pouco de desdém, mas devolveu o envelope e permitiu a entrada delas. O salão era aconchegante e íntimo, decorado com algumas luzes e cortinas brancas, além de alguns poucos balões dourados e uma mesa com taças e garrafas de champagne fino, além de alguns doces e um bolo grande de glacê cor-de-rosa.

Naquela noite, Didra usava um vestido preto cujo o tecido cruzava em frente ao peito e enrolava na cintura como um cinto, deixando uma fenda na perna que subia alto na coxa, quase chegando a altura da calcinha. Melody também usava um elegante vestido até a metade da coxa, com os ombros expostos e levava uma bolsa de mão com brilhos.

– Aliás, adorei seu sapato! – Melody disse para Dee, enquanto segurava o braço dela. – Onde você comprou?

– Bem que eu querer saber… – Dee olhou de relance para os próprios pés admirando os próprios sapatos. – Ganhei da minha tia que estava escondida no banheiro da faculdade!

– Sua tia continua indo levar coisas pra você?

– Você sabia que a minha tia ia na escola?

– Tentei uma ou duas vezes dizer a ela que era inadequado invadir a escola, mas ela parecia estar em um mundo próprio… na mente dela… – Melody deu de ombros. – Então, como ela era inofensiva, resolvi deixar para lá… Aliás, sem ofensas, sua tia já foi a um médico ou coisa assim?

– Ela faria o médico pensar que era um sátiro, centauro ou somenthing like that… – Didra deu uma risada discreta. – Melhor não mexer com o que estar quieto.

– Olhe ali… é a Iris e… o enfermeiro da escola? – Melody apontou para um grupo de pessoas. – Vamos lá falar com eles?

– Oh… Melody, i’m sorry… Eu esperar que você não se sentir mal por esse… – Dee virou-se para a acompanhante antes de seguir até o grupo. – You know… me and Iris…

– Você é minha amiga e me chamou pra uma festa chique. Eu estava mesmo precisando sair “da toca”… – Melody sorriu e acenou com a mão indicando que estava tudo bem. – …aparentemente eu estou mais preocupada com as coisas da faculdade do que o próprio professor Zaedi! Então, se ele não liga, porque eu vou me preocupar tanto?

– Rayan e Ambre aproximar muita rápido, no? Strange…

– todo aquele papo de arte, sensibilidade e paixão eram só fachada… só mais um “tiozão” atrás de uma “gatinha”… E se a gatinha ainda é modelo, melhor ainda!

– Você parecer muito chateada com isso.

– Eu? Tá brincando! – Melody ficou um pouco vermelha. – Só espero que ele não tente passar a minha função para a Ambre! O dinheiro que ganho lá é oque me mantêm no alojamento da faculdade!

Didra e Melody aproximaram-se do grupo de pessoas que conversavam com Iris. Ela percebeu a aproximação de Dee e deu um toque leve no braço de Raphael. Iris parecia outra pessoa. Cabelo preso em um coque no alto da cabeça, vestido branco de alças sem decote e com uma echarpe semi-transparente sobre os ombros. Mais discreta e contida, como se estivesse em uma jaula, segurando aquela energia e o sorriso tão característico dela.

Talvez a presença de Donatello Le Sante fosse o motivo disso. Dava pra sentir a pressão que ele fazia sobre a garota. Observando cada passo dela, medindo e avaliando cada gesto e sorriso, mentalmente dando uma nota e anotando o que ele diria que ela deveria mudar ou corrigir para se tornar a “esposa perfeita”. Se não fosse tão odioso o que ele estava fazendo com Iris, Dee até poderia achá-lo um senhor bem bonito.

Uma aparência irritantemente perfeita, como a daquelas estátuas renascentistas (que Dee tinha que estudar) com traços duros e másculos, boca firme, barba aparada com capricho e um nariz estilo romano que parecia ter sido encaixado ali após horas de testes para ver qual ficaria melhor, além da pele que parecia ausente de poros como uma foto tratada no photoshop e um cabelo grisalho penteado para trás e um óculos dourado que dava a ele um ar de intelectual.

“Perfeito demais” para os padrões humanos. “Se o Raphael ficar assim quando envelhecer, a concorrência será até desleal”, Dee pensou. O casal aproximou-se e Melody endireitou a coluna, como se fosse falar com alguma autoridade política ou parte da realeza. Dee, por outro lado, apenas sorriu por ver o rapaz que havia cuidado dela quando ela tinha sido atacada. Por um momento, sentiu-se mal por querer roubar Iris dele.

– Rapha, essas são as minhas amigas desde a época do colégio… – Iris indicou as garotas. – Melody e Didra. Acho que você já as conhece!

– Claro… A assistente do Rayan. – ele apertou a mão de Melody. – E a minha paciente regular. Como vai? Longe de facas e tiros, eu espero!

– O máximo que eu poder evitar! – Didra respondeu apertando a mão do rapaz. – Mas, eu ainda não ser rápida demais para evitar tiros…

– E nem tem peito de aço, supergirl! – Iris falou, com um leve tom de bronca na voz. – Então, tente ficar longe de encrencas.

– Eu tentar, mas encrencas me convidar!

– Então, vocês conhecem a Iris desde de a escola? Me digam, como ela era na época da escola?

– Uma das melhores alunas em artes, mas tinha alguns problemas com história e matemática. – Melody respondeu. – Algumas vezes foi encaminhada para a diretoria por não prestar atenção na aula, mas nunca houve nenhum demérito para ela e a ajuda no teatro também rendeu alguns créditos extras. Suas notas, em geral, ficavam entre 6 e 8, exceto pelo 4 que ela teve no segundo ano em física, mas no geral, ela era uma das alunas mais aplicadas da turma.

Dee, Iris e Raphael ficaram olhado para Melody por alguns segundos após ela terminar de falar.

– Uau.. Isso foi muito… – Raphael ficou alguns segundos em silêncio, procurando as palavras. – …especifico!

– Melody era a representante da nossa sala, junto com o outro colega, Nathaniel, por isso ela sabe tanto da minha vida escolar. – Iris respondeu um pouco sem graça. – Mas, além das minhas notas, acho que a gente não precisa mais falar sobre a minha vida na época da escola, né?

– Iris era a única que conversar com os dois lados da escola… – Didra respondeu antes que Melody pudesse dizer mais alguma coisa. – Haver um… briga entre dois alunos populares e o maioria dos students ficar de um lado ou outro, exceto Iris. Ela ser amiga de todos.

– É verdade… Iris é uma pessoa bondosa. – Raphael falou e aproximou a mão de Iris dos lábios e deu um beijo suave. – Acho que não poderia ter tido mais sorte em encontrá-la no curso de enfermagem.

– Raphael, para com isso… Tá me encabulando!

– O que? Não posso elogiar você para suas amigas? Eu tenho certeza que elas sabem a pessoa maravilhosa que você é! – Raphael respondeu sorrindo. – Não acreditam no tanto de coisa que ela me mostrou e me mudou minha vida. Eu era uma pessoa reclusa e ficava fechado no ambulatório da faculdade.

– Pois é, Batman… tirei você da caverna!

Raphael continuava falando o quão Iris era perfeita e o quanto ele estava apaixonado por ela. Didra teve que se segurar para não dar um soco nele e puxar Iris para longe dali. Dee tinha muito carinho por Iris, mas Raphael poderia dar a ela um bom futuro e ainda cuidar da senhora Isabella. Parecia que Dee estava em desvantagem naquele ponto.

– Ser uma conciliadora é bom na sua carreira. Ajuda com parentes de pacientes discutindo com médicos. – Raphael olhou para Iris e segurou sua mão com afeto. – E esses alunos populares? Geralmente a popularidade na escola é só uma fase e que no futuro não faz muita diferença.

– Um deles está bem até… Tem uma banda que está fazendo um sucesso considerável. – Melody disse. – O nome da banda “urubustorm” ou coisa assim…

– Crowstorm! – a voz não muito feliz de Castiel veio de trás delas. – Fizemos um trabalho de marketing bem intenso em cima do nosso nome e marca. Não deve ser difícil lembrar dele!

– Você estar aqui também?

Castiel aproveitou que um garçom passava perto deles com taças cheias de champagne e serviu-se de uma. Raphael acenou para o rapaz com a bandeja e ele parou próximo ao grupo, deixando que todos pegassem uma taça. Melody olhou um pouco desconfiada para o copo, afinal, nunca gostou muito de bebidas alcoólicas, mas acabou se rendendo. Uma taça de champagne não fazia mal.

– Pode parecer arrogância da minha parte, mas eu sou o presente! – Castiel respondeu rindo. – Vim tocar na festa da senhorita April. Aparentemente o Crowstorm atinge todas as esferas sociais da cidade…

– Não seja assim, senhor Castiel. – o rapaz até ergueu uma sobrancelha ao ouvir o “senhor” na frente de seu nome, mas Raphael não pareceu perceber isso, afinal, para ele era algo cotidiano. – Minha irmã é uma grande fã sua e eu tive a sorte de encontrar você na faculdade. Obrigado por ter aceitado.

– Claro, mas, tenho um problema… vou precisar da Iris para tocar comigo, afinal, meu baterista ainda está se recuperando de uma lesão nos pulsos. – Castiel assumiu aquele tom mais sério que usava quando tratava de negócios. – Sei que seu pai não acha “adequado”, mas é isso ou eu terei de dispensar a banda e, se você quiser, fazer um acústico…

– Bom, não cabe a mim decidir isso… – Raphael virou-se para Iris. – E então, o que acha? Pode tocar?

– Se fizermos o mesmo repertório do último show, ainda lembro como bater em uns pratos. – Iris soltou o braço de Raphael e foi em direção ao palco. – Vou me preparar e vestir algo por baixo desse vestido, com licença.

– Bom, e eu falarei com meu pai sobre essa mudança de planos e tentar domá-lo. – Raphael terminou sua champagne e colocou sobre a bandeja de um garçom que passava por perto. – Ele não negará isso para a April, mas é bom avisá-lo.

Castiel, Didra e Melody despediram-se de Raphael e terminaram suas taças de champagne.

– Você me dá licença pra falar com a Didra um minuto…

– Eu sou a acompanhante dela, se vai falar algo, eu posso ouvir. – Melody, sentindo-se um pouco ofendida, respondeu. – Afinal, não temos segredos como amigas. Nós até já… é… compartilhamos o vestiário juntas!

– Na época da escola eu compartilhava o vestiário com o seu namoradinho, mas eu tô bem longe de ser amigo dele! – Castiel respondeu sarcástico. – Agora cai fora, vai…

Melody olhou feio para o rapaz mas resolveu sair e foi procurar outro garçom que estivesse munido de taças de champagne. Castiel esperou que ela estivesse longe o bastante e encarou Didra bravo. Dee fingiu que não viu os olhos cinzentos do rapaz sobre ela e passou a admirar os próprios sapatos que se tornaram extremamente interessantes.

– What??? What you looking for??

– O que você está fazendo? Vai mesmo deixar a Iris com um cara desse? – Castiel respondeu irritado. – Achei que você gostava dela? Achei que você casaria com ela.

– Raphael is a nice guy… E eu e ela terminar na época da escola.

– Você acha que eu acredito que vocês deixaram de se gostar? Eu vejo como você fica encarando ela e sei bem oque vocês fizeram no camarim! – Castiel respondeu. – Qual é a dela com esse cara?

– Ela está com problemas e ele pode ajudar! E eu não! Você saber sobre a mãe dela, no?

– Sei! Eu tô tentando ajudar ela a se manter com o que ela ganha na banda. – Castiel coçou a cabeça um pouco encabulado. – A verdade é que poderia contratar um baterista substituto melhor e mais barato, mas faço isso por ela pela amizade…

– Eu agradeço você por isso!

– Não me agradeça. Tira ela dessa encrenca que já está bem pago! E tira ela de perto do Nathaniel, pois ele é só problemas!

– Isso ser um “trabalho em andamento”. Eu estar dando uma jeito nesse!

– Trazendo a Melody pra festa? – Castiel riu da situação. – Não estou vendo como esse seu “trabalho em andamento” pode estar funcionando, mas eu espero que tudo dê certo!

A conversa foi interrompida por uma bonita moça loira, visivelmente extasiada, que aproximou-se do Castiel segurando um celular. O ruivo saiu de seu “modo business” e entrou no “modo rock star”, abrindo aquele sorriso cafajeste que Dee conhecia desde a escola. Será que ele estava ensaiando todos esses anos para um momento como esse? Se foi ou não, funcionou bem pois os olhos da moça brilharam como se elas estivesse vendo algum tipo de divindade encarnada.

Era April. A irmã de Raphael. Uma moça de 18 anos, com longos cabelos loiros presos em um elegante rabo de cavalo e olhos azuis, usando um vestido branco do tipo usado em festa de debutantes, além de brincos de pedras brilhantes e um colar com um pingente em forma de coração de rubi que provavelmente custou mais caro do que os três anos de Dee em Yale.

– Você é a April, não é? – a moça respondeu com um aceno positivo de cabeça e, se ela falou algo, o som da voz não saiu. – Feliz aniversário e muitas felicidades. Obrigado por ter me convidado, espero que goste do show.

Ela respondeu como se fosse um recém-nascido balbuciando alguma coisa enquanto observava Castiel. Dee  deu uma risadinha enquanto levava a taça de champagne aos lábios mais uma vez. O rapaz pegou o celular dela e a abraçou, puxando-a para mais perto, colocando a bochecha dela com a dele para tirar uma selfie.

– Três… dois… – e antes do “um”, Castiel virou o rosto e deu um beijo na bochecha dela, surpreendendo a menina e a deixando sem reação. – …pronto! Ficou muito boa!

Se “muito boa” ele quis dizer que deixou a garota com os olhos esbugalhados e a boca aberta como se fosse um peixe fora da água, a foto tinha ficado excelente. Depois ele tirou outra foto com ela, agora permitindo que a menina sorrisse e se preparasse antes do clique.

– Bom, agora eu vou me preparar para a apresentação. – Castiel devolveu o celular dela. – Tem alguma música em especial que você quer que eu dedique para você?

Ela deve ter respondido alguma coisa, mas Dee realmente não conseguiu entender oque ela disse de tão nervosa que a menina estava. Castiel deu uma piscadinha e foi em direção ao palco, onde os amigos dele e músicos do Crowstorm, Zachary e Gabin (Dee tinha quase certeza que foram outros músicos com ele no show do Snake Room), além de Iris.

Castiel subiu no palco, pegou o microfone, apresentou-se e já começou a cantar. Iris começou seu show batendo rapidamente com as baquetas da esquerda para a direita e terminando com uma pancada forte no prato. Os convidados aproximaram-se do palco e começaram a cantar, pulando e filmando com seus celulares. Os mais velhos torceram o nariz para a banda e foram para outro cômodo do salão.

– Parabéns April… – Didra aproximou-se da garota após Castiel sair. – Felicidades.

– Eu sei o que você está pensando… – A moça respondeu sorrindo. – April, Raphael… Donatello… Eu sei, pode rir. A maioria dos amigos do Raphael ri quando ouve o nome do pessoal da nossa família!

– Me? Nooo… never… – Didra fez um aceno negativo discreto, mas deu uma risadinha. – Mas se o nome do seu avó for Splinter, por favor, não me diga!

– Não é! Não se preocupe! – as duas começaram a curtir o som de Castiel e balançar os ombros e a cabeça ao ritmo da música. – Ela é demais, não é?

Didra olhou para os lados, deixou a taça vazia sobre uma bancada e voltou a olhar para a garota. April parecia ignorar essa reação de Dee e continuou ouvindo Castiel com um sorriso feliz nos lábios. A música falava sobre romances ardentes e proibidos. Uma típica história de amor impossível que vencia todas as barreiras. Certamente uma das letras de Lysandre, já que as de Castiel, em geral, eram mais voltadas para temas como rebeldia contra o sistema.

– Sorry…? – Didra respondeu um pouco surpresa. – Você dizer o Castiel?

– Não. O Castiel a gente sabe! - April respondeu rindo. – Eu estou falando dela. A moça na bateria! A Iris!

– Ah… Yes, she is! Ela ser minha amiga desde o high school!

– Eu sei quem você é…

– Sabe? Quem eu ser?

– A ex-namorada dela! – Didra segurou a respiração por um segundo. – Eu vi você no Instagram dela. Eram namoradas na época da escola, não é?

– Yep… eu sou. – Dee respondeu tentando não demonstrar muito interesse na conversa da moça. – Eu me mudei para os Estados Unidos depois do último ano da escola. Voltei esse ano para cá, para a faculdade.

– Eu gosto muito dela também. Ela é tão legal! Toca bateria, viajou para vários países. Uma vida tão legal que ela teve. – April curtia a música de Castiel e não sabia e admirava o rapaz ruivo ou a garota. – Espera… Você não está tentando roubar ela do meu irmão, não é?

– Não! De forma alguma! – Dee parou para olhar para Iris. – Eu acho que ela não poderia ter escolhido melhor…

***
A festa terminou junto com a última música de Castiel. As amigas de April cercaram Castiel e tentaram de tudo para arrancar autógrafos e selfies, enquanto os outros músicos, e Iris, recolhiam as coisas e iam embora. Não foi difícil para a ruiva ver o senhor Donatello encarando-a com desgosto por ela ter subido no palco. Raphael ainda tentou tranquilizá-la sobre aquilo, mas não foi muito efetivo.

– Tem certeza que não quer que eu te leve pra casa? – Raphael segurava a mão de Iris com carinho. – Eu posso te deixar no campus e…

– Melhor não, Rapha. Eu vou com as minhas amigas. Obrigada. A gente se fala amanhã na Anteros, ok? – Iris respondeu. – Manda meus parabéns pra April, acabei nem falando com ela direito.

Ela deu um beijo de despedida no rapaz e foi para junto de Dee e Melody que esperavam do lado de fora do condomínio de luxo. Melody estava sentada no banco de trás do táxi, enquanto Dee esperava Iris chegar, sob o olhar atento do sr. Le Sante. Ela não sabia se ele estava encarando Iris ou se olhava para ela. Mas, se fosse para ela, então, ela deveria sorrir e acenar uma despedida.

– A Iris está namorando com esse cara? – A voz mole de Melody indicava que ela havia passado um pouco da conta em relação as taças de champagne. – Mas, e vocês?

– É complicado, Melody.

– Vamos indo, meninas? – Iris entrou no carro e sentou-se ao lado de Melody. – Tá ficando tarde.

Didra deu uma última olhada para a porta e lançou um aceno discreto para Raphael e April que despedia-se delas. E por último, ela deu uma boa olhada no sr. Le Sante, abrindo um sorriso satisfeito por tê-lo visto novamente. O velho senhor virou-se irritado e entrou no salão, seguido de perto pela esposa, uma distinta senhora elegante que, aparentemente, não entendeu a reação do marido.

O carro seguiu em direção a Anteros e deixou as garotas em frente a entrada. Iris ajudou Melody a sair do carro enquanto Dee pagava a corrida. Ela não conseguiu ignorar a sensação de ser observada, então, entrou rapidamente para o campus e deu uma última olhada para fora, enquanto o portão automático da faculdade fechava e o vigilante noturno acenava um “boa noite” para elas.

Pegaram o elevador para o terceiro andar, para deixar Melody no quarto dela, antes de cada uma ir para seu alojamento. Melody teve que tentar encaixar duas vezes a chave na fechadura para abrir a porta do quarto.

– Obrigada por me convidar a ir com você, Dee. – Melody disse sorrindo por estar um pouco alta. – Aliás, a minha colega de quarto não está aqui hoje…

Iris olhou para Dee com uma sobrancelha erguida, apontando de uma para a outra, e Dee respondeu baixinho “eu não pergunto do Raphael e você não pergunta disso”. Iris apenas deu de ombros, então Dee virou-se para Melody, tentando disfarçar o constrangimento.

– É… Melô… eu pensar que você gostar de rapazes. Lembra?

– E…?

– E você estar bêbada? E não ser certo isso…

– Eu não estou bêbada, pode ficar tranquila. – Melody riu da situação enquanto tirava o sapato de salto  jogava ao lado da cama. – Só um pouco cansada desse rótulo de santinha e puritana, além de um pouco com raiva de algumas pessoas. Além disso, qual o problema?

– Bom, Iris estar aqui…

Melody passou a língua pelo lábio superior de forma sedutora e sorriu para elas, o que deixou as duas com um pouco de medo.

– Ela pode entrar também.

Agora foi a vez de Dee olhar para Iris com a sobrancelha levantada. Melody puxou ambas em direção a cama dela. E, apesar de não estarem entendendo bem o que estava acontecendo, Dee e Iris sentaram-se cada uma de um lado de Melody e começaram a percorrer o pescoço dela com beijos curtos até terminarem uma encontrando os lábios da outra no começo do decote do vestido de Melody.

– Se você topar eu topo… – Iris apenas ergueu as mãos em rendição. – Quer dizer… Agora estou mais excitada do que confusa.

– This is very awkward… – Dee olhou de Iris para Melody. – But, why not?

Na manhã seguinte…

– Isso foi bem estranho… – Dee encarava o teto do quarto de Melody com ela deitada do lado direito da cama, enquanto Melody estava no meio e Iris na outra ponta. – Um estranho bom, mas… something is…

– É, meio esquisito… – Iris respondeu em seguida. – Sei lá… eu meio que não sabia onde eu entrava ou quando eu esperava.

– Podemos fazer de novo qualquer outra hora? – Melody levantou-se e olhou para as duas garotas. – Se não for estranho?

– Claro! – ambas responderam quase que imediatamente juntas.

– Eu vou tomar um banho e depois descer até o refeitório. – Melody levantou da cama e desfilou sem roupas pelo quarto, atraindo o olhar das duas garotas deitadas. – Vocês querem vir?

– Pro refeitório ou pro banho?

– Pra qualquer um dos dois… – Melody riu e entrou no banheiro deixando a porta aberta. – …vocês escolhem.

Dee olhou para Iris e Iris olhou Dee, ambas olharam para a porta aberta do banheiro, ouviram o barulho da água do chuveiro e deram de ombros novamente “Por quê não?”.

– Dee… antes de ficarmos com as bocas ocupadas… – Iris segurou Dee pelo ombro antes dela levantar-se. – Me respondeu: o que você conversou com o senhor Le Sante?

– Aah… nada! – Didra respondeu, pegando a mão de Iris e beijando seus dedos. – Só agradeci o convite, perguntei a marca do champagne e elogiei a festa… 

Algumas horas antes…

Castiel acabara de tocar a terceira música do grupo e o salão começou a ficar muito quente, então Dee resolveu ir para a sacada tomar um ar e descansar os ouvidos do barulho. Ainda dava pra ouvir a música e do lado de fora do saguão, mas não o bastante a ponto de incomodar os vizinhos. Era como ouvir uma música no celular e para Dee, estava bom.

– O que você está fazendo aqui? – Donatello aproximou-se de Dee com sua postura rígida e rosto sério. – Não me recordo de…

– I’m a guest. – Dee levantou a taça de champagne. – Nice party… April ser um graça. Felicidades para ela.

– Não me recordo de seu nome em nenhum dos convites. – Donatello parecia tentar conter a raiva enquanto falava. – Eu colocaria você para fora, mas isso não seria adequado e só me causaria problemas, então, você pode continuar!

– No… Nem uma pouquinho adequado. But don’t worry. Is not a business meting. – Dee deu mais um gole do champagne. – Aliás, esse ser muito bom… – ela levantou a taça. – Qual ser o marca?

– Diga a ela que minha resposta é final é não e...

– Eu já dizer… não ser um reunião de negócios. – Dee virou o último gole da champagne e entregou a taça na mão de Donatello e foi em direção a entrada do salão. – Aproveite seu festa, afinal, você pagar! Good night, Donatello.

Continua…


Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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