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História Anteros - Capítulo 19


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Notas do Autor


Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 19 - Laços de Sangue Primeiro



A lenda da mulher gritando nos corredores do dormitório da Anteros voltou a circular naquela manhã de domingo. Ninguém sabia exatamente o que acontecia, mas havia alguém que estava gritando e gemendo e forma assustadora naquele sábado a noite e os alunos começavam a pensar em formas de pedir que aqueles quartos fossem exorcizados ou algo assim.

Didra andava de cabeça baixa e bem quieta, preferindo evitar os comentários e perguntas sobre “se ela ouvia também a tal fantasma gemedora do terceiro andar”, enquanto pensava no fato de como Melody era escandalosa, apesar de não ter reclamações de como terminou a noite da festa de aniversário da senhorita April Le Sante.

– Oi! – Chani aproximou-se de Dee carregando alguns dos seus livros de História da Arte Medieval. – Acabei de ouvir falar sobre a fantasma do terceiro andar. Acredita que eu tive impressão de ouvi-la lá no sétimo andar?

– Is very strange… – Didra respondeu sem dar muita atenção. – Lembro na escola… Eu também achar que ter uma fantasma lá e invadir o prédio, só para investigar.

– E encontrou o fantasma?

Elas andaram até um campo gramado da Anteros e sentaram-se para tomar um sol enquanto liam seus livros e estudavam ao ar livre. Alguns alunos tinham consigo caderno e apostilas, outros uma grande pasta de desenho e rabiscavam pessoas ou paisagens e alguns grupos se reuniam em torno de um único cigarro artesanal que era passado de mão em mão entre os colegas. Dee e Chani sentaram um pouco afastado de todos, procurando um lugar sem tanta aglomeração e barulho.

– No… encontrei Castiel fumando e conheci o Lysandre! – Dee riu da lembrança. – Aliás, você querer conhecer ele?

– Por quê não? Sempre bom conhecer gente nova e interessante! – Chani deu de ombros. – Agora sobre a fantasma, eu achei estranho o jeito que ela gemia! Sabe… fantasmas existem e alguns realmente gemem e se lamentam!

– Eu ter certeza que você diria esse. – Didra riu da situação. – Mas, eu não achar que ser uma fantasma.

– Então o quê?

Aquela pergunta pegou Dee um pouco de surpresa. Ela corou e baixou os olhos rapidamente para seu livro, esperando que Chani achasse que a vermelhidão em usa bochechas fossem apenas um reflexo da luz do sol passando pelos seus cabelos.

– Alguém deixar um TV ou vídeo ligado muito alto! Maybe a movie!

– Sim! Concordo! Porque não pareciam gemidos de fantasma! Parecia um gemido de um filme pornô!

Didra teve que botar a mão na boca para não cuspir em Chani na hora que a risada brotou sem controle. Duas coisas que ela nunca havia pensado juntas numa mesma frase eram “Melody” e “filme pornô”. Coitada da amiga. Chani ficou um pouco confusa com a reação, mas achou engraçado também quando pensou em um fantasma estrelando um filme pornô.

– Nooo… this not!! – Didra respondeu ainda tentando não gargalhar. – Ninguém faria isso…

– É sério! Fantasmas não gemem daquele jeito! Tava mais pra uma atriz de filme erótico! – Chani fechou os olhos. – Ela gemia mais ou menos assim… oooohhh…. Oooohhh… oohhh… ooohhh…

Didra estranhou a atitude da amiga e Chani começou a gemer mais alto, atraindo a atenção dos alunos em volta. Chani gemia e fazia caretas enquanto Dee olhava para as pessoas em volta, sem saber o que fazer.

– Oohhhh… baby… oohhh… yes…

– Chani… please… stop it!

– AAAahhhh… oooouuunnn… oohhh… yes… ooohhh… Aaahhh…

– Chani eu entendi… isso realmente não ser um fantasma. – Didra estalava os dedos na frente do rosto da garota. – Chani, please! Fantasmas não dizer “oh yes”!!

– AAAAHHHH…. Ooohhh…. – Ela começou a aumentar o ritmo e gritar mais alto. – AAAAHHHH… Ohhhhuuunn…

– Chani, please! Por favor, pare! – As pessoas que estavam mais longe começaram a chegar perto para ver o que estava acontecendo. – Chani, stop it! Eu já entendi!!

Então Dee encostou no ombro de Chani para que ela parasse com aquilo, mas no mesmo momento Chani gritou bem alto e se jogou na grama tremendo de leve e espremendo os lábios, simulando como se ela tivesse chegado ao clímax. Depois de alguns segundo, ela sentou-se, ajeitou o cabelo e tirou a grama da roupa, sorrindo.

– Nossa, isso foi intenso! – Chani respondeu. – Eu acho que vou no banheiro, tá!

Ela levantou-se e viu todos aqueles alunos do campus olhando para ela, sem entender o que estava acontecendo. Ela olhou de um lado pro outro e depois para Dee e deu de ombros, indo em direção ao prédio da Anteros como se nada tivesse acontecido, deixando Dee no meio da grama sob os olhares incrédulos e confusos dos colegas da faculdade.

Dee pegou seus livros e também foi em direção ao alojamento da faculdade, evitando olhar para as pessoas em volta, porém não conseguiu evitar o olhar da mesma garota que havia lhe entregado um papel com um número de telefone piscando e passando a língua pelos lábios de forma sensual. Dee não sabia se ficava constrangida ou lisonjeada.

***
Tentando fugir da atenção indesejada, Didra resolveu que malharia um pouco, arejar a cabeça e parar de pensar em tudo oque estava pensando, incluindo Donatello Le Sante, Iris e nas provas. Precisava tirar um pouco os problemas da cabeça para que pudesse liberar algum espaço para as matérias da faculdade. Como disse Sherlock Holmes: “Acredito que o cérebro humano é como um sótão, um lugar de armazenamento para fatos. Mas como o espaço é infinito, deve ser preenchido apenas com coisas que a pessoa precisa para ser um melhor. É importante então que não haja fatos inúteis”.

E nesse momento, o “sótão” de Dee tinha muita coisa inútil e muitos problemas, então, ela precisava liberar algum espaço e colocar um pouco de história da arte e não dava pra fazer isso na faculdade e nem pensando em todas as bobagens que pensou ao ver Chani gemendo daquele jeito. Precisava espairecer um pouco e descontar suas frustrações em algo que não revidava.

– Ei… ei… ei… vai devagar guria! – Kim colocou a mão no ombro de Dee e deu uma pausa nos socos. – Eu preciso desse saco de pancadas.

– Ufss… i really need this. Eu não posso continuar batendo?

– Não! Tá na hora de você ir pra sua fisioterapia! Vamos começar logo porque esses braços aí cairão se você não relaxar eles.

– Oh… i’m fine! Eu estou bem! Os ferimentos nem doem mais… – Didra girou o braço no ombro e parou com um sorriso confiante. – Eu tô bem já. Eu vou continuar aqui no sac… Aaaiii…

Kim só encostou em um dos machucados das costas de Dee e a fez se torcer de dor. Ela pulou para longe da treinadora e olhou feio pra colega que apenas riu com aquele olhar de “eu te avisei”. Então Dee desistiu do treino de boxe e retirou as faixas das mãos e as guardou na bolsa, acompanhando Kim para a sala de fisioterapia. Não que fosse ruim ficar mexendo os braços na água quentinha por algumas horas, mas calma daria espaço para ela fazer exatamente o que ela não queria: pensar.

No caminho do vestiário para a sala da piscina aquecida, Didra pode ver alguém que não esperava nos corredores da BeeFit: Ambre.

Se Dee estava preocupada com ela por parecer muito magra, agora a visão da garota deixou Didra a beira do desespero. Não sabia que era possível para Ambre ficar mais magra do que o que já estava, mas, de alguma forma, ela conseguiu. Porém toda essa magreza veio acompanhada de olheiras profundas, maças do rosto fundas e cabelos bagunçados e secos. Nada bom para uma modelo profissional.

A garota parecia nervosa como Dee nunca tinha visto antes, falava e gesticulava rápido com Kim que parecia apenas tentar acalmá-la de alguma forma. Ambre estava segurando seu telefone e mostrava a tela para Kim que apenas fazia o possível para mantê-la calma. Fazendo algo que não fazia desde a época da escola, Dee parou a beira de uma esquina do corredor e parou para ouvir a conversa.

– Ele não apareceu por aqui mesmo, Kim? Tem certeza? – Ambre choramingava e continuava teclando no celular. – Talvez algum funcionário?

– Ambre, eu não tenho funcionários aqui! Eu cuido sozinha da academia! – Kim tentava um tom apaziguador na fala. – Se ele tivesse aparecido, eu te avisaria com certeza.

Era óbvio que elas estavam falando sobre Nathaniel. O rapaz estava sumido há alguns dias e não deixou nenhum contato ou indicação de para onde ele iria, nem mesmo para Ambre. O que, na verdade, Didra achava que era uma ótima ideia, afinal, se ela soubesse algo sobre ele, ela estaria em risco também. Contudo, esperava que ele entrasse em contato com alguém para dar alguma notícia sobre seu paradeiro.

– A porta do meu apartamento foi forçada, Kim. Estiveram lá. Foram atrás dele.

– Isso é grave, guria. Tu num mora num hotelzão de luxo lá no centro? Como deixaram entrar essas pessoas lá?

– Eu não sei. É esse o meu medo! – Ambre respondeu em desespero. – Se sabem de mim, podem saber de mais alguém! Podem saber da Iris.

– What??

Ambre e Kim viraram para a esquina do corredor e viram o pedaço da cabeça vermelha de Dee escondida atrás dele. Kim deu uma risada da situação. Sem muita opção, Didra saiu e foi caminhando até as colegas. Ambre ficou um pouco brava, era a mesma cara que ela fazia usando ambas se encontravam nos corredores da Sweety Amoris. Só faltava Li e Charlotte ao lado dela pra completar a situação.

– Tu num muda mesmo, né, guria? Uma vez “docete”, “docete” até morrer! – Kim deu dois tapinhas no ombro de Dee. – Parece que eu voltei pra escola agora.

– Maus hábitos não mudam fácil… but, o que vocês falar sobre Iris?

– Dee, você tem alguma notícia do Nath? Ele desapareceu de… de vez! – Dee tinha quase certeza que aquela não era a palavra que Ambre usaria, mas não valia a pena forçar a garota a falar. – Eu tenho certeza que você deve saber algo.

– Por que você ter tanto certeza?

Ambre engasgou com a resposta, parecia ter perdido o ar e depois de segundos, pareceu render-se a algo que estava pressionando-a como um estrangulamento.

– Sua sobrinha está bem?

– Como você saber? – Didra ficou surpresa com a pergunta, mas, vendo a reação de Ambre, preferiu recuar um pouco. – She is fine! Quer ver uns fotos? Ela parecer um pequeno pug enrugadinho, but… Eu não ter meu cellphone where…

Aquilo pareceu aliviar um pouco o peso que Ambre tinha nos ombros, já que ela conseguiu dar um sorrisinho tímido ao ouvir sobre a menina parecer um “pug”, mas, o sorriso morreu rapidamente após aquele peso retomar o seu posto e roubar a alegria dela. Era como se Ambre não tivesse o direito de ser feliz nem por alguns segundos.

– Como você saber, Ambre?

– Ué, saiu no jornal até!! – Ambre ficou um pouco apreensiva com a pergunta. – A Kim viu! Não viu, Kim?

– Eu não vejo jornal, não, Ambre… eu, ein? Só notícia ruim! – Kim cruzou os braços e deu de ombros. – Prefiro ver minha novelinha de coreanos com cara de menina na Netflix!

– Ambre, sim, saiu em vários TV News, but… i… argh… dawn língua!! Saiu no jornal, mas não falar da minha sobrinha! Falar sobre os caras que invadir e sobre Dean! Como você saber?

– O Nathaniel estava escondido no meu apartamento!

– WHAT??

– É, ele estava! Ele estava escondido lá! Ele saia disfarçado para vigiar os comparsas dele! – Ambre respondeu. – Eles estão muito bravos com você por causa da história de você roubar as drogas dele no dia do Show do Crowstorm!!

– But… there’s no drugs! Não tinham drogas lá! Só spice… temperos!

– Eles descobriram isso também! – Ambre disse ficando cada vez mais nervosa. – E agora estão atrás dele! Ah… e você falar pra eles que o seu irmão é um policial não ajudou muito a deixá-los mais calmos ou com medo de você!

– E como eles souberam que a filha dele ia nascer naquele dia? E naquele hospital?

– Eles não estavam atrás dela! Estavam atrás de você! – ela sentou-se em um banco pois não estava mais conseguindo absorver tanta informação. – Estão na sua cola faz algum tempo, mas eu acho que você já sabe disso, já que tem evitado sair do campus, não é? Bom, naquele dia eles viram a oportunidade de se livrar de você e do Dean, mas sei lá o que você fez!

– Quer dizer que esses caras podem estar por aqui agora? – Kim começou a pensar nos rostos que viu entrando ou saindo da academia naquele dia, ninguém desconhecido ou suspeito, só alunos regulares. – Eles podem estar procurando pelo Nathaniel por aqui também?

– Me desculpa ter trazido esse problema até você, Kim, mas eu tô muito desesperada!

– O Nath é meu amigo também, não deixaria ele na mão! – Kim colocou a mão sobre o ombro de Ambre para demonstrar seu apoio. – Agora você disse forçaram a sua porta… você não tem o registro de gente que entrou no hotel ou pode pedir isso na recepção?

– Eles disseram que ninguém foi registrado como visita pra mim ou que ninguém estranho tenha entrado no prédio…

– Maybe a new… digo, talvez um novo funcionário do hotel?

– E eu lá sei a cara dos funcionários do hotel? Tenho cara de faxineira? – Didra revirou os olhos ao ouvir aquela resposta, “e aí está a velha Ambre”. – Eu não sei se eles contrataram gente nova! Vão me dizer que vocês sabem quem limpa o quarto de vocês?

– Us? – Dee falou como se fosse óbvio. – I mean… eu não ter uma housekepper...

– Talvez uma câmera do corredor possa ter filmado quem mexeu na sua porta, não? – Kim interrompeu ambas. – Você não pode pedir pra ver?

– Eles falaram que as imagens ficam com uma empresa de segurança e não sei oquê… – Ambre voltou a levantar-se e andar em círculos. – Demora um tempo até eles conseguirem isso e… no momento, não importa! Eu quero saber cadê o Nath!! Será que a Iris não sabe de nada?

– Why Iris? Por que ela saberia?

Ambre e Kim olharam uma para a outra, sem saber bem o que dizer. Kim então tomou a frente, suspirando fundo antes de falar.

– Você sabe que a Iris está envolvida nas coisas do Nathaniel, né?

– Yeah… i know. Eu sei! Ela parar e eu estar tentando tirar ela desse de um vez, e por isso eu perguntar: Why Iris?

– Dee… ela não parou não!

– WHAT? – A afirmação não era inteiramente surpreendente, já que ela sabia que os problemas não haviam sumido, mas… droga. – O que ela ter na cabeça?

– Eu não sei, mas será que ela não sabe algo sobre ele?

– Eu poder perguntar… – Didra levou a mão até o bolso que normalmente ficava o celular, desejando que Iris não soubesse nada sobre o paradeiro de Nathaniel, e, depois de ter aquele pequeno infarte por bater no bolso e não encontrar o celular, ela lembrou que não estava com ele. – …quer dizer, eu precisar falar com ela, mas no phone…

– Usa o meu… – Ambre entregou o telefone dela para Dee quase como se entregasse uma bomba prestes a explodir. – Por favor… usa o meu e liga pra ela agora!!

– Eu não saber a number dela! Eu ter no agenda do phone!

– Maldita tecnologia! – Kim pegou o telefone e começou a discar e depois entregou para Dee. – Ninguém mais tem memória para nada. Toma aí, guria!

– Você sabe o number da Iris?

– Ela pagou mês de academia aqui e sumiu… – Kim deu de ombros. – Que nem um monte de gente que vem, paga um mês, malha dois dias e some. Não gosto disso, mas é a minha maior fonte de renda aqui.

Didra colocou o celular de Ambre, um telefone caro e de última geração, e esperou que ela atendesse. O telefone chamou uma, duas, três vezes e nada.

– Ce numéro est occupé ou en dehors de notre zone de couverture, veuillez réessayer plus tard. – disse a voz robótica da operadora de telefone. – Ce numéro est occupé ou en dehors de notre zone de couverture, veuillez réessayer plus tard.

A ligação foi direcionada para a caixa postal. Ela olhou para as outras duas garotas e fez a rediscagem. Novamente, caixa postal. Ela devolveu o telefone para Ambre e aquilo a deixou bem preocupada. Mas, tentou não deixar transparecer a preocupação para as colegas.

– Didra… tu tá mais pálida do que a Ambre aqui… O que aconteceu?

– Oh… nothing… nada!! – ela havia falhado miseravelmente em não deixar transparecer a preocupação. – Ela não… não atender… Maybe she is with Raphael. Or…

– Vamos torcer pra que ela esteja só estudando. Enfermagem não é brincadeira. – Kim encostou na parede. – Ambre, me fala uma coisa… Você contou pra mais alguém que o Nathaniel tava lá?

– Não… Não… é claro que não. – Ambre respondeu. – Não contei. Ele pediu para que eu não contasse, então, não falei nada…

– Então nesse caso, só nos resta esperar! – Kim deu um toquinho no ombro de Dee. – Você não tá dispensada da fisioterapia, não. Vem!

– Qualquer novidade, please, tell us, Ambre!

Ambre ficou ali sentada no corredor da Academia de Kim, olhando para o chão e refazendo seus passos até ali. Pensando no que poderia acontecer com o irmão e o que ela poderia fazer.

– Eu não falei…

***
Longe dali…

O Tipo Estranho tomou uma distância considerável antes de vir correndo em direção ao Nathnaniel amarrado na cadeira e dar um soco no rosto dele que o fez cair no chão e deixar uma poça de sangue no lugar onde a cabeça dele bateu. Nathaniel, amarrado a cadeira pelos pés e mãos, tossiu e cuspiu mais sangue antes de alguém puxar a cadeira e levantá-lo outra vez para olhar a expressão de satisfação do Tipo Estranho ao bater nele.

– Blúf… – ele cuspiu mais um pouco de saliva e sangue. – …minha mãe batia mais forte…

O tipo Suspeito ficou ainda mais irritado do que já estava e sacou do bolso uma faca.

– Tira as calças dele!! – com um movimento de punho a lâmina da faca saltou para fora do cabo. – eu vou transformar ele na mãe dele agora…

E, ao contrário do que ele esperava, ninguém fez nada. Ninguém se mexeu ou falou qualquer coisa. Apenas ficaram olhando para ele. Sem entender, o Tipo Suspeito virou-se e deu de cara com quem menos queria.

– Eu não sabia que você vinha pra cá… Estamos cuidando de tudo aqui… – o rapaz retraiu a lâmina e guardou a faca no bolso, abrindo espaço para que o seu chefe passasse. – Ele teimou em falar e…

– E ainda não falou, não é?

– Ainda não…

– Tudo bem… vou conversar com ele agora. Me deem licença, sim?

Relutante, o Tipo Suspeito ainda deu uma última encarada em Nathaniel antes de sair da sala acompanhado dos outros capangas do grupo. O chefe foi até um canto da sala, pegou uma cadeira e arrastou até ficar de frente com Nathaniel. Apesar do olho inchado, ele conseguia ver bem a cara do homem que o levou até ali. Contudo, ele sabia que aquilo aconteceria mais cedo ou mais tarde.

O que o deixava com ódio era o fato dele ter usado Ambre para encontrá-lo.

– Eu sei que está com raiva, Nathaniel, mas tem coisas maiores do que nós dois em jogo aqui… – Rayan tirou do bolso um lenço e passou em um dos ferimentos do rosto do rapaz. Nathaniel mexeu a cabeça para afastar-se do lenço, mas, estando amarrado não tinha muito espaço para se afastar. – E acredite em mim quando digo que odeio isso tanto quanto você… Talvez até mais!

– Fica longe da Ambre… – Nathaniel respondeu por entre dentes. – Não encosta em um fio de cabelo da minha irmã…

– Não vamos ser ingênuos… Eu já encostei em muito mais do que os cabelos dela. – Rayan deu um sorriso cínico o que deixou Nathaniel muito mais furioso. – Vamos ao que interessa: Preciso do seu contato no hospital para pegarmos um pouco mais daqueles remédios. Fizemos isso a uns dois anos, você lembra? Tivemos um problema, mas desta vez, tudo sairá como planejado.

A resposta de Nathaniel foi um cuspe cheio de sangue no rosto de Rayan. Rayan sabia que aquilo poderia acontecer e já deixou um lenço de papel pronto para uso. Sem se abalar, ele passou o lenço limpo no sangue cuspido dobrou e jogou em um cesto de lixo no canto. Ele levantou-se e foi até a jaqueta de Nathaniel, mexeu em um bolso e tirou um telefone.

– Vamos deixar as coisas bem claras e acredite em mim quando eu digo que não estou blefando… – Rayan deu a volta na cadeira do rapaz e libertou uma das mãos e entregou o celular. – …ou você liga pro seu contato ou eu ligo pro hóspede do quarto 423 e ele fará uma visita pra sua irmã no quarto 426 e o resto ficará por conta da sua imaginação…

Nathaniel não sabia se ele estava blefando e nem sabia se poderia arriscar. Claro que entre a vida de uma amiga e a vida da irmã gêmea, os laços de sangue vem em primeiro lugar. Ele se odiou por pensar nisso e se odiou ainda mais por pegar aquele telefone e discar. Esperou um pouco e a ligação foi atendida.

– Alô? Nath? É você? – Nathaniel não quis responder. Queria desligar a ligação e jogar o aparelho longe. Ele ouviu ao fundo um bip indicando que outra pessoa queria falar com Iris e desejou que ela desligasse a ligação e atendesse a outra chamada. Mas, não aconteceu. – Alô! Nath, fala comigo!!

Nathaniel não teve tempo de responder, já que Rayan tomou o telefone da mão dele e ficou ouvindo por alguns segundos a garota chamá-lo.

– Alô, Iris Sterling… aqui é um amigo do Nathaniel… Por favor, pelo bem dele, não desligue!

– NÃO FALA NADA!! DESLIGA!! – Nathaniel berrou ao fundo. – NÃO RESPOND… – e se calou ao receber um tapa de Rayan.

Do outro lado da linha, Iris congelou de medo. Ficou uns segundos em silêncio, pensando no que fazer.

– Como sabe? Ele não contou…

– Eu não sabia, mas tinha uma forte suspeita… Agradeço por confirmar! – Rayan foi em direção a porta e deixou Nathaniel gritando e debatendo-se na cadeira. Ele abriu a porta e deu ordem para que os membros da gangue cuidassem de Nathaniel e foi em direção a uma sala mais reservada. – Agora, vamos falar de negócios. Preciso que faça uma coisa por mim ou se não o seu amigo aqui terá um péssimo dia…

Em algum lugar de Paris…

– Não, senhor… é o senhor que vai ter um péssimo dia…

Continua…


Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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