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História Anteros - Capítulo 2


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Notas do Autor


Notas do Autor

Esta é uma sequência da fic Você é meu Amor Doce ao mesmo tempo que é um reboot!

Exatamente como o jogo Amor Doce – University Life.

Você leu a temporada anterior? Legal! Você estará bem mais inteirado dos acontecimentos da história!
Você não leu? Beleza também! Não será uma sequência direta e imediata dos acontecimentos anteriores, nem amarrado com eles e tudo que for necessário será explicado de forma rápida.

Exatamente como no jogo. Quem jogou o HSL sabe tudo o que acontece no UL, mas quem não jogou pode aproveitar a história do mesmo jeito!

Vai ser legal pra todo mundo, prometo!!

Capítulo 2 - Bem-vinda a Anteros


Fanfic / Fanfiction Anteros - Capítulo 2 - Bem-vinda a Anteros

– But, dad… – Dee esbravejou com seu telefone pela quarta vez, só naquela conversa. – Anteros is very… é muito renomada! O melhor curso de História da Arte do país!

– Mas, não é Yale! – A voz nada satisfeita do pai também repetiu a mesma frase pela quinta vez. – Você tem noção da oportunidade que jogou fora?

– But, eu gosto de História da Arte! – Dee respondeu. – O que eu ia fazer com um diploma de história? Teacher? Eu não quero…

– VOCÊ PODERIA FAZER QUALQUER COISA COM UM DIPLOMA DE YALE! – A voz do sr. Phillipe saiu tão alta que ela teve de afastar o telefone da orelha. – Você poderia ir trabalhar na Nasa, se quisesse! Coisa que não vai conseguir com um diploma da Anteros!

Claro que ela sabia que terminaria daquela forma. Ou por telefone ou pessoalmente, mas, sabia que teria aquela conversa. Ensaiou diversas vezes mentalmente, o que diria, como rebateria, pesquisou dados sobre o curso de história da arte da Anteros Academy para provar, com fatos e estatísticas, que a Anteros era uma faculdade com o mesmo nível de algumas das mais renomadas universidades do mundo.

Porém, não imaginava que seria tão difícil.

Quando terminou a sua graduação na Sweety Amoris, graças a seu pai, Didra conseguiu uma vaga na renomada Universidade de Yale, nos Estados Unidos, onde estudou pelos últimos quatro anos. Era o sonho de seu pai que ela (ou um dos filhos) conseguisse se formar na mesma faculdade que ele, frequentar o mesmo campus, fazer parte da mesma fraternidade. Sabia o quão era difícil e o quão isso lhe deu oportunidades maravilhosas. Oportunidades estas que permitiram que ele conseguisse criar uma família e pagar uma faculdade como Yale.

Contudo, em algum ponto entre a metade do primeiro ano colegial de Dee e o fim desse mesmo ano, ele percebeu que o seu sonho de ter uma filha formada em Yale, casada e que lhe desse um ou dois netinhos, não aconteceria. E agora, diante daquela discussão, ele estava percebendo que aquilo não aconteceria mesmo.

– Dad, i want this! – Dee falou. – Eu queria voltar! Eu quero ficar aqui! Anteros is a good university!

Dee olhou para a cara do celular e virou-se para Lety, que assistia ao embate.

– Charger, please! – Dee falou baixinho, estendendo a mão para Lety.

Lety fez uma cara de dúvida, olhou para os lados e deu de ombros, sem entender nada. Dee revirou os olhos e começou a estalar os dedos, ansiosa, então parou e virou-se para Lety outra vez.

– Ca-rrei-gah-dour… – Dee estendeu a mão. – Carreigadour!

– Ah! Carregador! Carregador do celular. – Lety correu até uma gaveta da estante da sala e pegou o objeto e entregou para Dee a ponta de conexão com o aparelho. Lety abaixou-se e ligou na tomada, levantando com as mãos nas costas e uma careta de dor. – Aaaii… droga…

– Mas… não… é… Yale! – Repetiu pausadamente para que a garota absorvesse a ideia. – Chega! Estou perdendo tempo! Vou ligar eu mesmo lá e você pega o primeiro voo de volta para a América!

– Eu… não… vai! – Dee respondeu brava. – Digo… vou! Eu não vou voltar!

– Você está estragando sua vida, menina! Por causa de uma escolinha da cidade? – Phillipe parecia tentar usar o seu tom conciliador. – tudo por causa de uma…

– Dad, don’t you dare! – Dee respondeu. – Don’t you dare say that!

– Querida, vamos fazer o seguinte… – A voz de Lúcia, a mãe de Didra, entrou na conversa. – Vamos todos conversar civilizadamente e decidir isso. No próximo mês, visitaremos o Dean e a Letícia, então, iremos até a Anteros para falar com você, tudo bem?

– Alright, mom. – Dee sentou-se no sofá. – Nos falamos no próximo mês.

– Até lá, seu PAI… – O tom ameaçador de Lúcia foi dirigido para outro lado. – …manterá você na Anteros, como você quer…

– É até mais barato… melhor para mim… – A voz de Phillipe estava distante, como se ele tivesse se afastado do telefone. – Vou economizar uma bolada!

– Mas, não vamos mais te mandar nenhum dinheiro! – Lúcia foi taxativa. – Se você quer ser tão independente, comece pagando suas próprias contas!

– Fritei vários hambúrgueres lá… – Dee respondeu com um sorrisinho na voz. – Posso ser até embaixadora já!

– Mande um beijo para o Dean e para a Lety. – Lúcia respondeu. – Talvez, com você vendo a Lety tão linda assim, desperte algumas ideias em você e eu ganhe mais alguns netos.

– Vendo a Lety like this… – Dee olhou para a amiga, sentada no sofá e com cara de dor. – …eu tenho várias ideias de manter-me bem longe de any guy pelo resto do meu vida!

Lety olhou para Dee e mandou um “vai se ferrar” silencioso. Ela riu da reação da garota e voltou-se para o telefone. Passou mais uns 20 minutos conversando com a mãe sobre amenidades, a viagem e um pouco sobre a vida no outro país, então desligou. Caiu sentada no sofá, exausta. Lety então aproveitou e deitou a cabeça sobre o colo da cunhada, sentindo um enorme alívio por poder esticar as costas um pouco. Didra começou a acariciar os cabelos pretos de Lety, que ronronou baixinho satisfeita.

– Como você está?

– Com saudades da época em que o maior dos meus problemas era encarar os namorados da minha mãe logo de manhã cedo enquanto estava de pijamas. – Lety fechou os olhos e suspirou. – E você?

– Qual é a palavra que usamos aqui para “f*cked”?

– “Ferrada”?

– Yeah… this… – Dee respondeu. – Ferrádah. É assim que estou.

– Sabe que se você precisar ficar aqui mais tempo…

– Vocês vão precisar de bastante espaço aqui… – Didra acariciou gentilmente a barriga da amiga. – Eu vai ser uma incomodo and não vou poder estudar com attention… Is better eu ir para o Anteros.

– Eu adoraria que você estivesse aqui. – Lety respondeu. – Mas, a gente se verá na Anteros de vez em quando. Tenho que passar lá para entregar alguns trabalhos e assistir algumas aulas.

– Você estudar no Anteros too?

– Sim. Faço Relações Públicas lá! – Lety abriu um sorriso animada. – Claro, eu estou de licença. Tranquei a matrícula, mas estou fazendo algumas aulas à distância. O Dean também! Ele faz direito junto comigo no semipresencial.

– Que mundo pequeno! – Didra riu. – Is like a Sweety Amoris! Todo mundo estudar na mesmo lugar! Quem mais está lá?

– Quem mais? Ah… você vai ver! – Lety fez um esforço para levantar-se do colo de Dee. – Aaii… eu vou cuidar do jantar e a gente conversa. Logo o Dylan chega e…

Vruuummm… vruuumm…

O telefone de Lety vibrou e ela correu para atender. Alguns rolamentos de tela depois, ela fez uma cara um pouco decepcionada e, ao lembrar que Dee estava ali, abriu um sorriso e virou-se para ela.

– Dean vai ficar um tempo a mais na ronda. – Lety disse. – Bom, hoje é a noite das garotas aqui na casa dos Davis O’Connel.

– Yeeeaaahhhh… Girl’s Night!! – Dee aproveitou a deixa, tirou o cinto, abriu o botão da calça, tirou os sapatos apertados e relaxou o corpo, deixando transparecer a pequena “pança” de fast-food que cultivou nos EUA. – Eu realmente precisar de um academia… – Ela deu uns tapinhas na barriga. –  …esses anos de McDonald’s and Wendy’s cobraram seu preço.

– Quer trocar? – Lety alisou a barriga.

– No, thanks!

Então, Lety trouxe a comida e serviu o jantar das duas. Um belo prato de Cassoulet (um cozido com feijões-brancos, frango e algumas carnes de porco) que terminou em poucos minutos sendo devorada por uma desesperada por comida caseira regional e a outra que comia por dois. Após o jantar, as duas ainda pediram uma torta de chocolate que foi entregue na casa delas e um pote de sorvete.

Depois disso, elas começaram a conversar sobre a vida na América e a vida no Campus de Yale.

– Lá is like here… Lá é como aqui… – Dee deu de ombros. – But, lá tem terremotos, furrácoins e, às vezes, uns incêndios. And um monte de malucos com guns… com armas…

– Credo! E você viu alguma dessas coisas?

– No! Não chegou a acontecer perto de mim… – Didra respondeu. – Meu maior problem era as aulas, os professores and… – Então, Dee se calou.

– E…?

– Nothing… – Dee sorriu e pegou o celular. – Vou te mostrar algumas fotos que tirei no Califórnia! Look… – Ela abriu o álbum e aproximou ele de Lety. – This is Ricky… my… ex-boyfirend…

– Oh, meu Deus! – Lety deslizou o dedo pelas fotos e seus olhos começaram a brilhar. – Dee, ele é lindo! Eu acho que eu vou me… Aii!

– O que foi?

– Tá bom, Lúcia! – Lety deu um tapinha na barriga. – A mamãe já parou!

– O que foi esse?

– Sempre que eu vejo um rapaz bonito assim a Lúcia chuta minha barriga. – Lety respondeu rindo. – É a forma dela dizer “Ei, mãe! Vamos parando com esse assanhamento aí! Já esqueceu do papai?”

– Vocês vão chamar a baby de Lúcia?

– Ainda não decidimos… – Lety deu de ombros e voltou a olhar as fotos. – Estamos entre Lúcia e Triss… por causa de um jogo aí.

– Eu nunca ver Dean jogar The Witcher? – Didra respondeu. – Por que ele querer chamar a baby de Triss?

– Quem disse que é ele que quer? – Lety respondeu. – Eu escolhi Triss! Amo The Witcher! E a série com o Henry Cavill foi tão maravilhosa… Ahhh… ele é tão… aaaíii… – Outro tapinha na barriga. – Triss!! Você sair daí direto para o castigo!

– Keep watching, honey! – Rindo, Didra falou um tom mais alto, em direção a barriga de Lety. – A gente sabe com quem a gente está lidando!

– Eiii!!

Lety, também rindo, pegou uma das almofadas do sofá e bateu em Dee. As duas terminaram a noite (e o pote de sorvete), então, Lety foi para o quarto. Deixou com Dee um cobertor e um travesseiro. O apartamento era pequeno e não tinha um quarto para hóspedes, porém Didra insistiu que o sofá estava bom o suficiente para ela. Graças à diferença de 8 horas entre EUA e França, ela ainda tinha algumas horas pela frente, então, resolveu ler seus livros de faculdade para manter os assuntos frescos na mente, além de ler e responder diversas mensagens de seus amigos e amigas de Yale, atualizando-se sobre as fofocas do grupo “Beverly Hills, 90210”.

Também haviam algumas mensagens do seu “ex-boyfriend”, Rickie (que incluíam fotos não-solicitadas de partes da anatomia do rapaz) e, em um segundo aplicativo de mensagens, algumas mensagens de sua “ex-girlfriend” (um namoro que ela mantinha “em paralelo” com Rickie), uma garota de descendência indiana chamada Pryia.

Após isso, ela conseguiu finalmente cair no sono. Na manhã seguinte, Lety informou que Dean havia saído de casa muito cedo e ficou por conta de ela ir buscar algumas coisas para o café da manhã. Dee ficou animada em visitar o tal Cozy Bear Café, mas, para seu azar, o local era longe o bastante para ir a pé e voltar, então Didra se conformou em ir até a padaria mais próxima. Comprou uma baguete e dois expressos.

Depois do fim de semana com o irmão e a melhor amiga (agora cunhada), Didra arrumou uma das malas com roupas e livros (o resto mandaria buscar depois que estivesse acomodada na faculdade) e saiu para ir, finalmente, até a Anteros Academy.

Pegou o ônibus e apreciou a paisagem de sua cidade. Muita coisa havia mudado. O Banco da Cidade, por exemplo, havia deixado de ser uma agência e tornou-se um prédio gigante. A Loja de Joias e o Mercado de Tudo sumiram. Não reconheceu boa parte dos prédios pelo qual passou e nenhum dos rostos que via na rua lhe parecia familiar. Era como sua chegada aos Estados Unidos. Um ambiente hostil que precisaria ser explorado e dominado aos poucos.

Será que ficaria presa no quarto do campus por meses até que alguma mão amiga lhe convidasse para sair e conhecer o ambiente. Ficou meses sendo chamada de “french girl”, respondendo sobre os hábitos de higiene europeus e tendo que deixar de forma muito clara (e as vezes um pouco agressiva) que as garotas francesas não eram taradas por americanos como mostravam nos filmes dos anos 80.

Será que ele teria que passar por tudo isso outra vez? Seria chamada de “americana” ou “gringa”, tendo que explicar que nem todos os americanos são malucos armamentistas e que nem todos apoiavam o maluco que queria construir um muro em volta do país. Na verdade, ela, naquele minuto, não se sentia nem americana e nem francesa. Na verdade, ela só queria ir para casa. E sua casa… ela nem sabia onde estava e nem se a receberia de volta.

Desbloqueou o celular e navegou até suas pastas de fotos, buscando uma imagem de sua adolescência. A única que se permitiu manter no celular. A que usou como papel de parede no telefone por meses, até que resolveu que estava cansada de chorar de saudades todas as noites no escuro do quarto.

Na imagem, tirada durante o Natal de 2015, ela estava cercada pelas amigas. Melody (com uma estranha cara de quem estava gostando muittooo de alguma coisa que aconteceu com ela), Violette (assustada com alguma coisa), Ambre (surgindo no cantinho da foto), Lety (que estava presente no dia), Rosalya (linda como sempre), Kim (abraçando-a por trás) e, junto com ela, estava…

PRÉÉÉÉ…

A campainha do ônibus, indicando que estava na hora de desembarcar, trouxe Didra de volta ao mundo real e a fez pular da cadeira para correr para a porta do coletivo. Ela desceu e foi para a frente da sua nova faculdade. O portão de metal aberto aos alunos dava a visão do campus da Anteros, com árvores floridas em todo do terreno, prédios com aspecto envelhecido e rústico. Um lugar que parecia ter anos de história e conhecimento acumulado para contar.

Tudo tão mais aconchegante e acolhedor do que o enorme e venerável campus de Yale. Parecia aquele avô gentil e sábio, que teria paciência para ensinar e guiar seus pupilos, enquanto Yale era o severo e respeitável senhor que lhe ensinaria tudo, mas cobraria o máximo de disciplina. Tudo tão mais familiar e tranquilo. Tudo parecia ser uma parte dela.

A longa fila de alunos estendia-se pelas calçadas e pelo campus, dispersando-se entre pequenos grupos que corriam animados para o prédio que parecia ser o local onde ficavam os dormitórios (a enorme placa com o desenho de uma cama na lateral do prédio ajudou a indicar isso), outros corriam para a biblioteca e para a cantina. Dee estava tão nervosa que sentiu a visão escurecer até não enxergar mais nada.

– Adivinha quem é? – Uma voz forçadamente rouca falou e Didra sentiu mãos quentes e delicadas cobrindo seus olhos.

– Alguém que está com um “severe” caso de “problems” na garganta e precisa ir a uma hospital urgente?

– Sua sem graça! – Rosalya riu e empurrou Dee. – Meu deus! Quem eu vejo aqui? A Pamela Anderson? – E avançou para agarrar o peito de Dee com as duas mãos.

– No fazer isso ou você vai ter de assumir os consequências! – Dee afastou-se protegendo a frente com os braços. – Like me levar para jantar and todo o resto!

Rosa riu e depois engoliu em seco, segurando a vontade de chorar. Então, abriu os braços para receber Dee que pulou e lançou seus próprios braços em torno do pescoço dela. Ali, naquele momento, elas não conseguiram segurar as lágrimas e apertaram com força os corpos uma contra a outra. Rosa acariciava os cabelos de Dee tentando encontrar alguma evidência de que aquilo podia não ser verdade.

– Eu tava com tantas saudades! – Rosalya respondeu. – Você foi embora e me abandonou aqui, sua ruim! Nunca mais faça isso!!

– Sometimes tudo o que eu mais queria era ter você comigo, Rose… – Didra secou uma lágrima da amiga com o dedo. – Foi bem difícil estar longe de todo mundo… Sometimes eu só queria fugir e pular na primeira avião e come back… for you!

– Vai me chamar de “Rose” por quanto tempo? – Rosalya riu. – E eu acho que vou precisar de uma tecla sap para entender metade do que você diz.

– São quatro anos sem falar meu língua… – Didra respondeu enquanto segurava as mãos de Rosa. – Tenho que praticar. But, anyway… Vamos entrar e fazer o matricular! Maybe we share… digo… talvez nós vai dividir a quarto

– “Nós não vai dividir nada”, Pamela Anderson! – Rosalya fez menção de avançar contra o peito de Dee, mas, dessa vez Dee não se protegeu e ainda fez cara de desafio para a amiga. – Eu não durmo no campus. Eu durmo na minha casa com o Leigh.

– Você e o Leigh casar?

– Ainda não, mas estamos acertando tudo, desde que eu… – Rosa deu uma engasgada. – …sai daquela situação difícil que me colocaram…

– Oh… yeah… Eu lembrar…

Rosa estava falando do tempo que passou presa, acusada de atacar Debrah com uma tesoura de costura e foi liberta graças a ação de Didra e do resto do grupo da Sweety Amoris. Uma vingança da ex-popstar que recaiu sobre todos que a prejudicaram, como Rosalya, Nathaniel, Alexy e Leigh. Um caso que Didra passou muito tempo para esquecer.

– And Lysandre? – Didra sacuiu as mãos de Rosa, para tirar ela das lembranças ruins. – Ele estar aqui no Anteros too?

– Não. O Lys-Fofo está morando na fazenda dos pais… – Rosa respondeu. – Desde que o sr. George a sra. Josiane se foram, ele resolveu assumir os negócios dos pais e tocar a fazenda.

– Eu não consegue imaginar o Lysandre using um macacão com um chapéu de palha… – Didra riu e puxou Rosa para dentro da Anteros. – Like o pai dele usava.

– Ele não usa… – Rosa riu. – Ele ainda mantém aquele estilo único dele, mas não é por isso que ele não pega no pesado. Ele dá muito duro naquele lugar e, quando não está com os seus funcionários, ele fica escrevendo os livros de poesia dele.

– Workers? – Didra arregalou os olhos. – Lysandre tem funcionários na fazenda dele?

– Uma fazenda é enorme! Tem, pelo menos, quarenta hectares!  – Rosa abriu os braços para enfatizar o tamanho. – Ele tem lá os funcionários que trabalham com os pais dele e o conhecem desde pequeno! Mas, é muito legal! Temos que ir lá um dia.

– But, se Lysandre foi para o fazenda… O que aconteceu com o parceria com Castiel? E a band?

– Ahhh… realmente, Castiel seguiu sozinho com a banda dele, mas ele está muito bem. – Rosa deu o braço para Dee e ambas foram andando em direção a entrada do prédio principal da Anteros. – Quem sabe você o vê por aqui em algum momento.

– Sure. – Didra disse, chegando à ponta final de uma fila de alunos. – Quem mais eu vai ver por aqui e…

– ISSO É RIDÍCULO!!

Uma voz brava interrompeu a conversa das garotas e chamou a atenção para um ponto mais distante da fila de alunos. O grupo se afastava das duas moças que discutiam (quer dizer, uma discutia e a outra olhava como se estivesse vendo um alien.)

– Todos os anos têm que ter um palhaço nessa escola? – Uma garota de pele morena e longos cabelos encaracolados, usando um casaco de moleton verde, que parecia dois números maiores do que ela, falava aos berros. – Isso aqui é uma Faculdade de Artes! Não um desses atelier idiotas que você deve frequentar!

A outra garota, magrinha de roupas pretas com um visual gótico e cabelo louro cor de palha, com um corte “tipo bacia”, continuava olhando para a outra menina como se estivesse ouvindo uma outra língua, sem entender o que estava acontecendo. Por alguns minutos, ela ficou até pensando se todo aquele escândalo era com ela ou com outra pessoa.

– O que aconteceu? – A morena provocou um pouco mais. – O gato preto comeu a sua língua? Você não acha que está no lugar errado, não?

– Acho melhor você tomar cuidado ou eu posso lançar uma maldição sobre você… – Foi a primeira frase da garota gótica em quase 15 minutos de discussão. – …conheço algumas magias vudu que são bem eficientes.

– Uau… Isso parece a escola toda outra vez, não é? – Rosa disse. – Vamos embora, Dee. Tem gente idiota em qualquer lugar, não é?

Mas, Didra não se moveu. Rosa olhou para trás, para ver o motivo da amiga não ter acompanhado ela. Dee olhava para a discussão e não conseguia acreditar no que estava acontecendo.

– Não acredito que esteja acontecendo isso na faculdade. – Didra estava indignada. – Não posso deixar isso assim.

– Olha quem diria… – A morena deu um sorriso sarcástico. – A Mortícia tem língua.

– Ei… Você não é grande demais para esse tipo de atitude? – Didra entrou na frente da garota morena e a encarou. – Não espera… eu acho que você não ser grande demais nem pra entrar no parrkinhoú.

– Ora, ora… Temos outra sabichona por aqui. – A morena agora virou-se para Dee. – Alguém que sabe responder.

– Saber bem mais do que responder, figurante de “The Hobbit”. – Didra estralou os dedos. – Ninguém aqui pedir o seu opinião, portanto, guarde elas para você mesma!

– O que foi ela ali não pode se defender sozinha? – A garota morena não se intimidou e continuou com as agressões gratuitas. – Qual o problema de querer que a faculdade mantenha o prestígio? Se isso virar um circo, nossos diplomas vão valer cada vez menos lá fora.

– Vá cuidar do seu vida! Você só gosta de provocar as pessoas por nothing! – Didra respondeu deixando claro que estava entediada com aquilo. – Get lost!

– Você não é a dona desse corredor! – A morena virou-se e foi embora de nariz em pé. – Vamos nos ver ainda.

Ela saiu em direção ao prédio dos dormitórios e ainda deu uma olhada para Dee por cima do ombro. Didra, apenas manteve o dedo médio estendido para ela. Ao perceber o gesto vulgar, a garota morena apenas bufou e foi embora. Rosa, com um olhar de surpresa, colocou a mão no ombro de Didra.

– Uau! Parece que a nossa “docete” ficou beemmm… amarga, não é? – Rosalya puxou Dee para mais próximo. – O que fizeram com você lá fora?

– Eu estava prestes a mandar ela ir catar coquinhos… – A loura aproximou-se. – Mas, você fez bem melhor.

– Eu só não ter mais paciência para esse tipo de pessoa. – Didra deu de ombro. – By the way… sou Didra… Didra O’Connel. – E estendeu a mão para outra garota. – Mas, pode me chamar de Dee.

– Charlene. Charlene Lestrange. – A garota pegou a mão de Dee e de Rosa, que também se apresentou. – Mas todo mundo me chama de Chani.

– Aliás, eu adorei as suas roupas! Vou te levar na loja do meu noivo para te apresentar a nossa coleção estilo “dark”. – Rosalya falou para a Chani. – A Didra acabou de voltar para o país e vem fazer História da Arte. E eu faço psicologia. Vamos nos ver em algum lugar por aqui?

– Acabei de fazer a minha inscrição para História da Arte também… – Rosalya fez um beicinho para Chani e depois riu. – …e estou indo para o quarto agora! Se vieram pegar uma chave é só ir até o rapaz com cara de quem odeia o seu trabalho no Auditório 1.

– Thanks, Chani! – Didra respondeu. – Nos vemos por aí! Bye.

Chani acenou e foi em direção a saída do prédio.

– Achei ela muito simpática. – Rosalya disse para Dee, que parecia distraída com outra coisa. – Acho que vocês vão se dar bem e… Oque foi?

– Você dizer que Castiel está bem com a sua banda nova?

– Ele está sim… Ele tá bem ele seguiu a carreira, correu atrás e agora está aí. – Rosalya deu de ombros. – Por quê?

– Porque você não me falou o “quão bem” ele estava…

Didra apontou para o cartaz colado no quadro de avisos da escola com uma foto de Castiel tocando sua guitarra.

                                                                                  Grande Show de Lançamento

                                                                                    CROWSTORM CONCERT

                                                                                     Local: Bar Snake Room

                                                                                   Ingressos somente no local

12/11

Continua…


Notas Finais


Se você quiser conhecer toda a história da Dee, você pode ler direto no fórum oficial do AD clicando no link:
https://www.amordoce.com/s2/forum/t31179,1-gl-iris-você-é-meu-amor-doce-parte-2-por-realdoido.htm#p6591739

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